Use o Silencio quando Ouvir
A-MAR DE GENTE
Seria mais gostoso gostar de alguém
Quando esse alguém também gosta da gente
Ou será que é pedir muito?
Gostar de quem também goste da gente
Nos tornamos consumistas
Contabilizando o que ofertamos
E o que estamos recebendo
Como em uma jogatina
Tem gente que gosta da gente
Tem gente que gosta de gostar da gente
E tem gente que gosta que a gente goste
Porque ainda existe alguém morando dentro dessa gente
Mas o que buscamos é o que queremos?
Ser amados ou validados?
Ser vistos ou ser ouvidos?
Ou apenas mostrar que alguém gosta da gente.
Porque amar é decisão
Que vai amar sem esperar,
E apostar que vai ganhar.
Tatuí, 01 de abril de 2025.
O Colapso dos Muros da Alma: Uma Peregrinação ao Vazio
Quando os muros erguidos com o sangue da alma desmoronam, não há mais abrigo para os segredos entranhados na carne do ser.
Cada tijolo, moldado pelo sofrimento silencioso de anos, dissipa-se como fumaça ao vento, revelando a nudez crua de uma existência outrora protegida.
Exposto, o âmago do ser torna-se espetáculo: os olhares alheios, alguns compassivos, outros carregados de adagas morais, trespassam a dignidade,
transformando-a em teatro para a condenação ou a piedade.
A verdade, agora desvelada, escorre como um rio sem leito, arrastando consigo os segredos mais sombrios, aqueles que fermentaram nas sombras da alma.
Nesse palco de vulnerabilidade, o ser contempla o paradoxo da libertação:
a mesma verdade que o despoja de suas máscaras também o condena à solidão do julgamento alheio.
Resta-lhe, então, a quietude da inexistência, não como fuga, mas como ato último de soberania.
É o fim de um ciclo que começou na infância, quando o primeiro tijolo foi cimentado com lágrimas,
e o sofrimento tornou-se arquiteto involuntário.
A inexistência, aqui, não é derrota, mas epílogo de uma narrativa escrita em sangue e silêncio.
Bem-vinda, inexistência!!!
Não como abismo,
mas como repouso das perguntas não respondidas.
O ser, agora desintegrado, retorna à quietude primordial,
onde segredos e dores dissolvem-se no vazio que precede até mesmo a linguagem.
"A vida é um sopro. E, quando chega a sua hora, o medo surge — medo de perder tudo. Mas tudo o quê, se você não tem nada? Nesse instante, percebe que o que realmente é seu são os momentos que viveu, o amor que sentiu, a vida que experimentou. Se, porém, você deu mais valor ao ter do que ao ser, partirá, de fato, sem nada. Reflita... e seja mais."
Por que, quando é o outro que está:
Dispersando na conversa,
Descansando no sofá,
Mexendo no celular,
Chegando com atraso
Ou apresentando um atestado...
...sempre nos causa mal-estar?
Quando tudo está bem
Nada a reclamar
Mas, em tempos turbulentos, as queixas surgem junto com os lamentos
Então, com a confiança abalada, os dias de tranquilidade são rapidamente cobertos por tormentos e você não se lembra mais dos bons momentos em que nada podia tirar sua paz
quando não havia nada a reclamar
E na turbulência, tudo é questionado: tradições, costumes, justiça, o mundo e a própria vida
E nada do que era tão seguro e bom há muito tempo é sequer lembrado
Assim é a vida, nem a paz dura para sempre, e assim também, nem as tempestades e turbulências da vida durarão para sempre
Afinal, nesta vida, até os momentos bons e ruins passam com o tempo e nem a vida é para sempre...
Solitude
É difícil andar só, na solidão do caminho,
Mas amar também fere, mesmo quando há carinho.
Essa é a armadilha de todo viver:
Precisar de alguém e, ao mesmo tempo, temer.
Buscamos afeto, calor no abraço,
Mas há dor escondida em cada laço.
Quando nos damos, perdemos o chão,
A entrega vira prisão da emoção.
E se, no fim, for tudo ilusão?
Se aquilo que vemos for só projeção?
Será que essa pessoa é quem acreditamos,
Ou é só um espelho do quanto amamos?
Viver é um jogo de fé e incerteza,
Entre o medo da dor e a busca por beleza.
Amar é humano, mesmo sendo ferida,
É risco, é sonho e faz parte da vida.
Quando meu marido tinha apenas seis anos de idade, ele falou que um dia se casaria comigo, vinte e seis anos depois suas palavras foram cumpridas.
"Quando for procurar alguém para passar a vida com você, observe A VOZ, porque chegará um tempo que a única coisa que sobrará a fazer será CONVERSAR"
Escrevi este livro durante as minhas repetidas noites e
madrugadas de insônia, quando o sono sempre me foge.*
*Provérbios 8:17: "Eu amo os que me amam. E os que de madrugada me
buscam, me acharão."
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