Uma Verdade Inconveniente
Para mim o socialismo é uma fabrica de pessoas que não sabem o que fazer, para outros, é fábrica de parasitas
Compreendo a maior reserva na aceitação de uma ideia nova; mas não compreendo a repulsão sistemática de toda ideia nova
A Arte de Acolher
Acolher vai além de abrir uma porta; é abrir o coração. É aceitar o outro como é, sem querer moldá‑lo. É escutar suas dores, sonhos e a mochila de sua história com atenção e respeito.
É ficar ao lado de quem sofre, sem pressa, distrações ou julgamentos, fazendo-o sentir-se visto e amparado. É carregar, por um instante, parte do peso da caminhada com ternura. Pela presença, pela palavra serena e pelo silêncio que conforta, transformamos tormentas em calmarias e apontamos caminhos onde a esperança pode florescer.
Acolher é oferecer abraço, colo, ombro e mãos cheias de gentileza. É ensinar pelo exemplo que o amor é a força mais necessária. É escolher compreender, perdoar e dialogar antes de julgar, acusar ou revidar. Reconhecer a humanidade do outro antes de seus erros.
Não é fácil: exige paciência, humildade, coragem e generosidade. Mas transforma tanto quem recebe quanto quem oferece. O mundo não muda de uma vez, mas o mundo daquela pessoa muda — e, lentamente, o nosso também. No fim da caminhada, seremos lembrados não por bens, mas pelos corações que acolhemos.
Peregrino Nino Carneiro
Estranho mundo:
Homens fazem curso para se tornar homens! Buscam ser uma lenda quando não servem nem para mito!
Uma reta pode ser a menor distância entre um ponto e o outro, mas não significa que é o melhor caminho!
"A ignorância e a inexperiência são o pedestal do orgulho; uma vez que esse pedestal seja removido, o orgulho logo desabará."
Quando a Esperança Pegou Carona
Ainda era madrugada quando um motorista aceitou uma corrida comum. O destino era um posto de combustíveis e, logo depois, o retorno para casa. Tudo indicava que seria apenas mais um serviço entre tantos. Mas os caminhos têm o costume de revelar histórias que os olhos apressados não conseguem enxergar.
Durante a conversa, uma mãe contou que estava comprando créditos de internet para que a filha pudesse assistir às aulas pelo celular, em plena pandemia. Com o único dinheiro que possuía, conseguiu colocar apenas quinze reais. O motorista percebeu que, por trás daquele valor tão pequeno, existia um enorme sacrifício.
Sem dizer uma palavra sobre pena ou compaixão, pediu o número do celular da senhora, entrou novamente na loja de conveniência e fez, por conta própria, uma recarga de cinquenta reais. Depois, conduziu a passageira de volta para casa como se nada de extraordinário tivesse acontecido.
Ao final da viagem, a senhora, envergonhada, explicou que não poderia pagar a corrida, pois havia usado todo o dinheiro para garantir os estudos da filha. O motorista apenas perguntou o nome da menina.
**Lourdes.**
Ao ouvir aquele nome, sorriu e respondeu:
Então diga à Lourdes que este é um presente meu. Mas peça a ela que estude bastante, para que um dia possa cuidar da senhora.
O peregrino aprende que a verdadeira generosidade não faz barulho. Ela não humilha quem recebe, nem procura reconhecimento. Apenas estende a mão no momento certo e segue viagem.
Naquele amanhecer, o motorista não ofereceu apenas uma recarga de internet nem uma corrida gratuita. Ele alimentou um sonho, fortaleceu a esperança de uma mãe e lembrou que, às vezes, o maior destino de uma viagem é o coração de alguém.
Peregrino Nino Carneiro
Como uma planta que luta para sair das profundezas, rompendo a terra, procurando calor e luz do sol, busquemos o conhecimento!
Alguns possuem a beleza, o esplendor, a suavidade e o perfume de uma rosa, mas escondem os espinhos!
Quando vejo uma grande construção eu sei que é um projeto do ser humano, projeto do Sapiens, mas à noite quando olho para o firmamento e vejo um céu estrelado, aí eu tenho certeza que é obra divina, obra de Deus.
Há uma satisfação profundamente saudável em saborear um fruto que nós mesmos plantamos, cultivamos e colhemos.
Casinha Branca de janelas azuis
José Nilton de Faria
Era uma casinha branca de janelas azuis e um alpendre em vermelhão...
E eu com os pés no chão,
Era feliz e não sabia.
O inverno em Brejaúba era rigoroso,
Com a temperatura mais baixa do Estado,
E o frio e a brisa encontravam o aconchego da névoa que cobria todo o largo da igreja
Que beleza.........
Do alto da torre da igreja,
Tinha-se uma vista panorâmica do distrito...
E da casinha branca de janelas azuis,
Jesus! Que beleza...
De manhã era hora de buscar o gado
Do Joãozinho do Aldo, e ganhar um pão sovado.
À tarde era hora da escola,
E logo após, a cachoeira e a bola.
À noite era hora de lavar o rosto e os pés,
Ouvir a conversa dos meus pais com os amigos,
Tomar o café com leite adoçado com açúcar e dormir feliz.
No sábado de manhã, era a hora de caminhar
Com a moçada e a meninada até a região da posse.
À tarde era hora de tomar o banho... E que banho!
E aos domingos de manhã, abrir a igreja, ou seja, tocar o sino pra anunciar a conferência de São Vicente de Paulo.
Quando no final havia leilões, e
Do alto da torre da igreja...
Tinha-se uma vista panorâmica do distrito,
E da casinha branca de janelas azuis,
Jesus!
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