Uma Surpresa a cada Manha
Não doem os meus
ouvidos os gritos
dos excluídos,
A cada dia fazem
mais vivo
o meu coração
rendido aos ecos
do meu apego
ao solo sagrado,
Escrevo mesmo que
não seja escutado:
Convivendo no meio
de um oceano
de presos políticos.
Não há como fingir
e dizer que há
como ver o eclipse,
o ideal era ficar
esperando pela
passagem das nuvens.
Correndo contra
o tempo para
tentar encontrar
os desaparecidos
mesmo sem saber
quem eles são,
Sem ter como
cuidar dos feridos
E ciente de que há
quem anda sendo
processado por
exercer a missão.
Não há como fingir
que há justiça
para uma tropa
e um General,
e contra eles
sobra a covardia.
A paz vem sendo
todo o dia asfixiada
a base de golpes,
Lares retalhados,
A inteligência
vem recebendo
advertência pública
Estamos sitiados
por irregulares
grupos armados,
por mil pensamentos
todos os dias dolarizados
e por muitos que querem
os povos indígenas despojados.
Em nosso confuso
continente cada
um tem a sua
parcela de culpa,
A nossa dívida
histórica é interna
com o nosso
povo originário,
Em um mês e meio
quatro guajajarás
foram assassinados,
Mas é o menos
urgente que ocupa
todos os espaços
no tumultuoso cenário
que tem origem
numa única corrente
que seduz o mercado,
Invade países com
a sua intriga foi
capaz de prender
um General
e uma tropa fazendo
outro massacre
só que silencioso,
Estão todos vivos
mas é como mortos
estivessem perto
de chegar este Natal.
Não me permito
voltar os olhos
para fora,
os massacres
em Sacaba e Senkata
não tiveram
a redentora justiça
como pronta resposta:
O atraso do tempo
pode conspirar
contra a verdade
e a cruel História,
Tal como
a irrazoabilidade
fazendo batida
fora de hora,
contra a lógica
e um constante
rasgo a Constituição.
E da mesma forma
pode ocorrer com
os desaparecidos
de Laguna Alalay
em Cochabamba
e tudo aquilo que
ocorreu por tantos
lugares e em El Alto,
Tomei gás
lacrimogêneo até
o meu último
poro não alcança,
e por nada arrastaram
a minha cara no asfalto.
Falta direcionamento
para lidar com
cada movimento
campesino,
Lidar com esses
movimentos não
é nenhum segredo,
É só parar de reprimir
e abrir a porta
da oportunidade,
Porque o tempo
irá se encarregar
de colocar a vida
do trilho e a colheita
a Nação desfrutar.
Olha, meu amor,
não preciso ler
nas cartas de Tarot
para saber quem é quem,
Está escrito nas estrelas
dos teus olhos,
nas estrelas do céu
e nas estrelas
dos ombros dos Generais,
Que é preciso aprender
a tratar o povo bem.
Vozes da luta campesina
denunciaram a prisão
violenta de cinco
irmãos campesinos
do Movimento Campesino
Cimarrón Andresote,
Entre eles há um
menor de idade,
É muito ruim saber
que os velhos hábitos
andam se repetindo.
Cada poema
neste tempo
estranho tem
sido de minha
exclusiva
responsabilidade,
Todo o dia um
desentendimento
diferente vem
me corroendo
na integralidade:
Porque recobrar
um pouco de
lucidez para
uns parece um
crime de verdade.
O diálogo com
a minoria opositora,
Parece até que
abriu a famosa
'Caixa de Pandora',
Depois de tantas
farpas trocadas
lá para trás;
Tem sido tanto
tumulto que se
esqueceram
de libertar
até os Generais.
Não que eu aceite
o rumo dos fatos,
Embora não tenha
Sei que não tenho
autoridade para
falar porque se
trata de uma
Pátria que nem é
um pouco minha;
Busco só entender
o quê se passa
por crer que
insistir em cultivar
a hostilidade vai
levar uma Nação
inteira na desgraça.
Araranguá
Cada verso feito de areia
preta segue o curso do Rio
e a tranquilidade das lagoas,
Para que não se esqueça
da beleza do Vale das Araras.
Pássaro bonito eu vôo contigo
porque em ti é o meu lugar;
Este poema de cerâmica
que nem o tempo irá quebrar,
Araranguá você é meu lugar.
Na Lagoa dos Bichos a gente
marcou para se encontrar,
na Lagoa do Cortado a gente
de uma vez vai se declarar.
Na Lagoa Dourada a gente
com ternura irá se abraçar,
Na Lagoa da Mãe Luzia
de mãos dadas vamos namorar.
Na Lagoa do Caverá a gente
vai marcar para se casar,
Quando Rio Araranguá cantar
sem medo vamos atravessar.
Porque o amor da gente
é urgente e não pode
mais esperar pela Lua de Mel
que virá para nós na beira do mar.
Sempre que consigo
contabilizo cada
militar aprisionado,
Porque por cada
filho do continente
Sempre me interesso,
Hoje, oro e relembro
recorrendo ao jornal
que da Guarda Nacional
estão aprisionados:
2 Generais de Divisão,
4 Generais de Brigada,
Dói o meu coração
e me deixa inconformada,
Excesso de rigor pode
não dar em nada.
Retomando a lista,
me faz pensar
no futuro e na vida:
5 Coronéis,
1 Tenente Coronel,
1 Major, 4 capitães,
2 Primeiros Tenentes,
3 Tenentes
e 30 Sargentos,
Até quando tantas prisões
e consecutivos lamentos?
Não escrevo para afrontar,
mas para chamar
a consciência para dialogar;
Longe de mim querer
interferir negativamente
ou perturbar,
Só quero que a paz
e a concórdia
retomem este lugar.
E o General que
nada fez consiga
novamente
a liberdade retornar,
Perdoa-me porque
não consigo
ser indiferente,
Apenas busco
um pouco mais de
humanidade simplesmente.
A cada sorriso teu,
A cada olhar meu,
O céu reverencia,
Amar é rebeldia,
O amor tudo muda,
Nos deixa mudos,
Bom ouvintes,
E melhor observadores...,
É próprio dos amantes
Ter esse tipo de comportamento:
Enxergar no corpo do outro o rio
cristalino e se ver no reflexo dele.
Só o prazer do outro satisfaz,
A fome do outro é audaz,
Tudo sempre surprende,
Tudo muda, brinda, liga,
- e nos religa
Celebrando a vida,
O dia fica mais belo,
A tarde vira audaciosa,
A noite mais brilhante,
Ninguém sabe um terço,
Do que o amor é capaz
De fazer e de revolucionar.
Caminho com o meu tato
Pelo teu corpo,
Como quem caminha
Por uma estrada rural,
Experimentando o teu perfume
Campesino e sensual,
Cheiro de capim-limão
Que inunda o meu coração,
E pertence ao meu olfato,
- fato -
Consumado, escrito e confirmado,
- celebrado
Provocaste-me com o teu jeito de mato.
Trago em mim cada pedaço,
De todas as mulheres,
Que me ensinaram a amar.
O destino soube marcar,
Aprendi com o tempo,
Além de ti e de mim,
A colher flores e amar.
Trago dessas mulheres,
Os temperos e os segredos,
Que ainda hei de te entregar.
Os sonhos e os anseios,
Nascidos do destino,
Para mim e por ti,
Sinais previstos a nos devorar.
O meu coração ao vento,
Segue o teu atento,
Buscando cada alento,
Ele é puro sentimento,
- é pressentimento
E anunciação ao mundo,
De todas as noites escuras
Que não pudemos desfrutar;
A liberdade é nossa...,
Ela está para chegar...
Entre
todas as esperas,
Da minha [vida,
Ninguém duvida,
Que nunca desisti,
De ser tua,
E em cada [linha,
Em cada pêlo,
Em verso,
Verdade,
Prosa,
Nostalgia,
- e inteira [poesia.
Em mim há uma fé,
Um querer que se expande,
Um coração pulsante,
Uma bondade que se intensa,
Em mim há todo o universo,
Embalado pela espera,
Pela sede e pela fome,
De te querer imensamente,
De estar contigo,
- Eternamente! -
Entre
escombros
o planeta,
Repleto
de corações
destruídos,
De homens armados
[fardados ou não,
Corações destroçados,
[atormentados,
Que preferiram
os caminhos
[complicados.
Ao invés de amar delicadamente,
Amparando-se com doçura,
Porque se sentem poderosos,
Destruindo corações,
E os chamando de fracos,
Assim se deleitam as raposas...,
Mas algo em nós carrega a luz,
Do amor e dos séculos,
Da eternidade e de toda a bondade,
Sofremos, experimentamos e choramos;
Desafiamos leões e generais,
- acreditamos
Sei que vamos vencer...,
Vamos nos pertencer...,
A nossa liberdade está chegando...
Aceita, meu amor, meu anjo, minha vida;
Cada letra de paixão para ti despida.
Parece que até que foi ontem,
Ao paladar da nossa boa prosa,
Que perfumados por nossos sorrisos,
- juntos fazíamos planos
Parece até que foi ontem,
- que perdi as rédeas
Mas continuei o amor semeando,
- o amor em todas a cores e tons
Ainda lembro dos nossos bons momentos,
- apreciando juntos os mesmos sons
Semeando o amor em canteiros de flores,
E vendo o luar à beira do chafariz acontecendo,
Vivendo o nosso amor cor-de-rosa,
parece que foi ontem...
Ainda creio que retornarás por onde
- paramos;
Chegarás em pleno verão para esquentar
os nossos planos.
Porque juntos somos a fome com a vontade
de comer,
Temos o sabor, o aroma e o sangue tinto
repletos de revolução,
Tanto um para o outro não consegue dizer
não.
Sempre soubemos de nós dois,
nunca deixamos nada para depois...
Parece que foi ontem,
Esse momento que ficou longe,
Você me chamando ao pé da escada:
- Não te atrase, venha logo minha amada!
Aqui quem te espera é a
tua alma apaixonada e um ramalhete de
rosas brancas com a tua pureza de eterna namorada.
Na graciosidade dos pequenos gestos,
Busco cada pedaço teu,
Cada palavra bem colocada,
Com o dom que Deus me deu,
Presenteio com doces versos,
Ignorando o final do mundo,
No afã de te encontrar,
E fazê-lo para sempre todo meu.
Eu tenho a minha própria graça,
Conheço cada espaço teu,
Cada fenda bem colocada,
Com a maciez que você concedeu,
Presente com doces amplitudes,
Ignorando as longitudes,
No afã de te saborear,
E deslizar em plenitudes...
Na imensidão do mar com ou sem luar,
Escolhi te amar,
Viver amando cada parte tua,
Espalhar pétalas de flores,
Para celebrar o maior de todos os amores,
Ignorando os desafios [enfim,
Porque tenho certeza
de que eu nasci para você,
E que você nasceu para [mim.
Se o mundo realmente acabar,
Não importa desde que sobre nós dois,
Que não se esgote a poesia,
E não fuja de nós os desejos,
Seja no balanço da praia,
Ou nos lampejos do trovão,
O mundo pode até acabar,
Menos o amor na imensidão.
Ante o amor,
Louvo cada minuto.
Porque escolhi o infinito,
Viverei cada segundo.
Diante de ti,
Darei o meu melhor.
Estou bem aqui,
Esperando o teu amor maior.
Ante o infinito,
O nosso amor é o mais bonito.
Porque escolhi o desafio,
Viverei te seguindo.
Diante de ti,
E mesmo longe, serei tua.
Só planejando doçuras,
Para receber o seu colo e a tua ternura.
Ante cada espaço teu,
Ante cada poente,
Estando você presente ou ausente,
Serás inteiramente meu,
Porque você é um presente
Que Deus me deu,
O meu coração te escolheu,
Como o sol um dia resolveu
Entardecer diante do mar,
Escolhi o teu corpo para deslizar,
E o teu coração para bem cuidar.
Doces cristalizados
Doces cristalizados,
frutinhas mergulhadas
no açúcar do coração,
A cada nova mordida
uma poética declaração.
Surrealismo Poético
Cada verso meu é escrito
com o tom de mil vozes,
Isso define o Surrealismo Poético
para quem sabe ouvir enquanto
lê sem compromisso com o rigor
e o quê é convencionado estético,
De mim só sai o quê realmente
conecta com o galático
sem subjetivismo do hábito.
No vigésimo primeiro dia do ano
No vigésimo primeiro dia do ano
agradeça por cada momento
de superação e se você estiver
triste ou feliz coloque uma bonita
canção para embalar o seu coração.
Arcadismo em Rodeio
Tenho em cada paisagem
da minha cidade de Rodeio
os elementos poéticos
para escrever com a tinta
da poesia do meu peito
tudo aquilo que faz reviver
o melhor do Arcadismo
que faz a alma sempre reagir
contra as forças que desejam
destruir a nossa esperança,
o sublime que nos mantém
vivos com heroísmo e não nos cansa.
O meu marcador
de vida é a ação
romântica e poetisa,
Cada poesia diária
cultivada é dedicada
para vir a merecer
ser amada por ti,
Exige de mim sempre
discernimento
poético para o agir
tornar-se sincrônico
em nome do nosso
perpétuo amor sincrético.
Poetisa de cada
dia tenho sido
para chamar
a sua atenção,
Pouco a pouco
sem você ser
dar conta serei
a dona do seu
lindo coração,
E por mim será
pura dedicação.
Poesia da loucura de amor
represada que todos os dias
têm feito a sua alma cativada,
e a cada dia a minha capturada
por tuas virtudes heróicas
capazes de reunir e unir
em festa o Ocidente e o Oriente
com invencibilidade e paixão
que iluminam a escuridão
convertendo a numa constelação.
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