Uma Menina Simplesmente Apaixonada

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Nem que eu tente, não sei ser minimalista. Minha história é um relicário, uma loja de móveis usados, onde tudo guarda um sentido, uma memória, uma cicatriz bonita do tempo. Cada coisa em mim já teve função, já foi abrigo, já pertenceu a outro instante. E talvez seja isso que me faz inteiro: não o espaço vazio, mas o excesso de vida guardada nas gavetas da alma.

Ser porto seguro é uma honra silenciosa que pesa nos ombros. Cada abraço que dou, cada conselho que escuto e devolvo, carrega uma pequena parte de mim que ninguém vê. Há dias em que ser referência é como sustentar o céu sozinho: bonito, mas extenuante.

O paradoxo é cruel e belo: a confiança alheia me eleva, me dá sentido, e ao mesmo tempo me lembra do risco de ceder demais, de me perder no cuidado que ofereço. Às vezes, me sinto encurralado no canto, cercado por expectativas, olhando para fora e desejando espaço para simplesmente existir.

Há uma delícia discreta em saber que alguém respira mais leve porque eu estive ali, firme, disponível. Mas a dor mora nas entrelinhas — nas madrugadas em que olho para minhas mãos e percebo que também elas precisam de abrigo.

Ser porto seguro é ser farol e tempestade. É carregar um oceano de vidas dentro de si, com a certeza de que cada gota que dou de mim é ao mesmo tempo um presente e um peso. Ainda assim, continuamos a brilhar, porque, no fundo, ser referência é a mais humana das responsabilidades: sentir o peso do mundo, e mesmo assim, oferecer um pouco de céu.

Em silêncio, as estações da alma se sucedem, cada uma trazendo consigo um novo cenário, um novo reflexo no espelho do tempo. E nós, peregrinos da nossa própria jornada, precisamos aprender a respeitar o ritmo das mudanças.

Os fios brancos na barba são como flocos de neve que caem suavemente, silenciosamente, marcando o tempo que passa, a sabedoria que se acumula. Mas não é apenas a idade que nos traz sabedoria, é a capacidade de acolher cada fase da vida, de respeitar o processo de transformação.

As metamorfoses são como a alquimia do fogo, que transforma a matéria-prima da nossa existência. É um processo lento, doloroso, necessário, para que possamos emergir como seres novos, com uma nova perspectiva, uma nova compreensão.

No entanto, quando nos tornamos carrascos de nós mesmos, quando nos cobramos demais, quando nos julgamos sem piedade, nós nos perdemos no labirinto dos nossos próprios pensamentos, e nos esquecemos de que somos seres humanos, frágeis e imperfeitos.

A pausa é um tempo de gestação, um tempo de elaboração, um tempo de amadurecimento. É um tempo de silêncio, um tempo de escuta, um tempo de compreensão e de respeito por nós mesmos.

E quando finalmente nos respeitamos, quando finalmente nos acolhemos e nos amamos, nós nos sentimos como uma obra de arte que se completa, um ser humano que se torna mais autêntico, mais verdadeiro.

Nesse momento, nós nos tornamos capazes de enfrentar os desafios da vida com coragem e determinação. Nós nos tornamos capazes de nos reinventar, de encontrar um novo sentido para a nossa existência. E é assim que nós nos encontramos, no final do caminho, com a alma renovada, com a compreensão de que somos seres em constante transformação, e que cada fase da vida é um presente precioso.

A compaixão é uma emoção instável. Precisa ser traduzida em ação, ou desaparece. Sentir não basta. A compaixão que não se move se dissolve no conforto de quem apenas observa. Entre o que nos toca e o que fazemos com isso, existe um intervalo, e é ali que se decide se o afeto vira presença ou apenas mais uma emoção que passa.

Às vezes eu me sinto como uma criança querendo o colo da minha mãe.

Eu senti sua falta o dia todo.
E todo o dia penso em você..


É uma agonia silenciosa a me devorar,
Um colapso do tempo onde apenas a tua imagem ousa reinar.
Tudo ao redor se reduz a pó, a uma nulidade contínua,
Enquanto minha mente naufraga, num salto cego, para te alcançar.


O cotidiano tornou-se um mero ruído de fundo, um rascunho sem cor. Entorpecido pela tua ausência, percebo que não possuo mais o domínio sobre mim mesmo; meus pensamentos foram tomados pela ideia magnífica da tua essência. Há uma insônia crônica na minha alma, uma vigília constante por alguém que está além do meu alcance físico.


A ciência poderia chamar isso de obsessão, a filosofia talvez classificasse como loucura, mas para mim é o único estado de espírito digno de quem encontrou o verdadeiro sentido de amar.


Descobri que a pior das distâncias não é a geografia implacável que nos separa, mas o espaço tortuoso entre o meu desejo de te pertencer e a impossibilidade do teu toque.


Ainda assim, tentar fugir desse pensamento seria um sacrilégio à minha própria essência. A saudade, que para a maioria dos homens é um mero castigo, para mim ergue-se como a prova irrefutável de que, enfim, despertei. Pois a dor cortante de não te ter agora é infinitamente mais sublime do que a paz inerte e cinzenta de jamais ter cruzado com a tua existência.


E assim me deito, entregue ao desamparo,
Esperando que os sonhos ousem transpor
Esse abismo terreno, cruel e avaro,
Para enfim te encontrar, meu imaculado amor.

Nem tudo nessa vida é o que você pensa, só falo uma coisa, nunca se apegue às pessoas porque ninguém é pra sempre. Reflita, família.

⁠Revisitei o passado
e foi uma das piores escolhas
Que eu já fiz.
O animo que eu estava
Para viver tudo de novo
Se desfez em nevoa
Que pairava sobre mim.
E na minha frente tudo destruído.
Tudo em pedaços,
E com cheiro de mofo.
A nevoa gritava feliz
E lá via eu.
Os sentimentos e tudo
Absolutamente tudo
Deixando de existir
No sopro do vento.

I — Solitário Conhecido

Sou um romântico
no estilo dos anos 50…

preso em uma geração
rápida demais
e profunda de menos.

Enquanto dizem que
viver
é diferente
de estar vivo…

eu sobrevivo.

Respiro…

sendo apenas mais um
solitário conhecido.

E me pergunto:
será que é isso?
Meu destino é este?

Porque ficar sozinho dói…

mas amar
consegue ser
ainda mais difícil.

Às vezes eu acho
que as pessoas se apaixonam por mim
antes mesmo
de me conhecerem.

Não se apaixonam
por quem eu sou.

Se apaixonam
pela versão silenciosa
que projetam em mim.

Mas não veem
a mente que não desacelera.

O cansaço de quem
organiza o caos
todos os dias.

E quando percebem
um pouco da tempestade
que mora aqui dentro…

vão embora.

Ou simplesmente
escolhem
não entender.

Mesmo assim
algo em mim
insiste em acreditar:

Em algum lugar
deste mundo imenso
alguém há de me encontrar.

Talvez ela esteja por aí…

tentando me encontrar
do mesmo jeito
que eu estou aqui
tentando encontrá-la.

Mas às vezes
o tempo pesa.

E eu temo
que quando nossos caminhos
finalmente se cruzarem…

eu já tenha aprendido
a viver
apenas na imaginação.

Mesmo sabendo
nome
e sobrenome…

o caminho até ela
ainda se perde
na névoa.

E foi na imaginação
que eu construí
minha casa.

Uma casa feita
de memórias
que nunca vivi.

E foi com muito custo
que eu entendi algo curioso:

o ápice da tristeza
é sorrir.

E o ápice da felicidade
é chorar.

Estranho, não é?

Um solitário conhecido
vivendo com um sorriso
no rosto…

e chorando apenas
quando volta
para a imaginação.

Às vezes me pergunto
se não é mais fácil
assim.

Porque a realidade
custa caro.

E talvez
seja melhor

ser feliz
na imaginação

do que triste
na realidade.

Porque talvez
eu seja apenas isso:

um romântico dos anos 50
preso em uma geração
rápida demais
e profunda de menos.

E talvez seja assim
que tudo acabe:

um solitário conhecido
apaixonado por alguém
que talvez exista…

ou talvez
só exista
dentro de mim.

Às vezes a saudade não tem nome.

Não é de uma pessoa específica,
não é de um rosto,
nem de uma história que acabou.

É de algo mais raro.

Saudade de uma conexão real.

Daquelas conversas
que começam simples
e de repente parecem tocar lugares
que a gente nem sabia que existiam.

Saudade de um toque
que não encosta só na pele…
mas parece tocar a alma.

Saudade daquele silêncio confortável
onde duas pessoas não precisam provar nada.

Do som de uma voz
que fica ecoando na memória.

De uma risada
que aparece do nada na cabeça
e faz o coração apertar
sem motivo aparente.

Não é saudade de alguém.

É saudade
do sentimento de ter alguém.

Alguém ali…
não para preencher um vazio,
mas para dividir o que existe dentro.

Porque às vezes
o que mais faz falta na vida
não é uma pessoa.

É lembrar
como é se sentir acompanhado

Uma amizade com história e solidez é feita por amigos que já divergiram, se desintenderam, se desencontraram.
Mas nunca deixaram morrer o carinho, o respeito, a admiração e a lealdade.

Uma vez que pensar pequeno ou grande dá o mesmo trabalho, é possível reconhecer que pensar grande nos liberta dos detalhes insignificantes.

“amar é uma escolha e não escolher também é uma forma de se amar”

A confiança pode ser tão forte quanto uma pedra de diamante, ou tão frágil quanto uma taça de cristal…


Todo aquele que a merece não precisa se esforçar para continuar merecendo, pois sua essência já sustenta o que construiu.


Mas, uma vez que se desvia dela, seja por qualquer motivo, não é o tempo que a restaura, e sim a verdade, a constância e a coragem de reconstruir aquilo que foi quebrado.

"Em todo o mundo, a violação dos direitos humanos de pessoas diversas é uma realidade dolorosa que se repete a cada minuto. Para mudarmos esse cenário, é fundamental que busquemos constantemente o conhecimento dos nossos direitos e deveres, entendendo onde termina a nossa liberdade e começa a do próximo. Com essa consciência, poderemos construir uma convivência mais harmoniosa, evoluindo individual e coletivamente. Tenho fé em Deus que, com dedicação e esforço pessoal, seremos capazes de transformar essa realidade."

A violação dos direitos humanos é uma realidade dolorosa que se repete a cada minuto. Para transformar esse cenário, precisamos conhecer nossos direitos e deveres, entendendo os limites da nossa liberdade e a do próximo. Com essa consciência, construiremos uma convivência mais harmoniosa e evoluiremos juntos. Tenho fé em Deus que, com dedicação e esforço, seremos capazes de mudar essa realidade.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!

(Verso 1)
Saio do serviço, vou tomar uma gelada
Eu gosto de beber, quem não gosta é minha amada
De repente o telefone toca, já sei quem tá na linha
Ela pergunta onde eu tô, se tô com outra galinha
(Verso 2)
Quando chego em casa a mulher vem brigar
Eu fico achando graça e calado vou ficar
Ela fala, fala, fala sem parar
Mas quando eu dou um beijo ela para de brigar
(Refrão)
Chega de brigar, chega de falar
Você não tem certeza
Tenho um jeito bom pra calar sua boca
Me beija, minha princesa
Tenho um jeito pra calar sua boca
Me beija, me beija
Tenho um jeito pra calar sua boca
Me beija, me beija

⁠Elegia para uma Espécie em Falência


Ó guerra! Terribilíssima Guerra!
Devoradora de imemoriáveis vidas e sonhos. Eis que nos céus vejo gafanhotos,
Mísseis, guerra e helicópteros.


As trevas me cercam — a noite reina!
"Aí de mim sou um mero homem!
Sou pó e cinza, invisível nas cidades dos homens,
Desprezo-me, abomino-me!
Contemplo como por espelho o meu fim, Acorrentado as maquinações humanas,
Aí de mim sou um mero homem!"


Todavia veio ao meu encontro o tão aguardado dia
A luz dos homens! O sol nascente das alturas! O Arauto Deus.
O novo começo, a nova aliança!


No fiat lux⁠ cotidiano de mais um dia,
Os céus partejam-se, como se rasgados fossem,
De semelhante modo ao Agnus Dei Sacral
Restando-me somente o papel de mártir, Testemunho da tolice dos homens,
Da ignóbil hecatombe de Marte,
O flagelo do Deus que é, que foi e que há de vir.


Muitos são os Deuses pagãos que contra mim se abarcam,
Deveras multidões doravante me apedrejam,
O que fiz para receber tal fim?
"Razão Pura" ou "Razão Bruta"?
Com o que avacalham o meu semblante?
Por qual Razão me fazem bobo da corte?


A dura prosa é que, tragicamente, apenas eu,
Somente eu, o mais invisível dos homens,
Fui capaz de enxergar a tolice da guerra.
As estratagemas, os ardis astutos, os jacós e os jacobinos
As palavras cegam os tolos
E até os mais temível dos ciclopes.


—Quem te feriu? — pergunto eu
— Ninguém! Ninguém me feriu! — ele responde...


Então voltemo-nos para minhas lástimas lamentações,
Ou melhor, meus relatos retratos sobre a vida vivida ou vivenciada,
Sempre observador, o voyeurismo da consciência alheia,
Talvez eu tenha agido com dura cerviz,
Mas me desespero com a guerra.
Oh a guerra... guerra... guerra, tudo que ouço são guerras,
Lembro-me de Srebrenica, Mostar, Sarajevo.


A barbárie da civilização, o totem e o tabu,
A bellum werra dos espartanos, troianos e romanos.
Para mim já basta!


Anseio por um oásis,
Um refúgio no deserto,
Mas não me entendam mal,
O deserto que vos descrevo,
Não me é por lugar comum
A inúbia do meu rugir — o deserto nuclear.


Ó Prometheus, o que fostes fazer?
Ao entregar tamanho poder nas mãos de primatas,
Egocêntricos, egoístas, narcisistas,
Os umbigos estão de fora e é para isso que olham.


Declaro-vos a todos vós, falência,
Falência da espécie que um dia pode se considerar humana ,
Falência de todo o estado de estar, de todo devir, de todo pensar.
E o que nos resta enquanto povo?
Devoramos uns aos outros até que já não pertençamos a esse plano.


Eis que o Hades está às portas
Eis a fuligem nos sufoca
Eis que a bebida nos engana
Eis que o homem mata o homem!

Conheci alguém que era como uma estrela, me iluminava, encatava meus olhos e aquecida meu peito.


Agora que ela se foi sou um planeta perdido vagando pelo espaço, frio, escuro e sem rumo.

Na vida, precisamos ser como uma águia: determinados, focados na sobrevivência e dispostos a enfrentar riscos sem nos distrair. É preciso lutar todos os dias para que o amanhã seja melhor que hoje.

Haverá dias em que a vontade de parar será grande — mas é nesses momentos que a força precisa falar mais alto.

Às vezes, também é necessário fazer como a águia: voltar ao ponto onde tudo começou. Revisitar o território de origem, não por fraqueza, mas para observar, recalcular e traçar um novo caminho.

Deixar de lado a ganância, focar no essencial e lutar pela própria sobrevivência. Recomeçar um novo ciclo. Ter coragem de abandonar lugares que muitos consideram sonhos, mas que não trazem propósito verdadeiro.

Seguir o instinto.

Porque talvez seja justamente nesse novo ciclo que você encontre estabilidade… um lugar onde possa “voar alto”, se sustentar com independência e iniciar uma nova fase — com mais paz, alegria e sabedoria.

Dica: Às vezes, recomeçar não é perder… é evoluir.