Use o Silencio quando Ouvir

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Quando a Lua de Sangue
cruzasse o Sarv já era
a promessa da última
guerra da Humanidade,
O final desta guerra
nem eu nem ninguém sabe,
Matar um povo desarmado
é coisa de gente covarde.


Não posso fingir que nada
está acontecendo ---
Daqui a pouco será espalhada,
e levará muito tempo:
Não diga que não foi avisada.


Quero que entenda que
toda guerra é anunciada,
Ela chega quebrando tudo
dentro como prelúdio
da aberrante entrada,
Não quero jamais que abra
refúgio para a ideia de guerra
fazer a tua essência capturada.

Quando Mamoninha do mato
florescer para alimentar
as nossas abelhas nativas,
Estarei cuidando ainda melhor
dos sonhos e das expectativas,
Porque confesso que do meu
modo acanhado te tenho amor,
Com o meu recato para nós
preservo e guardo o meu melhor.


Porque quando chegar a hora
de alimentar os pássaros
do impulsos e das emoções,
Sei que estaremos preparados
para viver o que esperamos,
e assumiremos dedicados;
Porque um pelo outro temos
o que não pode ser explicado,
e no íntimo vive mergulhado.

LXXXIX


Quando Rodeio está em festa
o meu coração também está,
Por esta e por cada primavera
a alma sempre plena agradecerá.


Feliz por viver aqui neste rincão
que tem o Pico do Montanhão
diante da visão como inspiração.


Por hoje e por cada festa que virá
nesta terra onde a poesia perdurará.


A beleza primeira que sempre enredará.

Quando as armas sempre se erguem,
a poesia se ergue muito mais acima
de toda a coragem que nem a morte,
com sua brutal censura, extermina.


Poesia não é sobre o que se escreve,
e sim sobre o que se vive e morre
sem medo e sem nenhum limite;
é tudo, menos sobre o que se fere.


É renascer em meio à destruição,
o florescer sobre os túmulos de Gaza
para consolar o coração de quem fica.


É ter a coragem de dizer não à guerra
contra qualquer nação e ao que encerra,
e, por fim, é o que se escreve ou sente.

Quando percebia que
tinha brinquedos demais,
pedia aos adultos que
os levassem para doá-los a órfãos.


Eu não só brincava,
como também lia livros,
escrevia e pintava.


Os jogos que eu criava
com os meus amigos brincava.

Praça dos Imigrantes


Quando os ipês-amarelos
da Praça dos Imigrantes
no Centro de Rodeio
se vestirem de amarelo,
Tenho certeza que você
estará aqui por perto,
E estarei pronta para ser
todo o seu Universo.


Direi firme à toda cidade:
- Que vale a pena esperar,
não tem nada ver com
viver no mundo da Lua.
Só por confiar o tempo
também nos florescer.


Não é delírio poético
deixar o tempo fazer
o que tem que fazer,
do amanhecer ao anoitecer.

Sentir o vento quando
chegar no Planalto Serrano
Para hoje é o meu plano,
Lembrar que o seu primeiro
nome era Casa Branca,
que também que foi
chamada de Encruzilhada.


Para os tropeiros foi lugar
de pouso para se refazerem
para enfrentar a estrada,
É de Otacílio Costa
da gente tão hospitaleira
que eu estou falando,
que em qualquer lugar
que você para quieto,
e amigo tu acaba ficando.


Otacílio Costa, erguida,
com honra e muita luta;
Uma cidade de gente
que valoriza a família,
a terra e a honesta labuta.


Otacílio Costa, querida,
de gente amável que
põe sabores na mesa
que são como poesia.


É para aí que estou indo
para sentir o vento
do Planalto Serrano,
tocar as estrelas
e a Lua com os dedos,
porque entre nós
nunca houve segredos.


Otacílio Costa, fostes
parte de Lages,
disso também não esqueci;
Mesmo distante de ti,
contigo no meu coração,
honro para sempre
com todo o amor e paixão,
como parte infinita de mim.

Quando o ódio acampa,
não se esqueça que para tudo
sempre existe esperança.


Deus nos ergue das profundezas
e da condição aberrante
existencial de criatura,
creio n'Ele de maneira profunda.


Repudio existencialmente
a máxima literária que um dia
foi escrita por uma pluma sofrida:


"El corazón humano es un ángel caído".


Mary Shelley, lado a lado,
com a morte teve convívio,
e com ela escreveu o seu destino.

Não existem intrusos quando o assunto são os Direitos Humanos.

Quando o tema é Soberania eu fico que nem bicho de prontidão para defender o ninho. É um tema que mexe com o meu emocional e o racional. Esse é um dos meus poucos lados fanáticos. Admito. Mexe comigo profundamente.

Fique.
Quando a rendição chegar sem resistência,
e o desejo se curvar com fina ardência
à minha vontade cheia de malemolência,
a entrega plena te tomar por inteiro,
a liberação através do controle firme,
afastando o ruído do mundo e as influências
que ainda tentam distrair e levarem ao limite.


Fique.
Se for para florescer em tremores,
quando o minuano soprar forte,
roçar, balançar e amainar
tão fundo como catuaba-branca
na profunda e verdejante Mata Atlântica.


Fique.
Se for para fazer história na existência
e plenamente amorosa na memória,
quando sentir o frenesi lento,
autêntico, possante e devorador,
e teu corpo aprender leal que
não haverá regresso com todo amor.


Fique.
Com quem comanda num toque
os teus pontos sensíveis de prazer,
e as rotas com magnitude não permita
nem por um minuto nos esquecer,
e seja o motivo do sorriso espontâneo
sem a necessidade de explicações render.


Fique.
Quando teus lábios, meus íntimos
se abrirem para fundir o ouro
da nossa polaridade com aromas,
perfumes e sabores compartilhados,
e o verdadeiro prêmio for a liberdade
que só existe na rendição total
ao que sabe tomar o que é na totalidade
com exclusividade — meu e seu.


Fique.
Porque onde eu lidero, tu floresces.
Onde eu tomo, tu te entregas.
E nessa dança ancestral, sem jogos,
nos permitir o pulo do gato e o tesouro
ganharmos muito mais do que o dobro —
eu na minha glória, tu no teu êxtase,
a realidade acordada de viver o nosso sonho.

Quando a tua pele solar
unir-se à minha lunar,
como doce maldição,
irei nos braços embalar
contínua e implacável...


​No mar de amor, colada
ao teu coração
que pensava que ia brincar,
Sussurrarei elogios:
​— Os ais favoritos teus
que sempre serão advindos
do coração e da alma
unidos aos meus...


​Porque sou um mistério
que hemisfério nenhum desvendará,
E como um peixe experiente,
sei enfrentar tempestades em alto mar.


​Assim, os teus suspiros
serão capturados pelos meus,
Desse amor feito de laços infinitos...
convictos não iremos escapar.

Não presto culto aos discursos e personalidades de choque. Às vezes sou um pouco firme quando as circunstâncias exigem, mas priorizo a racionalidade e a temperatura estável em todas as circunstâncias.

O céu noturno de quando foi assinado
o decreto da nossa Bandeira Nacional,
foi desenhado com exatidão e esmero
como no próprio Hemisfério Austral,
Na justa posição astronômica em que
as vinte e uma estrelas se encontravam,
assim todos homenagem prestaram.


Depois mais seis novos estados surgiram,
e em vinte e sete estrelas resultaram.
Há quem as queira no futuro delineando
o contorno do mapa da nossa Nação;
Penso que ninguém mais deve tocar
no nosso augusto e primoroso Pavilhão.


A base de orientação no céu noturno
alimenta a memória e o próprio coração,
erguendo a história da memória
e na afetividade da nossa Pátria inteira
com as grandezas da arte e da ciência,
para prestarmos eterna e total reverência.

O meu coração é coração de palmeira
quando se trata de revolução.
Queira ou não, a primeira revolução
se começa com a barriga cheia.


Não importa o tempo e o quanto,
a vida de cada um tenha mudado,
Se no presente ainda é cobrado,
para nenhum de nós é passado.


Aqui quem vos fala é a poesia brasileira:
- Seja na dispensa ou na mesa,
voltem a plantar a palmeira Juçara!


Se a vida está cara, é porque foi
deixado para trás a alimentação originária,
e que até hoje ninguém se atentara.

Quando fiz sete anos de idade o meu avô me falou que o Colonialismo era o mal do mundo. Na maturidade, aprendi sobre o Colonialismo interno. Na contemporaneidade, aprendi que o Colonialismo tem uma infinidade de desdobramentos inimagináveis.

A esquerda em qualquer democracia só se sustenta como ideologia, posição e princípios quando não desfila impunimente nos shopping center das áreas nobres dos grandes centros urbanos, imponderados com marcas de grandes grifes e estilos consumistas burgueses fomentados pela classe alta dominante como sinônimos de luxo, esbanjamento e riqueza.

Há relações que terminam muito antes da despedida, quando o respeito desaparece e apenas o hábito continua presente.

O amor-próprio começa quando deixamos de negociar nossa dignidade para garantir a aprovação de alguém.

Quem vive para impressionar os outros acaba entregando a eles o poder de decidir quando sua vida tem valor.