Um Texto sobre a Mulher Maravilhosa
A Sentença
Este não é um poema.
É o meu último relato antes de atravessar a porta do júri.
Antes de entrar em uma audiência, eu acreditava que tudo ali dentro era quase uma “mil maravilhas”. Eu imaginava técnica, ordem, respostas. Mas a realidade surpreende — e assusta. Logo nas primeiras audiências, sentado em silêncio, ouvindo relatos que não cabem em atas, percebi a quantidade de crimes, de histórias quebradas, de vidas atravessadas pela dor que passam por aquele espaço. E nenhuma delas sai ilesa.
O ser humano não é algo simples. Eu aprendi isso ali, observando pessoas que, fora daquele ambiente, poderiam estar numa fila de mercado ou sentadas à mesa de casa. Ele não foi feito para existir sozinho, mas como um conjunto, uma união que, em teoria, jamais deveria se separar. Ainda assim, é justamente nessa fragilidade — nessa dependência do outro — que surgem os conflitos mais profundos.
Um crime, quando acontece, é imprevisível. Nem sempre nasce de grandes planos ou intenções claras. Às vezes, começa pequeno demais para ser percebido: uma mensagem lida fora de hora, uma palavra atravessada, um silêncio mal interpretado. Para alguém, aquilo já é suficiente para acionar o ódio, a violência, o crime. O que parece insignificante para quem observa de fora pode ser insuportável para quem vive por dentro.
O ser humano tem o dom da discórdia. Fala o que vem, sem medir consequências. E quando percebe o efeito da própria palavra, muitas vezes já é tarde. O que para uns é irrelevante, para outros atinge em cheio. É nesse choque de percepções que nasce a brecha — uma brecha concreta, real — que rompe o indivíduo e o coloca em conflito direto com a sociedade.
Agora, diante do júri, tudo se reduz ao essencial. Já não importam discursos longos nem teorias distantes. O ser humano carrega em si uma fratura permanente: o desejo de pertencer e a incapacidade de suportar o outro. Dentro dessa fissura nascem o medo, a raiva e o impulso que antecede o ato. Não é o crime que chega primeiro, é o colapso interno — silencioso, gradual, muitas vezes invisível.
Cada consciência que entra naquele plenário trava uma guerra silenciosa entre aquilo que sabe ser justo e aquilo que não consegue controlar. Cruzo essa porta consciente de que a justiça verdadeira não começa no veredito. Ela começa no instante em que o ser humano tem coragem de encarar as próprias sombras — e admitir que, sem esse confronto íntimo, toda sentença é incompleta.
**Título: Quem Será Que Somos ou Quem Nos Tornamos Diante da Sociedade**
Existe um cansaço que não se confessa.
Existe uma inquietação que não encontra palavras.
Existe uma parte de você que permanece em silêncio porque aprendeu que revelar demais pode ser perigoso.
Vivemos sob uma vitrine permanente. A sociedade nos convida — e, muitas vezes, nos pressiona — a construir versões aceitáveis de nós mesmos. Aprendemos a organizar sentimentos, editar opiniões, suavizar arestas. Com o tempo, deixamos de perceber quando estamos sendo autênticos e quando estamos apenas nos ajustando para evitar a rejeição.
Antes de qualquer argumento ou defesa, permita que esta pergunta se aproxime de você com calma:
**Quem será que somos — ou quem nos tornamos — diante da sociedade?**
Sócrates ensinava que a vida precisa ser examinada. No entanto, examinar-se é um gesto delicado e corajoso, pois exige retirar camadas que foram construídas como proteção. Significa reconhecer que muitas decisões não nasceram da liberdade, mas do receio de não sermos aceitos.
Em que momento você começou a se adaptar para caber?
Quando decidiu que precisava ser forte o tempo todo?
Quando concluiu que certas fragilidades deveriam permanecer ocultas?
Sem perceber, você foi se moldando para agradar.
Carl Jung denominou “persona” essa estrutura social que utilizamos para nos relacionar com o mundo. A persona organiza nossa convivência, mas não pode substituir a essência. O problema surge quando já não sabemos onde termina o papel social e começa o nosso verdadeiro ser.
Aquilo que não é expresso não desaparece.
Aquilo que é negado não se dissolve.
Aquilo que é ocultado continua existindo dentro de nós.
Sigmund Freud descreveu as tensões entre nossos impulsos e as exigências internalizadas. A voz que nos cobra nem sempre é genuinamente nossa; é a sociedade instalada na consciência. Ela exige desempenho, coerência e constância. Assim, aprendemos a aparentar estabilidade mesmo quando, interiormente, estamos em conflito.
Reflita com sinceridade:
Quantas vezes você já teve a sensação de estar encenando a própria existência?
Quantas vezes carregou um sofrimento que ninguém percebeu?
Quantas vezes reprimiu sua autenticidade por receio das consequências?
Talvez não tenha sido por maldade, mas por necessidade de sobrevivência emocional.
Platão descreveu homens que confundiam sombras com realidade. Hoje, essas sombras podem ser expectativas sociais, modelos de sucesso e narrativas prontas sobre felicidade. Tentamos corresponder ao que é valorizado e evitar o que é criticado. Nesse esforço constante, afastamo-nos da espontaneidade.
Jacques Lacan afirmou que nos constituímos no olhar do outro. Precisamos ser reconhecidos para nos sentirmos inteiros. Contudo, quando essa necessidade se transforma em dependência, passamos a existir em função da aprovação alheia. Cada escolha é medida pelo impacto externo, e não pela coerência interna.
Isso gera desgaste.
Desgasta manter firmeza quando o coração vacila.
Desgasta aparentar segurança quando a mente questiona.
Desgasta sustentar uma imagem que já não corresponde ao que realmente se sente.
Talvez o esgotamento que você experimenta não seja apenas físico, mas emocional. Talvez seja o peso de sustentar uma versão de si que já não representa sua verdade atual.
Aristóteles lembrava que somos seres da pólis, destinados à vida em comunidade. O pertencimento é natural e necessário. No entanto, quando pertencer exige sufocar a própria essência, instala-se uma ruptura silenciosa.
E rupturas internas raramente fazem barulho, mas transformam profundamente.
Aqui, a reflexão precisa tocar um ponto sensível:
**Se você não tivesse medo de desapontar ninguém, que decisões tomaria hoje?**
Não responda com pressa.
Não responda para parecer admirável.
Responda com honestidade íntima.
Talvez você admitisse seu cansaço.
Talvez reconsiderasse alguns caminhos.
Talvez expressasse sentimentos que há muito tempo guarda.
Talvez abandonasse expectativas que nunca foram verdadeiramente suas.
A transformação começa quando deixamos de fugir do que sentimos.
O maior risco não é a desaprovação social.
O maior risco é viver desconectado de si por tanto tempo que já não se reconhece.
Retornamos, então, à pergunta central — agora mais profunda e pessoal:
**Quem será que você é — e em que medida foi se transformando apenas para ser aceito?**
Observe suas concessões.
Observe seus silêncios prolongados.
Observe os momentos em que preferiu segurança à verdade.
Se algo nesta leitura provocou desconforto, é porque tocou em algo real. E o que é real não exige espetáculo; exige reconhecimento.
Talvez você não precise romper com o mundo. Talvez precise apenas reaproximar-se de si mesmo. Reduzir o volume das expectativas externas e escutar aquilo que há muito tempo tenta emergir.
Porque, no final — quando não houver plateia, comparação ou aplauso — restará apenas você diante da própria consciência.
E a pergunta final não será pública; será íntima:
**Você está vivendo de acordo com quem realmente é ou continua moldando sua identidade para evitar rejeição?**
Se a resposta causar dor, não a ignore.
É nesse ponto sensível que começa a verdade.
E onde há verdade, há possibilidade de liberdade.
Prezados,
Venho, por meio desta, apresentar o espaço onde tenho publicado minhas reflexões e poemas — um projeto desenvolvido com seriedade, responsabilidade intelectual e compromisso com a qualidade literária.
Cada produção ali compartilhada é construída com cuidado na linguagem, profundidade temática e respeito ao leitor. A proposta é oferecer conteúdos que estimulem a reflexão, promovam o pensamento crítico e dialoguem com aspectos essenciais da experiência humana, sempre fundamentados em argumentação coerente e estrutura consistente.
Acredito que a palavra, quando bem cultivada, possui força formadora e transformadora. Por isso, busco unir sensibilidade e racionalidade em cada texto, mantendo equilíbrio entre emoção e clareza, inspiração e consistência.
Solicito, gentilmente, o apoio na divulgação desse trabalho. Convido-os a criar uma conta na plataforma, acompanhar as publicações e compartilhar o conteúdo com suas redes, caso considerem pertinente. A expansão de um projeto literário depende da colaboração daqueles que reconhecem o valor da reflexão e da produção intelectual.
Agradeço, antecipadamente, pela atenção e pelo apoio.
Atenciosamente,
Jeanderson Pereira
A Geometria de um Enigma
Eles veem o fogo nos teus cabelos;
eu sinto a temperatura da tua alma.
Sob o pseudônimo de Ángel Morgana,
ergueste um castelo de névoa —
mas esqueceste que aprendi
a ler o invisível e medir o imensurável.
Acertei teus vinte e seis
porque o tempo, em ti, é relativo:
há a vibração ousada dos dezesseis
no brilho que desafia,
e a postura firme de quem negocia destinos
como uma mente que nasceu para liderar.
Tua presença carrega duas arquiteturas:
a elegância de quem domina a própria imagem
e a visão estratégica de quem constrói impérios invisíveis.
E ainda assim, falas de fé —
como quem já enxerga o topo antes da subida.
Acertei teus passos,
o número da tua base,
o compasso do teu silêncio —
pois quem observa os pés entende o caminho,
mas quem lê a alma reconhece o destino.
Tua expressão é meu teorema favorito:
um desdém doce com promessa de conquista.
Teu nome real? Guarda-o.
Nomes rotulam o comum —
e tu és ficção que decidiu prosperar.
Se a vida vibra em frequências,
a minha já encontrou a tua.
O mistério não me afasta —
me projeta.
John Rabello de Carvalho
"Ela sempre amou sonhar.
Não por fuga, mas porque sabia que o sonho também é um território real, apenas mais sutil.
Talvez por isso tenha crescido assim: silenciosa quando precisa, intensa quando sente.
Na verdade, ela nunca esteve perdida — apenas caminhando por trilhas
que poucos têm coragem de atravessar."
Música: Brasil, meu Brasil
Verso 1
Do norte ao sul, um só pulsar,
rio, sertão, cidade a brilhar.
Na luta diária, fé que não diminuí,
o povo sonha alto e sempre reluz.
Refrão (2x)
Brasil, meu Brasil, teu nome é esperança,
na batida do coração, o futuro avança.
Verso 2
Tem dor, tem riso, tem sol e suor,
tem mão calejada plantando o melhor.
Entre dificuldades e vitórias, seguimos em pé,
Brasil é coragem, trabalho e fé.
Refrão
Brasil, meu Brasil, teu nome é esperança,
na batida do coração, o futuro avança.
Estruturação de Projetos: a diferença entre uma ideia inspiradora e um impacto sustentável
Vivemos uma era de abundância de ideias.
Projetos sociais, educacionais e institucionais surgem todos os dias com promessas legítimas de transformação. São propostas relevantes, mobilizadoras e bem-intencionadas.
Mas a maioria não se transforma em impacto sustentável.
Não por falta de propósito.
Mas por ausência de Estruturação de Projetos.
Ideia não é projeto.
A ideia nasce da percepção de um problema.
O projeto nasce da modelagem de uma solução viável.
Entre esses dois pontos existe um campo técnico que exige método, análise e decisão estratégica.
A ideia inspira.
O projeto organiza.
A ideia mobiliza.
O projeto sustenta.
Sem estrutura, a iniciativa permanece no território da intenção — ainda que legítima.
O que significa estruturar um projeto?
Estruturação de Projetos não é apenas formalizar um documento.
É submeter a proposta a perguntas fundamentais:
— Existe viabilidade jurídica adequada?
— O financiamento é sustentável no médio e longo prazo?
— A governança decisória está clara?
— O impacto pode ser mensurado com indicadores verificáveis?
— A operação é replicável?
— O projeto sobrevive à troca de liderança?
Essas perguntas não enfraquecem a ideia.
Elas a qualificam.
Projetos estruturantes são tensionados antes de serem lançados. São analisados sob a perspectiva da sustentabilidade financeira, da coerência operacional e da estabilidade institucional.
Muitas propostas não resistem a esse processo.
E isso não é fracasso.
É maturidade.
Porque impacto real não depende de entusiasmo inicial ou carisma de liderança.
Impacto real exige arquitetura.
Existe uma diferença técnica entre utopia e projeto.
Utopia é visão desejável.
Projeto estruturado é sistema com governança, financiamento, indicadores e modelo operacional definidos.
Antes de lançar qualquer iniciativa, talvez a pergunta mais honesta seja:
Estamos apaixonados pela ideia ou comprometidos com a estrutura?
Ideias são necessárias.
Mas apenas projetos estruturados transformam realidades de forma consistente e verificável.
Diane Leite
Jornalista | Estrategista em Comunicação e Arquitetura Institucional
Projetista Estratégica de Inclusão Produtiva
Muitos me perguntam se ser diferente é um defeito. Eu digo que a anomalia é a única saída para quem não aceita ser apenas um boneco de barro moldado pelo sistema.
O universo não quer a perfeição estática; ele quer o atrito. Se eu sou um erro no código da normalidade, é porque eu sou a semente da evolução que vocês ainda não conseguem processar. O sistema te programa para ser o 'Número 1' e parar ali, no tédio do pódio. Eu escolhi ser a anomalia que busca o 'Número 3', o 'Número 4', o infinito.
Eu não sou apenas um sobrevivente; eu sou o protótipo de algo que vocês chamariam de impossível. A realidade dói porque ela está tentando te acordar. Eu já acordei. Eu não sou o fim da linhagem, eu sou o começo da frequência que não pode ser apagada.
Não sou um erro. Sou a evolução hackeando o próprio destino.
Há dias em que o passado me chama, não por meio de palavras, mas como um murmúrio distante que arrasta as folhas daquilo que um dia fui.
Observo essa voz e nela contemplo rostos que já não se recordam do meu; lugares que outrora sustentaram o meu riso e que agora permanecem vazios.
A nostalgia assemelha-se a um espelho quebrado: tento perscrutar suas frestas, embora delas eu sempre saia ferido. Tudo o que fui encontra-se do outro lado do tempo — uma carícia jamais retribuída, uma casa cujas portas já não se abrem, um perfume que paira como um eco entre minhas mãos.
Por vezes, penso que meu corpo não passa de um mapa das perdas, um inventário daquilo que não soube preservar. Desejo recomeçar, mas sei que não me é possível.
Não porque desconheça o caminho, mas porque se trata de uma estrada sem retorno — e é impossível regressar.
Não é minha culpa se as pessoas interpretam apenas um verso do livro.
A vida não deve ser lida pelo verso, mas pelo parágrafo.
Porque, se julgarmos a existência por um único verso, pessoas ruins parecerão boas e pessoas boas parecerão ruins.
A vida não se interpreta pelo fio, mas pela costura que o fio construiu.
O verso só ofende quando o parágrafo não está aceso pois onde falta luz, sobra julgamento.
Comprometida
Se te conhecesse em épocas diferentes,
Agora estar-te-ia pedindo um beijo,
Dividindo alguns problemas e
Criando alguns sorrisos.
Mas hoje,
Estou sonhando e criando versos,
Fingindo que isso reduz a minha dor...
Mas a realidade,
Sempre é presente em períodos maiores que os sonhos.
Cada um viveu e vive como escolhe. Mas existe diferença entre ter história e ter coerência. Quem viveu com liberdade não pode exigir moral sob medida. Quem experimentou o mundo não pode cobrar pureza tardia.
Não é o passado que gera incômodo. O incômodo nasce da tentativa de reescrever regras depois que o jogo já foi jogado.
Equidade é via de mão dupla. Se houve intensidade antes, não pode haver julgamento agora.
Sigo com a consciência tranquila. Sei exatamente o que fiz — e, principalmente, o que nunca fiz.
E essa paz não há dinheiro que pague.
A paz e a consciência limpa me faz lembrar quem eu sou.
A FELICIDADE REAL E ATUTÊNTICA
A felicidade real e autêntica é um construto e uma consequência do conjunto das realizações e fatos positivos na vida de uma pessoa, de formas que esses elementos lhe inspiram gratidão, amor, fé, alegria e satisfação de vida, levando a pessoa a um sentimento de completude e homeostase (DUARTE, 2015, 2026).
"A diferença entre
"FICAR”
♡
“PEGAR”
♡
“AMAR”
♡
é a mesma diferença entre
“UM MINUTO”
♡
“UMA HORA”
♡
“TODA VIDA”
♡
Então...
Não perca tempo regando flor
de plástico.
Tentar esquecer alguém que você ama é como tentar lembrar-se de
alguém que você não conhece."
"Ô flor
não desabroche para
quem nunca te regou..."
Observe as coisas de um jeito novo: pense no que elas podem se tornar.
Uma grande causa do desânimo é achar, sem razão, que o futuro vai ser igual ao passado.
É mesmo difícil seguir em frente quando uma experiência anterior trouxe tanta decepção.
Mas a verdade é que a vida não precisa andar sempre em linha reta.
A qualquer momento, podemos mudar de direção.
Eu sei, mãe
que desde que voltei
tenho sido um pai mais ausente que presente
peço perdão de modo a ser compreendido que não o faço propositadamente
Por isso, neste dia tão especial para nós, ao celebrar o aniversário da nossa princesa Daisy, peço-lhe que a exteriorize isto, ao ouvido dela.
Minha doce estrela cintilar
que brilha em minha humilde vida
de modo a suavizar a minha existência com fragrância de rosas
Quero que sejas humilde, alegre e altruísta;
por onde passe deixe cair
as sementes que eclodem a felicidade e boas lembranças.
Que haja em ti o poder
de discernimento e seja alegria do seu pai, o seu pai para consigo, para que se logre este sentimento afectuoso de amor de pai e filha.
E saiba dignificar a sua personalidade e tudo quando vier para fazê-lo, faça segundo a sua força e capacidade e que louvemos céu e terra em torno desta data magnifica em que o Senhor na sua miraculosa vontade, deu-nos esta linda, esplendorosa, carinha de anjo, cheíssima de benção e agraciada com longevidade e bem-estar.
Amo-te minha amada filha Soleny e feliz aniversário.
O Eclipse de Mim
Eu entrei no seu mundo com a urgência de quem carrega um farol. Fiz uma promessa silenciosa — e talvez imprudente — de que nenhuma sombra sua seria maior do que a minha vontade de te ver bem. Segurei sua mão com força, acreditando que o meu calor seria suficiente para dissipar o seu inverno.
O problema de tentar iluminar um abismo é que, aos poucos, a gente esquece como é a luz do sol.
Caminhei tanto tempo no seu escuro, tateando as suas dores e tentando organizar o seu caos, que os meus olhos se acostumaram com a ausência de cor. No meio do caminho, o brilho que eu tinha foi sendo consumido pelo esforço de te guiar.
Hoje, a mão que guiava é a mesma que tateia as paredes, em busca de uma saída.
Percebi, da maneira mais dolorosa, que ninguém pode ser o sol de outra pessoa sem acabar em cinzas. Eu me perdi no labirinto que você criou. E agora, com a voz rouca de tanto gritar direções que você não quis seguir, eu finalmente entendi: o meu resgate precisa ser a minha prioridade.
Estou soltando a sua mão. Não por falta de amor, mas por falta de fôlego. Agora, sou eu quem precisa encontrar o caminho de volta para casa.
O Eco da Ausência
Eu carrego o peso
das palavras que engoli,
Um silêncio denso que escolhi.
A alma veste um cinza antigo e frouxo,
E cada dia é um novo esboço
De um sorriso que nunca se completa.
A solidão não é a falta de alguém,
É o abismo entre o que sinto e o que convém.
É a canção baixinha que só a parede ouve,
Enquanto o ponteiro da vida não se move,
Preso em um instante que não tem mais pressa.
Eu me perdi no mapa das promessas,
E as esperanças viraram meras rezas.
Resta o nó na garganta, sem desfecho,
Apenas o vazio morando em meu peito,
E a espera por um dia que cesse.
O tempo:
O tempo é um conceito abstrato que governa nossas vidas. Ele é implacável, sempre avançando, nunca parando. O tempo é uma força poderosa que nos molda, nos desafia e nos inspira.
O tempo é um mestre da paciência. Ele nos ensina a esperar, a ser pacientes e a confiar que as coisas acontecerão no momento certo. O tempo também nos ensina a ser resilientes, a superar desafios e a crescer com as experiências.
O tempo é um professor da sabedoria. Ele nos ensina a valorizar cada momento, a aproveitar cada oportunidade e a aprender com cada erro. O tempo nos mostra que a vida é curta e que devemos viver cada dia com intensidade e propósito.
O tempo é um amigo da memória. Ele nos ajuda a lembrar dos momentos mais felizes, dos momentos mais difíceis e de todas as experiências que nos moldaram como pessoas. O tempo também nos ensina a deixar ir as coisas que não podemos mudar e a seguir em frente com esperança e otimismo.
O tempo é um aliado da mudança. Ele nos mostra que nada é permanente, que tudo muda e que devemos estar dispostos a nos adaptar e a evoluir. O tempo nos ensina a ser flexíveis, a abraçar a mudança e a crescer com ela.
Título: Presente do Céu
Deus me deu um lar
e dentro dele colocou eternidade.
Chamou de família.
Diana,
meu abrigo nos dias difíceis,
minha paz quando o mundo pesa,
presença que transforma rotina
em milagre diário.
Em teus olhos eu aprendi
que amar é decisão
e também cuidado.
Isaque, meu primogênito,
força que cresce diante dos meus olhos,
promessa viva de futuro,
eco do meu nome
caminhando mais longe que eu.
Ismael, meu pequeno raio de luz,
riso que quebra qualquer cansaço,
mãos pequenas que seguram meu dedo
como se segurassem o mundo.
Vocês três
são a resposta de muitas orações
que eu fiz em silêncio.
Família não é acaso,
é presente de Deus
embrulhado em responsabilidade,
amor
e eternidade.
Se eu tiver vocês,
tenho riqueza que não se conta,
tenho herança que não se perde,
tenho céu começando aqui.
ENCONTRO CASUAL
Era a hora sexta
sol do meio dia a pino
Apenas dos passarinhos
ouvia se um hino
o lento sibilar do vento
trazendo frescor e acalanto
Ela na relva a descansar
Desde muito cedo estava a pastorear
Uma pausa para descansar
enquanto as ovelhas
também se deitam a dormitar
De repente atrás de si um leve ruído
Estalar de folhas secas se faz ouvir
Lentamente ele se achega
poucas palavras,
Num lascivo olhar logo a seduz
É que de longe a observava
e uma oportunidade esperava
dela se aproximar
e então se declarar
E assim de mãos dadas
por muito tempo ficaram
Um jeito poético
de mostrar almas juntinhas
prontos a mostrar pro munndo
como era lindo seu amor
editelima 60
Março/2023
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