Um Poema para as Maes Drummond
Quem anseia pelo aplauso do povo, mesmo que seja um erudito, não é um sábio. O sábio não busca a aprovação popular.
Quando um copo quebra, por mais que se recolham os fragmentos, algo ficará piscando no chão no dia seguinte. (…)Viver é se cortar, não contar os riscos. (…) Não há como amar sem dar tempo ao ódio. Não há como odiar sem dar tempo ao amor. Paixão é não saber. Quando se sabe, é amor. (O Amor Esquece de Começar)
A intolerância de ser acostumado a viver intensamente apaixonado lhe reserva um coração predestinado a sangrar, em um quarto vazio e frio.
Sentado em um canto eu me encanto com as lembranças de um passado não tão distante e caio aos prantos.
Um dia qualquer de novembro, um ritmo dançante, amigos em comum, vibrações positivas, um sorriso bobo, um coração pulsante, um pouco de álcool, uma conversa sem coerência, um afeto instantâneo, um beijo roubado, outro correspondido. Uma noite de silêncio, após, um dia de perguntas. Uma semana de diálogos e uma vida inteira de textos.
Toda mulher é uma caixinha de surpresas! E sempre tem um "algo mais" para nos prender em seus lençóis!
Ter um “eu” é a mais alta dignidade que Deus concedeu ao ser humano. Os animais têm uma identidade, mas não uma consciência moral autobiográfica. Eles não podem contar sua história, confessar seus pecados e responder pelas suas ações.
Confiança é como um cristal fino, de rara beleza. Uma vez trincada, por mais que se conserte, ficará com marcas.
Ela, que o pecado no olhar já era sedução.
Uma boca, um feitiço. E um beijo já seria crime, a menos que a vida deixasse.
A adversidade é como um vento forte. Arranca de nós tudo, menos o que não nos pode ser tirado, de maneira que nos vemos exatamente como somos.
A vida é como um pote de sorvete. Quanto mais para pra pensar nas partes que derreteram, mais as outras partes se derretem.
Sei que não sou importante para você, mas pode ter certeza que para alguém eu sou… um dia você dará valor… daí será tarde demais.
Aí você gasta um de seus preciosos sins e deixa pra depois mais um daqueles seus adeus, que, aliás, tem de sobra na sua bolsa de pano, sempre à mão, para casos de emergência. E eu me pergunto: você vai ficar porque está chovendo, ou está chovendo porque você vai ficar? Tanto faz. Se eu bem te conheço, basta me despedir usando a tática do me-liga-qualquer-coisa. Foi assim, desse jeito, que até hoje nenhum dos seus adeus durou para sempre.
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