Um Texto sobre a Mulher Maravilhosa

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⁠A você, meu muro preferido, dedico esse texto, mais como uma forma de desabafo, que talvez nunca conseguirei expressar em palavras.
Descobri que para ser sua deveria aceitar não ser eu, ser invisível, já que para estar com vc abertamente, é necessário muitas etapas para você alcançar. Digo isso, não porque impus essas condições, mas vc mesmo criou um muro tão alto para a felicidade que, para alcançar é necessário uma escalada muito grande. Só que, você nunca perguntou se eu queria escalar esse muro, nem ao menos soube se eu estive dispota a enfrentá-lo. São decisões individuais das quais nunca poderia questionar, já que estava decido. Mas, por outro lado, vc também não me disse que jogaria uma corda pra te alcançar. Rindo aqui, porque na verdade, esse muro tão alto foi construído em cima das minhas próprias expectativas em relação a você, porque suas metas não são tão grandes quanto parece, mas se me visse no seu futuro, mesmo com um muro tão alto, abriria um portão no meio só para que ficassemos juntos mais rápido. Cheguei a conclusão, que vc levantou esse muro, apenas para que eu desistisse de ir até você, estar com você, e esse muro, serviria como uma desculpa para eu pensar que não fui boa o suficiente, ou forte o bastante para estar ao seu lado, ou até mesmo capaz para escalar lugares altos. Seu muro foi o que nos trouxe até esse momento, o momento em que percebi que vc,dentro desse muro, é tão isolado e infeliz.
Do lado de fora fiquei triste, em primeiro momento,por não poder estar com você, mas agora feliz por estar fora dos seus muros, pronta pra seguir minha jornada, livre para decidir por mim mesmo o que quero e onde vou chegar. Se você me olhar do seu muro, verá que cada passo que dou, não fico apenas mais longe de você,mas avanço cada vez mais para meus objetivos , antes, tão apagados, e hoje, tão claros. Obrigada por ser muro em minha vida!

TEXTO PARA MANDAR PARA MINHA NAMORADA DISTANTE

⁠Boa tarde.
Está bem? Espero que sim!.

Começo esse longo texto, dizendo que amei ficar com você todos esses meses.
Será tudo inesquecível. Passei meus melhores dias ai com você, depois do nosso reencontro.

Mas, andei pensando esses dias, pensei muito, mas muito mesmo, demais. E cheguei à conclusão que será melhor eu me afastar definitivamente.

Fique tranquila, você não fez nada. Eu resolvi isso. E sei que você vai dizer "você sempre resolvendo tudo sozinho". Mas tinha que resolver de qualquer jeito.

E também pode ficar sossegada, não mais nos falamos, nunca mais. Excluirei todos seus contatos. Excluirei e bloquearei, e assim não teremos como nos falar.

Apagarei todas as nossas fotos, tudo que me mandou no whattsapp, excluirei seu whatsapp com tudo que lá tem: nossas mensagens, nossas músicas, nossas fotos, tudo, não deixarei nenhum rastro, apagarei de uma só vez, sem deixar vestígios.

Nem olharei de novo tudo que conversamos, não salvarei nada, nem música, nem fotos e nem mensagem. Apagarei meu Face e meu Instagram, não quero ter recaídas e olhar seu perfil.

Realmente, não foi uma boa ideia essa nossa reaproximação, deveríamos ter ficado apenas como estava, a gente se falando quando dava, de vez em nunca, sem nenhum compromisso, apenas uma pequena amizade ainda nos unia.

Agora você pode seguir sua vida, que eu seguirei a minha exatamente como eu vinha seguindo há 10 anos: sem contato com ninguém, apenas com meu trabalho e familiares. E estava feliz assim. Não sentia falta de amar e nem ser amado.

Com o passar dos anos a gente se acostuma a não ter companhia, que nem faz mais falta. Apenas no começo a gente fica deprimido, abalado, abatido, triste. Mas o tempo cura tudo.

Não nego que no começo, há 10 anos, quando decidi por isso, sofri demais, mas depois me acostumei, me adaptei a viver sozinho, sem ter ninguém, depois de um ou dois anos assim, me acostumei, não queria mais outra vida, e nem queria mais ninguém, estava satisfeito com minha vida, sozinho.
Não sentia falta de contato com ninguém. E assim vivi até nos encontrarmos de novo.

Mas, nos últimos dias e semanas, analisei, pensei, repensei, pensei de novo, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito vezes. E decidi que nem para mim e nem para você valeria a pena insistir nisso. Iríamos apenas nos desgastar emocionalmente.

Diante dessa situação, não conseguiríamos mais nem sermos amigos.
Então, estou cortando, apagando e bloqueando definitivamente todos os nossos contatos.

E é melhor que seja assim, sem despedidas, sem adeus, sem contato.
E acredite, será melhor para nós. Pode ter a certeza que será melhor.
Daqui algum tempo, você mesma verá que essa foi a melhor decisão para nós.
Talvez o destino quisesse que nos encontrássemos novamente, apenas para por o “ponto final” que não colocamos antes, lá atrás, pois deixamos algo sem terminar.

E o destino “forçou” esse nosso reencontro, para que só assim fosse colocado um ponto final nessa história.
Da minha parte, torço muito por você, demais mesmo, você merece ser feliz, encontrar alguém que te ame, que te complete e te faça 100% feliz. Sua história de vida te habilita a isso.

Apenas entregue seu coração para quem realmente mereça.
A única coisa que lhe peço: desculpe-me por isso, mas não daria para seguir em frente. Temos sonhos e objetivos diferentes, estamos em fases das nossas vidas, totalmente diferentes.
Para você me acompanhar, seria muito difícil para você. Você sabe disso e sabe das dificuldades.

Para eu te acompanhar, também seria muito difícil para mim. E você sabe disso também e das dificuldades.

Nossas vidas tomaram rumos diferentes, e para que cada um se adapte ao rumo e estilo de vida do outro, seria extremamente difícil.
Talvez agora não, mas lá na frente, se insistirmos nisso, com certeza, um ou o outro sofreria, ou os dois sofreriam.

E não seria uma boa ideia alimentar isso agora, para que lá na frente, daqui alguns meses, quando estivermos mais envolvidos, a gente percebesse que não era bem isso que a gente queria. E aí a gente sofreria muito mais.

Por isso é melhor que seja agora, antes que a gente se envolva mais.
Coloco aqui um ponto final na nossa história, o ponto final que a gente não tinha colocado. Foi uma história linda, enquanto durou. E durou enquanto foi bom.

Não sei se para você está tudo "bem", se nosso relacionamento está "bom" para você. Para mim não está tão bom.

São tantas coisas para ajustar, para resolver... Não temos um plano para o futuro, não temos sonhos, não temos projetos. E isso acaba desgastando a relação, pois além de não termos planos para o "nosso" futuro, também não temos para o "nosso" presente.

E a frase "viver um dia por vez", não tem muito sentido para mim. É como se nosso relacionamento não tivesse tanta importância.

"Vamos viver um dia por vez, vamos viver o dia de hoje...". Isso só serve para quem está vivendo apenas um caso sem importância, sem seriedade, sem compromisso, vivendo um caso para tampar buraco, para dizer que tem alguém, para suprir alguma carência, para alimentar o ego e elevar a autoestima.

Se existe compromisso, tem que haver planos para o futuro. E no nosso caso, você sabe muito bem, não temos um plano, não temos projetos.
Um compromisso sem planos e sem projetos, é um compromisso "sem compromisso".
E em um compromisso sem compromisso, tudo pode acontecer, ou nada pode acontecer.
E nessa que tudo ou nada pode acontecer, vamos vivendo algo sem sentido algum.

Em um compromisso sem planos e sem projetos, como fica a lealdade, a fidelidade, a honestidade, a verdade?

Se o compromisso não tem planos e projetos, se é um compromisso sem compromisso, logo dá espaço para a mentira, para a falta de lealdade e fidelidade, para a desonestidade, para a falsidade. E não quero esperar chegar nesse estágio para ver que não poderíamos seguir juntos.

Melhor que seja agora, já, nesse momento, nesse estágio que estamos, essa decisão, antes que um, ou os dois sofram por termos atitudes que são normais em relacionamentos sem compromisso, sem planos e projetos.

E para terminar, te digo que além de ter o fardo de administrar no nosso relacionamento o meu problema de saúde, também tenho que administrar a nossa distância, e algumas atitudes e comportamentos seus, como manter mais de 3.000 homens adicionados no seu face, mais 3.000 no Instagram, fora outros que deve ter em outras tantas redes sociais e aplicativos que você tem, me causando ciúmes e inseguranças, também tenho que conviver com a total falta de planos e projetos que não temos para nosso futuro.

Isso tudo vem me causando um enorme desgaste emocional e psicológico, que já não consigo mais administrar, sem causar danos à minha saúde mental.

O único erro nosso, foi querer, a essa altura das nossas vidas, com todas as dificuldades, diferenças e problemas que temos, mantermos um relacionamento.
E vida que segue.

FIM. (23/02/2023 quinta-feira)

oi,
começo esse texto querendo deixar claro de todos os meus sentimentos por você.
quero deixar claro que faça chuva ou faça sol, eu sempre quero o seu bem.
e mesmo toda essas distância que estamos vivendo, seja ela pessoal, física ou sentimental.
eu quero que saiba que os meus sentimentos jamais serão passageiros, e que quando o seu mundo desabar, o meu mundo estará inteiro para lhe receber.
se necessário até reconstruir o teu.
nenhuma palavra ou sentimento que te contei, foram em vão.
eu sempre, sempre, estarei aqui.
as madrugadas, que nós conversávamos, as palavras bonitas que trocávamos, e todos aqueles sonho que planejávamos, ainda insistem em martelar na minha cabeça, e o grande desejo de vivê-los, ainda pertecem a mim.
todas as coisas mais simples que tivemos, ainda ecoam em minha mente, tentando encontrar saída, mas a saída já está aberta, pois foi você quem saiu e esqueceu de fechar.
nada do que tivemos será passageiro, sei que existe amor, amores e pessoas.
mas com certeza você foi tudo isso, e mais um pouco.
um amor que fez morada, passou, e hoje está em uma nova direção.
não é o meu, mas espero que o seu novo caminho, te guie para um lugar onde você realmente mereça estar.
que ele não te leve ao ruim, ao perdido, ou para o fundo do poço.
se um dia resolver retornar, pode dar meia volta e se achegar;
você sabe bem que tudo no diálogo se resolve.
mas espero que não tenha cometido nenhuma infração no caminho.
por que, infrações resultam em acidentes, e eu não quero feridos.
pois, de uma coisa eu sei, nenhum caminho seu, te levará para conhecer bonitos paraísos, como eu planejei.
com carinho……

Amor sólido

É comum ouvirmos a citação do belíssimo texto do capítulo 13 da primeira carta aos coríntios em cerimônias de casamento. Todavia, esse texto foi originalmente endereçado a uma igreja. Por isso, podemos dizer que esse escrito paulino carrega a referência sobre a necessidade de caminharmos amorosamente em qualquer tipo de relacionamento. Segundo o apóstolo, o caminho do amor é "sobremaneira excelente." (1 Co 12:31)

Contudo, esse caminho parece ter sido esquecido pelo ser humano contemporâneo. Vivemos em um mundo "capitalcêntrico" que nos julga num piscar de olhos pelo que temos e não pelo que somos. Afinal, a engrenagem de ouro que faz a sociedade funcionar é o consumo. Todos os anos somos convencidos de que o celular que possuímos já não serve, de que nossas roupas já estão fora de moda, de que nosso computador está obsoleto e de que, para fazer a engrenagem girar, devemos consumir ainda mais. Entretanto, um grande problema causado por esse "modus vivendi" é que esse tipo de lógica migra para nossas relações e gera o que o sociólogo Zygmunt Bauman chamou de amor líquido. As pessoas vivem relacionamentos sem solidez e que não perduram pelo fato de, mesmo sem saber, estarem consumindo o outro.

Se quisermos fugir dessa liquidez, devemos relembrar as orientações de Paulo sobre o amor. Para ele "o amor não busca os próprios interesses", "tudo crê, tudo espera e tudo suporta". Por isso, o outro não é consumível e descartável, mas imprescindível. Como escreveu Erich Fromm em "A arte de amar": "O amor imaturo diz: eu te amo porque preciso de ti. O amor maduro diz: preciso de ti porque eu te amo." Ou seja, nunca construiremos relações consistentes e maduras se, ao primeiro sinal de insatisfação com o outro, simplesmente o descartarmos.

Portanto, que "emanemo-nos amor", como diz uma canção popular e percebamos a importância de construir relacionamentos sólidos e profundos que perdurarão para a eternidade como nosso maior legado.

Texto: Voz ao fundo
Autor: Levy Cosmo Silva


Tenho que sair disso tudo
De tudo o que é negativo
Ainda que pareça absurdo
Cuidado com seus ditos amigos.


Clamo a pedir sabedoria
Para encarar qualquer dilema
Sempre a desafiar nosso dia
Nos livrando do mau esquema


O que me lembra o sistema?
Injustiça, corrupção, violência
Todos sabem a raiz do problema
E se acomodam com a indecência


Repare no hospital e vai ver
O mesmo está nas escolas
Toda estrutura a perecer
A culpa é dos pedintes de esmolas?


A sociedade alimenta o mal
Em busca de maior lucro
Pensando ser isso normal
Assim vão acabando o mundo


Nada de se conformar
Resista de servir a elite
Temos o poder de fiscalizar
Lutemos contra o mal que persiste.


(Levy Cosmo Silva)

⁠Texto postado em minha página Frases, textos e citações by Josy Maria

Às vezes, é como se os problemas fossem desabar em cima de você como grandes ondas. E você se sente sem rumo, sem chão... Não adianta correr, as dores vão aonde você for. O que fazer? Sentar e chorar? Talvez ajude um pouco, só não se permita permanecer neste estado. Chore o bastante para aliviar o peso. Mas, está vendo esta onda de problemas e dores que parecem querer lhe afogar? Você vai se sobrepor a ela. Vai respirar acima da superfície. Você pode até se sentir sem rumo e sem chão por um momento, só não se sinta sem Deus, pois Ele é quem vai lhe capacitar a superar obstáculos, por mais que pareçam intransponíveis... Ele é quem vai lhe dar a força necessária para o combate e para a vitória.
Creia. Deixe que a sua fé seja a fagulha acesa que lhe conecta ao Pai quando sua visão e seus pensamentos estiverem turvos.

Gratidão profunda


O texto de 1 Tessalonicenses 5:18: Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.


Thomas Merton disse: A nossa vida toda é de gratidão - uma contínua resposta à ajuda do Deus Eterno, que a cada momento nos é concedida.


O convite de Paulo nesse texto é para a igreja se alegrar na presença de Deus, depois ele diz para ela orar e por fim, faz esse convite de dar graças em absolutamente tudo na vida.


Damos graças pela vida, pela saúde, pelo sofrimento, pela benção no processo da vida, pela dor, pela angústia que marca a história.


Damos graças pelo perdão divino através de Jesus Cristo de Nazaré que nasceu, viveu, morreu e ressuscitou ao terceiro dia para nos trazer o significado da vida em plenitude.


Damos graças pelo sustento e provisão, mas damos graças pelas noites escuras da alma também. Porque nelas vimos e percebemos que Deus nos consola no meio delas e nos ampara sempre.


Damos graças pelo sol, pelas estrelas, pela chuva e pelo ar que respiramos.


Damos graças pelos irmãos, pelos amigos, pelas pessoas que Deus coloca na nossa jornada e que demonstram formas marcantes da sua graça preciosa.


Damos graças em tudo porque a vontade da Trindade é que nos rendamos diante dela. Porque ela nos ama e olha para nós todos os dias da nossa existência.


Finalizo com um pedaço da canção do Vencedores por Cristo retirada do texto de I Crônicas 29: Agora, pois, oh nosso Deus; graças te damos, e louvamos o teu grandioso nome. (Pr. Alcindo Almeida)

Texto revisado:


Nunca acredite quando alguém diz: Eu não gosto de nada. Por trás dessa frase sempre existe um interesse oculto, ainda que a pessoa não o reconheça. Muitos afirmam não gostar de fazer nada, mas, ao dizer isso, revelam que, no fundo, apreciam alguma forma de estar — seja o descanso, o silêncio ou simplesmente o tempo parado. Ninguém é totalmente vazio; sempre há um prazer discreto, uma centelha escondida, aguardando o momento certo para ser descoberto.

Texto de Encerramento
Eu não entendi o motivo do fim,
e talvez nunca entenda.
Mas hoje eu reconheço que a ausência também fala,
e o silêncio também encerra.


Eu fiz o melhor que pude,
com a maturidade, a consciência e o amor que eu tinha naquele momento.
Não fui morno, não fui raso, não fui negligente.
Fui inteiro.


Se isso não foi suficiente para que o outro ficasse,
não transforma minha entrega em erro,
nem meu amor em excesso.
Revela apenas um limite que não era meu.


O abandono dói porque houve verdade.
Porque houve presença.
Porque houve intenção.
E eu não vou usar essa dor para me diminuir.


Eu encerro este vínculo sem negar o que existiu.
Honro o que foi vivido,
mas aceito que não continua.


Eu não preciso de explicações que não vieram
para seguir adiante com dignidade.
O que me foi dado já é informação suficiente.


Eu solto a espera.
Solto a tentativa de ser escolhido novamente.
Solto a necessidade de provar valor a quem não permaneceu.


O amor que ofereci continua sendo meu.
Ele não se perde porque não foi acolhido.


Eu sigo em frente não porque foi fácil,
mas porque fui verdadeiro.
E isso basta.

Série II- Pensar o nosso tempo
Texto VIII – Poder

O poder teme mais o pensamento do que a rebelião. Apesar de rebeliões iniciarem através de pensamentos.

O facto é que a rebelião pode ser reprimida; o pensamento, não.

Por isso, a crítica é congelada, a Filosofia qualquerizada e a palavra reduzida a ruído. Um povo que pensa torna-se difícil de governar pela mentira.

Pensar é um ato solidário, mesmo quando silencioso.

Pensar o Nosso Tempo


Texto VII – Educação


A educação não falha por falta de programas.
Falha quando esquece o humano.


Ensina-se para o exame, para o número, para a estatística. Raramente para a consciência. Quando a escola exime-se de formar o pensamento crítico, passa a produzir obediência acefálica.


Educar é mais do que instruir: é formar sujeitos.

Exercícios De Pensar


Texto II – Ensinar


Ensinar não é entulhar respostas.
É atiçar inquietações duráveis.


O ensino que preze ser bom não molda repetidores de conteúdos, mas sujeitos capazes de perguntar quando todos se calam por medo de serem silenciados.


Por isso, ensinar Filosofia nunca foi neutro: ou desperta consciências, ou é reduzido a formalidade vazia.


Ensinar é uma aventura. Mas é também um compromisso com o futuro.

Exercícios de Pensar


Texto III – Escrever


Escrevo porque o silêncio, às vezes, mente. E porque há verdades que só existem quando encontram palavras.


A minha escrita não resolve o mundo, mas impede que ele se torne completamente opaco.


Cada texto é uma tentativa imperfeita de dar testemunho ao tempo, antes que ele se perca. Escrevo para não apodrecer por dentro.


E, se possível, para partilhar essa podridão consigo, que me lê.

Exercícios de Pensar


Texto IV – Filosofia


A Filosofia não serve para decorar conceitos, mas para desinstalar o que parece óbvio.


Ela começa quando desconfiamos do que parece natural e perguntamos quem ganha com o silêncio, com a exclusão, com a ignorância.


Por isso, a Filosofia é sempre um incómodo: começa quando não aceitamos que o mundo é como é porque tinha que ser assim mesmo.


Filosofar serve para contrariar.


— Ramos António Amine

Exercícios de Pensar


Texto V – Esperança


A esperança não é ingenuidade.
É uma escolha ética.


Esperar, neste sentido, é continuar a pensar, ensinar e escrever mesmo quando o cenário é adverso. É acreditar que a palavra ainda pode formar consciências e que o pensamento ainda pode humanizar.


A esperança, quando pensa, torna-se resistência.


— Ramos António Amine
Professor

SÉRIE II

Pensar o Nosso Tempo

Texto VI – O Tempo

O nosso tempo não é neutro.
Ele educa, molda e condiciona.

Vivemos num tempo que valoriza a pressa e duvida da profundidade. Tudo deve ser líquido, inclusive o pensamento. Mas o humano não amadurece à pressa.

Pensar o tempo é recusar ser apenas seu avalanche.

Neste pequeno texto, existe o início e o fim. O início do texto, o fim do texto, que é quando eu concluir o mesmo, e a passagem, que é a passagem em que está passando, lendo o texto no agora...


Em referência, é como a vida: o nascimento é o início, a vida é a passagem, e a morte é o fim.


Só que perceba: indiferente de quantos pontos finais dê, nunca é o fim, porque esse texto pode ser modificado, transformado quantas vezes quiser, pela minha mente, por em um papel, em uma parede, por na mente de alguém através do que lê, ou por qualquer coisa. Então, não existe um fim, nem um início, já que eu posso mudar o início e também o fim. A vida é transformação, eternidade, já que, mesmo colocando um fim nisso, eu posso transformar, ler esse texto, essa vida, quantas vezes eu quiser...


A morte nada mais é do que a transformação do fim para um início do agora.

Quando o Texto Me Lê

Eu pensei que escrevia
para dizer ao mundo.
Mas escrevo
para escutar
o que ainda não sei.

A palavra sai achando
que sabe o caminho,
desfila segura,
convencida.

Até que eu volto.
Leio.
E o texto me olha de volta.

Ler o que escrevi
é chegar atrasado
a mim mesmo.
Um espelho sem rosto,
só gesto,
só intenção escancarada.

O medo se esconde
em frases longas,
cheias de vírgulas,
com medo do fim.

A coragem aparece
sem alarde,
num verbo simples
que não pede desculpa.

Enquanto escrevo,
defendo ideias.
Quando leio,
negocio com elas.

Descubro palavras
que não eram minhas
apenas passaram.
E verdades pequenas
que se sentaram
e ficaram.

O texto pergunta,
com ironia mansa:
Era isso mesmo?

Às vezes dói reler.
A genialidade de ontem
vira eco vazio hoje.
Outras vezes assusta:
fui eu
que escrevi isso?

Sim.
Fui eu.
Naquele dia.
Com aquele peso.
Com aquela lucidez possível.

O texto não mente:
ele registra o movimento.

Escrever não acaba
no ponto final.
Começa
quando o autor
vira leitor.

Ali,
o texto também escreve.
Aponta.
Ensina.
Cutuca.

Não grita.
Mas fica.

Quem não relê
perde metade da aula.
Porque escrever é falar.
E reler
é escutar.

E quase sempre
é na escuta
que a gente aprende.

No fim,
eu queria ensinar alguém.
Mas o papel, paciente,
me mostrou:

o aluno
era eu.

“A Liturgia da Dor:
Quando Amar é Sofrer em Vida pelo Ser Amado”
Texto filosófico e psicológico.
Amar é sofrer em vida não por fraqueza, mas por excesso de humanidade. O amor, quando autêntico, carrega em si o germe do sofrimento, porque nasce do desejo de eternizar o que é efêmero, de reter o que inevitavelmente escapa. Amar é querer aprisionar o tempo no instante em que o olhar do outro nos faz existir; é suplicar à eternidade que não nos apague da memória de quem amamos.

Há uma liturgia secreta na dor amorosa. Ela purifica, depura, torna o ser mais lúcido e, paradoxalmente, mais enfermo. O amante vive uma crucificação sem sangue: carrega o peso invisível de um afeto que o mundo não compreende. Vive entre o êxtase e o abismo, entre o beijo e a renúncia. Freud chamaria isso de ambivalência afetiva: a coexistência de prazer e dor em um mesmo movimento da alma. Mas há algo mais profundo algo que a psicologia talvez não alcance, pois o amor, em sua forma mais elevada, é sempre um sacrifício voluntário.

Quem ama verdadeiramente, sofre antes mesmo da perda. Sofre por pressentir a fragilidade do instante, por saber que a ventura é breve, que o corpo é pó e que toda promessa humana é feita sobre ruínas. Esse sofrimento não é patológico, mas metafísico: é o reconhecimento de que a alma, ao amar, toca o eterno e, ao voltar à realidade, sente a mutilação de quem regressa do infinito.

Nietzsche, em seu niilismo luminoso, diria que o amor é a mais bela forma de tragédia, pois ele exige entrega total, sabendo-se fadado ao fim. Amar é afirmar a vida apesar do sofrimento, é dizer “sim” à existência, mesmo sabendo que o objeto amado um dia há de desaparecer. É um heroísmo silencioso, uma luta contra o absurdo.

Mas há também o lado sombrio o amor que se torna cárcere, o sentimento que se alimenta do próprio tormento. A psicologia o chamaria de complexo de mártir, mas o filósofo o vê como a tentativa desesperada de alcançar o absoluto num mundo que só oferece fragmentos. O sofrimento, então, torna-se o altar onde o amante consagra sua fé.

“Amar é sofrer em vida pelo ser amado” eis a verdade dos que ousaram sentir profundamente. É morrer um pouco a cada ausência, é carregar dentro de si a presença que já não se tem. O amor, quando verdadeiro, não busca recompensa: ele é em si o próprio sacrifício.

E talvez seja esse o segredo trágico e belo da existência: somente quem amou até sangrar conhece o sentido oculto de viver. Pois o amor é o único sofrimento que salva, a única dor que eleva. Quem nunca sofreu por amor, nunca amou apenas existiu.
Epílogo:
“Há dores que são preces disfarçadas. E o amor é a mais silenciosa de todas elas.”

AS SENSAÇÕES DOS ESPÍRITOS E O DRAMA INVISÍVEL DA CONSCIÊNCIA APÓS A MORTE.
Encontramos textos indispensáveis à nossa elucidação dentro da Doutrina Espírita que não apenas esclarecem, consolam. Eles desnudam a alma humana diante da eternidade. Entre esses estudos de profundidade incomum encontra-se o monumental artigo “Sensações dos Espíritos”, publicado na Revista Espírita, em dezembro de 1858, onde se encontra uma das análises mais impressionantes já realizadas sobre o sofrimento espiritual após a morte.
Não se trata de imaginação poética, superstição medieval ou alegoria religiosa. Trata-se de uma investigação metódica, racional e experimental acerca das sensações do Espírito depois do túmulo. O estudo destrói concepções fantasiosas e igualmente combate interpretações materialistas que reduzem o homem apenas ao cérebro e à carne.
A pergunta central é devastadora.
“Os Espíritos sofrem?”
E a resposta é ainda mais perturbadora.
Sim. Sofrem. Mas não como imaginamos.
O texto apresenta o caso de um avarento desencarnado que, mesmo sem possuir corpo físico, afirmava sentir frio intenso e suplicava permissão para aproximar-se de uma lareira. À primeira vista, a cena parece contraditória. Como alguém sem corpo poderia sofrer com temperatura?
É precisamente aqui que a Doutrina Espírita introduz uma das distinções filosóficas mais profundas de toda a sua estrutura.
O Espírito não sofre pela carne. Sofre pela consciência.
O frio daquele avarento não era um fenômeno fisiológico. Era uma repercussão psíquica, moral e perispiritual daquilo que ele mesmo cultivara durante a existência terrestre. O homem que negara calor aos outros permanecia aprisionado à impressão íntima da privação que escolhera viver.
A Doutrina Espírita não descreve um inferno de fogo literal. Ela descreve um inferno psicológico.
E isto é infinitamente mais sério.
O Espírito leva consigo suas tendências, paixões, vícios, obsessões e estados mentais. A morte não transforma instantaneamente o caráter. Ela apenas remove o corpo físico. O ser continua sendo aquilo que construiu dentro de si mesmo.
Por isso o texto afirma que muitos Espíritos ainda acreditam estar vivos logo após a desencarnação. Alguns não percebem a própria morte. Outros sentem os efeitos do estado cadavérico do corpo. Outros experimentam angústias morais que se convertem em sensações aparentemente físicas.
É nesse ponto que surge o conceito fundamental do PERISPÍRITO.
O perispírito é apresentado como o elo semimaterial entre Espírito e corpo. Não é o Espírito propriamente dito, nem o organismo físico. É o instrumento transmissor das sensações.
Enquanto encarnado, o Espírito percebe o mundo através do corpo por intermédio do perispírito. Após a morte, o corpo desaparece, mas o perispírito permanece ligado ao Espírito conforme o grau de evolução moral da criatura.
Quanto mais materializado e preso às paixões alguém viveu, mais denso será seu envoltório espiritual. E quanto mais denso esse envoltório, mais intensamente sofrerá as repercussões de sua própria inferioridade moral.
Eis porque os Espíritos inferiores descrevem fome, sede, frio, dores, opressões e perturbações. Não porque possuam órgãos físicos, mas porque suas percepções ainda estão aprisionadas às ilusões e automatismos da vida material.
O texto explica algo extraordinariamente moderno quando compara tais fenômenos às dores fantasmas de pessoas amputadas. Um indivíduo pode perder um membro e continuar sentindo dores nele durante anos. A matéria desapareceu, mas a impressão permaneceu na consciência.
Da mesma forma, o Espírito conserva impressões profundas da experiência corporal.
Isto destrói a ideia simplista de que a morte resolve instantaneamente todos os sofrimentos humanos.
A morte apenas revela o que realmente somos.
Outro ponto impressionante do estudo é a análise dos suicidas. Muitos permanecem ligados ao corpo em decomposição, percebendo os processos destrutivos do cadáver como se ainda estivessem encarnados. Não porque os vermes atinjam o Espírito, mas porque a ligação perispiritual ainda não foi completamente rompida.
A Doutrina Espírita apresenta aqui uma concepção profundamente ética da existência.
Cada pensamento produz consequências. Cada vício gera vinculações. Cada excesso produz aprisionamentos psíquicos. Cada virtude amplia a liberdade espiritual.
Não existe punição arbitrária.
O sofrimento espiritual é consequência natural do estado íntimo do ser.
O homem dominado pelo egoísmo permanece sufocado por si mesmo. O orgulhoso torna-se prisioneiro da própria vaidade. O invejoso alimenta continuamente sua própria tortura. O sensualista permanece preso às sensações que já não consegue satisfazer.
A verdadeira prisão está na consciência deformada.
Mas o texto também oferece uma das maiores consolações da filosofia espírita.
Nada é eterno.
Nenhum sofrimento é perpétuo.
Todo Espírito pode regenerar-se.
Mesmo os mais endurecidos estão destinados ao progresso. O sofrimento não é vingança divina. É mecanismo educativo da consciência. Deus não condena criaturas ao tormento infinito. O próprio Espírito prolonga ou reduz suas dores conforme sua disposição de transformar-se moralmente.
É por isso que o artigo insiste na necessidade da reforma íntima ainda durante a existência corporal.
A criatura que domina paixões inferiores. Que desenvolve humildade. Que aprende a perdoar. Que combate o egoísmo. Que vive sobriamente. Que pratica o bem.
Essa criatura já começa a libertar-se da matéria antes mesmo da morte.
Quando desencarna, experimenta menos perturbação, menos apego e menos sofrimento.
A Doutrina Espírita apresenta assim uma visão profundamente racional da vida futura. Não há milagres arbitrários nem condenações teológicas absolutas. Há leis morais funcionando sobre a consciência imortal.
Quanto mais o Espírito se depura, mais sutis tornam-se suas percepções.
Os Espíritos elevados já não dependem das impressões grosseiras da matéria. Não sofrem calor nem frio. Não estão presos às vibrações inferiores do mundo físico. Sua percepção é ampla, lúcida e livre.
Já os Espíritos inferiores vivem mentalmente encarcerados nas próprias imperfeições.
O texto ainda desmonta outro erro comum.
O perispírito não carrega cicatrizes físicas eternas do corpo terreno, como muitos imaginam em interpretações antidoutrinárias. O Espírito não permanece deformado perpetuamente pelas enfermidades físicas da encarnação. As dores do corpo pertencem ao corpo. O que permanece são os estados morais e psicológicos cultivados pela alma.
Essa compreensão possui consequências filosóficas gigantescas.
Ela demonstra que o verdadeiro centro da existência humana não está no corpo, mas na consciência.
O cérebro não cria o pensamento. O Espírito pensa através do cérebro.
A matéria não produz a alma. A alma utiliza a matéria temporariamente.
E quando o organismo cai no silêncio do sepulcro, aquilo que realmente somos continua vivo, consciente e responsável diante das leis eternas da vida.
Talvez por isso este estudo permaneça tão atual mesmo após mais de um século e meio.
Porque ele não fala apenas da morte.
Fala da responsabilidade invisível que carregamos todos os dias dentro de nós.
Cada pensamento constrói nosso futuro espiritual. Cada sentimento modela nosso perispírito. Cada escolha define a qualidade de nossas percepções além da matéria.
A Doutrina Espírita não oferece ameaças. Oferece lucidez.
E talvez poucas coisas sejam tão solenes quanto compreender que a eternidade começa agora, dentro da própria consciência humana.
FONTES:
Revista Espírita
O Livro dos Espíritos
O Céu e o Inferno
Traduções e estudos doutrinários de José Herculano Pires.


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