Use o Silencio quando Ouvir

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Dedico minha vida a Deus, pois quando comecei a ler o seu livro, que minha incredulidade começou a caducar.

Quando o mar sobe, Copacabana escuta.

⁠Quando uma estrela brilha muito, ela causa desconforto para alguns.

⁠O momento em que choramos num filme não é aquele em que as coisas são tristes, mas quando se tornam mais bonitas que aquilo que esperávamos que viessem a ser.

"Quando o Sol se avergonha no horizonte, eu sei que a saudade vai recair sobre o meu eu, de novo.
Ela se via como Ouro de Ofir, mas era só uma bijuteria, ouro do tolo.
Quando a vislumbrei, conclui meu hara-kiri, ela não teve dó; teve dor, ela não teve zelo; ela agiu com dolo.
A infância, a juventude, são tão boas, a inocência é tão doce, sinto falta da minha ignorância, sinto falta das vezes em que fui tolo.
Quando se ama, quando se envelhece, percebe-se que até mesmo a ausência de algo pode ser doloroso.
Um cheiro, um beijo, um olhar, uma carícia, aquele 'eu te amo', um corpo.
Quando o amor nasce, floresce em um só peito, em um só coração, é um sentimento natimorto. Recordo-me de nós, das vezes em que tentei, das vezes em que, mesmo sem errar, errei, e só me vem o desgosto.
Paguei, ah sim, mas paguei por todas as iniquidades, pecados desta e de outra existência: já não devo mais nada ao Deus, deixe minh'alma longe de outra vida com ela, Pai, não quero esse martírio, de novo.
Se fui feito para ela, então, me desfaça, Pai, destrua minha existência, me faça rastejar pelos sete infernos, mas não me faça olhar uma outra vez na constelação daquele olhar, o de minh'alma, o poço. Sei que errei, fui parvo, pecador, boêmio, nunca um bom moço.
Mas, mesmo que o Senhor, por sobre os céus, castigasse Lúcifer com o amor incondicional àquela mulher, eu rogaria para que, com o de muitas faces, fosse mais piedoso.
Nem mesmo ele merece o castigo que eu, um mero mortal, experimento dia após dia, um inverno após o outro.
Meu coração sangra ao lembrá-la, sinto meu peito roto.
Eu a escuto em toda voz, toda brisa tem seu cheiro, todo beijo tem o macio dos lábios, eu a vejo em todo rosto.
Disseram-me, certa vez, que eu estava somente apaixonado; era melhor o atestado de insanidade, terem me trancado como um louco.
Ela não ama, Pai, ela é incapaz, e, por amá-la em demasia, torno-me um ser extremamente odioso. Indiferente à dor alheia, se não posso ter o que mais almejo, por que poderia qualquer outro?
É errado, meu Deus, eu sei, mas ela me tornou um ser invejoso.
Percebo que era falácia, dela, cada choro.
E uma vez mais, eu a amaldiçoo.
Eu, que tentei ser o melhor homem que ela poderia ter ao lado, hoje parece que lancei meu espírito ao dos sentimentos, o esgoto.
O Sol parece já estar nascendo, devaneei, uma vez mais, com o copo cheio, até que tu, sobre o céu, me mates, eu hei de sofrer mais um pouco.
Pois, quando o Sol nos sorri no horizonte, eu sei que a saudade vai recair sobre o meu eu, de novo..." - EDSON, Wikney - Memórias de Um Pescador, A Oração do Desesperado

"A verdade é que bebo quando te mando mensagem; ou será que só te mando mensagem quando bebo?
Pouco importa, ambas são um engano, ledo.
Amar é loucura, é escravizar-se ao desejo.
Não tem uma mensagem, um aceno, um abraço onde eu queria um beijo.
Tento imaginar nós dois, me esforço, me declaro, mas não tem jeito.
Você não quer meu aconchego.
Lembro seus olhos, tudo o que é divino deixa confuso este sujeito.
O seu olhar é inenarrável, inimaginável, tem um brilho de constelação e, ao mesmo tempo, um inescapável negro.
Eu ainda me lembro do seu cheiro.
O vento, o seu aliado mais covarde, não me permite esquecê-lo.
Quando bebo, te amo; quando estou sóbrio, finjo que te odeio.
No escuro do meu quarto, me sinto tonto, fecho os olhos pra evitar o rodeio.
Me encontro na escuridão, de olhos fechados, e ainda assim, é você que eu vejo.
Maldita! Me abandone um pouco, me faça te odiar, arranque esse amor do meu peito.
Volte, por favor, volte de onde veio.
Apague da minha mente o seu olhar, o sorriso, o seu jeito.
O seu abraço, a gargalhada espalhafatosa, os seus trejeitos.
Hoje, senti sede de você, e a saudade veio.
Por não te ter, te busquei em uma corrutela, em um copo cheio.
Te enviei uma mensagem, foi visualizada, mas a resposta não veio.
Cedi à minha vontade, à minha maior vergonha, não deveria tê-lo feito.
Fi-lo, pela exacerbada parvidez, por tentar ser, ao menos, seu amor de veraneio.
Embriagado, indaguei-me: bebo quando te mando mensagem; ou será que só te mando mensagem quando bebo?" - EDSON, Wikney

"Eu sei, prezei pela verdade.
Mas sou mentiroso e ela sabe.
Ela descobriu, quando eu disse que já não sinto saudade.
Quando ela disse que ia e eu respondi 'já vai tarde'.
É mentira, é verdade.
E ela sabe.
Sabe pois, a boca pode mentir, mas o ardor da pele, o brilho no olhar, servem à verdade.
A boca que lhe desenhava o corpo, em cada curva de prazer, é a mesma que professa inverdades.
Um todo de nada, palavras de amor, puro fulgor, juras, leviandades.
Amar é vaidade.
É crer que se é possível querer e conquistar a da alma, metade.
E eu a amei, amei-a em cada esquina da cidade.
Em cada bar, em cada copo, em cada dose, em toda parte.
Vá, amor, vá; me odeie, esperneie, grite, fale.
Acho é bom, que mesmo em ódio, estarei novamente em sua boca, em cada frase.
Rogo para que o silêncio lhe encontre e minha boca, novamente, te cale.
Sem voz, sem sussurros, somente os gemidos, e o arrepiar, o choque da tez, como eletricidade.
Eu minto, amor, minto, pois fingir não te amar, fazer te odiar, é o único jeito de manter a minha sanidade.
Lhe amaldiçoo por me corromper, logo eu, que sempre prezei pela verdade..."

Quando você evita a verdade para não doer, só prolonga a dor. A verdade imediata machuca, mas cura. A mentira confortável acalma, mas deteriora. O conforto enganoso é o mais perigoso.

Quando paro de lutar contra o inevitável, encontro força para agir onde é possível.

"Diz que já me esqueceu, mas, amor, quando foi que de mim lembrou?
Diz que já não me ama mais, mas, mesmo em meus braços, nunca me amou.
Diz que encontrou alguém para lhe curar as feridas, mas quais? As que você mesmo causou?
Todo aquele que diz lhe amar é só mais um peixe na rede de um vil pescador.
Falácias e mentiras, disfarçadas de carícias, falsas juras de amor.
Xinga, briga, se faz de vítima, me abandonara às risas, foi meu coração que sangrou.
És perfeita no prazer, mas é melhor ainda em causar dor.
Diz que morri pra você, mas é claro, nossa paixão, que era minha vida, foi você quem matou.
Agora vens e diz que já me esqueceu, mas, amor, quando foi que de mim lembrou?"

Todos nós avançamos quando escolhemos aprender exatamente no lugar onde quase desistimos, transformando desafios em maturidade e limites em novos começos.

"O Diabo pode usar a obra boa para derrubar o cristão, quando feita sem ordem!"

Quando a sociedade descobrir que é possível viver sem políticos e sem a prefeitura, muitos passarão a temer as consequências dessa autonomia.

⁠Meu coração fica em chamas quando olho para você, porque sei que a água que necessito é você!

O cínico, quando desarmado, não aprende a agradecer; aprende a odiar.

Quando nosso coração está agarrado ao controle, a graça de Deus sempre nos parecerá perigosa.

⁠"Quando te vejo, mil versos dançam em meu coração, mas o olhar silencioso entrega o amor bobo que guardo em segredo, mais profundo que palavras."

⁠Eu gostava do jeito que você me olhava, do jeito que me abraçava, da sua reação quando me via, hoje só restaram as lembranças e as sdds de alguém que um dia você foi.

O cume da montanha, tão dourado visto
lá de baixo, é apenas pedra fria e vento quando chegamos ao topo. (Livro Sangue no Tanque de Tubarões).

Por isso, quando meus olhos veem uma coisa e meu estômago sente outra, eu parei de discutir. Eu sigo o estômago. (Livro Sangue no Tanque de Tubarões)