Uma Menina Simplesmente Apaixonada
Kamorra não é apenas um nome — é uma identidade forjada no sentido da luta e da singularidade.
Do espanhol, vem Camorra, que significa resistência, enfrentamento e rebeldia contra o que corrompe. Representa a força de quem não se dobra, de quem encara o sistema, as mentiras e as fraquezas do mundo com coragem e firmeza.
Do hebraico, vem Kamocha, que significa “semelhante a ti”. Um termo que remete à ideia de espelho, de essência compartilhada — o reflexo entre o homem e o divino, entre o criador e sua criatura.
Da fusão desses dois mundos nasce Kamorra: o homem que resiste, mas que reconhece em Deus o reflexo de sua força.
Kamorra é resistência com propósito, rebeldia com fé, luta com sentido.
Marcos Kamorra (Filosofia Kamorrista)
“Sou resistência, mas não sem direção."
Se alguém não exige prova nenhuma para engolir uma mentira sobre você, mas pede um dossiê inteiro para aceitar uma verdade sua, nunca esteve ao seu lado — só esperava um motivo para ficar contra você.
"A morte pode encerrar uma existência e o esquecimento pode encerrar um legado. Escrever é a forma mais humana de adiar o esquecimento."
A lua esboçava um sorriso e uma estrela fazia companhia numa noite de constelação de sonhos.
Não pude identificá-la na minha quase solidão... você não brilha mais em mim.
Um Homem sempre vai preferir uma nota de 100 meticais do que 100 moedas de 1 metical. Releia até entender.
"A razão nada mais é do que uma advogada das nossas emoções.
É preciso ter sabedoria para ser racional,
e não racionalizar nossas escolhas."
O homem tem a natureza eterna mas vive em mundo finito.
O ser humano tem uma natureza eterna, mas vive em um mundo finito. Creio que ninguém deseja realmente a morte. Mesmo quem pensa em suicídio não busca a morte em si, mas o fim da dor.
A Bíblia diz que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, e é por isso que temos razão, consciência e sentimentos. Mas, enquanto Deus é pleno e não sente falta de nada, o homem tem sede de Deus — um desejo ilimitado. Fomos criados para a eternidade, mas o pecado original nos afastou da única fonte que pode nos preencher.
O homem também reflete o amor, que é a essência divina. Esse amor é eterno: mesmo que percamos alguém, o sentimento dura a vida inteira e, acredito, continua depois dela. Até um ateu pode notar essa natureza eterna; muitos intelectuais que não acreditam em Deus tentam se tornar "imortais" através de suas obras.
No fundo, o ser humano sempre estará insatisfeito neste mundo, porque nada que é passageiro satisfaz quem nasceu para o eterno.
"Vivemos em um mundo onde o sagrado se perdeu. O sagrado é uma experiência na qual existe algo intocável, que desperta profundo respeito e temor; o sentimento do divino, de algo superior a todas as coisas da terra.
Esse sagrado é mais elevado do que eu mesmo; diante de todas as coisas do mundo, é uma parte de Deus aqui na terra.
Atualmente, existe um reducionismo simplório da experiência humana, que afirma que tudo é apenas matéria e que a razão humana descreve apenas parte dela. Querem que todos sigam essa posição miserável.
A Bíblia, como se diz, é sagrada. O Antigo Testamento tem uns cinco milênios de história, e o Novo Testamento, cerca de dois mil anos. A Bíblia é um livro milenar; no entanto, surge um ser humano que 'nasceu ontem' e procura contradições, argumentando que ela é um mal a ser combatido.
A Bíblia resume-se em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. É a história de Israel com Deus; o Novo Testamento é o pacto de amor que Ele fez pela humanidade. É a história, os valores e a esperança de que todo o mal será extinto para sempre. A Bíblia é isso; o que está fora disso é apenas tolice.
O Bilhete Devolvido e o Acaso Misterioso do Mal
Você aceitaria uma harmonia eterna se o alicerce dela fosse o choro de uma única criança injustiçada? Para Dostoiévski, a resposta é um grito de revolta: “Eu devolvo o bilhete”. Através de Ivan Karamazov, ele recusa um paraíso que exija, como pedágio, o sangue dos inocentes.
Muitos tentam justificar a dor como o preço da nossa liberdade, mas a verdade pode ser mais sombria. E se o mal for apenas um acaso misterioso? Um erro de percurso que surgiu fora do plano divino. O mal é aquilo que nunca deveria ter existido; não é uma lição, nem um teste. É um intruso incompreensível que desafia qualquer lógica ou propósito. O mal é, de fato, injustificável. Ele está além da capacidade humana de suportar — e nem o próprio Deus o suportou no Getsêmani, quando clamou: "Pai, afasta de mim este cálice". Em seus casos extremos, o mal é esmagador, sobre-humano e desumano. É o que jamais deveria ser.
É necessário ignorar alguma Perfeição
Existem assuntos que não podem ser tratados como equações matemáticas para serem resolvidos com todo o rigor matemático e exato. Em relação à existência de Deus e ao sofrimento, alguma coisa deve ser ignorada. Um Deus onipotente, onipresente, onisciente, perfeito e amoroso em uma existência onde existe o mal faz com que uma existência exclua a outra. Mas, aí, não podemos dizer que não existe Deus, porque existe algo em vez de nada. A existência, a razão, os sentimentos, as emoções e a consciência não existem a partir do nada ou de algo impessoal.
Nesse embate entre o sagrado e o horror, uma certeza resta: alguma perfeição sempre será ignorada.
Se o mal existe como um acidente que Deus não planejou, ignoramos Sua onipotência.
Se o aceitamos como parte de um plano deliberado, ignoramos Sua bondade.
Diante do sofrimento que não faz sentido, a "perfeição" teórica é a primeira coisa que se quebra. Se o mal é um acidente não planejado, o mundo deixa de ser um tribunal e vira um hospital de campanha. As coisas são o que são, mas as coisas deveriam ser de outra forma. Creio que esta escolha é mais realista diante do absurdo do mal; é algo que não se compreende, que não se aceita, nem se suporta, nem se justifica; é algo que não deveria não existir.
O Conflito da Existência
Deus Todo-Poderoso, Onisciente, Onipotente e Onipresente exclui-Se em uma realidade onde o mal, o sofrimento e as imperfeições existem. Um exclui o outro, e vice-versa.
Tudo o que existe é uma continuidade de Deus de alguma forma; nada escapa disso, senão o próprio Deus. Por que existe algo em vez de existir nada? Tudo tem uma causa, uma origem. Só Deus não teve origem. Existem duas existências, com certeza absoluta: a eterna e a criada. A criada teve início e pode perder perfeição. A vida, a razão, a ordem, o existir, o amor, o coração... é impossível que venham do nada. Essas coisas são a continuação de Deus. Então, concluímos: Deus Todo-Poderoso existe. Mas, no nosso mundo, identificamos o mal, o sofrimento e as imperfeições — que não existem em Deus.
O Acaso Misterioso e a Liberdade
Deus não cria outro Deus. Deus cria coisas que são perfeitas, mas Deus cria seres com vontade própria e livre-arbítrio. Deus sempre criou seres com vontade própria e livre-arbítrio perfeitos. Temos que encarar o problema com ousadia e não com ideias prontas e fixas.
Não acredito que Deus criou o mal para termos liberdade; não é necessário criar o mal para que haja liberdade. Existe a liberdade para o bem: eu posso fazer um bem ou outro bem. Não acredito que Deus criou o mal porque Deus, sendo bondoso, amoroso e fazendo o bem, não criaria por deliberação o contrário à Sua essência, porque um exclui o outro.
Deus não tem propósito nenhum em criar seres imperfeitos que gerem o mal, o sofrimento e a injustiça. Mas, por um acaso misterioso — que acredito que Deus nunca entenderá — essa criatura imperfeita foi criada. Deus criou Lúcifer e o ser humano para adorá-Lo, para ser a razão de ser de toda criatura. Mas, por algum acaso misterioso, essa criatura imperfeita foi criada, e Deus está trabalhando para restaurar Sua criação. E tudo voltará a ser como antes: a criatura sendo o reflexo do Criador. Creio que Deus não iria criar seres para gerar mal, sofrimento e injustiça — e isso será um eterno acaso misterioso. Mas Deus é bom, é amor, Deus é a verdade, e tudo será perfeito como antes, em Jesus.
O Mal como Ausência de Ordem
A minha definição de mal é esta: o mal é a falta da ordem estabelecida e da presença de Deus. Quando as coisas, as criaturas e a criação se afastam de Deus e não obedecem a Deus e à Sua ordem, sempre ocorrerá o mal.
O mal entre os seres humanos existe porque não se obedecem os mandamentos de Deus.
Terremotos, tornados e vírus existem porque a Terra está distante.
Todos os desastres e males da natureza ocorrem porque a natureza não está obedecendo a Deus; ela está distante de Deus, e perdeu-se o que foi estabelecido por Ele. Deus estabeleceu estabilidade na Terra, mas essa estabilidade foi perdida porque a Terra está distante de Deus — e tudo o que está distante de Deus perde a perfeição. Tanto nas tradições antigas quanto no cristianismo, o mal é fruto dessa desobediência original.
Se o ser humano obedecesse à palavra que Jesus Cristo disse em Mateus 22:37-39: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”, não existiria mais o mal entre os seres humanos, e creio que toda a criação não teria mais o mal. Em Apocalipse, Jesus Cristo virá e, em Sua coxa, estará escrito: "Rei dos Reis, Senhor dos Senhores". Ele estabelecerá Sua presença e ordem, e o mal acabará.
A vida é uma
bolha de sabão.
Ah,
esse martelar
não para.
Oco,
vazio,
o tempo todo,
o mesmo assunto,
sem descanso um
minuto.
Pra que isso aqui!!
Pra que tudo isso!!!
Pra que esse desperdício!!!
E a mesma pergunta,
sem resposta:
pra que existir
se vou deixar
de existir?
Isso é uma
loucura
que parece
sem cura!!!!
Sem entender,
isso vai desaparecer.
De novo isso na minha
mente.
Isso é só
oco,
vazio.
A vida é vão,
feito bolha
de sabão.
A Dupla Natureza do Ser Humano
Possuímos uma natureza dual: a divina e a diabólica.
Em nós, coabitam o amor e o ódio, a pureza e a contaminação, a bondade e a maldade, o egoísmo e o altruísmo. Somos, simultaneamente, a vida e a morte, a construção e a destruição.
Há quem permita que um desses lados aflore mais do que o outro. Contudo, torna-te o que és: imagem e semelhança do teu Criador.
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