Uma Menina Simplesmente Apaixonada
ESCREVER POESIA
Escrever é ter uma fonte
Onde as palavras vêm brotar,
Transformando sentimentos
Em versos para o mundo escutar.
É dar forma ao que se sente,
Ao que ninguém pode enxergar,
Pois dentro da alma do poeta
Há universos a revelar.
Escrever é ir além
Daquilo que o saber pode alcançar,
É navegar pelos mistérios
Que o coração insiste em guardar.
É transformar pensamento em verso,
É fazer o silêncio falar,
É descobrir dentro de si
Um novo mundo para contar.
Minhas poesias nascem
Dos sentimentos que carrego,
Dos pensamentos mais profundos,
Dos caminhos que percorro.
Se ninguém pode ver minha alma,
Se ninguém pode ler meu coração,
Eu escrevo aquilo que sinto
E transformo em inspiração.
A poesia, para mim,
São os delírios da alma do poeta,
São sonhos que ganham palavras,
São verdades que a vida desperta.
É o coração abrindo as portas
Para aquilo que quer dizer,
É deixar o sentimento livre
Para nascer e acontecer.
Escrever poesia é ser feliz
Com aquilo que se escolheu fazer,
É encontrar dentro das palavras
Uma razão para viver.
É fazer da própria existência
Um caminho de inspiração,
Onde cada verso revela
Um pedaço do coração.
Escrever poesia é deixar a alma livre
Para navegar sem direção,
Visitando os mais diversos cantinhos
Do nosso próprio coração.
É mergulhar no que somos,
Sem medo de se encontrar,
E voltar trazendo um verso
Que alguém possa abraçar.
Escrever poesia é olhar o mundo
Com um olhar diferente,
Enxergar o que passa despercebido
Aos olhos de tanta gente.
É perceber pequenas coisas
Que ninguém consegue notar,
Mas que aos olhos do poeta
Começam de longe a brilhar.
É uma clarividência iluminada,
Uma maneira diferente de ver,
É encontrar beleza escondida
Onde poucos conseguem perceber.
O poeta não apenas olha:
Ele sente antes de enxergar,
E aquilo que toca sua alma
Ele transforma em seu cantar.
Por isso eu escrevo poesia:
Para deixar minha alma falar,
Para transformar sentimentos
Em palavras capazes de tocar.
Cada poema é uma janela
Que se abre dentro de mim,
E cada verso é um caminho
Que não precisa ter fim.
Porque ser poeta é isso:
Sentir, imaginar e escrever.
É transformar a própria alma
Em palavras para o mundo ler.
E enquanto houver sentimentos,
Haverá versos para nascer.
Poeta Mbra
HÁ QUEM PERMANECE E HÁ QUEM APENAS SE APROVEITA DA CAMINHADA: a distância entre servir a uma causa e servir-se dela
“Uns permanecem porque acreditam no destino da caminhada; outros caminham apenas enquanto a estrada tiver por destino os próprios interesses.”
Um aliado, ou mesmo um apoiador de ocasião, não se confunde com um amigo leal, tampouco com aquele que verdadeiramente se compromete com uma causa e faz de determinada bandeira uma convicção de luta. A aproximação circunstancial pode nascer da conveniência, da convergência momentânea de interesses ou da expectativa de algum benefício. O compromisso verdadeiro, ao reverso, pressupõe identidade de valores, constância e disposição para permanecer mesmo quando a fidelidade à causa impõe custos pessoais.
É precisamente aí que se estabelece a diferença essencial entre quem serve a uma causa e quem se serve dela.
Há aliados e apoiadores cuja adesão, embora revestida do discurso do interesse coletivo, encontra-se, em sua essência, muito mais vinculada à própria vaidade, à necessidade de reconhecimento ou à realização de ambições pessoais. Nesses casos, a causa institucional deixa de constituir um fim em si mesma e passa a funcionar como cenário, instrumento ou mesmo trampolim para um projeto individual. A bandeira continua sendo exibida, mas já não é propriamente defendida: é utilizada.
Tal comportamento nem sempre se deixa perceber de imediato. Enquanto os interesses individuais e os objetivos coletivos caminham na mesma direção, conveniência e convicção podem apresentar aparência semelhante. Ambas produzem discursos de entusiasmo, manifestações de apoio e gestos de aparente comprometimento. A diferença somente se torna perceptível quando os caminhos começam a divergir e quando permanecer fiel à causa deixa de proporcionar vantagens passa a exigir renúncias.
É nesse ponto que o tempo e as circunstâncias assumem uma espécie de função reveladora.
O fenômeno é particularmente perigoso porque, muitas vezes, a retórica do compromisso encobre interesses que somente vêm à superfície quando o protagonismo é ameaçado, quando o reconhecimento não chega, quando a liderança passa a ser exercida por outros ou quando a defesa da causa exige sacrifício sem qualquer recompensa imediata. É então que se descobre se havia verdadeira convicção ou apenas conveniência e se o indivíduo havia colocado sua trajetória a serviço de um ideal ou se, ao contrário, havia transformado o ideal em instrumento de sua própria trajetória.
A lealdade autêntica, portanto, não se mede pela intensidade das manifestações de apoio quando há aplausos, visibilidade ou vantagens a conquistar. Mede-se, sobretudo, pela capacidade de permanecer quando desaparecem os holofotes, quando o silêncio substitui o reconhecimento e quando a fidelidade aos princípios exige a renúncia ao próprio protagonismo.
Porque permanecer quando tudo favorece a permanência pouco revela sobre alguém. A medida da lealdade começa a aparecer quando permanecer custa alguma coisa.
É nesse sentido que ganha especial significado a conhecida metáfora das trincheiras: mais importante do que saber apenas qual guerra se trava talvez seja descobrir quem permanece ao nosso lado quando chega o momento de enfrentá-la. As trincheiras têm uma virtude que os tempos de bonança desconhecem porquanto revelam quem caminhava conosco por convicção e quem apenas seguia na mesma direção porque, até então, nossos caminhos coincidiam com os seus interesses.
Na caminhada, muitos podem acompanhar-nos enquanto a estrada é confortável, enquanto há reconhecimento, perspectivas ou vantagens compartilhadas. A trincheira, porém, introduz outra medida. Nela, a presença deixa de ser cômoda e passa a representar risco, sacrifício e renúncia. É justamente quando permanecer passa a ter um preço que descobrimos não apenas quem está ao nosso lado, mas, sobretudo, por que está.
Talvez por isso se tenha difundido, com autoria atribuída à Ernest Hemingway, a frase: “Quem estará nas trincheiras ao teu lado? — E isso importa? — Mais do que a própria guerra.” Sua força não reside propriamente na guerra, mas naquilo que a adversidade revela sobre os vínculos humanos, na medida que determinadas circunstâncias extremas retiram das relações a aparência da conveniência e deixam à mostra a substância da lealdade.
Quem está verdadeiramente comprometido com uma causa não precisa ser o seu personagem principal. Compreende que determinadas lutas são maiores do que as pessoas que momentaneamente as representam e que a defesa de um ideal coletivo exige, muitas vezes, a grandeza de ceder espaço, reconhecer méritos alheios e continuar contribuindo mesmo sem ocupar o centro da cena.
Há, nisso, uma forma silenciosa de desprendimento. Quem compreende a dimensão de uma causa sabe que ela não lhe pertence. Pode ter contribuído para construí-la, defendê-la durante anos e até suportando sacrifícios em seu nome, mas não adquire, por isso, o direito de confundi-la consigo próprio. As pessoas passam; as instituições, os valores e as causas que verdadeiramente importam devem ser capazes de sobreviver àqueles que, em determinado momento, as representam.
É justamente essa compreensão que distingue a liderança comprometida do personalismo. O verdadeiro compromisso deseja que a causa continue forte mesmo quando outros passam a conduzi-la. O personalismo, ao contrário, tende a experimentar o êxito alheio como diminuição própria e a interpretar a perda de protagonismo como se fosse o enfraquecimento da própria causa.
Já aquele que está comprometido sobretudo consigo mesmo tende a confundir a própria trajetória com aquilo que afirma defender. Enquanto seus interesses caminham ao lado da causa, mostra-se entusiasmado, combativo e presente; quando deixa de ocupar posição de destaque, ou quando a causa já não lhe proporciona visibilidade, sua disposição frequentemente diminui. Não necessariamente porque o ideal tenha perdido importância, mas porque deixou de servir ao projeto pessoal que, desde o início, talvez constituísse sua verdadeira prioridade.
Por isso, a adversidade possui uma virtude singular: ela não transforma convicção em conveniência, nem lealdade em oportunismo; apenas torna visível aquilo que, em tempos favoráveis, podia permanecer oculto. Quando chegam as dificuldades, caem os adornos do discurso, desaparecem as aparências e cada pessoa acaba revelando a verdadeira natureza de seu compromisso.
A caminhada e a trincheira, embora sejam metáforas distintas, encontram-se precisamente nesse ponto. A caminhada revela quem nos acompanha; a trincheira revela quem permanece. Uma permite perceber a companhia; a outra põe à prova a lealdade. E talvez somente depois de atravessarmos ambas possamos distinguir aqueles que compartilhavam verdadeiramente a causa daqueles que apenas compartilhavam, circunstancialmente, o caminho.
Talvez seja essa a medida mais segura da autenticidade, que é permanecer fiel à causa mesmo quando já não é possível convertê-la em prestígio, poder, reconhecimento ou vantagem pessoal.
Quem possui compromisso genuíno compreende que causas verdadeiramente importantes não existem para engrandecer aqueles que as defendem. Ao reverso são aqueles que as defendem que precisam, quando necessário, diminuir a própria vaidade para engrandecê-las.
E talvez o tempo seja, afinal, o juiz mais rigoroso dessas diferenças. Ele termina por distinguir os que estiveram ao lado de uma causa porque acreditavam nela daqueles que apenas permaneceram enquanto dela puderam extrair alguma utilidade. Os primeiros deixam contribuição; os segundos, quando cessam as vantagens, geralmente deixam apenas a memória de sua passagem.
No fim, há quem permaneça porque acredita na caminhada e há quem caminhe apenas enquanto a estrada conduz aos próprios interesses. Mas são as trincheiras que dissipam as últimas dúvidas: quando desaparecem o palco, o aplauso e a recompensa, descobrimos quem verdadeiramente estava ao nosso lado e, mais importante ainda, quem estava ao lado da causa. Porque o compromisso autêntico começa justamente onde termina a necessidade de protagonismo.
Filho do pobre não tem o luxo de parar. Cada aprendizado é uma arma para o futuro, porque por trás do seu sonho existe uma família inteira esperando pela sua vitória.
Minha mãe partiu, mas deixou uma missão, Meu filho, não procure apenas ser lembrado… procure deixar valor na vida das pessoas. Hoje cada vitória minha carrega um pedaço dela.
Enquanto uns brindam com taças de vinho durante a Copa do Mundo, outros travam uma batalha pela própria sobrevivência entre os escombros da Venezuela.
O poema “O Momento que Não Foi” fala sobre o luto por uma experiência que existiu primeiro na imaginação, mas que não pôde ser vivida da maneira esperada.
O eu lírico havia guardado um instante especial: não apenas um acontecimento, mas um começo carregado de significado. Ele já imaginava o primeiro toque, o olhar, a sensação de entrar naquele espaço. Essa expectativa não vinha de ansiedade ou posse, mas de cuidado e envolvimento emocional.
Quando diz:
“Quando eu cheguei,
o momento já tinha passado por ali”
o poema revela que outra pessoa ou outra circunstância viveu antes aquilo que o eu lírico desejava experimentar como algo inaugural. Por isso, mesmo que externamente tudo continuasse disponível, internamente algo havia mudado. O lugar, o encontro ou a situação ainda existiam, mas já não possuíam o mesmo significado.
A frase “Não é sobre quem esteve, nunca foi” é fundamental. Ela afasta a ideia de ciúme ou competição. A dor não está propriamente na presença de outra pessoa, mas na perda do simbolismo: o desejo de participar daquele primeiro momento, de construir uma memória única e compartilhada.
O “vazio manso” representa uma tristeza silenciosa. Não é uma dor explosiva, que provoca brigas ou acusações. É uma ausência que permanece, porque não há como voltar no tempo e reconstruir exatamente o começo imaginado.
No final, o poema chega à aceitação:
“Porque nem todo começo
a gente consegue viver…”
Há maturidade nessa conclusão. O eu lírico reconhece que algumas experiências não acontecem como sonhamos e que certos momentos perdidos não podem ser substituídos. Mesmo assim, o sentimento que existia era verdadeiro e continua tendo valor.
Em essência, o poema fala sobre a perda de uma expectativa afetiva, sobre chegar tarde demais para viver um começo e sobre aprender a seguir sem negar o significado daquilo que se sentiu. Não é o luto por uma pessoa, necessariamente, mas pelo instante simbólico que poderia ter sido — e não foi.
REFLEXÃO DO DIA!
O impossível não é somente uma
questão de opinião, mas sim,
um pensamento fracassado daqueles que não acreditam, não
buscam e não têm fé.
Viana Filho
SOBRE ESPERANÇA...
Esperançar não é viver
na esperança. Alimentar
sonhos vazios, é uma
frustração constante.
Uma expectativa imaginaria,
daquele que só espera e
nunca alcança.
A polimatia representa o estado da arte de uma epistemologia orientada à realidade: a passagem da especialização fragmentada para uma compreensão metadisciplinar, na qual a metacognição permite investigar os próprios limites do conhecer, a visão sistêmica revela as relações entre as partes e o pensamento deixa de tomar seus modelos como a própria realidade. Quanto mais distintas perspectivas convergem sem serem reduzidas umas às outras, mais sofisticado se torna o paradigma e menor é a distância entre aquilo que pensamos que o mundo é e aquilo que o mundo efetivamente é.
Até as críticas me elevam a ser uma pessoa melhor... 🕯️
Deixe que falem o que quiserem; o mar ignora o barulho da espuma para abraçar a areia. Sou a artesã da minha própria alma, usando o cinzel do tempo para esculpir a melhor versão de mim.
Acredite redes sociais, coisas matérias, o corpo, lhe dão um pouco de liberdade...
Mais ela é uma ilusão...
Não tem nada igual nesse mundo como Amar e ser Amado com o mais puro significado da palavra...
Todo o resto irá ficar nesse mundo quando você se for...
Mais o Verdadeiro Amor sempre se Eternizar com progenitores e dádivas...
O sentimento deve ser firme igual uma rocha. Apaixone-se por quem deixa o seu dia mais alegre, mais leve... Que sorria durante as ressacas... Que te faça esquecer de um cotidiano massante... assim se refresque em risadas nuas e intusiamadas, durante os dias de angustiantes desse mundo caótico. Apaixone-se pela pessoa chata, ciumenta e “maluquinha”, que apesar de todos as situações adversas, se mostra atenta à sua vida e está pronta para qualquer situação que possa te fazer Feliz!
Quanto mais iluminada uma pessoa é, mais escuridão ela é capaz de atrair, não pra que ela se torne a escuridão também, mais pra que ela saiba que contraindo a responsabilidade da lucidez e da razão como experiência essencial de seu caráter. Sendo assim ela poderar transmitir a sabedoria como uma luz sagrada capaz de tornar brilhante as fundações da escuridão na insegurança e na ignorância de outros seres.
Não se deve buscar motivos no amor verdadeiro.
Afinal ele é uma Dádiva...
O poder de amar na vida é simplesmente um milagre.
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