Um Poema para as Maes Drummond
Às vezes dá vontade de sumir, e apenas sair por aí e conversar com um estranho. É um pensamento estranho, mas quem disse que eu era normal?
Me peguei uma hora, olhando você, andar, tão feinho, seu ombro encolheu um pouco, cada dia que passa mais e mais é uma concha o que você se torna. Dessas que é mentira a pérola e o som do mar, mas eu os vejo, o tempo todo. Você andando desse seu jeito meio de louco, que chacoalha a cabeça. E se veste mal quando pouco se importa, eu sei, eu entendi. E a manga suja de café. A roupa bege da cor de tudo que é você. Você é tão errado e cheio de estragos. E me peguei olhando pra tudo isso e amando tanto, tanto, tanto. Como se nada mais no mundo fosse tão bonito ou correto ou mesmo perfeito porque perfeito é o que não tem mesmo cabimento. O resto nem existe porque vemos ou explicamos.
Todas as noites quando durmo, vou de encontro a um tempo que passou! E me dou conta disso quando ao acordar me acodem ideias novas, de mim tão conhecidas!
Nisto está a diferença entre o homem e os animais – o homem tem um poder maior de concentração. A diferença no poder de concentração também constitui a diferença entre um e outro homem.
Um autor é um tonto que, não contente em aborrecer aqueles com os quais vive, insiste em aborrecer as gerações futuras...
A você nunca é dado um desejo sem que lhe seja dado também o poder de transformá-lo em realidade. Porém, talvez você tenha que trabalhar por ele.
Mais sempre ha um novo dia, uma nova esperança, o sol vai brilhar mais forte trazendo a paz que preciso.
Hoje eu implorei ao vento que leve até você um pouco da minha saudade, que com seus braços infinitos e invisíveis abrace você por mim.
Tenho a impressão de que este prédio foi construído sobre um cemitério indígena, onde um pajé foi enterrado de bruços. A cada vez que um vento forte balança o prédio, a estaca da fundação cutuca o traseiro do pajé e uma desgraça recai sobre todos daqui.
Não mereço ter uma namorada não por ser um moleque pois minha mãe me fez um homem não mereço ter uma namorada pelos simples fato de eu ser um idiota que finge ser feliz!
Somos todos um pouco estranhos. E a vida é um pouco estranha. E quando encontramos alguém cuja estranheza é compatível com a nossa, juntamo-nos com esse alguém e caímos numa satisfatória estranheza mútua e chamamos isso de amor verdadeiro.
Cada um tem uma dificuldade (saber) não jugue ninguém pelos seus erros porque ninguém saber o dia de amanhã.
A história de Minas nos cerca numa mistura de passado e presente, envolvido com um grande prazer de ser mineiro!
Conforme se arrastava pela areia, não conseguia parar de se sentir um amador, alguém que procurava a verdade sobre Deus como uma criança procura conchinhas pela areia.
Bom seria se pudéssemos perder um pouquinho do nosso tempo para perceber, sentir ou escutar o que há por trás de um simples "olá", "bom dia", "boa noite", etc. Pode não haver nenhum interesse escuso ou maldoso. O prejulgamento é um mal que assola e afasta o ser humano de uma vida pautada na gentileza, na humildade e na amizade.
Há uma lei moral, um imperativo silencioso e invisível que nos lembra de que a vida só funciona de uma determinada maneira. Pessoas como Hitler e Mussolini podem exercer poder durante durante algum tempo, mas logo são cortados, como grama, e murcham.
Pare os relógios, cale o telefone; evite o latido do cão com um osso; emudeça o piano e que o tambor surdo anuncie a vinda do caixão, seguido pelo cortejo. Que os aviões voem em círculos, gemendo e que escrevam no céu o anúncio: ele morreu. Ponham laços pretos nos pescoços brancos das pombas de rua e que guardas de trânsito usem finas luvas de breu. Ele era meu Norte, meu Sul, meu Leste, meu oeste. Meus dias úteis, meus finais-de-semana; meu meio dia, meia-noite, minha fala e meu canto… As estrelas não são mais necessárias, apague-as uma por uma. Guarde a lua, desmonte o sol. Despeje o mar e livre-se da floresta. Pois nada mais poderá ser bom como era antes.
Durante uma boa parte de minha vida eu enxerguei as religiões como um mal necessário, ao compreender o que elas fizeram ao ser humano em milhares de anos de existência hoje eu posso afirmar categoricamente que as vejo apenas como um mal.
Existe um mundo que ninguém pode compreender – ninguém além de mim. Outra pessoa só poderá ter alguma noção do que se passa nele com minha autorização. Talvez, se este mundo fosse aberto, todos meus problemas estariam resolvidos. É fácil para as pessoas me julgarem. Difícil é elas me compreenderem. Elas não sabem o que se passam na minha vida, elas apenas imaginam. E então as pessoas se sentem no direito de dizer a mim o que fazer, quando elas nem ao menos sabem o que se passa nesse mundo – esse mundo que é só meu. Os meus segredos, medos, dores, crenças, esperanças, amores... Tudo isso pertence a mim. Mas toda vez que alguém me manda fazer algo, corrói por dentro. Porque aquela pessoa não sabe o que está falando. E eu me encontro no trânsito de chorar ou rir: chorar – porque dói o que a pessoa induz – sorrir – porque é engraçado que esta pessoa pense ser esperta o bastante e esteja sendo idiota.
Então, aí eu quero fugir. E o melhor conselho é ficar calada. Nada do que eu falar vai resolver as coisas. Meus sonhos, amores, minha realidade pertencem a mim. Meus sonhos por mais que sejam longes, distantes, quase inalcançáveis.. Não são impossíveis. Amores: Perdidos, tristes, sem luz. Eles me deixaram assim. Mentiram, magoaram, foi quase insuportável. E eu estou aqui, viva, talvez querendo ainda amá-los. Então peço a Deus, para me dar forças. E quando todos os meus medos, dores e fracassos, forem vencidos com minhas conquistas dos sonhos e objetivos, conquistarei a minha liberdade. Ah, a minha liberdade..
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