Use o Silencio quando Ouvir
Amar à distância também é brigar em silêncio.
É querer explicar o que sentiu, mas só conseguir digitar metade.
As palavras chegam frias, fora de tom.
O que era cuidado vira mal-entendido.
O que era saudade vira defesa.
Ninguém solta a mão.
Mas por alguns minutos, o coração se afasta.
E mesmo assim, no fundo,
o amor continua ali
esperando que alguém tenha coragem
de atravessar o orgulho primeiro.
Silêncio
Meu peito aperta,
teu silêncio pesa.
O mundo segue,
mas você não fala comigo.
Fico aqui,
esperando teu olhar,
na saudade que não cabe.
Eu te li nas entrelinhas, onde o silêncio fala mais do que as palavras.
E ali, no espaço vazio entre um gesto e outro, descobri verdades que você tentou esconder.
Nada era bonito.
O que parecia brilho era apenas verniz, o que soava doce tinha gosto de amargura.
A sutileza dos detalhes me mostrou que a beleza que eu via era só reflexo, e não essência.
Às vezes, o amor engana os olhos, mas nunca engana a alma.
E a minha, ao decifrar o não-dito, percebeu que a beleza que restava era só cansaço e desengano, e que o encanto se quebrou no silêncio que você deixou.
Há um tipo de silêncio que não acontece fora, ele se instala dentro.
Não grita, não quebra nada, não faz cena.
Ele apenas ocupa.
Ocupa o espaço onde antes morava a certeza, a alegria distraída, a versão de nós que acreditava que algumas coisas eram para sempre.
Depois de nós, aprendi que o silêncio também faz barulho.
Ele acorda junto, senta à mesa, ocupa o espaço do que não foi dito e insiste em lembrar que algumas ausências não sabem ir embora.
Depois de nós, o mundo seguiu e eu fiquei.
Fiquei recolhendo pedaços de dias, juntando restos de coragem, tentando entender em que momento amar deixou de ser abrigo e virou travessia solitária.
Ninguém avisa que o amor, quando acaba, não vai embora inteiro.
Ele fica espalhado em músicas, horários, cheiros, lugares onde a gente nunca mais volta, mas nunca deixa de estar.
Depois de nós, as manhãs perderam o ritmo.
O café esfria na mesa enquanto o pensamento se alonga onde você ainda existe.
Não há pressa, nem conversa que sustente o calor.
Depois de nós, eu aprendi a disfarçar.
Sorrio em fotos, respondo “tá tudo bem”, faço planos pequenos porque os grandes ainda doem.
Carrego um cansaço que não é do corpo, é da alma tentando ser forte o tempo todo.
É exaustivo aprender a viver sem aquilo que dava sentido aos dias.
Depois de nós, eu ainda te reconheço em estranhos.
Na risada parecida, no jeito de segurar o copo, em frases que quase são suas.
E por um segundo curto demais, meu coração se engana, como se você pudesse voltar apenas por existir em alguém que não é você.
Depois de nós, descobri que seguir não é esquecer.
É aprender a caminhar com a falta, é aceitar que certas histórias não fecham capítulos, apenas mudam de forma.
O amor não morreu, ele apenas ficou sem endereço, sem colo, sem resposta.
E mesmo assim, sigo.
Não inteira, não curada, não ilesa.
Mas sigo.
Com esse amor quieto no peito, que não pede mais nada, só espaço para existir sem machucar.
Porque depois de nós, a vida não recomeçou.
Ela continuou, mais lenta, mais silenciosa, mais profunda.
E talvez amar seja isso no fim:
aceitar que algumas dores não passam…
mas nos ensinam a sentir o mundo de um jeito mais humano.
' NO SILÊNCIO DE MINH'ALMA '
Possante entrelaçado em meu destino
Fostes flores a enfeitar meu caminho,
Bem antes das nuvens no lindo céu,
Antes que o vento viesse em redemoinho,
E destruísse completamente nosso ninho.*
Desde então estou aqui de coração partido,
Que chora no silêncio de minh'alma,
Em som abafado, solta seu grito .*
Tu fostes a estrela que brilhou em minha vida,
Também foste o raio o qual a destruiu
Sinto muito informar-lhe: você não conseguiu !
Você só não sabia que dentro do meu ser,
Existia alguém forte, mui viril,
Que não desiste fácil da vida,
Pois a vida é rima, prosa, é força é poesia !
A vida é chama que arde a quem ama.
Sem desistir dos meus sonhos
Que brota além do Horizonte,
Na linha dos versos que componho.
Fostes o eco que morava ao relento
E um dia morou por tempos
Em meu pensamento
Sinto dizer-te: Não és mais meu desatino,
Um outro amor; pelo meu nome chama,
Este sim, é meu destino !
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a Lei -9.610/98
SERTÃO
O sertão é candeeiro
É silêncio, calmaria
É ajoelhar na igreja
É rezar Ave Maria
É ouvir o passarinho
É andar devagarinho
É tudo o que eu queria
Deus me ensinou o valor do silêncio através dos que falam demais, a tolerância com os que julgam, e a bondade com os que criticam. Sou grato a esses mestres inesperados, pois me mostraram que a graça de Deus é maior do que qualquer adversidade
O livro é um guia sábio que nos conduz através das páginas da sabedoria, mas é no silêncio da reflexão e no diálogo interior que encontramos as respostas que buscam. A verdadeira aprendizagem se dá quando nos tornamos ativos na busca do conhecimento e na aplicação das lições que recebemos.
Exercícios de Pensar
Texto III – Escrever
Escrevo porque o silêncio, às vezes, mente. E porque há verdades que só existem quando encontram palavras.
A minha escrita não resolve o mundo, mas impede que ele se torne completamente opaco.
Cada texto é uma tentativa imperfeita de dar testemunho ao tempo, antes que ele se perca. Escrevo para não apodrecer por dentro.
E, se possível, para partilhar essa podridão consigo, que me lê.
Verdade!!!
A verdade é um silêncio eloquente,
Um sussurro que ecoa no coração da gente.
Não precisa de voz, não precisa de som,
Ela é, simplesmente, a essência do ser, sem dom.
O homem que a carrega é um templo vivo,
Um guardião da chama que arde, intocável e divino.
Sua alma é um espelho que reflete a luz,
A verdade que brilha, sem sombra de dúvida ou cruz.
Ele não precisa falar, não precisa gritar,
A verdade o envolve, como um manto de paz, sem igual.
Ele é a aurora boreal em ação, a justiça em movimento,
Um farol que ilumina, em meio ao turbilhão do tempo.
A verdade é imaculada, pura e intacta,
Não se deixa corromper, não se deixa manchar.
É a rocha que resiste, ao vento e à tempestade,
A verdade que permanece, inabalável, sem idade.
O homem que a carrega é um herói anônimo,
Um guerreiro da luz, que enfrenta o desafio.
Ele não busca aplausos, não busca reconhecimento,
A verdade é seu prêmio, seu refúgio, seu coração.
Leila Boás 04/12/2025
A voz do Silêncio.
O silêncio é como a luz no vácuo,
Intangível, mas presente, sem igual.
Viaja sem som, sem barulho, sem eco,
Ilumina o coração, sem precisar de sinal.
O homem sábio sabe usar o silêncio,
Como um escudo contra o barulho do mundo.
Ele se refugia no silêncio,
E encontra a paz, o equilíbrio, o profundo.
No silêncio, ele encontra a clareza,
A sabedoria, a intuição, a visão.
Ele ouve a voz do coração,
E sabe distinguir o certo do errado, sem confusão.
A luz no vácuo é constante, imutável,
O silêncio é a mesma coisa, inalterável.
Ambos são poderosos, ambos são fortes,
E o homem sábio sabe usar esses dons, com sabedoria e sorte.
No mundo moderno, barulhento e agitado,
O silêncio é um refúgio, um oásis, um porto seguro.
O homem sábio sabe encontrar o silêncio,
E nele, ele encontra a paz, a tranquilidade, o amor.
Leila Boás 04/12/2025
Fio condutor. No vasto cosmos, onde estrelas dançam,
E o silêncio é quebrado pelo som do tempo,
A fé é o olhar que transcende o horizonte,
Confiando que, além da matéria, há um destino.
Nosso corpo, efêmero, feito de poeira e pó,
Volta à terra, ao ciclo eterno da vida,
Enquanto a alma, liberta, ascende ao céu,
Atravessando o universo, em busca do lar.
No terceiro céu, Deus espera,
Para acolher a alma que retorna ao lar,
Com a certeza de que a jornada foi um aprendizado,
E o intendimento te mostra que o amor sempre foi o fio condutor do universo.
A fé o farol que ilumina o caminho. Aesperança o vento que impulsiona a alma,
Rumo ao infinito, rumo ao lar divino,
Onde o amor é a resposta, e a paz com Jesus é o destino. Leila Boás 13/12/2025
Se você esmaga uma barata sob o sapato, o mundo aplaude em silêncio: herói anônimo, salvador do asco, executor do invisível inimigo que rasteja nas sombras da cozinha. Ninguém chora pela carapaça estalada, pelo corpo achatado que some no lixo. É justiça prática, vingança contra o repulsivo, o que fede e contamina. Mas mate uma borboleta — ah, que crime! Suas asas iridescentes, pintadas pela alquimia da natureza, tremem no ar como um verso de Mallarmé. Esmagá-la é vandalismo contra a beleza, profanação do frágil milagre que dança no jardim. De herói a vilão em um piscar de antenas. Eis o enigma: o julgamento não reside na morte, mas no estético que a encobre. A barata é o feio encarnado ,crocante, marrom, legionária das trevas, merecedora do extermínio por sua mera existência. A borboleta, em contrapartida, é o belo efêmero, embaixadora do verão, cujo voo evoca a alma poética que lateja em nós. mata-la fere nossa própria sensibilidade, como se o sangue colorido manchasse o quadro da vida. Aqui começa a tirania do olhar: a moral não julga atos, mas aparências. O que repele é punível; o que encanta, sagrado. Essa dicotomia revela o abismo humano: vestimos a ética com roupas de nosso gosto. O herói mata o monstro disforme; o monstro, ele próprio, devora a flor alada. Filósofos como Kant sussurraria sobre o sublime no terror da barata, enquanto Nietzsche riria da fraqueza que poupa a borboleta por vaidade. No fim, somos prisioneiros do espelho: o que é belo absolve, o feio condena. E assim, entre o estalo da barata e o adeus da asa, ergue-se o tribunal supremo, não da razão, mas da retina.
A pior das angustias do autor é o silêncio, ainda que se tenha muito a dizer, o silêncio calmo é uma das poucas horas onde o depois nasce com nova aurora.
Cada indivíduo carrega consigo as histórias não contadas de seus antepassados, moldando
silenciosamente seus destinos. Ao honrar essas histórias e integrar suas lições, encontramos o caminho para a plenitude.
Há momentos em que nos faltam palavras e outros em que escolhemos o silêncio; ainda assim, em todos eles, a vida exige que permaneçamos presentes.
"O verbo é contingente e o silêncio é escolha. Mas a Presença, o ato de ser no Agora, é a única demanda inegociável da existência."
"O silêncio é valioso; porém, há instantes em que a existência exige voz, para que não sejamos sufocados pelo ímpeto daqueles que fazem do silenciamento a sua força.”
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