Use o Silencio quando Ouvir
Pazzzzzzz...!!!
(Nilo Ribeiro)
Relaxe por um minuto,
sinta o encanto da paz.
faça silêncio absoluto,
deseje o que te satisfaz
deixe a luz te abraçar,
permita Deus te mimar,
autorize a alma poetizar,
consinta o espírito divagar
a paz é uma sensação,
é a alma sossegada,
o espírito em comunhão,
é a mente iluminada
paz é fonte de amor,
nela, devemos beber,
é a benção do Nosso Senhor,
com ela devemos aprender
paz mata sede da quietude,
não atrapalha em nada,
só atingimos a plenitude
quando a paz é alcançada
paz mata fome da tranquilidade,
esta paz podemos conseguir,
ela nos traz felicidade,
se em paz pudermos dormir
a paz é obra do Divino,
obra de grande valor,
influencia em nosso destino,
é equilíbrio para o amor
enfim,
de paz estou afim,
a poesia termina assim,
e que a paz não chegue ao fim...!!!
“Pela paz morreu Jesus,
e o mundo se encheu de luz”...!!!
Amém...!!!
Capítulo — Depois do ato de coragem, vem o silêncio
Depois da separação, não houve aplausos.
Não houve sensação de vitória.
Houve silêncio.
Voltei para a casa dos meus pais porque não havia outro lugar para ir. Eu e minha filha cabíamos apenas ali — num quarto antigo, carregado de memórias que eu acreditava ter superado. Voltar não era regressar no tempo, mas doía como se fosse. Cada parede me lembrava quem eu tinha sido e quem eu me recusava a voltar a ser.
Eu havia escolhido a liberdade, mas a liberdade, no começo, pesa.
Ela não vem com garantias, não oferece conforto, não entrega atalhos. Vem crua. Vem exigindo fé.
Foi então que a espiritualidade me acolheu. Não como um milagre grandioso, mas como esses gestos invisíveis que sustentam quem está à beira do colapso. Dois dias depois da separação, consegui um emprego. Dois dias. Como se o universo tivesse entendido que eu precisava de chão antes que o medo me engolisse inteira.
O trabalho era longe. O caminho, cansativo. O corpo já acordava exausto. Mas havia algo diferente: eu estava inteira. Cada passo naquela distância era meu. Cada manhã era uma confirmação silenciosa de que eu tinha escolhido continuar.
Minha mãe se dispôs a ficar com minha filha. E ali, entre culpa e gratidão, aprendi uma nova forma de humildade. Aceitar ajuda também é coragem. Confiar o que se ama, acreditando que é por um bem maior, também é um ato de fé.
Havia solidão.
Uma solidão funda, que não grita — sussurra.
A solidão de quem rompe o ciclo e, de repente, precisa inventar outra maneira de existir.
Ainda assim, algo novo nascia. Uma mulher mais atenta, menos romântica, mais real. Uma mulher que já não confundia amor com abandono, nem presença com dependência. Eu ainda não sabia exatamente quem estava me tornando, mas sentia: aquela versão antiga já não cabia mais em mim.
Eu estava reconstruindo tudo — sem mapa, sem promessas, sem garantias.
Mas, pela primeira vez, reconstruía a partir de mim.
E isso era suficiente para continuar.
Entrei como auxiliar. Um cargo pequeno, um começo modesto, mas honesto. Eu aceitava tudo com gratidão, porque ali não havia humilhação — havia recomeço.
No mês seguinte, aluguei uma casa de dois quartos. Nada de luxo, nada novo. Tudo de segunda mão: cama usada, sofá cansado, mesa marcada por histórias que não eram minhas. Ainda assim, aquela casa era inteira. Era nossa. E, dentro dela, nada faltou para minha filha.
O leite estava lá.
O Danone.
O pão.
Cada compra, cada escolha, cada cansaço era feito pensando nela. Eu media o mundo pelo tamanho da segurança que conseguia oferecer à minha filha. Meus finais de semana não eram meus — eram nossos. Exclusivos. Inteiros. Eu fazia questão de estar presente, de brincar, de rir, de criar memórias, tentando, em silêncio, que ela não sentisse a ausência do pai.
Com três meses de trabalho, veio a promoção. O salário aumentou. Não como milagre, mas como consequência de não ter desistido. Minha filha estudava em escola particular, tinha plano de saúde, tinha rotina, tinha cuidado. Eu fazia tudo por ela. Tudo.
Eu era mãe.
Era casa.
Era sustento.
Era colo.
Era abrigo.
Eu era tudo para ela.
Só não podia ser o pai.
Por mais que eu tentasse preencher cada espaço vazio, havia um lugar que não me pertencia. O pai era uma ausência que eu não conseguia ocupar, por mais amor que eu derramasse. E foi ali que aprendi uma das dores mais silenciosas da maternidade solo: o limite do amor.
Ainda assim, eu seguia.
Cansada. Inteira. De pé.
Porque, mesmo não sendo tudo, eu era suficiente.
E, todos os dias, eu escolhia continuar.
Um ano havia se passado. Minha filha já estava mais acostumada com aquele novo mundo que construímos juntas. Aos poucos, voltei a sair. Retomei a vida da mulher — porque, durante aquele ano inteiro, eu tinha sido apenas mãe e provedora.
Minhas amigas foram um apoio indispensável. Minha comadre não me soltou a mão em nenhum momento. E, mesmo sendo mãe, mesmo sendo sustento, voltei a viver. Voltei a ser eu. Voltei a cuidar da minha espiritualidade, do meu corpo, da minha alma.
Eu não estava apenas sobrevivendo.
Eu tinha voltado a viver.
Outro dia você chegou diferente,
tímida, indecisa,
trazendo no rosto um silêncio estranho.
Teu olhar carregava medo,
desconfiança
e uma dor que eu não soube curar.
Por um instante pensei que fosse cansaço,
ou alguma doença escondida na alma.
De repente você me abraça forte,
como quem se despede sem querer ir.
Olha dentro dos meus olhos,
e ali o mundo parou.
Com a voz trêmula você disse:
“Perdão, amor…
eu preciso partir.”
Não houve briga,
não houve culpa,
só um adeus pesado demais pra caber no peito.
Você soltou minhas mãos devagar
e antes de ir sussurrou:
“Fica em paz.”
E eu fiquei…
com o vazio,
com a saudade,
e com um amor que não teve tempo de se despedir direito.
Como eu vou ficar em paz.
Vendo o meu amor partir.
Sem explicação só a dor ficou.
Adeus amor vá com Deus.
Há segredos guardados no meu silêncio,que não tem pra quer serem falados mas calados,Pois bem sei que Deus sabe tudo de mim é só em pensar que ele sabe me aquieto.
Quem foge da dor nunca será forte. O kamorrista encara o sofrimento de frente, sangra em silêncio e transforma humilhação em poder.
Não há nada mais doloroso,
Que o silêncio de duas
pessoas que se amam, Mas
se afastaram, porque uma
não soube organizar suas
prioridades, e a outra teve
que optar por amor-proprio.
Ali inerte, nas águas limpídas do mar.
Invadida de silêncio, buscando um significado para a palavra amar.
O Amor que Fica
Eu te amo
no lugar onde nada é pedido,
onde o silêncio também é cuidado.
Te amo sem tocar,
sem cobrar presença,
sem exigir futuro.
É um amor que observa,
que deseja em pensamento
e respeita em realidade.
Guardo você
como quem guarda luz:
não prende,
não apaga,
apenas deixa existir.
Porque alguns amores
não vieram para acontecer,
vieram para ensinar
a sentir.
A depressão
não grita,
ela pesa.
É um cansaço
que mora na alma
e finge ser silêncio.
Mesmo assim,
todo dia
eu tento ficar.
Gosto do café quente,
do sol entrando devagar,
do silêncio que acalma.
A felicidade mora
nessas coisas pequenas
que a gente quase não percebe,
mas sente.
Meu amor anda em silêncio,
tem bigodes,
olhos que entendem.
Eles dormem no meu colo
como se soubessem
que meu coração é casa.
Ser gateira
é amar quem escolhe ficar.
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