Uniao e Respeito em um grupo Jovem
Juro que não vou mais chorar,
Embora a dor ainda seja um mar.
Guardo o que foi no peito apertado,
Um amor lindo, hoje, passado.
Teu nome é um espinho a ferir,
No silêncio que escolhi para seguir.
Mas cada lágrima que agora seco,
É um adeus que à saudade ofereço.
O palco da vida precisa de sol,
Não desta peça fria, sem farol.
Juro, de novo, que não vou mais ceder,
Vou aprender a ser, sem você.
O galo não é despertador, é poesia,
Cantando o início de mais um lindo dia.
E o cheiro... ah, o cheiro! Café em brasa,
Se misturando ao perfume que mora na casa.
O bolo de milho, de receita guardada,
Era a ponte doce da vida adoçada.
Mas nada, nada superava o calor
Do abraço da Vó, feito de puro amor.
No colo macio, o tempo parava,
Tudo de ruim ali se apagava.
Saudade que pulsa, lembrança que fica,
Daquele tempo onde a vida era rica.
Ó meu ex-amor, o eco doce de um adeus.
Ainda sinto o frio em certas manhãs vazias,
Um véu de fumaça que paira entre os meus
Pensamentos, tecendo as velhas melancolias.
Tu foste a forja cruel que me moldou, é certo.
Em cada cicatriz, levo um pouco do que fui.
Transformaste-me em alguém que hoje me é incerto,
Um novo ser nascido da dor que me construiu.
Agradeço, sim, a pessoa que agora sou,
Mais forte, mais ciente, mas também mais calada.
Em cada passo novo, a ausência que restou,
Uma canção de ninar que a alma tem guardada.
Obrigado por ter me transformado, mas a que custo?
Nesta jornada fria, onde o brilho se apagou.
Sou a estrela que renasceu, porém, com certo susto,
Pois a chama que tu foste jamais me abandonou.
Eu sou o paradoxo do teu partir e do meu vir,
Uma obra de arte triste, pintada em tons pastéis.
Eu sou agora o silêncio que aprendi a seguir,
Um jardim de lembranças sob chuvas e sob céus.
Ó meu ex-amor, a sombra que já não me alcança,
Hoje a brisa que sopra é de um novo amanhã.
Houve dor, sim, mas nela encontrei a esperança,
A força que brotou de uma antiga manhã vã.
Fui teu espelho quebrado, tua voz que silenciou,
Mas a poeira baixou, e a vista ficou clara.
Obrigado por ter me transformado, o que restou
Não é mágoa, é a coragem que em mim se declarou.
Nesta pessoa que eu sou agora, não há vestígio
Daquelas amarras que um dia me prenderam.
O medo se foi, e cada antigo vestígio
De um tempo de trevas, meus olhos já não viram.
Fui casulo em choro, hoje borboleta em voo,
Cruzando horizontes que jamais sonhei tocar.
A tua ausência, enfim, foi o vento que me impulsionou,
E o passado distante não mais me pode assombrar.
Que a vida te siga e que o teu caminho seja,
Eu sigo o meu, com um brilho que só se acendeu.
Agradeço a lição que o teu adeus me legou e teja
A paz em meu peito, um amor que me renasceu.
Me arrasto até onde o teu olhar alcança, só pra ver se você consegue me notar. É como um peso absurdo no peito, mas eu prefiro me rasgar inteiro do que fingir que não sinto nada quando você passa....
O povo não é ignorante por falta de acesso à verdade; é mantido refém por um mecanismo que transforma a dúvida em pecado e a obediência cega em passaporte para o céu.
A carência quer um dono para a sua dor; o amor de verdade quer uma testemunha para a sua paz. Quem está carente aceita qualquer abraço, mesmo que ele aperte as costelas até faltar o ar. O amor de verdade não aperta, não sufoca e não cobra resgate. Ele é o único lugar do mundo onde você pode desarmar o peito e, finalmente, respirar fundo.
O pior cego não é o que não vê, mas o que convive com uma miragem achando que encontrou um porto seguro.
O meu sumiço não é um castigo para você; é o funeral da pessoa que eu costumava ser para te agradar. Quando a minha ausência finalmente pesar no seu teto, entenda que eu não fui embora por falta de amor, mas sim porque cansei de assistir você assistir ao meu fim sem mover um único dedo para me salvar.
Lembre-se: é muito melhor perder um traidor do que a sua liberdade e a sua paz, pois elas valem ouro.
Quem não sabe o que é o amor costuma confundi-lo com posse. O amor é um pássaro que escolhe pousar no seu ombro, mesmo com a gaiola aberta.
O perigo do falso pastor na liderança evangélica é que a manipulação não se apresenta como um pecado, mas como uma revelação. Ao misturar a autoridade pastoral com o controle emocional, o líder influente faz o fiel acreditar que questionar o homem é o mesmo que blasfemar contra Deus. É assim que o Evangelho da graça é sufocado por um sistema de medo e barganha espiritual.
É uma conveniência absurda. Enquanto o fiel comum que comete um deslize é julgado, afastado e exposto pela liderança, o jogador famoso recebe oração especial no altar e tapinha nas costas. O arrependimento das celebridades do futebol não precisa ser real; basta ser instagramável. Desde que o atleta traga engajamento para as redes do pastor ou doe uma parte do seu salário milionário, a igreja ignora a vida desregrada que ele leva fora dos campos.
Essa mistura de futebol, política e religião transformou a fé em um produto de massa. Usam a paixão do brasileiro pela seleção e pelo esporte como uma ferramenta de manipulação. No fundo, não se trata de espalhar o evangelho, mas de usar a influência de jogadores influentes para arrastar multidões, ganhar curtidas e manter o controle político sobre uma massa que aceita tudo sem questionar.
Jesus pregava a humildade, o desapego material e a atenção aos mais necessitados. Mas a igreja moderna prefere aplaudir a ostentação de jatinhos, festas luxuosas e o estilo de vida ostensivo de atletas que tratam as mulheres e as regras sociais com total desrespeito. A régua moral da igreja só funciona para quem é pobre e não tem como pagar pelo privilégio do perdão público.
Amar também é aprender o momento exato de dar um passo para trás, para que o outro tenha espaço de ser quem precisa ser.
Dar um adeus definitivo, sabendo que os caminhos nunca mais vão se cruzar e que o silêncio será eterno, é o sacrifício mais doloroso e puro que o amor pode exigir.
O erro não foi o nosso encontro, foi a teimosia de tentar encaixar um quebra-cabeça de mundos diferentes.
A maior pegadinha da existência é nos fazer acreditar que sempre haverá um amanhã para dizer "eu te amo.
Ninguém nos avisa quando uma despedida comum na porta de casa é, na verdade, um adeus permanente que ficará na mente assim que a ficha cair.
Dois corações, quando nasceram pra ser o destino um do outro, podem se separar quanto tempo for, mas o coração dos dois é como um ímã gigante que faz de tudo pra fazer os dois ficarem juntos... reescrevendo as leis do tempo, rasgando mapas de distância e provando que o universo sempre se curva diante de quem foi feito para se encontrar.
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