Uniao e Respeito em um grupo Jovem

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⁠A humanidade ganha mais aceitando que cada um viva como bem lhe parecer do que obrigando-o a viver como bem parecer aos outros.

⁠O efeito que um livro exerce sobre nós só é real se experimentamos o desejo de imitar sua intriga, de matar se o herói mata, de estar ciumento se está ciumento, de estar doente ou moribundo se ele sofre ou se morre.

⁠O orgulho de um conquistador empalidece comparado à ostentação do devoto que dirige-se ao Criador.

⁠As loucuras da procriação desaparecerão um dia, mais por cansaço do que por santidade.

⁠A tradicional lucidez dos depressivos, quase sempre descrita como um desinteresse radical pelas preocupações humanas, revela-se, em primeiríssimo lugar, como falta de interesse pelas questões de fato pouco interessantes.

⁠Conheci um cara que era feliz no casamento, mas se separou para não se arrepender mais tarde de não ter mudado.

⁠Quem dá um grande presente não acha gratidão, pois para o presenteado já é um fardo aceitar.

Friedrich Nietzsche
Humano, Demasiado Humano. São Paulo: Cia das Letras, 2000.

⁠O cínico é um canalha honesto.

Luiz Felipe Pondé
A era do niilismo: Notas de tristeza, ceticismo e ironia. Rio de Janeiro: Globo Livros, 2021.

⁠O sono faz esquecer o drama da vida, as suas complicações, as suas obsessões; cada despertar é um recomeço e uma nova esperança.

Emil Cioran
Nos cumes do desespero. São Paulo: Hedra, 2012.

⁠Suportaria eu um só dia sem esta caridade de minha loucura que, diariamente, me promete o Juízo Final para o dia seguinte?

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Um monge e um açougueiro brigam no interior de cada desejo.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Quando nem sequer a música é capaz de salvar-nos, um punhal brilha em nossos olhos; nada mais nos sustenta, a não ser a fascinação do crime.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Todas as calamidades – revoluções, guerras, perseguições – provêm de um equívoco inscrito sobre uma bandeira.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Quem, buscando-se em um espelho em plena obscuridade, não viu refletidos nele os crimes que o esperam?

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Minha avidez de agonias me fez morrer tantas vezes que me parece indecente abusar ainda de um cadáver do qual já não posso extrair nada.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Um doente me dizia: “Para que sofro minhas dores se não sou poeta para vangloriar-me ou servir-me delas?”

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠O homem, no íntimo, é um animal selvagem, uma fera. Só o conhecemos domesticado, domado, nesse estado que se chama civilização, por isso recuamos assustados ante as explosões acidentais do seu temperamento.

Arthur Schopenhauer
As dores do mundo. São Paulo: Edipro, 2019.

⁠Se encontrarmos em alguém um grande valor real, devemos esconder-lhe a nossa descoberta como se fosse um crime.

Arthur Schopenhauer
As dores do mundo. São Paulo: Edipro, 2019.

⁠A democracia, maravilha que não tem nada a oferecer, é, ao mesmo tempo, o paraíso e o túmulo de um povo. A vida só tem sentido graças à democracia, mas a democracia carece de vida.

Emil Cioran
História e utopia. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Enquanto um conquistador triunfa, enquanto avança, pode permitir-se qualquer delito; a opinião pública o absolve; mas quando a fortuna o abandona, o menor erro se volta contra ele.

Emil Cioran
História e utopia. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.