Universo
Confesso, matei o medo da morte, muitas vezes. Mas foi em legitima defesa da vida. Assim como o mato o medo de ficar sozinho todos os dias, pois amo todos como amo a mim mesmo e na plenitude do amor, não há solidão.
Os passarinhos cantam em minha janela, todas as manhãs, me convidando para o amanhecer, da mesma forma, que as folhas das arvores, alvoroçadas de tardezinha se movimentam e me chamam para participar, do anoitecer.
Chegou o tempo onde os letrados passaram a ter duvidas mas os imbecis e ignorantes cada vez mais certezas.
Recebo carinhos e gentilezas bi partidas e ao poucos ao longo dos dias, pois nunca acreditei que a felicidade e a generosidade encontravam se em uma única pessoa e muito menos em um único lugar.
Nem todos os sonhos, são criados para serem realizados. O impossível faz parte criativa de nosso imaginário.
Existo e inexisto dentro de mim mesmo mais de mil vezes pois sei como é infinito as vibrações dentro de meu conciso universo particular.
Existem claras diferenças entre bondade e caridade. A caridade é um gesto espiritual baseado em um principio filosófico de fazer o bem, não se importando a quem, pelo prazer de dar o pão transubstancial a quem precisa. Já a bondade é uma ação social retrato de uma conveniência de fazer o bom, para determinados grupos, como instrumento social de resposta, geralmente aguardando retorno.
Amar todos os filhotes, todas as crianças e todas as sementes como se fossem seus. Está é a suprema lei da natureza da vida sobre a criação.
Só o sorriso, o carinho, a generosidade e a empatia merecem respostas. O resto o próprio vento se encarrega de levar para longe o que é perda de tempo.
Entre humildes e soberbos. A mente sobre travesseiro baixinho, belos sonhos e sobre travesseiros bem altos, só pesadelos.
Por vida e trabalho sou forte mas pelos anos, pelos bons encontros e pelas despedidas, meu coraçãozinho descompassado, se tornou bem frágil.
O minuto é efêmero e transitório mas com o coração puro, a mente aconchegante e por espiritualidade, construímos com alegria nossa eternidade todos os dias em todas as dimensões do universo.
Triste momento planetário que vivemos, onde os ignorantes e perversos tem certezas e os cultos e generosos de alma, duvidas se lutar vale a pena.
Na desconcertante modernidade, a loucura muitas vezes faz parte imprescindível, da relativa sanidade em que vivemos.
Feliz Dia das Mães, que em minha humilde opinião deveria ser Dia da Maternidade, pois adoro a alegoria da mãe pata andando com os seus patinhos e entre eles segue, também seu um pintinho, que acabou de perder sua mãe. A maternidade é a grande celebração, a transcendência do amor na criação dos filhotes. Quantos pais, quantas irmãs mais velhas, quantas madrastas, tias, avos, mulheres, homens e animais fêmeas exercem por zelo e amor o principio da maternidade na renovação da vida e o extremo cuidado com os que acabaram de chegar ao mundo e precisaram do infinito amor maternal transcendente para sua sobrevivência e existência.
Felizes são aqueles que conseguem reconhecer os anjos que vêem em forma de gente, para iluminar, salvar e abençoar as suas existências.
Não se crava qualquer gema em uma jóia, repousamos ela, a bela gema de forma segura sobre uma criativa confecção em metal, que foi elaborada para recebe-la e em par unir se a harmonia do belo.
