Um Poema para as Maes Drummond
Eu lutei sem barreiras, sem pressa, até chegar a você.
Então, vi um muro dividindo o nosso mundo, como uma névoa triste.
O teu mundo é um mistério que não conheço — camuflado, invisível, tão perto e, ao mesmo tempo, distante de nós.
Se eu não posso conhecer o teu mundo, como poderei ser feliz contigo.
Tu és um mistério, mulher desconhecida, sem idade, sem identidade.
Estar perto de alguém que não divide o leito, que desperta na madrugada escondendo verdades e fingindo gestos…
Por isso, prefiro dormir só, sem pressa de acordar, sozinho na minha paz.
Quem sabe, um dia, você entenda que o tudo acolhe,
quando a consequência revela
que nenhum estrategista manipula o sonho
que jamais alcança porto.
Parte de mim é um monstro adormecido, silencioso, impossibilitado, caído sem reação.
Outra parte é uma ponte frágil, suspensa entre a carga e o conflito,
vivendo o dilema de ser meio razão e metade partida,
onde nem mesmo o amor encontra equilíbrio.
Conheço casais que têm o bastante para serem felizes, mas não são.
Possuem uma boa casa, um carro modesto, trabalham, vivem com os filhos...
No entanto, deixam-se decapitar por coisas banais: orgulho, vaidade, ambição, aparências.
Esses males os destroem, tornam-nos cegos, caídos, resmungando perdidos dentro do próprio casamento.
A vida, porém, oferece caminhos verdadeiros para quem deseja viver a felicidade.
Aproveite o momento.
Você é importante para Deus.
Conheço casais que têm o bastante para serem felizes, mas não são.
Possuem uma boa casa, um carro modesto, trabalham, convivem com os filhos...
Ainda assim, deixam-se ferir por coisas banais: orgulho, vaidade, ambição, aparências.
Esses males os destroem, cegam-lhes os olhos, e os fazem tropeçar, resmungando, perdidos dentro do próprio casamento.
A vida, porém, oferece caminhos verdadeiros àqueles que desejam viver a felicidade.
Aproveite o momento.
Você é importante para Deus viva em paz.
Bigorna.
A vida é um oceano de sentimentos infinitos.
Nele, a paixão surge como fogo breve: ardida, quente, intensa, mas passageira.
Logo atrás, espera o amor — silencioso, paciente, profundo.
Mas entre a paixão e o amor erguem-se muralhas: angústia, insegurança, desespero.
São martelos que batem nas cicatrizes do passado, transformando lembranças em peso, e o peso em prisão.
Pensamos demais, e ao pensar, colocamos os problemas na frente daquilo que poderia nos salvar.
Deixamos que a dor ocupe o espaço que pertence ao amor.
E assim, o coração se torna campo de batalha: entre o que arde e o que cura, entre o que corrói e o que liberta.
Talvez o segredo não esteja em expulsar a angústia, mas em atravessá-la.
Não em negar a insegurança, mas em reconhecê-la como parte da jornada.
Porque só quem enfrenta o desespero pode compreender a profundidade do amor.
E no fim, é o amor que permanece — não como chama, mas como raiz.
Seguir trilhas que não existem permanece um mistério:
quem inaugurou a terra com os próprios passos?
Sem explicação, vivemos — e, às vezes, apenas existimos.
Não vá, eu preciso falar, me dá um instante, vem escutar.
Pense forte, respire fundo, volta ao meu peito, ao meu mundo.
Não vá, não me deixes assim — um coração naufragando em ti.
Pense bem, não parta sem razão; esquece a dor, vem ser meu chão.
Por onde andará você — mulher, rainha do meu desejo?
Onde vagueia neste mundo.Envie um sinal,
um sopro de vida que permita ao universo conspirar a nosso favor.
Onde subirem as fábricas da fumaça, lá estará o fogo,
a chama viva que não se apaga esperando o amor regressar.
A mão que agora te agride, um dia conhecerá o golpe;
a pedra que arremessas retorna com força — cuidado.
E quem se perde no mundo faz de qualquer vereda um destino.
Nem um passo além da alma em fúria acalmará o oceano.
Ir à praia e ver a lua prateada, molhada na areia,
é sentir que a distância entre o mar e a praia
é a mesma que me separa de te encontrar.
Na verdade, na vida tudo é emprestado ou uma troca de vantagens.
Por exemplo:
não ofereça um riacho a quem nunca sentiu o peso de carregar uma lata d’água na cabeça,
não entregue um oceano a quem não sabe velejar,
não dê uma mina de água a quem sequer possui um copo para beber.
O lado bom de estar bem não supera expectativas para quem nada tem.
Um bom exemplo é aquele que, por não possuir nada, também não sonha desejando o que é do outro.
Afinal, de que vale ter tudo, se na soma final ninguém tem nada.
Acredito que estamos vivos, porém adornados de sonhos amordaçados por um pesadelo.
Tudo parece real — um mundo dentro de uma utopia.
As situações são verdadeiras, mas os desdobramentos parecem virtuais,
como contos sem fim.
Será que estamos vivos ou apenas existindo em mundos paralelos,
distorcidos da verdadeira realidade?
Há momentos tão embaraçosos, tão confusos,
que até a própria realidade parece não ter respostas.
O mundo está distorcido.
O medo é um distúrbio criado pelo próprio medo.
Temendo ser ridicularizado, ele conheceu a si mesmo — o medo de ver o mundo sem medo.
Quando percebeu seu império desmoronar, o medo parou diante da própria impotência.
Então surgiu a ideia: usar o ser humano desprovido de consciência para reviver o medo na sociedade.
E até os dias de hoje, o povo continua convivendo com o medo — o medo que domina, que cala e que aprisiona.
Não pense que sou apenas um nome,
ou um detalhe despercebido que você não viu.
Sou o que você aprendeu, pôs em prática
e logo esqueceu.
Sou a discórdia que te empurra
para enxergar a verdade
quando te faltam forças.
Sou a luz na estrada deserta,
a sombra no dia de sol,
a água que refresca no calor.
Sou a fé que não cobra devoção,
sou o amor presente,
que não reclama por estar distante.
Sou a vida que te oferece alegria,
emoção, felicidade e paz —
tudo aquilo que um dia você desprezou.
Sou tudo que não exige nada.
Não pense que sou apenas um nome,
ou um detalhe despercebido que você não viu.
Sou o que você aprendeu, pôs em prática
e logo esqueceu.
Sou a discórdia que te empurra
para enxergar a verdade
quando te faltam forças.
Sou a luz na estrada deserta,
a sombra no dia de sol,
a água que refresca no calor.
Sou a fé que não cobra devoção,
sou o amor presente,
que não reclama por estar distante.
Sou a vida que te oferece alegria,
emoção, felicidade e paz —
tudo aquilo que um dia você desprezou.
Sou tudo que não exige nada.
Quem aprendeu a enganar e tirar vantagem de tudo não é sábio, nem inteligente.
É apenas mais um tolo perdido na multidão — sem rumo, sem equilíbrio, sem caráter.
Quando o avarento ilude o inocente, o universo assiste às loucuras de quem perdeu a razão.
Ele alimenta a própria vergonha: um psicopata covarde, incapaz de encarar no espelho os reflexos de sua própria desonra,
temendo reconhecer que seu fim jamais será glorioso.
O Verdadeiro Milagre
Não conheço nenhum relato pessoal de alguém que tenha alcançado um milagre apenas por meio da reza.
A prece, a oração, a fé — todas elas fortalecem o espírito, mantêm a mente firme e confiante nos céus.
No entanto, há um ponto essencial que muitos deixam passar despercebido:
sabemos que há um único Criador que rege tudo, e foi Ele quem disse que o ser humano é o templo da adoração, o verdadeiro templo de Deus.
Portanto, você é o milagre de Deus — uma centelha divina ligada diretamente ao Criador do universo.
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