Uma Menina Simplesmente Apaixonada

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Prefiro ser lenda a ser uma história de heróis, de vikings, de naus com mil remos lutando, matando, sofrendo, morrendo por uma coroa, por um Imperador.
YARA CECIM

A matemática da vida possui equações que nunca conseguiremos decifrar, porque somos regidos por uma força variável, porém, incontestável chamada sentimento.

⁠Sou apenas um dedo quando se precisa de uma mão,
Apenas o tudo de um cruel não,
Sou o que sou, apesar de não ser nada,
Sou a paz tão falada,
O enterro de uma vida condenada.
Sou a guerra tantas vezes praticada,
Sou o que aceito ser, mas não sou proveito,
Sou o amor negro, amor sem sossego,
Sou só entre mil,
Sou a maravilha que ninguém jamais viu,
Sou o negro do céu azul anil,
Sou a peste, a quem tantas vidas destruiu,
O motivo da guerra,
O início da farra,
O tigre sem garra,
A escrita que o homem apagara,
O inferno e sua dor,
Uma vida sem amor,
O espinho de uma flor,
Do perfume, o odor,
O infinito,
O menos bonito,
A calúnia tantas vezes dita,
O caminho à terra prometida,
Eu sou a essência do teu amor.

Um bom assunto ou uma boa aula,
é aquela que começa com perguntas e termina com perguntas.

⁠A solidão é combustível para uma mente inquieta.

Cada silêncio tem sua razão
Cada lágrima traz uma lição
E mesmo que você duvide agora
Teu voo já mora nessa transformação - Frase da música viver algo novo do dj gato amarelo

"Ao acordar hoje, fiquei muito feliz com Deus, pois mais uma vez Ele me proporcionou a oportunidade de viver."
— Anderson Silva

Toda ação gera uma reação.

E, quando for amar o seu próximo, ame-o da forma correta.
Amar o lado bom do próximo e lamentar as atitudes do lado ruim.
Mas, sem condená-lo,
Porque o mal se destinará a fazer isso, por si só.

"O amor é uma confluência de anomalias afetivas que subsumem a ígnea vontade de perpetrar o paroxismo na egrégora do outro. Amar é concatenar a inefabilidade do desejo com a contumácia do apego, resultando em uma simbiose estrambótica onde o solipsismo se dissolve na abjeção do eu em prol de uma quimera vituperável."

Eu estou tão feliz hoje,
estou feliz amanhã também,
cada dia é uma nova oportunidade
para ficar ao teu lado. - Frase da música o seu dia vai chegar
do dj gato amarelo

O perfume me envolve,
como abraço do teu olhar,
é uma declaração jogada no vento,
é promessa entre juras de amor. - Frase da música Cuide desse amor
do dj gato amarelo

O Estado é uma entidade abstrata, com poder coercitivo. Basta um erro e a polícia mostra quem manda. O Estado é abstrato, mas as consequências são concretas. Por isso o Estado merece reverência e três palminhas contidas. O pai de todos nós, que cobra imposto, e não oferece pensão alimentícia.
Uma ética fabricada são gastos públicos em obras de arte, enquanto a população pobre se humilha para ser atendida no SUS. Nada como um Monet para se anestesiar da realidade.
Liberdade é acordar cedo, pegar ônibus lotado e ir trabalhar para ganhar um salário mínimo no final do mês. A patroa explora até o fim a diarista, que lava até o teto da casa. A patroa não aprendeu nada da história de séculos de escravidão. A diarista pega ônibus lotado para voltar para casa e dormir, porque no dia seguinte tem mais. A vaca faz mu mu. A bomba atômica destrói cidades em uma única explosão, deixando milhares de mortos. O porco faz oinc oinc. Um corpo paralisado após tortura institucional não é vítima nem herói, é um corpo silenciado, em choque demais para poder falar. A instituição? Vai bem, graças a Deus.A verdade é sempre a melhor escolha ética, mas pode destruir sua reputação. Prefira conversas de elevador.No final, cada um terá sua cova. E não há coroa de flores que mude esse fato irrefutável.No final, o silêncio é a melhor escolha, porque desmascarar uma estrutura corrupta dá mais trabalho. Use o silêncio, mas não esqueça de fazer um rosto de pesar. Se possível, tire os óculos de sol.

⁠Vivemos em um mundo coletivo.
Ninguém consegue nada sozinho. Uma nítida prova disso é a felicidade, ninguém consegue ser feliz sozinho… Como vai explicar , mostrar que está feliz ,né! Embora não podemos contar para todos que estamos felizes, porém podemos contar para quem nos faz feliz!

Iza Lira

⁠Cada vez que nossos olhares se cruzam, sinto uma intensidade que é ao mesmo tempo desafiadora e maravilhosa. A maneira como você me observa vai além das palavras e toca algo profundo dentro de mim. Seu olhar tem o poder de revelar sentimentos que nem sempre consigo expressar, mas que são infinitamente verdadeiros.

Duas almas destinadas se encontram, se amam; mas como cada uma quer um caminho diferente, elas se separam.

Somos Brevidades

Vivemos apenas uma vez.
E nesse único sopro de existência,
resta-nos provar da vida
a sutileza dos instantes mais nobres —
aqueles que, embora raros,
carregam em si uma eternidade condensada.

Mas tais instantes são breves.
E quando falo em brevidade,
é porque o ser humano nada mais é
do que um viajante de passagem.

Como um compasso invisível,
nosso coração marca o ritmo,
nossa alma vibra,
até que, um dia, a música silencie.

E de nossa curta travessia
sobre esta esfera que chamamos Terra,
não herdaremos riquezas,
não guardaremos posses.
Restarão apenas lembranças —
essas frágeis centelhas de eternidade.

Porém, quantas vezes as ignoramos?
Quantas vezes as deixamos adormecer,
cegos pela pressa,
surdos pelo ruído do mundo?

E, assim, distraídos,
nos perdemos no caos,
renunciando, ironicamente,
à face mais bela da existência.

Só então, diante do tarde demais,
lembramos daquilo que esquecemos.

Pois somos brevidades —
fagulhas efêmeras
em meio ao infinito universo.

Quando o Certo Vira Exceção

Uma pessoa entra em um cargo com discurso reto, passado limpo e intenção correta. No início, estranha o ambiente. Depois, adapta-se. Em seguida, encanta-se. O poder seduz, o dinheiro facilita, e aquilo que antes parecia inaceitável começa a ganhar justificativas elegantes. Não acontece de uma vez. Acontece aos poucos. Quase sem perceber.

Há quem vista uma farda para proteger, mas aceite um valor para liberar quem sabe estar errado. Não chama de corrupção — chama de “jeito”, de “situação”, de “exceção”. Mas exceção repetida vira prática. E prática consciente vira crime, mesmo quando a consciência tenta se esconder atrás da necessidade.

Existe também o corrupto cotidiano.
Aquele que grita contra os grandes esquemas, aponta dedos e exige punição exemplar. Mas, no caixa do mercado, recebe um troco a mais e guarda. Justifica rápido: “não vai fazer falta para eles”. Ali, naquele instante pequeno e aparentemente irrelevante, o discurso morre. Porque caráter não se mede pelo valor envolvido, mas pela decisão tomada.

A corrupção raramente começa grande.
Ela começa confortável. Começa quando se troca princípio por conveniência, verdade por vantagem, ética por silêncio. Começa quando alguém decide que, desta vez, não precisa ser tão correto assim.

E talvez o que mais abale não seja a corrupção em si,
mas o fato de que idoneidade, caráter e ética tenham virado qualidades — quando deveriam ser obrigações humanas. Algo básico. Elementar. Inegociável.

Hoje, quem faz o certo é tratado como exceção.
Recebe elogio por cumprir o mínimo. Como se honestidade fosse virtude rara, e não fundamento de qualquer convivência possível.

Sou otimista em muitas coisas.
Acredito em recomeços, em aprendizado, em mudança individual.
Mas, quando olho para o mundo e para as pessoas, confesso: sou pessimista.

Porque, às vezes, a sensação é clara e desconfortável —
este mundo, para ficar ruim, ainda tem que melhorar muito.

Mas há algo que não falha.

A conta sempre chega.
Pode demorar, pode parecer injusta, pode não vir na forma que esperamos — mas retorna. O que se faz, volta. O que se ignora, cobra. O que se normaliza, pesa.

E quando a conta chega, não é o discurso que responde.
É o caráter.

No fim, não há sistema que sustente valores perdidos,
nem sociedade que sobreviva à própria conivência.

A esperança — se ainda existe — não está no mundo, nem nas estruturas.
Está em cada escolha individual.
Em devolver o troco. Em recusar o favor. Em manter o mínimo quando ninguém vê.

Porque o certo só vira exceção
quando pessoas demais decidem não sustentá-lo.

Havia tanto você nas coisas. Olhava uma árvore e de repente seus olhos. Olhava um transeunte e de repente você. Talvez fossem meus olhos – turvos e contaminados por uma estranha catarata de imagens suas.

Felicidade? Uma só –
Pegar este lápis e fazer do dia um rabisco, todo enfeitado:
Poema.

Havia uma casa.
Nela um porão empoeirado.
Duas lamparinas apagadas, um resto de vaso, uma cortina rasgada, quadros sobrepostos e um cheiro de madeira adocicada.
Guiei-te pela mão. Não que estivesse suficientemente escuro, mas te guiar é como dizer – vem que sou tua.

Amamo-nos naquele chão, que ardia os pulmões – não sei se, pela necessidade dos corpos, ou se por todo aquele pó.
Pó nenhum mais incomodava, ao final.
Só havia o sorriso então, invadindo aquele espaço todo. Luzes tremeluziam do olhar e já não estavam apagadas as lamparinas. Ardiam e queimavam como meu ósculo,
molhado em suas costas.