Um Poema para as Maes Drummond

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Avós e netos,

um amor que nunca passa

Afeto que ultrapassa

Supera qualquer barreira

Juntos formam um laço

Laços de amor

que não se desfaz

netos , um presente do céu

para a vida dos avós todo carinho

sol que ilumina o caminho



edite lima 60/2025

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"A Sabedoria é um Cativeiro com Vista para o Abismo"


Salomão avisou há milênios: quem aumenta o saber, aumenta a dor.
Nietzsche entendeu o recado e transformou solidão em criação.
Maquiavel fez da frieza uma defesa. Greene, uma arte.
Os estoicos aprenderam a não se romper, mesmo quando tudo os feria por dentro.


E eu?
Eu sou introspectivo.
Minha solidão não depende da presença ou ausência de ninguém — ela é estrutura.
Detesto quem invade meu silêncio como se fosse um vazio, quando na verdade é onde eu me reconstruo.
Porque pra estar comigo, tem que suportar a profundidade sem se afogar.


A sabedoria me isolou — não por arrogância, mas porque poucos aguentam a lucidez crua sem disfarces.
Não é orgulho.

⁠"Ria alto, ria forte, ria mesmo sem razão,
pois um riso solitário é apenas um eco esperando resposta.
Os verdadeiros loucos não são os que riem sem motivo,
mas os que se recusam a deixar alguém chorar sozinho."

Dias de sol trazem energia, os nublados nostalgia, os chuvosos melancolia, mas hoje é um daqueles dias que a janela da vida trouxe arco íris me fazendo sentir vontade de viver mais a cada dia...








@paulaaraujo.

A noite se espera um boa noite.
Um comportamento trivial a natureza humana.
O que temos é um olhar frio mais nada!
Um momento irônico.
De onde a educação sumiu dos espaços públicos. E da alma do ser humano.
Reclusão do humanismo.
Parece que estamos num mundo transgênico sem humanidade.

Na vida, assim como a própria vida tudo é passageiro.


Nem sempre você será um vitorioso.


Nem sempre você será um derrotado.


Portanto, não queira demais e não queira tão pouco.


Tente manter o equilíbrio na medida do possível.

Ainda há tanta dor em mim, que já não sei mais como disfarçar

Será que um dia ela irá, ao menos, amenizar?
A solidão é um caminho longo.
E, confesso, ainda estou tentando aprender a caminhar por ele.

Sinto falta dos abraços.
Falta do que assistiríamos mais tarde, da sua voz nos chamando para jantar.
Agora, é só um vazio.
Um silêncio sem sorrisos, uma imensidão de dor, e o medo das lembranças que ainda virão.

A solidão é fria. É escura.
Tenho lutado para não deixar minha lanterna sem bateria,
porque ela é a única esperança de que um dia eu encontre algo — ou alguém — para me conectar de novo.

Estou exausta da dor que o mundo insiste em trazer.
Não estou suportando te perder.
E, sinceramente, não sei se irei suportar me despedir pela última vez.

Mas, dessa vez, mesmo com o peito rasgado,
eu decidi enfrentar a solidão.
E talvez, nela, eu consiga fazer o amor que sinto por você continuar existindo de alguma forma.

K.B."

A transformação que o amor de Deus
provoca em nós é um convite à ação
Ele nos convida a viver a vida dependente dele.

Sonho de Rei


Sonho um amor que não se apaga,
Como a luz primeira da manhã.
Que não se cansa, não se estraga,
Nem vira cinza, nem irá.


Um amor feito de terra e chuva,
Que molha o fundo do meu ser.
Não só de flor, mas de raiz nua,
Que sabe o tempo suportar.


Sonho um amor que é como o rio:
Correnteza calma e sem fim.
Que leva o meu e o teu desvio
E faz do mar o seu jardim.


Não promessa de voz rouca,
Nem fogo que num dia some...
Mas quieta e forte, qual rocha
Onde se nasce e se renome.


Que seja eterno não no grito,
Mas no silêncio que se ouve.
No passo dado, no escrito
Comum que o tempo não devolve.


Sonho um amor sem pressa, árvore,
Crescendo junto ao mesmo sol.
Onde a tua alma e minha alquimia
Se fundam noutro céu, noutro chão.


Um amor que o tempo afia,
Mas não consome nem separa.
Chama de eterna romaria,
Porto, raiz, estrela rara.
Simplicidade com profundidade.
O amor como árvore, rio, rocha, luz matinal – símbolos de permanência e ciclo.
Contraste efêmero x eterno. Opostos como "fogo" (passageiro) e "rocha" (perene), "flor" (frágil) e minha "raiz", fundamental.
O amor como ato contínuo "passo dado", "escrito comum", não só sentimento.
Tons de espiritualidade: "Alma", "romaria", "céu", "eternidade " minha, transcendência no humano❤️

A vida é constante, mas tem um fim.

Assim como tudo o que existe.

Por isso, não fique parado, sem um começo e um meio,

porque o fim já é certo.

Não escolha o caminho fácil. Transforme o difícil em um processo simples, até que olhem para você e digam:

ele faz parecer fácil pelo jeito que faz.

Nas tardes de agosto
O vento busca abrigo no chão
Vi um pássaro
lhe ensinando assobiar.

Apaixonada fake

Teu olhar é um convite ao infinito,
um segredo guardado no brilho do luar.
Quando me perco em teus olhos bonitos,
é como se o tempo parasse pra amar.

Tuas mãos carregam ternura discreta,
teus gestos são versos que dançam no ar,
teu sorriso é a estrela que sempre me afeta,
fazendo meu peito de amor transbordar.

Se um dia eu pudesse ser teu abrigo,
guardaria em mim teu respirar,
pois viver contigo, meu doce destino,
é o sonho que nunca quero acordar.

Uma das sensações mais incríveis da vida e poder ter um filho e participar de todo o seu processo de desenvolvimento, é olhar nos olhos, perceber o amor e constatar que tens um papel angelical na vida de alguém.
Isso não tem preço!
Aliás! As melhores realizações não vem de coisas, vem de relacionamentos!
No final da jornada, as coisas ficam, mas as relações... Nós levamos dentro da gente pra sempre!

O que há de falta em uma abstração singela?
Peças de um fragmento quebrado.


O que há de falta em um céu vazio?
Nuvens simbólicas curvando sua partida.


O que há de falta em uma alma?
As barreiras de afeiçoar um novo lado.


O que há de falta em um humano?
Um apreço empático que destrava suas chaves.

O luto é um território onde o tempo anda diferente. Não é atraso, nem falha — é o corpo e a alma tentando compreender a ausência que não cabe em palavras. O luto não é um túnel escuro, como tantos dizem; é uma travessia, sim, mas uma travessia feita de noites e amanheceres entrelaçados, onde dor e amor caminham de mãos dadas.

Perder alguém é sentir o mundo deslocar-se um pouco para o lado, como se tudo estivesse igual, mas profundamente alterado. E, ainda assim, dentro dessa ferida aberta, existe um brilho silencioso: é o amor que permanece. O luto nada mais é do que o eco desse amor, tentando encontrar um novo lugar para morar dentro de nós.

A verdade é que não “superamos” o luto — nós o integramos. Aprendemos a carregar a ausência com mais leveza. Aprendemos que lembrar não é sofrer, mas honrar; que chorar não é fraqueza, mas prova da presença que existiu e transformou quem somos. Com o tempo, a dor muda de textura: deixa de ser um corte bruto e se torna cicatriz sensível, que dói quando tocamos, mas também nos recorda de que vivemos algo real, grande, importante.

Brilhar no luto não significa esconder a dor, mas permitir que ela se transforme. É deixar que o amor que ficou ilumine as partes escuras. É reconhecer que, embora alguém tenha partido, aquilo que essa pessoa despertou em nós — ternura, coragem, riso, memória — permanece vivo.

No fim, o luto é uma prova silenciosa de que tivemos a sorte de amar alguém a ponto de sua ausência mudar nosso mundo. E, pouco a pouco, aprendemos que seguir em frente não é deixar para trás, mas caminhar levando junto — de outro jeito, em outro ritmo, mas com o mesmo amor.

A arrogância é um espelho turvo: quem a carrega acredita enxergar grandeza, mas o que reflete, na verdade, é insegurança disfarçada. É como uma armadura brilhante por fora e frágil por dentro — quanto mais reluz, mais denuncia o vazio que tenta proteger.

A essência da arrogância nasce quando confundimos valor com superioridade, quando achamos que o mundo é palco e nós, protagonistas únicos. Mas a vida tem um jeito delicado (e às vezes severo) de nos lembrar que ninguém se sustenta de pé por muito tempo quando se apoia apenas no próprio ego. A queda pode não ser imediata, mas é inevitável — porque quem se coloca acima perde de vista o chão, e o chão é onde a vida realmente acontece.

Curiosamente, a arrogância é a antítese do verdadeiro brilho. A luz genuína não precisa ofuscar ninguém; ela ilumina. Pessoas verdadeiramente grandes não fazem questão de parecer maiores — basta-lhes ser. Sabem ouvir, sabem aprender, sabem reconhecer limites. Não constroem tronos; constroem pontes.

Refletir sobre a arrogância é, no fundo, refletir sobre humildade: esta sim é uma forma de grandeza que não se disfarça, que não grita, que não impõe. Humildade é a coragem de ser inteiro sem ser impositivo, de brilhar sem diminuir ninguém, de reconhecer que todo ser humano — absolutamente todo — traz algo que vale a pena aprender.

No fim, a arrogância é sempre um convite: um convite a olhar para dentro, a perceber o medo escondido atrás do excesso de certeza, e a trocar soberba por humanidade. Quando fazemos isso, algo silencioso e poderoso acontece: o brilho deixa de ser gesto de vaidade e passa a ser luz verdadeira — aquela que não vem de cima, mas de dentro.

Dores

Já me curei de dores bem maiores
E passou, sempre passa
Se não passar um dia vai sarar
Igual minhas cicatrizes

Quando sinto essa dor
Lembro de outras
Aí já não sinto mais elas
A dor é do momento
Nunca da memória

O tempo é passagem
Abre portas para o futuro
E fecha as janelas do passado
Movendo a vida e a morte

O tempo rei
Majestade soberano
Vive de levar paz e guerra
Justiça na sorte, no amor e no azar

Mas aprendi uma coisa
Quando mais falo da dor
Menos doi ela
É mais me faz calar

Era só ⁠Novembro
Mas era só um lar
Invadido,
Agredido,
Destruído.
Mas era só um adolescente
Negro,
Autista,
E estava com a família.
Mas era só uma mulher
Negra,
Grávida,
De quatro meses.
Mas era novembro
Negro,
Cada ano mais preto
Pelo luto ou insulto?
Mas só tinha pretos
Eram corpos sem valor,
Palavras sem verdade.
Quem vai acreditar neles?
Combateram a agressão?
Espancaram sem razão,
Mataram mais "um", irmão!
Quem tem culpa?
Esses filhos da p...?
Ou nossa omissão?
Nossa: Todos nós —
Mulheres, homens,
Negros, brancos, indígenas ou não,
Que não aceitam mais
Essa violência estampada e desenfreada.

Eu quero ir mas quero deixar um legado...


Deixar pra próxima geração uma faísca de esperança num futuro melhor que eles possam fazer a real diferença.