Uniao e Respeito em um grupo Jovem

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Um livro não é escrito com palavras soltas, mas com palavras que, organizadas em capítulos, constroem uma história. Assim também é a vida: tecida em ciclos, cada um com seu tempo, seus desafios e seus aprendizados.


Em cada novo capítulo, somos convidados à autoria da própria existência: escolher, decidir, mudar a direção, recomeçar e ressignificar a caminhada. Toda história que vale a pena ser vivida exige fé para seguir, ousadia para transformar e amor para dar sentido pleno a cada nova página escrita.

Ao repetir as mesmas escolhas, talvez tenhamos um longo passado pela frente. A menos que essas escolhas já não pertençam ao mesmo contexto, mas revelem o reencontro com nossos desejos, valores e propósito. Nesse caso, não se trata de repetir o passado, mas de escrever um novo capítulo da própria história.

"Silêncio que arde"


Guardo teu nome no espaço
entre um suspiro e outro,
onde a voz não alcança
e o gesto fala mais alto.


Meu peito te reconhece
antes mesmo que eu pense,
mas o mundo exige calma,
exige que eu me esconda.


Então te ofereço o que posso:
um toque breve,
um olhar demorado,
um cuidado que finjo ser acaso.


É assim que te amo —
sem palavra alguma,
mas com tudo que treme
no silêncio das minhas atitudes.


E ainda que eu não diga,
meu coração te chama.
Tu não ouve, talvez,
mas eu sigo cantando baixo.

⁠Durante minha vida vi o passado como um raio
Mas bola pra frente que o futuro tá intacto
Se eu me prender ao que já aconteceu
Não dou mais nenhum passo mesmo acreditando em Deus

Você não vai ver um vitorioso vencendo suas batalhas junto com aqueles que se assentam nas rodas da fofoca

É necessário olhar pra frente, não fique a espera
Pois o tempo é um ativo que jamais se recupera

Jamais olhe para trás pra se culpar pelo presente
Apenas se entregue
a paz e plante um nova semente

Respira fundo, aguenta mais um pouco
Cê é mais forte do que pensa, não é louco
Ei, não desiste agora não
Eu tô falando com você
Mesmo triste, segue então
Sua hora vai chegar, pode crer

A raiva é um privilégio dos poderosos.

Ter poder não é simplesmente ter um papel escrito que você tem poder. Mas sim ter a capacidade de influenciar pessoas a pensarem como você.

Na grande cidade dos deuses, esculpida no silêncio dos séculos, a Pirâmide da Lua não é um enigma a ser decifrado pelo homem, mas uma resposta em pedra para uma pergunta que a humanidade desaprendeu de fazer.
Reno Fioraso

"O que você quer ser no futuro: ser mais um ou ser aquele que faz a diferença?"

Eu já fui um desejo tão profundo
que tornou outono tudo que
floresceu antes
de mim.

Eu já fui um homem bêbado
que discutiu com os ponteiros sobre
o hoje já ter
estado ali.

Fui um ladrão honesto, um vadio trabalhador,
Um aventureiro acorrentado,
um explorador de terras
conhecidas.

Eu fui a parte de uma parte, jamais um ser inteiro e desse mesmo teor
eu nunca deixei de ser
quem sou.

Para quem tem medo da chuva, cada pingo é um dilúvio e cada poça é um oceano!

Ainda Bem Que Acordei a Tempo

Há uma canção interpretada por Ney Matogrosso que começa com uma imagem que sempre me impressionou: alguém tem um pesadelo e consegue acordar a tempo.
Hoje fui eu quem teve esse pesadelo.
Sonhei que você estava indo embora.
E naquele instante senti um vazio que não sabia que existia dentro de mim. Vieram sentimentos estranhos, medos que nunca havia experimentado, uma angústia quase sem sentido.
Sem sentido?
Não.
Hoje eu sei que não.
É que me acostumei com você.
Mas não esse acostumar que transforma alguém em rotina e faz sua presença perder o encanto. É justamente o contrário. Acostumei-me a ter você tão profundamente perto de mim que sua existência começou a fazer parte da minha própria maneira de existir.
Você está nos meus pensamentos.
Está naquilo que escrevo, naquilo que sinto, nas decisões que tomo e até nas coisas que observo quando caminho sozinho.
Você se tornou inspiração.
Tornou-se uma espécie de luz nos caminhos que ainda não sei percorrer.
Talvez você nem perceba.
Talvez nem goste de tudo aquilo que escrevo para você. Talvez algumas das minhas palavras pareçam exageradas e alguns dos meus sentimentos grandes demais. E quando tento transformar esse carinho em gestos, você quase nunca aceita.
Então encontrei outro jeito.
Eu escrevo.
Escrevo porque o papel não recua quando meu coração se aproxima.
Escrevo porque existem sentimentos que minhas mãos não conseguem entregar, mas minhas palavras conseguem alcançar.
Escrevo porque, quando não posso colocar alguma coisa diante de você, coloco um pedaço de mim numa frase e deixo ali.
Talvez seja essa a maneira que encontrei de amar você sem invadir o seu espaço: transformando sentimento em palavra.
Por isso aquele pesadelo me assustou tanto.
Não foi simplesmente imaginar você partindo.
Foi imaginar o silêncio que ficaria depois.
Quem estaria nos meus pensamentos?
Para quem eu escreveria aquelas coisas que somente você consegue despertar?
Onde colocaria todas essas palavras que nascem justamente porque você existe?
Então acordei.
E você ainda estava aqui.
Foi quando percebi que alguns pesadelos não chegam para anunciar uma perda. Às vezes, chegam apenas para nos mostrar o tamanho daquilo que temos enquanto ainda temos.
E eu tenho você na minha vida.
Talvez não da maneira que meus sonhos inventam.
Talvez não da maneira que meu coração gostaria algumas vezes.
Mas tenho sua presença, sua importância e tudo aquilo que você desperta em mim.
E isso significa muito.
Por isso, se algum dia você encontrar entre meus papéis tantas palavras falando de amor, não estranhe.
Elas existem porque você existe.
Ainda bem que aquele pesadelo terminou.
Ainda bem que acordei a tempo.
Porque até para transformar um pesadelo em poesia, de algum jeito, eu preciso encontrar você dentro de mim.
Te amo.

Cada amanhecer tem sua própria beleza, cada estrada tem seu próprio tempo e cada etapa traz um aprendizado que só pode ser vivido no momento certo. A ansiedade nos faz querer chegar logo, mas a vida não acontece apenas na chegada; ela acontece em cada passo dado pelo caminho.

Exigir maturidade de quem vive na ilusão é desperdiçar sua própria paz em um poço sem fundo.
O tempo corre veloz e não aceita devoluções, tornando um luxo insistir no que é estéril.
Saber a hora exata de se retirar de diálogos vazios é o maior sinal de sabedoria prática.
Direcione sua energia preciosa apenas para os solos férteis

Se, um dia, finalmente chegar o momento em que me perguntem como eu realmente me sinto, talvez eu responda, de uma vez por todas, que sempre carrego comigo o sentimento de que fui jogado no mundo sem qualquer consentimento prévio meu, e obrigado, dia após dia, a me adaptar e aprender a viver de uma maneira minimamente organizada, inteligente, madura e com qualidade.


Digo talvez, porque nunca sei se um dia vou me sentir verdadeiramente confortável para decidir compartilhar uma experiência tão profunda, significativa e íntima minha com mais alguém.


Cada dia parece uma briga e um exercício diferentes para mim. Eu sinto a necessidade furiosa e quase insatisfeita de estar alerta a quase todo momento; a sensação de ter que estar preparado, para o bom e para o ruim. Em geral eu me sinto estressado, eufórico e, em especial, machucado: tudo ao mesmo tempo.


A vida machuca. Viver machuca. Viver dói. Estar vivo é não encontrar paz mesmo estando com ela, pois mesmo aí, lá no fundo, os pensamentos inconscientes e ruminosos continuam a passar e vibrar, lembrando que estar vivo é estar acordado — sentindo, processando, pensando, acumulando emoção, colocando-a pra fora — às vezes furiosamente e de forma quase agressiva —.


Talvez a minha resposta... seja apenas a de uma pessoa que reconhece o fato de estar vivo — e de como isso fascina e pesa, ao mesmo tempo.

O silêncio, os pensamentos, os olhares, a postura, aquilo que estiver, ou não, fazendo.


É um teste. Um teste de nós com nós mesmos. Um teste de tolerância própria e individual. Um teste de carregar o próprio peso, sem os outros olhares, sem ninguém observando, avaliando e opinando.


Como você se sente? Bem? Mal? Abra o coração e deixe que os sentimentos mais enraizados saltem para fora.


Está aí. Tudo está aí. Você os conhece, sabe o que significam (ou ao menos o que deveriam, verdadeiramente, significar).


É difícil, duro, cru e por vezes insuportável, mas, também, esclarecedor, maleável, criativo, e, talvez a parte mais importante, necessário.

A "identidade" é um construto narrativo inventado para dar coesão a um aglomerado de células que tenta adiar a própria entropia.