Uniao e Respeito em um grupo Jovem
Não busque pelo sentido da vida, que ela por si mesma não tem. Dê antes um sentido à sua – que está sob seu controle – emprestando-lhe um propósito que a torne prazerosa e acolhedora.
Quando não se deseja admitir um fato o que não vai faltar é argumento para negá-lo, mesmo que isso contrarie toda lógica.
Nossas crenças são versões puristas de um momento pessoal que não possui, necessariamente, relação direta com a realidade factual. Podem perdurar por efeito de escolha, ou mudar ao longo do tempo pelo choque entre o antes e o depois que uma consciência mais evoluída nos impõe. Realidades opostas – surgidas por mero exercício da lógica e das análises resultantes – nos revelam a inutilidade das “verdades” cultivadas e de nossa pequenez disfarçada de superioridade.
Frente a um ato que lhe pareça incompatível com um longo histórico de confiança mútua, o íntegro fará contato em busca do entendimento, na certeza de alguma razão não conhecida. Já o venal o julgará mesmo tendo-o ouvido de outrem, adotando posturas por seu próprio juízo sem buscar pela verdade dos fatos.
Agnóstico é um tipo de pensador cuja única certeza é que a deidade – seja qual for o nome que lhe dêem – nunca será uma certeza. Admitir, portanto, a sua dúvida lhe parece mais honesto do que optar pelo sim ou pelo não. Tem também na consciência um guia mais confiável do que qualquer escritura, e no seu caráter o mandamento que se sobrepõe a todos os demais, pois que o único a dispensa-lo de repressores, juízes e tutores.
Se a humanidade realmente possui um criador, como acredita a maioria, ele sem dúvida não foi muito justo ao moldar a inteligência humana. Daí a razão pela qual você consegue ser tão burro quanto possa, mas não tão inteligente quanto queira.
Vez por outra nos descobrimos presos a memórias felizes de um passado distante – o amor da adolescência, o momento de uma conquista, o trabalho dos sonhos – esquecendo que a vida nos reserva coisas incríveis neste aqui e agora na forma do amor definitivo, do trabalho que nos realiza, de conquistas autênticas apenas porque do passado ficam as boas lembranças, mas a felicidade real, tal como deve ser, só acontece neste agora!
Sobre os INFJ’s, especialistas afirmam que são dotados de um aguçado sexto sentido para identificar a natureza das pessoas com quem se relacionam, e que essa sensibilidade chega a ser tão apurada que beira a clarividência. Não sei até que ponto isso é verdadeiro, mas percebo sinais claros que falam muito das pessoas e suas visões de mundo, como quando leio os comentários sobre o que publico, e as percebo curtindo as mais superficiais e menos significativas, passando ao largo justamente das que realmente importam.
A convivência com um franco-libertário será sempre um desafio e permanente aprendizado para os dois lados.
Não ando por sobre trilhos, que já me chegam prontos e me conduzem para um destino pré-definido. Vou sempre preferir trilhas que me cobram abrir picadas, escolher entre múltiplos destinos e lidar com descobertas que os trilhos não podem dar.
Minha lógica vez por outra me ataca como a um inimigo. Cobra-me ceder espaço para o instintivo que nem tanto pensa, apenas age. E em alguns momentos o certo é dar-lhe essa voz para que não se aliem contra mim.
Não basta o amor para nortear nossos rumos. A vida nos apresenta um cardápio repleto de opções, e a escolha correta cobra que se mostrem compatíveis entre si.
Quando tenho a rotina invadida meucomportamento é igual ao de um gato:Se o percebo me rebelo, e se não, eu piro!
Quando num primeiro instante me sobrevém um sentimento de rejeição por parte de outrem, lembro em seguida que as pessoas não existem para suprir minhas expectativas, e que o foco delas apenas pode estar voltado para momentos de vida distintos. Ninguém nasce para ser metade da laranja, mas a laranja inteira.
Infeliz o povo que precisa de religião para fazer o que deveria ser um mero exercício de consciência.
A afirmação sobre o que não pode ser provado nos transforma em ovelhas de um rebanho idiotizado e manipulável. Por sua vez, a negação sem evidências nos coloca numa posição de arrogância estúpida para qualquer cérebro minimamente lógico, donde se conclui, portanto, que toda convicção vazia passa atestado de indolência intelectual.
Os dilemas de um franco-libertário - Ep. 2
A expressão mais ouvida pela boca dos conservadores é “liberdade”: liberdade para dizer o que querem, para fazer o que querem, como se não seguir as regras do jogo liberdade fosse. O que se mostra nítido é que não conseguem diferenciar o conceito de liberdade do de libertinagem, pois que a liberdade não precisa tampouco ser visível a olhos alheios, mas simplesmente que a vivencies em ti: antes em tua consciência, e depois em teus atos. E dessa forma, para o libertário que és, não serão as correntes do corpo que irão te cercear, mas aquelas que impões a ti mesmo quando atropelas todas as regras pelo exercício da tua alegada “liberdade”.
Por definição, não é apenas falsa, mas imoral, a liberdade que privilegia alguns em detrimento de outros, numa mesma escala de poder. “Numa mesma escala de poder?”, perguntarás... E te direi que não há nada mais desigual do que tratar desiguais de forma igual, e para tanto existem as diferentes escalas de atuação, e a cada qual se aplicam as regras que seus papeis lhes conferem. A isso chamamos de “ordenamento jurídico”, indispensável para que o direito à liberdade se estenda a todas as diferenças.
Liberdade, portanto, não é simplesmente pensar e agir do jeito que entendes ao cobrar o que é bom pra ti, mas transitar livremente dentro desse ordenamento; e opressão é lhe extrapolar as fronteiras, horizontal ou verticalmente, para subverter o pensar e o agir de outrem. Precisas antes aprender a pensar livremente, questionar – inclusive a ti mesmo – e formar tuas próprias opiniões não submetidas a dogmas e doutrinações. A tua real liberdade é, antes de tudo, a tua autonomia intelectual, sem o qual nunca serás livre. Enquanto não desenvolveres pensamento crítico para discernir entre uma coisa e outra não exercerás de forma autêntica a tua liberdade, pois que não se mostrará ética e, tampouco, responsável.
A liberdade legítima não pode prescindir da igualdade como um de seus pilares mais substantivos, asseverando a cada qual a posição que lhe caiba para escapar a injustiças. E quando atrelada a um “ismo” coletivo correrás sempre o risco de vê-la convertida de livre-arbítrio em efeito-rebanho, e é quando precisarás tonificar tua essência de franco-libertário, que só responde à própria consciência. O conceito de que “a união faz a força” não se estende ao cérebro, pois que, no grupo em torno de um lider, somente um exercerá a prerrotativa de pensar, cabendo aos demais segui-lo. Na ausência dele, por outro lado, nem dois dentre todos seguirão na mesma direção, o que pode se mostrar ainda mais desastroso do que a direção única, por mais equivocada que se mostre. Daí porque teu discernimento deverá ser o fiel da balança na batalha contra a opressão e a ignorância.
Súmula
Constituindo-se no segundo episódio da série "Filosofando”, o texto de Luiz R. Bodstein explora o conceito de liberdade a partir de uma perspectiva individualista e crítica, questionando a dicotomia entre liberdade e libertinagem, a visão superficial do conceito de liberdade, e defendendo que a liberdade em sua expressão mais plena consiste na autonomia intelectual e na capacidade de discernimento crítico sobre a complexa relação entre decisões individuais e ordem social. O autor argumenta que a liberdade não se manifesta apenas em ações visíveis, mas também na consciência individualizada, na capacidade de pensar criticamente e formar opiniões próprias, livres de dogmas e doutrinações. Pelo aspecto da interação social, afirma que liberdade não se resume à ausência de restrições externas, mas a capacidade de transitar livremente dentro de um sistema de normas e leis, respeitando a igualdade e os direitos de todos, sem que essa igualdade se traduza por uma homogeneização de pensamentos. Ele critica o tradicional conceito de que “a união faz a força” no que toca ao pensamento individual pelo argumento de que a liberdade de pensamento exige capacidade de questionamento e formação de opiniões autônomas. Bodstein destaca a importância do discernimento individual e da responsabilidade em relação ao próprio pensamento, advertindo contra a alienação e o conformismo advindos da adesão acrítica a ideologias ou líderanças que se estabelecem sem o crivo das análises racionais.
Nossa natureza humana faz com que nos apaguemos ao que restou do que já fomos um dia, como se pudéssemos impedir o tempo de seguir seu curso e aprisionar a eternidade em nossos cofres emocionais.
Tomar um grande pensador como referência para moldar a sua maneira de pensar é extremamente inspirador. Mas descobrir que em sua época ele já pensava do mesmo modo que você, é trocar a simples inspiração por um tipo de validação interna que dispensa qualquer outra.
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