Uma Menina Simplesmente Apaixonada
"A felicidade não é feita de "cobranças" e nem de detalhes,
mas sim de uma pura e "sadia" aceitação!"
"A liberdade sadia e inteligente é uma conquista nossa de cada dia!"
Otávio ABernardes
Itumbiara, 26 de setembro de 2025.
"Há sempre uma grande esperança para quem acredita em Deus!"
Otávio ABernardes
Gyn, 10 de fevereiro de 2026.
"Uma boa música é um "recurso" para a tristeza do ser humano!"
Otávio ABernardes
Goiânia, 6 de abril de 2026.
Dos Olhos da Sociedade
Demétrio Sena - Magé
Na maioria das vezes, não sei se uma pessoa com quem lido é "bonita" ou "feia". Entre aspas, porque não tenho conceito ótico específico para beleza. Refiro-me aos olhos da cara de uma sociedade que vive do que olha. Não do que vê, exatamente, porque ver é algo bem mais profundo. Foge aos olhos que prioritariamente olham.
Faz tempo que meus poemas românticos não exaltam traços e curvas das eventuais musas. Isso perdeu importância para mim, nos primeiros anos da minha trajetória de poeta, praticamente os primeiros anos de nascido. De alguma forma, eu seguia o curso da poesia romântica em voga naqueles tempos de uma decantação excessiva da "beleza", como não saiu totalmente de voga. Principalmente a "beleza" feminina.
Faço preferencialmente poemas de protesto político e também social, normalmente com as sutilezas que aprendi nos tempos da ditadura, quando eram necessárias muitas metáforas. Hoje podemos rasgar mais o verbo, até xingar, porém me viciei nessa forma de compor. Mas componho poemas românticos. Muitos, mesmo. Nesses poemas, decanto a essência da musa. O quanto ela inspira com a sua índole, sua sensibilidade, a inteligência e outros atributos que não passam pelo crivo dos meus olhos. Os da cara.
Essa ótica da minha poesia romântica não tem lá muita popularidade. A velha exaltação da pele, dos lábios, cabelos, os traços faciais e as curvas, continua no topo da preferência popular de quem consome música e poesia. Mesmo nas artes plásticas, quando retratam pessoas e são para uso doméstico, existe a preferência popular por essa exaltação.
É como todo mundo, nesta sociedade supérflua, olha para o outro. Vai direto à capa e volta, sem dar nenhuma folheada. Não lê sequer o prefácio do ser humano, se a capa não o agrada imediatamente. A essência pouco importa. O livro, a trajetória, o roteiro pesssoal do ser humano valem menos; muito menos do que a pele, os lábios, os cabelos, os traços faciais e as curvas do corpo.
A riqueza material, o poder e a fama fazem parte crucial dessa frente; dessa vitrine; a capa do indivíduo. Tornam qualquer pessoa "bonita", pois a plastificam e fazem encher os olhos de quem olha. É assim que somos, na camuflagem das virtudes gritadas nos palcos, palanques e púlpitos do preconceito e da hipocrisia.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
"Uma árvore centenária desperta admiração pela imponência do tronco e pela amplitude da copa. Poucos, porém, pensam nas raízes. Elas cresceram no escuro, durante anos, sem aplausos, sem reconhecimento, enfrentando pedras, seca e tempestades. Entretanto, quando a árvore finalmente se ergue majestosa, é das raízes invisíveis que provém toda a sua força."
Essa é uma carta que não será enviada.
Não porque falte coragem, mas porque ela não precisa mais de destino.
Ela é sobre mim.
Sobre o que eu precisei aprender para continuar inteiro (a).
Eu te amo.
E dizer isso não me diminui.
Não apaga o que vivemos, não invalida o que senti,
não transforma tudo em mentira.
O amor existiu...
e isso basta.
Mas hoje eu sei:
amar não é sinônimo de permanecer.
Durante muito tempo eu confundi amor com espera,
com adaptação excessiva,
com silêncios engolidos para não perder.
Confundi amor com suportar o que doía.
Mesmo quando meu corpo já pedia descanso.
Eu tentei.
Mesmo quando a reciprocidade não vinha.
Eu tentei.
Essa carta nasce quando algo muda por dentro.
Quando o amor deixa de ser um pedido
e passa a ser uma constatação serena:
eu te amo, mas eu não te quero mais ...
Não te quero mais ocupando um espaço que me custa a paz.
Não te quero mais como projeto de salvação,
nem como esperança que me adia.
Não te quero mais se, para isso,
eu preciso diminuir as minhas necessidades,
anestesiar meus limites ou negociar minha dignidade emocional.
Isso não é frieza.
É amadurecimento emocional.
E quando o afeto encontra o limite e aprende a respeitá-lo.
Eu te amo, mas agora escolho a mim.
Escolho o silêncio que organiza,
a ausência que cura,
o vazio que prepara um espaço mais saudável.
Escolho não insistir onde só eu me esforço.
Escolho não romantizar a falta,
nem chamar de amor aquilo que me fragmenta.
Talvez essa seja uma das despedidas mais difíceis:
aquela em que não há ódio, não há briga,
não há culpados.
Só há consciência.
E consciência dói, mas também liberta.
Essa carta não precisa ser lida por você.
Ela precisava ser escrita por mim.
Porque quando eu consigo dizer "eu te amo,
mas eu não te quero mais,
é sinal de que o amor-próprio finalmente encontrou voz.
A Saída do Parido
Há quem passe a vida inteira
procurando uma saída,
sem perceber
que construiu a própria prisão.
Corre para o mundo
e se perde de si.
Acumula coisas
e desperdiça a única que nunca poderia perder:
a consciência.
A mente mente.
E quem acredita em todas as mentiras da mente
corre o risco de tornar-se demente.
Vivemos na era da velocidade,
mas não da direção.
Nunca houve tantos caminhos.
Nunca houve tão poucos destinos.
Aprendemos o alfabeto das palavras,
mas permanecemos analfabetos de nós mesmos.
Sabemos ler livros.
Mas desaprendemos a ler a alma.
Esquecemos o Bê-à-Bá da Vida.
Trocamos valores por custos.
Presença por aparência.
Conhecimento por informação.
Sabedoria por opinião.
Espiritualidade por religiosidade.
O essencial pelo urgente.
E chamamos isso de evolução.
Que involução sofisticada.
Somos paridos biologicamente.
Mas poucos nascem para a própria consciência.
Respiram…
Mas não vivem.
Existem…
Mas nunca chegam a ser.
Afinal, nascer não é sair do ventre.
É deixar o ego.
Porque há corpos vivos
que carregam consciências sepultadas.
O mundo nos ensinou a conquistar territórios.
Mas nunca nos ensinou
a habitar a própria alma.
Passamos anos perguntando:
— Para onde devo ir?
Quando a única pergunta capaz de mudar uma vida sempre foi:
— Quem estou me tornando?
Nossa consciência…
É o único GPS
que não depende de satélites,
mas de silêncio.
Quem se desconecta dela
perde o sinal de si mesmo.
E quem perde o sinal de si,
encontra qualquer destino…
menos o próprio.
O tempo não passa.
Quem passa somos nós.
E cada segundo que chamamos de amanhã
é um pedaço da vida
que já começou a morrer.
Penso,
logo resisto.
Resisto ao barulho
que me impede de ouvir o silêncio.
Resisto às respostas prontas
que matam as perguntas necessárias.
Resisto à multidão
quando ela caminha em direção ao abismo
aplaudindo a própria queda.
Porque a maior alienação
não é deixar de pensar.
É terceirizar a consciência.
Descobri tarde
que o maior retorno
não é voltar para casa.
É voltar para dentro.
O Retorno ao Real
não é geográfico.
É existencial.
A saída nunca esteve no mundo.
O mapa nunca esteve nas mãos.
Sempre esteve na consciência.
E o destino…
jamais foi um lugar.
Foi um estado de ser.
No fim,
descobri que Deus nunca esteve distante.
Distante
estava eu.
Porque o Cristo Interior
jamais deixou de habitar o homem.
Foi o homem
quem decidiu morar do lado de fora de si mesmo.
E então compreendi
o Bê-à-Bá
que o mundo fez questão de esquecer:
a vida começa quando o ser humano deixa de apenas existir.
Nesse instante,
o parido nasce.
O retorno acontece.
E a única saída
revela-se, enfim,
como sempre foi:
para dentro.
Carlos Eduardo Balcarse
11/06/2026
A motivação é apenas o primeiro estímulo — uma faísca.
Quando você age, mesmo em pequenos passos, o cérebro entende que aquilo é importante e começa a liberar dopamina, reforçando o hábito, o foco e a disciplina.
Ação gera clareza.
Ação gera confiança.
Ação gera resultados.
Não espere se sentir pronto.
O cérebro aprende fazendo, não esperando.
Cada passo dado fortalece conexões neurais que transformam esforço em resultado.
Pequenos passos hoje constroem grandes conquistas amanhã.
Aja agora. Seu futuro agradece.
"Cada dia é uma tela em branco; pinte o seu futuro e que, através da ação e motivação, você consiga realizar todos os seus objetivos.
"Uma sociedade com trabalhadores apodrecidos não conseguirá prosperar rápido, pois um atrapalha o outro. Isso é mau. Devemos viver como irmãos, e assim tudo prosperará.
Autor: Henrique Bertulino da Silva
"Antes de existir uma grande história, havia apenas páginas em branco. Assim também são os nossos sonhos. Eles não se realizam de uma só vez, mas são escritos pouco a pouco. Cada esforço, cada aprendizado, cada desafio superado e cada passo dado acrescentam um novo capítulo à nossa jornada. Por isso, não desista. Continue acreditando, porque as páginas mais bonitas da sua história ainda estão sendo escritas, e os melhores capítulos ainda estão por vir.
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