Uma Menina Simplesmente Apaixonada
Há momentos em que passamos uma vida inteira pedindo por mudanças, como quem suplica ao universo por um sopro novo. E, ainda assim, elas chegam devagar — silenciosas, quase imperceptíveis — porque o devir não tem pressa; ele apenas acompanha a vibração dos nossos pensamentos. O querer é a prova de que estamos vivos, de que uma centelha ainda se move dentro de nós. O problema nunca foi desejar. O problema é não estar preparado para receber aquilo que pedimos.
Ainda assim, a vida tem seus mistérios suaves.
Cinco dias foram suficientes para que uma presença tocasse algo em mim, como um vento discreto que muda o rumo sem anunciar. Depois veio o silêncio — denso, mas verdadeiro. E, mesmo assim, o simples “bom dia” que um dia recebi ainda brilha na memória como um sol que aquece devagar.
Há um brilho que dança em seus olhos,
um tremor doce nos lábios,
uma paixão que arde devagar,
como fogo que nunca se apaga.
O SONHO é um devaneio, uma utopia que me habita, mas prefiro me entregar ao encanto, pois é nele que encontro a seiva que nutre minha alma e ilumina o caminho, e talvez, quem sabe, o sonho se torne o precursor de um amanhecer mais iluminado e fresco.
[O Lendário Legado de uma Lenda]
foi o conquistador
dos conquistadores,
com tuas cobiçosas
conquistas.
o imperador dos
imperadores,
em tuas imperiosas
perícias.
construiu o reino
mais caro e luxuoso
de todos os robustos
reinos.
obteve o fim digno
de uma lenda.
e neste exato momento,
os restos mortais
do maldito, apodrecem
num caixote de madeira.
o mais cobiçoso,
imperioso e robusto,
o mais caro e luxuoso,
de todos os caixotes
de madeira.
Michel F.M. - Ensaio sobre a Distração
Bruno Michel Ferraz Margoni
13/12/23
A Máquina do Mundo
E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco
se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas
lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,
a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.
Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável
pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar
toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.
Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera
e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,
convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas,
assim me disse, embora voz alguma
ou sopro ou eco ou simples percussão
atestasse que alguém, sobre a montanha,
a outro alguém, noturno e miserável,
em colóquio se estava dirigindo:
"O que procuraste em ti ou fora de
teu ser restrito e nunca se mostrou,
mesmo afetando dar-se ou se rendendo,
e a cada instante mais se retraindo,
olha, repara, ausculta: essa riqueza
sobrante a toda pérola, essa ciência
sublime e formidável, mas hermética,
essa total explicação da vida,
esse nexo primeiro e singular,
que nem concebes mais, pois tão esquivo
se revelou ante a pesquisa ardente
em que te consumiste... vê, contempla,
abre teu peito para agasalhá-lo.”
As mais soberbas pontes e edifícios,
o que nas oficinas se elabora,
o que pensado foi e logo atinge
distância superior ao pensamento,
os recursos da terra dominados,
e as paixões e os impulsos e os tormentos
e tudo que define o ser terrestre
ou se prolonga até nos animais
e chega às plantas para se embeber
no sono rancoroso dos minérios,
dá volta ao mundo e torna a se engolfar,
na estranha ordem geométrica de tudo,
e o absurdo original e seus enigmas,
suas verdades altas mais que todos
monumentos erguidos à verdade:
e a memória dos deuses, e o solene
sentimento de morte, que floresce
no caule da existência mais gloriosa,
tudo se apresentou nesse relance
e me chamou para seu reino augusto,
afinal submetido à vista humana.
Mas, como eu relutasse em responder
a tal apelo assim maravilhoso,
pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio,
a esperança mais mínima — esse anelo
de ver desvanecida a treva espessa
que entre os raios do sol inda se filtra;
como defuntas crenças convocadas
presto e fremente não se produzissem
a de novo tingir a neutra face
que vou pelos caminhos demonstrando,
e como se outro ser, não mais aquele
habitante de mim há tantos anos,
passasse a comandar minha vontade
que, já de si volúvel, se cerrava
semelhante a essas flores reticentes
em si mesmas abertas e fechadas;
como se um dom tardio já não fora
apetecível, antes despiciendo,
baixei os olhos, incurioso, lasso,
desdenhando colher a coisa oferta
que se abria gratuita a meu engenho.
A treva mais estrita já pousara
sobre a estrada de Minas, pedregosa,
e a máquina do mundo, repelida,
se foi miudamente recompondo,
enquanto eu, avaliando o que perdera,
seguia vagaroso, de mãos pensas.
(Texto foi extraído do livro “Nova Reunião”, José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1985, pág. 300. Fonte: Projeto Releituras)
No peito há medo e coragem a pulsar,
uma mistura que não se pode negar.
O coração chama, quer se libertar,
a alma sussurra: “é hora de tentar”.
Buscar o novo não é jamais errado,
desejar horizontes é ato sagrado.
Amor é abrir portas, mesmo assustado,
mesmo com vento forte e caminho incerto traçado.
Você leva quem ama, cuidado e luz,
responsabilidade e esperança conduzem sua cruz.
Cada passo consciente, cada sonho que seduz,
amor que guia, que acalenta e reluz.
Muita gente se esconde atrás do “dar tempo”
como se fosse uma solução mágica.
Mas o tempo, sozinho, não resolve laços, não reconstrói afeto, não apaga mágoa.
Relação é feita de presença, de palavra dita, de atitude.
O “dar tempo” às vezes é só medo de encarar
o que precisa ser encarado,
e aí o que acontece? O sentimento esfria,
a pessoa se perde, o vínculo quebra.
A FEBRE
Quando o sol se despede,
uma chama se acende em mim,
não de calor do dia,
mas de um fogo que vem de dentro,
sutil, insistente,
que me envolve no escuro.
Durante o dia, rio e caminho,
o mundo me segura, me distrai,
mas a noite… ah, a noite
me consome como brasa viva,
sussurra meus medos,
faz dançar a febre que carrego.
Procuro a calma nos lençóis,
na respiração que estica e solta,
no silêncio que às vezes dói,
mas que me ensina a ouvir
a voz do meu próprio peito,
a poesia da minha febre,
que queima e revela
quem eu sou quando ninguém me vê.
No silêncio do abandono, existe também uma oportunidade de clareza.
Você percebe quem realmente se importa, quem respeita o espaço que você ocupa, e começa a aprender que vínculo verdadeiro não se compra com proximidade constante, mas com reciprocidade real.
É aí que a dor se transforma em força: ao invés de tentar recuperar alguém que escolheu outro caminho, você passa a se fortalecer na própria presença, na própria verdade.
"Às vezes, algo desperta em mim sem aviso.. Uma brisa que chega de repente, um cheiro que carrega lembranças que não sei nomear, um calorzinho antigo que tinha se escondido. É uma sensação sutil, quase secreta, que me envolve e me lembra de que há partes minhas que dormiam, e agora estão acordando só pra me fazer sorrir por dentro."
Boletos
O preço de querer uma vida simples
não vem em parcelas suaves.
Ele cobra
a ausência do barulho conhecido,
a distância de quem sabe seu nome
mas não sua história.
Escolhas têm seus próprios boletos.
Não vencem no banco.
Vencem na carne.
Pagam-se na raça,
na força que sobra quando não há plateia,
quando o mundo decide cair em volta
e ainda empurra.
Às vezes o empurrão mira um poço sem fundo.
Mas quem aprende a cair em silêncio
descobre no escuro
o próprio chão.
E segue.
Não porque é fácil,
mas porque voltar
custaria mais caro.
Existe uma expressão que eu particularmente não gosto muito que é a seguinte:
Porque tal pessoa só porque fez muita besteira na vida é um Zé Ninguém.
Pois saiba que todos nós já fomos um ninguém em algum momento de nossas vidas. Não importa quem você é, e sim, em quem você pode se tornar!!!
PEQUENO E GRANDE
Será que o valor está no tamanho que vemos? O pequeno pode ser uma semente, mas guarda uma floresta inteira.
O grande pode parecer imenso,
Mas é vazio se não carrega sentimento.
Pequeno é o gesto que muda o dia,
grande é o coração que espalha alegria.
Não importa a medida do que você tem, mas sim o quanto você faz com o que tem.
Seja grande na coragem, e pequeno na arrogância. Porque o poder mais pleno mora dentro dos grandes detalhes.
- Iani Melo >•<
"Todo sermão que não nasce de um sussurro do Espírito Santo no secreto é apenas uma palestra motivacional com verniz cristão."
-Dr. Diogo Sena
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