Um Poema para as Maes Drummond
Se as pessoas especiais estão conectadas por um fio invisível, porque no momento do corte, é tão tenso, barulhento, doloroso e difícil de dar adeus?
Foi em um final de tarde de verão que descobri, que nos seus olhos claros como o céu consigo sentir, o sol no Interior dos meus olhos, que brilha quando olhas para mim.
O meu coração é um palácio.
Nele guardo pessoas preciosas e especiais que tiveram comigo nos meus mais baixos momentos, e ainda assim, continuarão ao meu lado, amando-me.
Uma história com altos e baixos com um final incerto, escrito por dois amantes, que vivem uma narrativa que eles mesmo escrevem.
Amar é admitir ao outro: “sou um ser interminável, mas ajustável” e não preciso de você para viver, mas amo-te.
Mesmo com máscaras, eles sentiam-se extremamente sensíveis um ao outro e ao que sentiam, dentro daquela projeção discreto que ambos fazia-se caber.
Não precisei experimentar a queda de um edifício para me sentir destruída.
Foram as tuas palavras reativas que me desestabilizaram.
De vez em quando, seja um ombro ouvinte, aquele que ouve com atenção e sem julgamentos o desabafo de alguém.
Mesmo que você também tenha um milhão de coisas para desabafar.
O que machuca entre idas e vindas é voltar sempre para a vida um do outro e se entregar mais do que o necessário e, ao recuar, perceber o quanto todas as vezes deixamos partes de nós no outro e o quanto do outro fica em nós.
Assim que você se afasta e avança, perceberás que cada adeus esconde um convite para profundas conexões com almas que, como estrelas, aguardam para brilhar na constelação do teu novo céu.
Em um cosmos vasto e misterioso, o universo conspira delicadamente, entrelaçando nossos destinos.
Em cada alma semelhante, descobrimos um reflexo, lembrando-nos de que a solidão é apenas uma ilusão nessa jornada.
Sou um livro aberto, repleto de mistérios; cada página, uma descoberta.
Muitos se aproximam atraídos pelo mesmo, mas poucos são aqueles que podem me ler, e ainda mais raros são aqueles que de fato me decifram.
Tinha um passarinho que passava sempre em frente a janela.
Ele cantava e cantarolava, esperando sempre um sorriso dela.
Descanse, e que a noite não seja apenas o fim de um dia, mas a promessa silenciosa de um amanhecer renovado e repleto de possibilidades.
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