Use o Silencio quando Ouvir

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Talvez eu me vá perder em palavras
tentando explicar o que sinto,
quando isso não tem explicação;
está no fundo do coração, guardado,
trancado a sete chaves, a mil chaves; que
hoje se abre apenas em um sorriso seu,
gosto de você, mas não como todos gostam,
ou alguém possa ter gostado,
te gosto com carinho, com paciência,
em um amor de quem sabe esperar,
pois o meu amor não se cansa, vive na esperança,
de que um dia tudo vá mudar e eu resolva-me
declarar, falar do meu amor, dizer o que é fingir
e nada sentir, quando a realidade chega até doer,
pois no fundo no fundo;
eu amo você.

O coração aceleradoCores e promessas Como ser corajosa Como posso amar quando tenho medo de me apaixonar Mas ao te ver sozinhoToda a minha dúvida desaparece

O amor é uma flor delicada que, quando cuidada, com carinho e paciência, fica linda e admirada por todos e pode ser colhida no auge de seu esplendor.

⁠ A vida exigiu que eu fosse forte quando os que deveriam ser fortes e protetores eram frágeis e fracos.

Eu não sei mais dormir sem você

No antro de minha insônia eu penso em ti. Em quando tu te deitas, apaga as luzes, e a constelação fosforescente das estrelas de teu quarto invadem o cômodo. Da mesma forma, eu deito, apago as luzes, e um clarão invade o cômodo pela brecha da janela mal fechada. É uma dicotomia essencialmente marcada pela distância. Um trecho simples, superavel. Mas ainda
assim, capaz de fomentar em mim saudades inimagináveis.
Eu me perco na imensidão de tuas demonstrações mais profundas de amor, como se eu fosse o próprio banhista que suscita Heráclito, mas caísse sempre no mesmo rio e nadasse até chegar cada vez mais fundo. Somos essencialmente mutáveis amor, mas nossa essência de dois casais que se beijam escondido, amam baixinho e se tem por inteiro é fixa, prática, estática. Meu rio, meu mar, oceano, ilha e arquipélago. Tu és tudo além do que eu sou capaz de definir.
Teus detalhes aspiram em mim os nados mais profundos no âmago do teu ser.
Quero te conhecer muito além do que tu és capaz de compreender. O que te move amor? O que te anima em teus dias mais vazios? Amor, felicidade, tristeza, instinto. Não idealizo nosso amor. Reconheço a fluidez dos casos matinais, a correnteza de rios rasos e a passagem da vida pelos romances acumulados. Eu quero você, e se eu amo é tu, então a gente aproveita cada nado que fazemos nesse rio. Agora que estamos aprendendo a nadar, tudo contigo me torna experiente o
suficiente pra saber que só sei nadar com você.
Tu me guia, eu sou tua guia. Tu é o alívio de meus dias, eu te trago pros sons mais relaxantes possíveis que te permitam respirar. Tu tocas para mim, eu danço a música do amor que só tu sabes tocar.
É no interior de meus sonhos eu penso em ti, é quando eu te sinto deitar ao meu lado, a cama é fria, teu corpo, quente. Tu tocas em meu corpo e meus arrepios são ocasionais. Eu sinto teu abraço, de quem protege e só quer dormir bem, é aí que nós dormimos entrelaçados. Quando eu acordo, sozinha, com o conforto que somente um golfinho de pelúcia é capaz de me
proporcionar na tua ausência. Onde estás tu agora, além de aqui dentro de mim?
Dentro de mim tu encontra o breu, entende meus medos e desfaz cada pequeno erro meu. Amor, tu suscitas em mim a alegria que somente deuses seriam capazes de alcançar. A pura ataraxia aristotélica. Meus medos encaixotados dormem enquanto teu beijo me trás pra
superfície das constelações do teu quarto, onde eu queria estar agora.
É dentro de tuas mensagens onde reside o meu amor. Exatamente agora tu me falas em frase pra descansar bem e amanhã te mandar um sorrisão. Eu lembro bem dessa pronúncia, de te pedir um sorrisão assim nas escadas do colégio, de tu me beijar nessas mesmas escadas há dois anos atrás. Aquele frio na barriga, aperto no peito e o desejo quente de te beijar ainda permanece em mim. Como se todo beijo teu sempre fosse o primeiro. Saudade de teu beijo amor, do teu sorrisão, do teu abraço, teu cheiro, das tuas mãos, teus olhares, teus elogios matinais, até das nossas brigas que se perdem quando tu me beija no sofá da sala.
Nunca a inconstância foi tanta pra nós. Mas também, nunca foi tão bom sentir isso e saber que apesar das dificuldades, existe o nós. Eu lembro de olhar bem pra ti enquanto tu tocas. É quando eu te admiro. Imagino aquele menino que ainda aprendia a tocar, me pergunto se ele sabia que eu entraria na vida dele para reparar em cada nota que movimenta seus dedos. Penso no homem que ele se tornou, no jeito intenso e na calmaria que ele tem. É inegável que ele me tem. Que seus medos agora são os meus. O que te move em teus dias mais vazios move a mim. É tudo sobre o que sinto por ti. Sobre como a vida é melhor ao teu lado. Como eu passei a sentir o que é a felicidade de verdade. É tudo sobre o que tu faz em mim. O amor que deixei guardadinho pra reconhecer somente em ti. A nossa conexão de quem ama e admite, escreve,
declama, toca e sempre, no fim, só quer amar. Só quer amar. Só quer amor.

"As pessoas realmente ligadas
não precisam de ligação física. Quando se
reencontram, mesmo depois de muitos anos afastados,
sua amizade é tão forte quanto sempre."

Às vezes, quando as pessoas me dizem para ser forte, tudo que eu queria realmente é que elas me dissessem que não há problema em chorar.

Quando o inimigo quiser te acusar, não aceites, pois, ele não é Deus e não tem a força que imagina ter.

Quando Deus cura um corpo, é algo temporal, mas quando Deus salva uma alma, é eterno.

Vez em quando precisamos mergulhar
dentro da gente e rever alguns conceitos,
algumas condutas, alguns valores. Vez em
quando precisamos decidir o que realmente
vale a pena permanecer e o que precisamos
renunciar. Vez em quando precisamos nos
desprender dos pesos para que o nosso
corpo tenha leveza e a nossa alma caminhe
com mais segurança. Vez em quando
precisamos apenas aliviar o coração e deixar
com que as coisas aconteçam de um jeito
todo especial, sem nos machucar.

"E quando eu fugir de você, corra atrás, e diga que precisa de mim. Eu vou espernear, dizer que não, bater pé, mas no fundo vou estar mais feliz que qualquer outra pessoa do mundo."

Quando acho que nada mais dará certo
Penso em você
E lembro o quanto difícil e demorado foi te encontrar ...

A atitude do indeciso é como um dia de muitas nuvens a encobrir o sol, pois não sabemos quando irá aparecer.

Dá um tempo sem se ver, mas não se separa [...]
e mesmo quando eu quis morrer de ciúmes de voce, voce me fez falta.

É engraçado e ridículo quando a gente começa a gostar de alguém e acha que tudo o que o outro faz é um sinal ou uma pista.

Mãe, quando eu comecei a escrever esta carta, usei a pena do carinho, molhada na tinta rubra do coração ferido pela saudade.

As notícias, arrumadas como perólas em um fio precioso, começaram a saltar de lugar, atropelando o ritmo das minhas lembranças.

Vi-me criança orientada pela sua paciência. As suas mãos seguras, que me ajudaram a caminhar.

E todas as recordações, como um caleidoscópio mental, umedeceram com as lágrimas que verteram dos meus olhos tristes.

Assumiu forma, no pensamento voador, a irmã que implicava comigo.

Quantas teimas com ela. Pelo mesmo brinquedo, pelo lugar na balança, por quem entraria primeiro na piscina.

Parece-me ouvir o riso dela, infantil, estridente. E você, lecionando calma, tolerância.

Na hora do lanche, para a lição da honestidade, você dava a faca ora a um, ora a outro, para repartir o pão e o bolo.

Quantas vezes seu olhar me alcançou, dizendo-me, sem palavras, da fatia em excesso para mim escolhida.

As lições da escola, feitas sob sua supervisão, as idas ao cinema, a pipoca, o refrigerante.

Quantas lembranças, mãe querida!

Dos dias da adolescência, do desejar alçar vôos de liberdade antes de ter asas emplumadas.

Dos dias da juventude que idealizavam anseios muito além do que você, lutadora solitária poderia me oferecer.

Lágrimas de frustração que você enxugou. Lágrimas de dor, de mágoa que você limpou, alisando-me as faces.

Quantas vezes ouço sua voz repetindo, uma vez mais: “tudo tem seu tempo, sua hora! Aguarde! Treine paciência!”

E de outras vezes: “cada dia é oportunidade diferente. Tudo que você tem é dádiva de Deus, que não deve desprezar.

A migalha que você despreza pode ser riqueza em prato alheio. O dia que você perde na ociosidade é tesouro jogado fora, que não retorna.”

Lições e lições.

A casa formosa, entre os tamarindeiros assomou na minha emoção.

Voltei aos caminhos percorridos para invadi-la novamente, como se eu fosse alguém expulso do paraíso, retornando de repente.

Mãe, chegou um momento em que a carta me penetrou de tal forma, que eu já não sabia se a escrevera.

E porque ela falava no meu coração dorido, voei, vencendo a distância.

E vim, eu mesmo, a fim de que você veja e ouça as notícias vibrando em mim.

Mãe, aqui estou. Eu sou a carta viva que ia escrever e remeter a você.

Entre as quadras da vida e as atividades que o mundo o envolve, reserve um tempo para essa especial criatura chamada mãe.

Não a esqueça. Escreva, telefone, mande uma flor, um mimo.

Pense quantas vezes, em sua vida, ela o surpreendeu dessa forma.

E não deixe de abraçá-la, acarinhá-la, confortar-lhe o coração.

Você, com certeza, será sempre para ela, o melhor e mais caro presente.

O amor é como Bacon, te faz feliz é bom, acumula no coração, mas quando é de mais, te adoece e mata

"A verdadeira liberdade é quando nos desacorrentamos de nossos maiores medos".

"... Eu me desnudo emocionalmente quando confesso minha carência – que estarei perdido sem você, que não sou necessariamente a pessoa independente que tentei aparentar. Na verdade, não passo de um fraco, cuja noção dos rumos ou do significado da vida é muito restrita. Quando choro e lhe conto coisas que, confio, serão mantidas em segredo, coisas que me levarão à destruição, caso terceiros tomem conhecimento delas, quando vou a festas e não me entrego ao jogo da sedução porque reconheço que só você me interessa, estou me privando de uma ilusão há muito acalentada de invulnerabilidade. Me torno indefeso e confiante como a pessoa no truque circense, presa a uma prancha sobre a qual um atirador de facas exercita sua perícia e as lâminas que eu mesmo forneci passam a poucos centímetros da minha pele. Eu permito que você assista a minha humilhação, insegurança e tropeços. Exponho minha falta de amor-próprio, me tornando, dessa forma, incapaz de convencer você (seria realmente necessário?) a mudar de atitude. Sou fraco quando exibo meu rosto apavorado na madrugada, ansioso ante a existência, esquecido das filosofias otimistas e entusiasmadas que recitei durante o jantar. Aprendi a aceitar o enorme risco de que, embora eu não seja uma pessoa atraente e confiante, embora você tenha a seu dispor um catálogo vasto de meus medos e fobias, você pode, mesmo assim, me amar..."

"Minha vida é mais doce,quando aprecio o que ela me dá."