Um Homeme duas Paixoes
Bosch e eu: entre a crítica e a ferida colonial
De todos os artistas europeus, há apenas um que ainda me atravessa: Hieronymus Bosch. Ele me coloniza — não pela forma, não pela técnica, mas pela crítica feroz que carrega. Bosch é o único colonizador que ainda habita meus delírios, talvez porque a acidez do seu olhar sobre o mundo medieval encontre eco no que eu também preciso denunciar.
Ele pintava o colapso moral da Europa — os vícios, o poder podre, a queda da alma. Eu pinto outro colapso: o da terra invadida, dos corpos silenciados, da memória arrancada pela violência da incursão portuguesa.
Se Bosch mostrava o inferno como consequência do pecado, eu mostro que o inferno chegou com as caravelas. Não há punição futura — o castigo já está aqui: na monocultura do eucalipto, na esterilização do solo, na morte do camponês brasileiro , no apagamento dos povos indígenas.
Há em nós uma fúria semelhante, mas nossos mundos são outros. Ele critica o homem que se perde da alma. Eu denuncio o sistema que rouba a alma dos povos. Bosch pinta o desejo que conduz à danação. Eu pinto a resistência que surge depois do desastre.
E, mesmo assim, ele me coloniza. Como assombro. Como espelho invertido. Às vezes penso que sua crítica me provocou antes mesmo de eu saber meu nome. Ele habita uma parte do meu gesto. Um inimigo íntimo. Uma fagulha que queima, e que às vezes me ajuda a incendiar o que precisa cair.
Para de escolher por perfeição com o passar dos anos a perfeição será um simples flagelo quase não visto, talvez será lembrança de poucos e depois esquecido.
Quem poderá acusar julgar condenar um caminho justo honesto, onde as palavras não é um triste amargo travado em falsa hipocrisia.
Não é preciso confrontar o mundo para conquistar, basta viver um dia por vez que dias melhores virão.
O desafio é um oceano vasto sem limites de avanço para ir conquistar os próprios limites sonhado desejado na vida vivida.
Para muitos vida é um dilema abraçando em problemas envolvido em conflitos, vivem em saga amordaçado em dor preso em liberdade por não conhecer o doce encanto do amor.
Deixa passar falar discutir que você é mais um ignorante, eles não sabem nem conhecem você é um templo que vive um dia por vez.
O respeito é um equilíbrio peso justo na balança do tempo, não vá atrapalhar os passos do outro por não ser tão rápido quanto os teus.
Repete quantas vezes for para estar de bem com o teu mundo desconhecido até torná-lo um mundo melhor.
Não deixe ninguém para trás. Reconheça que o sol é de todos, um gesto de carinho arrasta bons exemplos na vida vivida de todo ser humano.
A sublime intercessão entre o bem e o mal, batalha no limite na linha do tempo por um momento de paz, buscando ver a beleza na imperfeição em cada sorriso de felicidade.
Dizer não posso impor limites não é ser mal educado, cada um administra o tempo como se fossem um orçamento por uma vida.
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