Uniao e Respeito em um grupo Jovem

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O Brasil vive um estado de caos. A classe política e os servidores públicos atuam como monarcas autocráticos, legislando conforme suas convicções ideológicas e ignorando sistematicamente a realidade das pessoas comuns.

É uma piada de extremo mau gosto que, em um país onde carecemos de coisas tão básicas como saúde, segurança e dignidade, políticos gastem milhões em campanhas justamente para encobrir todas essas carências.

Cada pessoa tem o próprio “deserto” para atravessar; a forma como cada um o atravessa, só Deus pode ensinar.⁠

Há um momento da vida que você precisa transformar resiliência em razão.

Todo dia é uma vitória.
Não há quem perca,
Querendo acertar...
E não tem um dia, que eu não queira!

EXTINTOR
A vaidade segue um embalo
Que quase embriaga a verdade
Deixar o silêncio hidratá-lo
Em meio à fogueira que arde
Arrefece e pode salvá-lo
Do barulho que faz alarde
Virtude te vem de regalo
Riqueza na paz que te invade.

"Posicionamento"
Não dá pra fingir neutralidade quando já se escolheu um lado.
@Suédnaa-Santos

Ganhe dinheiro, pois um homem sem dinheiro é só um corpo sem roupa, sem vida, sem nada.

"Viver com autenticidade exige um tributo que raramente atrai aplausos. Contudo, guarda uma recompensa inacessível ao crivo alheio: a paz de fitar a própria consciência e acolher, sem disfarces, a pessoa que se decidiu ser."

A GRANDE FRAUDE DA IDADE

Há uma mentira vendida em cada espelho.

Ela diz que o valor de um ser humano diminui na mesma velocidade em que a pele perde firmeza. Como se os anos fossem ladrões, quando, na verdade, são artesãos. Como se cada fio branco anunciasse um fim, quando anunciam uma conquista.

Vivemos numa época que idolatra o vigor dos músculos e desconfia da potência do pensamento. Fazem culto à velocidade porque desconhecem a profundidade. Confundem juventude com plenitude, quando quase toda juventude é um terremoto tentando parecer um jardim.

As grandes crises existenciais não deveriam existir na alta maturidade.

Elas pertencem aos primeiros capítulos da vida.

São as crises do homem que ainda não sabe quem é. Da mulher que tenta caber nos olhos dos outros. Da ansiedade de provar valor, de competir, de vencer corridas cujo prêmio nunca compensou o desgaste.

Chegar à alta maturidade não é um fracasso do corpo.

É uma vitória improvável.

Porque o caminho até aqui não foi pavimentado por flores.

Foi aberto a golpes.

Cada perda arrancou um pedaço de inocência.

Cada traição deixou um corte profundo.

Cada despedida ensinou uma língua que ninguém gostaria de aprender.

Enterramos amigos.

Enterramos amores.

Enterramos versões inteiras de nós mesmos.

E, apesar dos fantasmas que continuam caminhando alguns metros atrás, apesar das cicatrizes que ainda ardem nas madrugadas mais silenciosas, seguimos respirando.

Isso não é decadência.

Isso é triunfo.

Talvez porque a idade nunca tenha sido aquilo que aprendemos a contar. Talvez ela seja apenas uma medida obsoleta para algo que jamais coube em números. O agridoce da existência não cabe num calendário. Há quem transforme seus anos numa desordem feita de ontem, de dúvidas e de amanhãs cautelosos. Continua vivendo como quem espera autorização para começar a existir. Continua acumulando rugas sem jamais crescer no presente. E, quando isso acontece, a pele envelhece antes da consciência.

Mas existe outro caminho.

Há quem descubra que a idade é justamente o lugar onde os tesouros são guardados. Onde tristeza e prazer deixam de ser inimigos para ocuparem a mesma mesa. Onde perdas e alegrias passam a conversar em vez de disputar espaço. Então os anos deixam de se amontoar. Perde-se a conta. E, de certa forma, deixa-se de ter idade.

Talvez seja exatamente isso.

Chega um momento em que os anos deixam de ser uma pilha de calendários e passam a ser uma coleção de consciências.

As rugas deixam de ser dobras da pele para se tornarem marcas de batalhas vencidas.

A juventude possui cartilagens resistentes.

Nós possuímos discernimento.

Ela sobe montanhas correndo.

Nós sabemos quais montanhas jamais valeram a escalada.

Perdemos velocidade.

Ganhamos direção.

Perdemos elasticidade.

Ganhamos profundidade.

Perdemos a ilusão da eternidade.

Ganhamos a rara capacidade de distinguir o essencial do ruído.

E há uma ironia magnífica nisso tudo.

Os ossos já não suportam o mesmo peso.

Os joelhos protestam.

A pele já não estica como antes.

Mas o cérebro...

Ah, o cérebro.

Depois de décadas colecionando fracassos, amores, lutos, livros, silêncios, erros imperdoáveis e recomeços improváveis, ele se transforma numa força impossível de medir.

Uma mente amadurecida pode possuir um poder comparável ao de uma bomba nuclear.

Não porque destrói cidades.

Mas porque destrói mentiras.

Explode vaidades.

Reduz egos a poeira.

Demole medos que passaram décadas fingindo serem gigantes.

A verdadeira potência nunca esteve nos braços.

Sempre esteve na consciência.

Envelhecer não é caminhar para menos.

É caminhar para dentro.

É abandonar personagens e, finalmente, encontrar o ser humano que passou décadas escondido atrás deles.

Por isso, não tenha vergonha dos cabelos brancos.

Nem das mãos marcadas.

Nem das rugas que insistem em permanecer.

Elas não denunciam o tempo.

Elas testemunham que você atravessou o tempo.

São medalhas que a vida entrega apenas aos que sobreviveram.

Porque chegar à alta maturidade nunca foi uma concessão dos anos.

Foi uma conquista arrancada da existência com sangue, lágrimas, cicatrizes e uma coragem silenciosa que os jovens ainda não conhecem.

E talvez essa seja a maior liberdade concedida a um ser humano.

Olhar para trás sem desejar voltar.

Olhar para frente sem temer chegar.

Compreender que a idade jamais foi o peso dos anos.

Sempre foi o lugar onde reunimos nossos tesouros.

O ponto onde tristeza e prazer finalmente se encontram.

E quando isso acontece, o calendário perde sua autoridade.

Os números deixam de importar.

Perdemos a conta.

E, enfim, deixamos de ter idade.

“Um relacionamento são dois universos diferentes, que se encontram em buscam se conhecerem, promovem equilíbrio.”
(CH², mentor de relacionamentos e filósofo) #neurodivergentes

Canta de um estudante de Direito


"Prezada, vossa excelência que me tirou o juízo,
peço-te a máxima atenção para esta humilde petição inicial.


A saber:
quando poderemos arrolar nosso processo?


Requeiro vista da minha confessa ignorância
para saber se devo ipetrar a ti um
abscorpos ou absdata,


que nos assegure o acórdão de tal data,
sem litígios, sem recursos
e, se possível, com sentença favorável
ao coração." (CH²)

Hoje (presente) é segunda-feira (oportunidade), é um presente e uma segunda oportunidade que a vida te propicia!

Quem não acorda para a realidade passa a vida dando beijos em sapos na esperança de um dia encontrar um príncipe encantado.

O Turbilhão


Existe um vendaval morando em mim.


Ninguém o vê.
As pessoas enxergam o meu sorriso,
as minhas palavras,
os meus poemas.
Mas ninguém escuta o barulho dos destroços que carrego por dentro.


Há dias em que tudo o que eu quero
é ir embora.


Ir embora das expectativas,
das decepções,
das promessas quebradas,
das portas fechadas,
das pessoas que só lembram de mim quando precisam.


Quero ir embora da culpa que me veste,
do cansaço que me acorda,
das batalhas que ninguém imagina que luto.


Mas, no fundo,
não quero desaparecer.


Quero encontrar um lugar
onde eu possa respirar sem pedir desculpas por existir.


Quero voltar para mim.


Porque há muito tempo
venho morando na vida dos outros
e esquecendo de cuidar da minha.


Talvez esse turbilhão
não seja um fim.


Talvez seja a tempestade
arrancando tudo aquilo
que nunca foi abrigo.


E quando o vento passar,
se passar,
espero encontrar entre os escombros
a única pessoa
que nunca deveria ter abandonado:


eu.

Decidi por ser um tolo


Se o mundo é dos espertos

Um Antigo Piano Novo


Era uma vez um piano. Um erudito piano
Que adorava espalhar seus sons e alegrar o povo cantando
Suas antigas teclas. De marfim amareladas
Já conhecia os tons. Das mãos que as dedilhava


E da cartola do tempo. As melodias tirava
De belíssimas ladainhas. Que o povo todo cantava
Mas lentamente como a brisa viaja o oceano
O tempo corroía as cordas e emudecia o piano


No domo azul do mundo. Nuvens não ficam paradas
E a voz do piano velho. Logo seria trocada
Por outro piano novinho. De teclas brancas resinadas
Que tocava canções de amor. E o povo compartilhava


Porém não foi esquecido o piano antigo de teclas amareladas
Ele vinha na frente todo orgulhoso. Bem vestido e imponente
Abrindo o caminho para o novo. Que timidamente iniciava
Essa linda jornada sagrada. Que é a vida da gente

No princípio era só um pontinho piscante nas altas frequências das ondas sonoras


Depois virou o Templo do Onipotente


Daquele que bate no peito e mora na mente

Interesse


Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino


Meu interesse é muito raro não me desanima
É a paixão que dura um dia inteiro e a tarde termina
Meu interesse é longe distante de qualquer caminho
É o lenço que foge das lágrimas e chora sozinho


Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino


Meu interesse é um subir pra baixo descendo pra cima
É o punho girando o pandeiro dessa minha sina
Meu interesse não soma valor nem é levado em conta
É o sorriso no rosto menino depois que apronta
Meu interesse é entrar de cabeça na paixão menina
Não está escrito no bilhete aonde ela termina
Meu interesse é viajar na frente desse amor menino
Até que o samba alegre dessa vida chegue ao seu destino

Meu interesse é muito raro não me desanima


É a paixão que dura um dia inteiro e a tarde termina