Use o Silencio quando Ouvir
Ouvir o Açubá
e sentir a vibração,
Deixar a áurea
tomar a mente,
o corpo e o coração,
Amar a sua existência
é toda a explicação.
Orar um Adixá,
tocar estrelas,
ouvir as lendas,
ler os poemas
da noite profunda
e a acalantar a liberdade
que pede continuidade.
Noite de Lua Cheia,
dá até para ouvir
as almas dos aguadeiros
tirando água da Bica
de São Pedro,
É minha doce Olinda,
cheia de mistérios
e de muita poesia.
O poema que você não
leu e nem quis ouvir
ficou suspenso no ar,
atrás não vai mais voltar:
Versos Intimistas escritos
como revés e ironia do destino,
Você escolheu por tudo isso.
Enquanto eu
não ouvir
a voz daquele
que defende,
Serei oceano
de versos
em transbordamento,
Porque já pelo signo
do destino,
Tens mais do que
a glória suficiente,
Você mergulhou
para salvar a tua gente,
E eu a distância serei
um poema por dia
Com as cordas
do meu coração
pela tua libertação.
Chega um momento
que tudo o quê foi dito
a quem merece ouvir
não precisa ser repetido,
é melhor deixar o tempo
se encarregar de fazer
o papel de educar,
para que gente assim
não se sinta empoderada
para fazer ainda mais mal;
e a dor existencial
de ser ela própria não
castigar ainda mais
a quem não merece.
O anjo nas finas linhas
do destino ao povo assim
escreveu: "Não
esqueçamos
dos presos de consciência,
Não existem presos
de consciência de primeira
ou de segunda.
Todos sofrem o rigor
de pagar com a sua
liberdade de discordar
por suas idéias,
frente ao status quo;
quem não compreende
vai contra a história,
sobram os exemplos.
Lutemos pela LIBERDADE.".
Por saber que anjos
existem continuo a escrever os meus
poemas para lembrar que
as mil prisões políticas ainda
nesse século ao tempo resistem.
Só de ouvir o nome
da magnífica
Mato Grosso do Sul
o meu coração
lembra amoroso
florescer do Ipê-róseo,
escrevo Versos Intimistas
do amanhecer ao anoitecer
por tudo de bom
o quê vivi e vamos viver
somente eu e você.
Observar a Piúna
em Mato Grosso
refletida no seu olhar,
Ouvir Versos Intimistas
dos seus lábios sussurrar...
Ouvir o Joropo de outrora
na sua voz amorosa,
Não nego o quanto te quero
com paixão saborosa,
E por isso enquanto
você não ouvir de perto
você tocar e cantar,
Vivo a escrever Versos Intimistas
para continuar a te esperar.
Ao ouvir a música do vento,
Percebi os teus olhos zelosos,
Deparei-me com os teus passos
- macios
O balançar das amendoeiras
- doces ritmos
Fizeram-me contemplar:
os nossos instintos.
Ao sentir a tua presença,
Senti-me protegida,
Amparada, e tua amada,
A minha alma afagada,
- terna -
E feminina,
Distante das angústias,
Rendida por tuas ternuras.
Ao cair da noitinha,
À beira mar,
Sereno luar,
Amando a tua presença,
- vigilante
Aprendi o que é amar.
O General está preso injustamente,
só acredito naquilo
que puder ouvir dele;
nenhuma outra pessoa me convence.
Quero ouvir a sua voz sedenta, delicada e diligente oferecendo o teu colo, Estenda os teu braços e me ofereça abrigo, Serei tua com encanto.
Posso olhar pelo buraco
Da fechadura do tempo,
Posso ouvir pelo recado
Da ternura misteriosa,
Deixaste-me garrida
Do amor pelo amor,
E por todo o amor pio;
Devotado sempre à ti:
Sofri, chorei e resisti.
Transformei a ausência
- tua -
Na mais fina vestimenta
Poesia intimista perfeita,
Para ser flecha no peito,
Com versos luxuriosos,
Cheios do meu veneno
Doce, delicado e sublime,
Para um peito impávido
- forte -
Para que flecheiro acerte,
E nunca mais ele cicatrize.
Posso amar muito além
Do destino e da espera,
Posso romper algemas
De tudo o quê te prende,
Deixaste-me em privação
Do amor fervente,
Da paixão pela paixão,
E por toda a paixão terna;
Eternizada na íris da mente:
Você me amará para sempre.
Uma cultura que não educa afetivamente as pessoas e existe gente que não sabe ouvir o outro com tolerância não é cultura de liberdade.
Dicas para desradicalizar qualquer sociedade:
1- Ensinar a ouvir.
2- Não relativizar o mal.
3- Não cultivar o quê deixou rastros de tragédia.
4- Não generalizar.
5- Não buscar ser voz unilateral.
6- Retirar a carga emocional diante de certas interpretações.
Rodeio Silenciando
Poetisa daqui
desta Rodeio silenciando
permite ouvir melhor
a passarada cantando
e pelo Médio Vale do Itajaí
cercada que têm me feito
todos os dias encantada
num ânimo catarinense
de corpo, alma e coração,
escrevo mais este poema
para o meu poemário de paixão;
Morar aqui todo o dia
é uma poesia a ser escrita
e tenho tido inspiração
para para me preparar
para dias melhores que virão.
O lenço girando na sua mão,
as esporas tocando o chão,
Você sabe que eu quero
ouvir a batida do seu coração,
Nesta valsa do lenço
vamos rodopiando pelo salão,
O quê eu tanto nessa
vida desejo é te cobrir dos pés
a cabeça com os meus beijos,
Embarcados não somos passageiros,
e nem nunca na vida seremos.
Não precisa ser Quaresma
para o Cavalo Invisível surgir,
Fazendo você ouvir
e sentir de outra maneira,
Ele faz da sua consciência
a casa para continuar
a galopar sem parar
e suas ideias inquietar;
Quem vive para desacreditar,
para assombrar e para caçoar,
Sem esforço sobrenatural
acaba assombrado
pelo próprio galope,
Pode ter certeza e esperar.
Se você fala diferente
porque é estrangeiro
ou de outra região,
Eu vou te ouvir com
respeito e mostrar
que tenho educação:
Hospitalidade é uma
demonstração boa
de postura e humanização.
Cada árvore canta uma
canção diferente mesmo
que você não consiga ouvir,
Neste dia de céu azul
pude ver um belíssimo
Arapaçu-escamado-do-sul
pousando alegre por aqui,
Você existe e é o melhor
poema que ainda não escrevi.
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