Um Poema para as Maes Drummond

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Mude as narrativas




Nos lugares aonde já sofri, resolve voltar e plantar um sentimento novo,


A cada amanhecer o livro está pronto para ser escrito de incontáveis formas diferentes,


Depois que eu aprendi a falar a língua dos sonhos, os pesadelos entraram no módulo avião e é nessa frequência que tenho tido todo o sucesso,


Mudar as narrativas pode transformar o choro que doeu em lágrimas de alegria.

Toda alma vem ao corpo com um dom, com algo que possui um verdadeiro significado e sentido para viver a vida. Esse dom não é algo que aparece imediatamente, mas sim algo que deve ser descoberto ao longo da vida.

Contudo, antes de encontrar esse dom, é necessário eliminar tudo aquilo que, no fundo, nunca teve a ver com você. Refiro-me às coisas que a sociedade impôs desde a infância, às expectativas e padrões que nos empurraram. Tudo isso forma uma camada de influências externas que, muitas vezes, não correspondem ao que realmente somos.


O que sobrar após eliminar essas camadas de condicionamentos é, muitas vezes, o que tem a ver com o seu verdadeiro eu — o seu dom, o seu propósito. Esse dom, esse sentido, é algo único, que está profundamente ligado à sua essência e ao seu ser.


Não existe dom melhor ou pior, pois cada um tem o seu próprio. Cada pessoa tem sua própria verdade, seu próprio caminho, seu próprio sentido. E esse sentido é o que realmente faz sentido para a sua vida, não importa se esse sentido parece simples ou até incomum aos olhos dos outros. O que importa é que ele faz parte de quem você é, faz parte do seu dom, e isso é o que torna a vida verdadeira e significativa para você.

Rato

Foge como um rato de esgoto
Corre de um jeito meio torto
Mesmo todo desengonçado
Pula com facilidade os obstáculos
De um lugar fétido para o outro,
Come o que vier ao alcance
E ainda acha que é gostoso.
Mandrião cheio de talento
Na hora da guerra
Vira herói escondido
Em meio ao que está putrefato.
Aumenta o seu portfólio de cobiça
Para ter muitas crias
Agigantando seu exército de nojo.
Seu cantar é um guinchar
De dar arrepios
Que só pode encantar
Outros ratos do mesmo escoadouro.

Descaminho

Quando decidi estar com você
Aprendi além daquilo que imaginei um dia aprender
Aprendi o que é a mentira, o que é o errado
o olhar e o sorriso, falsos
e que não existe intervalo entre o amor e o ódio
entre o bem e o mal
Aprendi quando devo ceder para obter
Aprendi que sou capaz de aprender
o que é a mentira , o que é o errado, o que é o ódio e o que é o mal
autoflagelo para suportar o inóspito
Aprendi com a retórica do sofista
Aprendi que um desatinado pode me ensinar
contudo, aprendi a perder o juízo para surpreender
aprendi tantas banalidades
tresloucada, olho-me ao espelho e o reflexo é você.

Frio de Outono

Está uma tarde fria
sinto pelos pés
termômetro infalível
Já é hora para um longo banho quente
repudiar os edredons e cobertores
que abrigam a cama
esquecer o pijama de flanela
e sem lamentos
o corpo agasalhar
calçar as botas e luvas
e sair pra labuta.

Às cinco, o verão despejou seu alívio breve
em fios de água densa, cortando o ar quente.
Um banho de frescor, um instante de sono
que a tarde cansada guardava em sua mente.

Às seis, o silêncio molhado se instalou.
O mar parou em tons de chumbo e de segredo,
como um pensamento pesado, refletindo
o céu que agora era doce, era rosa, era medo.

Que mistério é esse, que a chuva nos deixa?
O temporal passa rápido como um susto,
e no rastro da água, uma cor surpreende:
o horizonte pintado num tom quase injusto.

Rosa sobre o cinza, suavidade sobre peso,
a luz brinca com a sombra que a chuva trouxe.
É o contraste que ensina: após o aguaceiro,
o mundo respira diferente, mais largo, mais doce.

E nós, que testemunhamos a rápida mudança,
guardamos na memória este encontro de cores:
o mar grave e calmo, o céu tênue e terno,
unidos no crepúsculo, como dois amadores

da beleza passageira, que a chuva provoca
e que a luz do ocaso transforma em poesia.
É um momento só, um suspiro da natureza,
que fica na alma, mesmo quando o dia termina.

Nirvana dos escombros

Este nirvana é um abismo calmo,
um silêncio que abafou o grito.
É a raiz que sonda o vazio
na terra árida e tolhida.

Sob a lâmina das cobranças,
cresci em solo de desamparo,
e o colo que a noite pedia
virou pó dentro do peito amargo.

Na adulta que não conquista,
só resta o sabor letárgico
de tentar ser o que esperam
e ainda carregar o fardo.

É o nirvana da decepção,
da alma inquieta e torta,
um céu de nuvens pesadas,
um porto que não aporta.

É raiva que não se grita,
desamparo enraizado.
É buscar um pouco de abrigo
e achar o mundo trancado.

E se paz existe em algum lugar,
não é aqui, não é nesta dor.
É só o vestígio da ressaca
de um amor que não veio, doutor.

A silhueta da Garça preta
Ela bailar no ar
Seu canto é um murmúrio
Um encanto que a natureza soube criar.

O que florece
De flor em flores,
Sob o sol de um janeiro ardente
Rega,
Florescem,
Silêncio
Ecoa todos os sonhos.

​“Em um mundo onde muitos desistem no meio do caminho, nós seguimos acreditando que o amor é escolha diária.”

— Douglas Santos, em O Deus Silencioso

​“No coração de cada alma, pulsa um desejo profundo de ser conhecida, de encontrar eco em um mundo que muitas vezes parece mudo.”

— Douglas Santos, em O Deus Silencioso

… e lá fora a
vida me espera,
um manto azul e
nuvens brancas,
uma alameda florida
e perfumada
Então, eu fui viver!
#bysissym

Um olhar para dentro.


Aprendo muito sobre mim mesmo, quando observo o outro. Nesta observação não há nenhum juízo formado nem qualquer tipo de preconceito. Contudo, quanto mais observo mais gosto do eu que me governa. Posso viver só? Claro que sim, tenho-me, e, porque me sou, basto-me ! Há uma multitude de coisas que me fazem sobejar a mim mesmo.

Será que desistir foi mais fácil?
Ir embora foi um ato de coragem, mesmo quebrada. Meu voo foi impulsionado, talvez pela dor, como saber?
É triste deixar quem se ama, mas ficar séria não me amar.
Me reencontrei num processo doloroso, porem libertador.

Quero tanto um casamento
romântico, pra não ter dúvidas
que casei por amor, mas a minha
loucura acaba com todo o meu
romantismo.

Tem dias que é mais fácil ficar sem comer do quê escrever um verso..
é.. tem dia que é noite
e ainda nem comi

​“O fato é: ‘Você errou’. A conclusão do promotor interno: ‘Você é um erro’. Aprenda a distinguir o fato da mentira.”

— Douglas Santos, em O Paradoxo do Tribunal

Refúgio é quem possa ficar, respeitando as pausas, até mesmo o silêncio.
Um lugar onde se possa descansar, ser inteira sem explicações;
apenas permanecer.

É só um dia ruim...
De uma semana ruim...
De um mês ruim...
De um ano ruim...
De uma década ruim...
De uma vida boa...
Nada faz sentido e tudo se encaixa e você o que me diz, como foi seu dia ?
Bebeu água?
Se alimentou bem ?

⁠Sei que nesse mundo ainda existe uma esperança
Tenhas fé em Deus, pois basta acreditar
Um sorriso ingênuo, um olhar de uma criança
Homens do futuro que temos que educar.