Uma Amiga com Depressão
Ás vezes eu alcanço o auge da minha depressão. Agora que reparei que isso é um paradoxo. Que ironia. Enfim, quando isso acontece, é tão ruim. Acho que é um dos piores sentimentos que se pode sentir. É aquele sentimento que te faz lembrar de todas as coisas ruins que você já viveu, que você já viu e ouviu. Pessoas que você ama vem á sua memória e lhe dizem novamente as piores coisas do mundo. Não há sentimento pior pra se sentir.
A depressão é o câncer invisível da alma.
Os transtornos emocionais são negligenciados por não serem visíveis —
mas eles são químicos, hormonais, físicos e letais.
Uma guerra travada pela sobrevivência diária.
Uma ferida que não pode ser retirada com cirurgias,
muito menos coberta com curativos,
nem amenizada com anestésicos ou associações até cicatrizar.
Diariamente, vive-se à beira do precipício,
onde cada palavra mal colocada pode nos empurrar definitivamente.
Nunca se sabe qual será o último dia — só torcemos para que não seja hoje.
Existe uma luta, um esforço diário, totalmente desvalorizado.
Há pessoas que, sem querer, reprimem, enfurecem, revoltam.
Tocam na ferida, pisam sobre ela e a fazem sangrar.
Mas essa dor... é invisível.
É mais fácil enxergar alguém passando por uma cirurgia,
por uma quimioterapia, e estar ao lado —
pegar na mão e dizer: “Estou contigo até o fim.”
Mas a depressão...
essa é chamada de frescura, de fraqueza,
de coisa da nossa cabeça.
E, para completar, dizem que é falta de fé.
Não é.
Nosso corpo fala.
Pede socorro.
Mas negligenciam cada sinal.
Infelizmente, ainda julgam pelas aparências —
como se a beleza de alguém pudesse traduzir o que ela carrega por dentro.
Depressão não é tristeza. Não é frieza e nem medo. Depressão não tem definição, motivação, sequer razão. Ela vem e te engole. Não há tempo de reagir. É como uma bala perdida, quando você vai perceber já foi atingida. Causa? Desgaste emocional! Cura? Equilíbrio emocional! Ajuda? Necessária!
Mas não é fácil gritar quando suas cordas vocais foram atingidas. Muitas vezes se crer que é autosuficiente, mas não por acreditar verdadeiramente, mas pelo medo de incomodar, por achar ser besteira. E isso não é culpa da pessoa, mas daqueles que o cercam. Um dia ele sorrir crente que logo passa, de noite ele chora por perceber que permanece. E assim vai sobrevivendo, ninca vivendo, até que a mente já esgotada permite que o corpo se vá. Então lamentavelmente chega a inadiável, inabalável e inevitável morte. Morte em vida. Pra em seguida tornar-se morte cru.
Minha depressão foi destruidora, não importa o que digam ou o que pensam de mim: eu mergulhei fundo, em um abismo de desenganos, frustrações e desesperanças.
Depois que você vive uma depressão você nunca mais vê a vida com os mesmos olhos, tudo ganha uma profundidade e uma importância muito maior e você nunca mais espera nada de ninguém apenas de você mesmo, seja bom ou ruim.
►Filho Errante
Aqui estou novamente escrevendo
Mas, desta vez não será uma depressão
Ao menos, essa não é a minha intenção
Só quero transparecer um pensamento
Estou passando por complicações
Estou tentando superar certas discussões
Não vou dizer que estou tirando de letra,
Muito menos que a minha vida está perfeita.
Mesmo que eu brigue com os meus pais
Mesmo que eu saia de casa e não volte nunca mais,
Sei que eles sempre pensarão em mim,
Sei que eles sempre me aceitarão de volta
Eu devo tudo o que sou, devo tudo o que me tornarei
Eles não são meus anjos da guarda,
Sei que eles não estarão para sempre aqui em casa
Mas, me esforçarei para, ao menos, alegrá-los
Agora não estou escrevendo um desabafo
Não estou escrevendo por acaso
O tempo me tornou adulto, meio defeituoso
E, quanto mais eu mudo, mais eu os machuco
Mas, sei que é difícil entender, mas é sem querer
Eu acabo fazendo isso às vezes sem perceber
Saio de carro e esqueço de me despedir,
Volto à noite e não digo o que fui fazer
Não sei se estou machucando eles a contra vontade
Ou se, a solidão lavou tanto a minha mente,
Que eu destruí aquela criança que um dia trouxe a felicidade.
Estou escrevendo rimando por acidente
Estou chorando, me arrependendo repetidamente
Eu sempre me preocupei com a altura,
Mas, o que me feriu foi a queda
Acho que deixei minha alegria trancafiada em uma sala escura,
Em uma escola que fora totalmente esquecida
E, acabei preenchendo o espaço com o desespero
A lei da física me deixou preso
As paredes me trancaram, continuo sem sentir o vento.
Muitas situações eu previ, ainda assim as sofri
Tudo por conta do meu jeito que escolhi viver
Não sei o que fazer, mas sigo assim.
Vou terminar agora esse texto
Talvez eu me aposente em termos leigos
Mas, não mudarei, não tem como, já tentei
As brigas irei curar, mas sei que surgirão outras,
Só espero que minhas ideias continuem soltas.
A Dor Invisível
Às vezes, sinto que a depressão e os transtornos que nos afligem precisavam ser visíveis.
Se sangrassem, se mostrassem a gravidade do ferimento, talvez as pessoas não minimizassem.
Talvez a dor não fosse tão fácil de ignorar.
Talvez o sofrimento não fosse tão questionado.
Mas, por serem invisíveis, permanecem no silêncio.
E no silêncio, somos julgados, incompreendidos, e ainda mais sozinhos.
Como se fosse uma escolha, como se fosse uma fraqueza,
como se a dor pudesse ser apagada por palavras que não conhecem o peso do que sentimos.
O cansaço mental, o desgaste, a sensação de que a mente está mais para um labirinto sem saída,
isso é invisível. Mas é real. Tão real quanto qualquer ferimento que sangra e precisa de cuidado.
E talvez, se as feridas da mente fossem visíveis, o mundo seria mais acolhedor, mais atento,
sem tanto julgamento, sem tanta ignorância.
Não é a depressão que te mata, mas sim as pessoas em sua volta. Todos reclamam de todo mundo, mas quando são elas que vão falar, elas não têm medo de destruir alguém por dentro. Só não aceitam alguém a tratá-las mais ou menos, mas quando é pra elas tratarem horrivelmente uma pessoa, elas não pensam duas vezes. Pedem respeito e carinho, mas da boca só sai espinhos.
A depressão é uma morte em vida. Você não sente nada, nem tristeza, nem raiva, alegria, nada.
Depressão
As estrelas se esconderam
A lua está sem graça
Que noite triste
Nada está bom
Nada faz sentido
A escuridão e longa
O sol não apareceu
Minha alma se entristece
Mais e mais
Vou me retirar
Fechar os olhos
Dormir, sonhar
Não quero nunca mais acordar
A doença do século não é a depressão, nem a ansiedade, nem o estresse, nem fobias, nem pânicos e nem qualquer outra doença psicossomática, mas sim, é a ausência de maturidade emocional para lidar com as frustrações, com os medos, com as faltas, com as tragédias, com as incertezas, com as inseguranças e com os dissabores que a existência traz para nós.
Minha depressão e a auto-mutilação são as únicas coisas que tenho ao meu redor, não quero viver muito apenas o suficiente para ser feliz.
Medicamentos e terapias podem tratar depressão e ansiedade, mas não conseguem dar prazer, alegria e serenidade. A Paz e a alegria, que todo ser humano procura, só podem vir de Jesus Cristo, que nos convida a ir a Ele e encontrar descanso para nossas almas.
A depressão é o rompimento da rede de sentido de amparo. Momento em que o psiquismo falha em sua atividade ilusionista e deixa entrever o vazio que nos cerca, ou o vazio que o trabalho psíquico tenta preencher. É um momento de um enfrentamento insuportável com a verdade. Algumas pessoas conseguem evitá-la a vida toda.
É preciso individualizar o pensamento de cada um, antes que a epidemia da depressão, da psicopatia, do fanatismo ideológico e religioso, antes que sejamos escravizados psicologicamente. Antes que o mundo se transforme em um grande “laboratório” de zumbis comedores de cérebros...
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