Um Poema para as Maes Drummond

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O Gato da Rua 15

Na calçada fria, número quinze, Mora um ser de pelo, com manhas e guinze. Não tem pedigree, nem lar aconchegante, É o Gato da Rua 15, o andarilho elegante.

Seus olhos de esmeralda, atentos e sagazes, Viram noites de estrelas, manhãs vorazes. Conhece cada fresta, cada portão fechado, Onde um afago, às vezes, é-lhe dado.

Esguio e ligeiro, em busca de um petisco, Desvia de carros, corre sem risco. Salta muros altos, some entre os quintais, Dono do seu tempo, livre de rituais.

Às vezes, um miado, manhoso e sutil, Pede por carinho, um gesto gentil. Mas logo se afasta, volta à sua postura, Um felino independente, de alma pura.

Testemunha silenciosa do ir e vir da gente, Seu reino é o asfalto, seu teto o crescente. O Gato da Rua 15, figura marcante, Um mistério felino, sempre errante.

Ninguém ama ninguém incondicionalmente.
O que chamamos de amor é a atualização de um padrão afetivo moldado pelo passado e condicionado pela presença viva do outro.
O amor verdadeiro, portanto, não é aquele que ignora as condições — é o que as reconhece e, mesmo assim, escolhe permanecer.

Um dia amei tanto alguém, que de tanto amar;
Eu me matei.


Morrendo me perdi e perdi quem tanto amei.


Mas pela força do amor, ressuscitei.
Me amando, me encontrei e encontrei quem me amasse também.

Ame profundamente, você não precisa ter apostado certo....
Mas se você perder, lembre: _Voce foi um apostador
Tire sua criança emocional dessa mesa

⁠Pessoas nos salvam o tempo todo, e muitas vezes nem sabem disso. Às vezes é um simples café, um almoço, uma conversa boba e, de repente, elas nos tiram ainda que por um instante daquela vontade de voltar para o casulo.


Se puderem, não se isolem

Uma civilização se constrói sobre um conjunto de valores internalizados. Inúmeras civilizações desenvolveram visões radicalmente diferentes de como organizar as sociedades, e estas competiram num processo semelhante à seleção darwiniana para estabelecer qual ethos civilizacional permite o florescimento máximo. O excepcionalismo americano é um desses sistemas e produziu a maior sociedade que o mundo já conheceu. A empatia suicida vai destruí-la porque a tolerância ocidental é o seu calcanhar de Aquiles fatal. Lembrem-se das minhas palavras.

- Gad Saad

Amor


Amor é um sabor,
Amor é igual a paixão
Se você nunca amou
Nunca vai saber a sensação.


Amor é um sonho,
Um sonho bem bonito
Quem nunca amou,
Nunca irá longe, pro infinito.


Amar, amarei,
Gostar, gostarei
Quem sabe amar,
Saberá a emoção que sentirei.


Amor é bom,
Amor é emoção
Se quiseres amar,
Ame do fundo do seu coração!

Servir

Em momentos de infortúnio a postura se revela.
O caráter de um homem só se prova em meio a guerra.
Há um fardo sobre a jura da defesa da nação
Esse fardo custa sangue e muita determinação

Quem o porta não lamenta e rejeita monotonia,
Premeditando o caos em momentos de calmaria.
Alter ego que anseia o conforto de seu lar,
Mas prepara-se no aguardo das missões que irá herdar.

Não acolhe elogios, nem reciprocidade,
Ele atua em prol da defesa da liberdade.
Quer conheça ou desconheça o semblante deste ser,
Ele sabe, não espera, apenas faz por merecer.

Não o veja com os olhos de alguém que sente pena,
Pois “lamento” é um fruto da árvore que ele condena.
Quando há adversidades seu dever é atuar,
Pois é isso o que se espera do indivíduo militar.

O seu mais sábio instrutor foi pregado em uma cruz,
E por trás da escuridão deixa um verbo em sua luz.
A palavra iluminada é a razão para o seguir,
O maior verbo da história, com certeza é SERVIR.

Entre o que seca
e o que germina,
há um intervalo
onde eu respiro.


Alguns dias sou raiz cansada,
outros, vento recente
Há presenças que me pedem
com os olhos de antes,
e outras que me buscam
como se eu fosse abrigo


O tempo se dobra,
e eu, estou no vinco
tentando não rasgar
para dar conta de tudo

CATÁLOGO DE UM AMOR EXTINTO
Juvenil Gonçalves


Encontrei teus ossos no baú do tempo,
fósseis de um verão que o outono esqueceu
cada osso, um verso; cada verso, um tempo
em que éramos mais que o amor que se deu.


Teu fêmur ainda trazia as marcas
dos meus dedos, tão leves, tão sem perdão...
E o teu crânio, qual taça de arcas,
guardava o vinho amargo da solidão.


As costelas, outrora meu abrigo,
agora são grades de um museu vazio.


Catalogarei cada fragmento teu
na prateleira dos amores falidos:
— úmero que me sustentou como véu,
— fíbula de nossos passos unidos.


E o que dizer da coluna, outrora erguida,
templo de carne, altar de nosso enleio?
Hoje é apenas ruína esquecida,
poema sem sujeito, verso sem meio.


Mas ah! Entre as relíquias desfeitas,
encontro teus dedos — frios, sem vida
e lembro que, um dia, nestas mesmas digitais,
eu li o futuro... e não soube ver a despedida.


Agora resta-me o catálogo frio:
um osso por amor, um verso por ossada.
E assim, entre rimas e pó, eu crio
um museu para nós, na página arruinada


Juvenil Gonçalves

Amo esse sorriso, amo esse cabelo, se eu fosse descrever, um reflexo perfeito, se meu coração fosse um espelho, seria a sua imagem que apareceria, todas as vezes que eu falasse a palavra paixão


Dan Cliver

Na vida, se você tiver de ser extra de alguém, que seja por um pequeno período.


Pois você deve ser oficial em Tudo, não aceite ser seguanda opção.

O poeta é um fingidor (mas sente de verdade)




o poeta, às vezes, sente o que nunca viveu
e jura pra si que doeu.
mas não doeu.
é só que ele viu alguém doendo
e achou bonito o jeito que o mundo sangra em silêncio.


ele sente por nós,
por quem esqueceu de sentir,
por quem cansou de tentar entender o próprio peito.


finge tão bem
que a gente acredita,
que a dor dele é nossa,
que o amor que ele perdeu
era o mesmo que a gente procurava.


o poeta cria sensações
não pra enganar,
mas pra lembrar a gente
de que o coração ainda existe,
mesmo quando a vida não deixa.


e no fim,
não é que ele minta.
é que ele traduz.
traduz o que a gente não sabe dizer,
e chama de poesia
aquilo que ainda resta de humano em nós.

Mais um dia amanheceu.
Um presente discreto, embrulhado em luz e possibilidade.


Deus, em Sua delicadeza, nos concede outra chance
de recomeçar o que ficou pela metade,
de fazer o bem que ontem faltou tempo,
de ser mais paz, mais fé, mais amor.


Nem sempre o novo dia vem com calmaria,
mas sempre traz uma mão invisível
nos guiando pra mais perto do que é essencial.


— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

Minha vida começou como um pássaro cantando,
mas hoje estou vegetando
num caminho de dor sem cor,
com pedras afiadas
e asas atrofiadas.

Tudo começou com a partida
que me desadoçou.
Com muita dor, virei delinquente,
com uma mente inconsequente.

Após o bullying,
a dor pegou forte.
Mas hoje não vivo só de dor —
vivo de luta e vitória.

A cada passo, me reergo
com a poesia e a literatura,
desbravando mundos
e vencendo,
cada vez mais,
o meu passado.

escrever sem pressão
entre pausas
surge uma lembrança na memória
entre respiros
um suspiro
e uma nova forma de me reconectar comigo
diferente
única
e acolhedora


eu gosto de escrever
isso me liberta
me traz de volta
para as melhores partes de mim
De quem sou
do que gosto
e o novo eu descubro,
de mim.
e me liberto
das correntes
que me aprisionam
uma nova versão renasce
como se ela estivesse adormecida
esquecida
empoeirada
guardada dentro de um baú
para ninguém ver como brilha
como inspira


Como é possível?
Ficar tão escondida!


agora sua luz ilumina o caminho
consigo ver a direção que eu devo tomar
e que a luz me leva


enxergo o céu sobre a minha cabeça
sinto os pés no chão
e o cheiro das flores por onde passo
o mundo do qual sempre fiz parte


é estranho como havia caminhos nebulosos
dentro de mim
mas como é bom estar de volta
para quem sempre fui.

Anestesia

Ao sentir o sabor, as partículas, o vinho como um todo, sinto-me relaxado, sensação de anestesia e rebeldia.

Dez horas da manhã e já sinto-me levemente alterado. É, sensação de anestesia.

Cigaretto;
Vinho;
Sedativo;
Música.

O ‘quarteto fantástico’ que asfixia minha disforia, minha angústia e minha melancolia.

Ao colocar uma dessas coisas para dentro, todos os problemas se vão.

— Lorenzo Almeida. (25.10.24).

Reflexão

Será que um dia as pessoas vão reconhecer minhas frases?
Será que um dia elas vão ler e dizer: esse cara é surreal.
Será que um dia alguém vai olhar para minhas palavras e perceber que cada linha minha carrega um pedaço da minha alma?

Às vezes eu me pergunto se o mundo está pronto para tudo aquilo que escrevo.
Se um dia vão ler e dizer:
Esse pensador chamado Jalison Santos… é um dos mais profundos que já encontrei.

Eu não escrevo para aparecer.
Escrevo porque a vida me marcou, e minhas marcas se transformaram em palavras.
Mas, no silêncio do meu coração, existe uma esperança…
A esperança de que alguém leia o que eu escrevo
e sinta que minhas frases nasceram de verdade, dor, fé e amor.

Talvez um dia reconheçam.
Talvez quando meus textos tocarem o coração certo.
Talvez quando alguém ler e sentir exatamente aquilo que eu senti ao escrever.

Até lá, sigo.
Porque um pensador não escreve para ser grande.
Escreve para ser eterno.

O Que Fica do Que Fomos
William Contraponto


Se um dia eu cruzar a noite inteira
e o corpo cansar do próprio som,
não esperarei por luz ou fronteira;
apenas o rastro do que ainda sou.


Porque além da morte não há segredo,
não há espírito buscando um lar.
Há só memória vencendo o medo
e o que deixamos no fundo do olhar.


O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí, no que vive em ti.


Quando a última porta se fechar,
não haverá juízo nem muralha.
A vida é um barco que aprende a passar,
e cada travessia ensina – e falha.


O que chamam alma, eu chamo história:
a voz simples do que se amou.
É a cicatriz guardando a memória
de cada luta que alguém lutou.


O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí, no que vive em ti.


Se deixo um verso solto pela rua,
que seja luz pra quem quiser seguir.
Não há mistério entre sombra e lua:
há só a marca do que se quis sentir.
E quem nos guarda não é o além,
é quem repousa o nosso bem.


No silêncio que sucede o último passo,
ninguém nos chama para salvação.
O tempo recolhe o nosso espaço
e entrega aos outros a continuação.


Se algo vive depois do adeus,
não são anjos nem eternidade:
é o que plantamos no chão dos seus,
a parte nossa que vira verdade.


O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí,
no que vive em ti,
no que chamam fim
e que eu chamo de existir.

Quando o passado se apaga e o presente te recebe, o que resta é o vazio moldado pelo caos, e um destino que se oculta em seus próprios enigmas.
O passado, que se curvou ao tempo e era presente, cheio de idas e vindas, esvaiu-se como cinzas. E as cinzas voaram, encontrando o vento, que naquele momento era um futuro sussurrante, sem saber se traria palavras de verdades carrascas, cruéis e indecifráveis, ou presentes e bênçãos do imperador imprevisível, ditador e amargo: o tempo.
Ellen De 🌷