Uma Menina com Medo
A ansiedade é como uma intrusa numa festa que nem sequer está acontecendo. E mesmo assim, temos que (ter a delicadeza de) convidá-la a se retirar. Às vezes, aos chutes e pontapés. Mas, a propósito, tente abaixar o volume da música para não a atrair à festa.
O meu maior medo não é encontrar algo pelo caminho que me assusta, o meu maior medo é encontrar algo que me apega.
Não confunda coragem, ou até loucura, com burrice. Atitudes motivadas pelo desejo de superar o medo não devem ser comparadas com ignorância ou falta de entendimento.
Ansiedade é a intensificadora de alertas imaginários que só produzem tensões musculares, dores e medo, na intenção de fingir que está nos protegendo de algo ruim.
Ansiedade é sentir um frio na barriga, no peito uma explosão, o chão fica molhado por uma goteira na mão, um nó na garganta travando a respiração, falta de ar, parece até sufocamento, a mente fica a milhão, um carnaval nos pensamentos, dor muscular, aí você pensa que acabou, mas neste jogo, tudo apenas começou.
Nossa mente pode ser tão barulhenta, as vezes, que acreditamos que as pessoas conseguem ouvir nossos pensamentos, planos e medos.
Você percebe que está evoluindo quando param de fingir elogios e começam a bombardear com críticas.
A maior falha no equilíbrio dos críticos está no desinteresse de alguns sábios que hesitam em ensinar enquanto quem pouco sabe tem tanto a falar.
Todos queremos nos proteger de algo, mas cuidado, algumas atitudes são mais perigosas do que não fazer nada.
Quando um grande problema se levantar contra você, lembre-se de que foi um pequeno servo de Deus que derrotou um gigante.
