Um dia Vc Va me dar o Valor que Mereco
Saudade da minha escola
Meu primeiro dia de aula
e do medo que eu senti naquele dia
Minha mãe me encorajando
Dizendo era preciso
No fundo, minha mãe sabia
Que meu maior medo era o dela
Deus não podia ter feito
Uma Mãe melhor que aquela
E eu fui
Com o tempo a coisa flui
As coisas que vão acontecendo
Vão diluindo nossos medos
Medo da vida
Medo do Mundo
Medo das coisas que estão lá fora
Medo de não saber tirar o medo
e colocar os filhos nos trilhos
Quando chega a nossa hora
de sermos nós
Os Portadores do medo
Aquelas Mães
Guardaram a Sete Chaves
Muitos segredos
Em mesclar um olhar carinhoso
Um zelo prestimoso
Uma chinelada suave
A voz que se tornava grave
E um dedo em riste, sempre que preciso
Aquilo ensinava juízo e prudência
Mas eu nunca...jamais aprendi
A ter a mesma eloqüência
Com tamanha simplicidade
Hoje, as nossas Mães aparentam
Ter ficado tão pequenas
Apenas parecem
Teus filhos cresceram, Mães
Mas...dias há, que carecem
Daquelas boas chineladas
O Mundo não ensinou-nos
Nada com tanto carinho
E com tanta sabedoria
A gente é que não enxergava
Tanta coisa boa
Que os filhos, nós
(essa gente à toa)
Fomos recebendo e deixando ficar
Neste longo caminho que trilhamos juntos
Por mais que eu tenha aprendido, Mãe
Eu nunca soube fazer nada
Que nem você fazia
E isso agora me dói muito
Hoje eu vejo que sempre foste
Senhora, em qualquer assunto.
edsonricardopaiva
Hoje eu passei
O dia inteiro aqui, parado
Igual ao que foi ontem
A Lua navega
A Terra se move
O Sol se esconde
Num lugar muito distante
Pra lá de não sei onde
E eu não sei a razão
Mas fiquei aqui
Houve em minha vida
dias mais aprazíveis
Ah...isso houve
Hoje eu vejo os dias passando
Ensolarados,
Lentos e modorrentos
Nada se move
Mas nem todo dia é assim
há dias em que chove
E nada além disso
Só isso
E isso me dá
Uma saudade imensa
daqueles dias
que eu saia de casa correndo
Procurando aquela molecada
Sempre propensa a brincar e rir
Saudades dos lagos e rios
Quando sapos e rãs, displicentes
Jamais se importavam
de compartilhar com a gente
Aquela vida boa
de pipas no Céu
Carrinhos de rolimã
E sempre os melhores amigos
tinham uma ou duas irmãs
Tudo isso se passava
Num tempo e lugar
Hoje
Irremediavelmente inacessíveis
Não dá pra explicar
Mas a qualidade dessa saudade
As faz revelar
Que eu tive a oportunidade de viver
dias incríveis...inesquecíveis
Simplesmente viva
Amanheça todo dia
Feliz e altiva
Contente
Conte consigo mesma
Não olhe simplesmente as coisas
Mas, antes de tudo, as veja
Regozije-se com a luz do dia
Mesmo que chova
Procure enxergar
como as coisas se movem
Mesmo que nada se mova
Existem diversos caminhos
Mas nem todos possuem atalhos
Impossível estabelecer o diâmetro
Sem antes precisar
a medida do raio
Os dias passam
E tem sempre aquela hora
Em que as rodas deslizam
Sobre a superfície molhada
E quando você olha ao seu redor
Não há nada
Não há ninguém
Veja bem: melhor assim
Há coisas que nos fazem aprender
A contar com a gente também
É como olhar distante
A um campo de girassóis
Que de longe parecem
Serem todos uma coisa só
Mas quando você se aproxima
Enxerga-lhes as coisas mínimas
Os caules, as folhas, as pétalas
e os bulbos
Assim também acontece
Com todos nós
Muitas vezes a vida é um tudo
Onde cabe somente
Um de cada vez
Mas aquilo que existe
Após essa passagem
Há de tornar-te
Mais forte
Sejamos nós
Iguais aos girassoís
Buscando sempre
a direção da luz
Unidos
Mesmo que a distância
Mas à luz da verdade
Jamais deixemos de mostrar
A autossuficiência
da nossa intransferível
Sagrada
e humilde
individualidade
O Tempo prossegue passando
A vida está acontecendo todo dia
Que seja sempre entre eu e Deus
Com o tempo a vida ensina
Que por mais acompanhados pareçamos
Muitos de nós, haverão de caminhar sozinhos
Os filhos não são mais crianças
Mas ainda tem muito que aprender
E eu fico aqui, quieto
Tragam-me netos
Pra que eu ensine a eles
O que meu pai não quis
Ensinar a vocês
Assim como eu fui pra vocês
O que meu pai não foi pra mim
A vida é assim
A gente precisa passar adiante
Coisas boas
Pra que essa existência
Não seja esquecida
Como uma simples passagem
Eu não quero que a minha
Tenha sido à toa
O tempo corre todo dia
e um dia
A gente vai dizer adeus
O que eu fiz
Ou deixei de fazer
Não foi por vocês
Eu cumpri meu contrato com Deus
Eu errei e acertei
Mas confesso
Que na hora derradeira
Eu hei de dizer a mim mesmo
Que gostei.
Edson Ricardo Paiva
Não tente viver antes da hora
Não queira morrer antes do tempo
Pra cada momento há o dia certo
Acerte
Sendo honesto consigo mesmo
Antes de tentar ser correto com Deus
E desista de abraçar o mundo
Seus braços não são tão longos
Porém eles são suficientes
Para abraçar todos aqueles
Que fazem parte do seu dia
A cada instante
Reconcilia-te com teu irmão
Antes de fazer a tua oferta
Oferece um pouco de você mesmo
A quem precisar da tua ajuda
É isso que muda o mundo
E é esse o melhor presente
Imagine
Que depois de todos os abraços
todos os braços juntos
Poderão, sim
Um dia abraçar o mundo
Edson Ricardo Paiva
O dia nasce
cresce a claridade
Você fatalmente se esquece
de ouvir a voz da divindade
Que te aconselhava
Aquela tênue luz
Que te intuia
O sorriso atrás do espelho
Aquele vulto
Que você percebe
E te segue na fila do pão
Uma sombra a mais
Que aparece
No teu chão
Você se abriga
daquela presença
Que sem nem saber
Tem medo que não seja amiga
Guarda com desvelo
Evita ouvir os seus apelos
Que mesmo assim
Escuta
E guarda em segredo
Nos teus sonhos mais diminutos
Onde caminhas descalço
Num lugar
que não saber dizer ao certo
se é feito de capim
Uma sombra
Que o Sol
Projeta sobre você
e que se aproxima de mim.
Edson Ricardo Paiva
No lugar onde eu moro
O vento sopra de noite
Quero-quero canta de dia
Às vezes os papeis se invertem
E o vento sopra de dia
Quer-quero canta de noite
Horas há, também
Em que tudo se mistura
E o vento e o quero-quero
Sopram e cantam noite e dia
E ambos se divertem
em me ver
na dúvida mais pura
Abrindo a janela
e fechando as cortinas
Abrindo as cortinas
e fechando a janela
Centenas de vezes ao dia
e às vezes
Também de noite.
Edson Ricardo Paiva.
No dia em que a gente nasce
Se esquece de tudo que disse pra Deus
Esquece-se até de que Deus existe
Deus permite e não Se esquece
de cuidar da gente, em nenhum dia
Ao longo da Estrada
Encontramos
Os presentes que Deus nos envia
Muitas vezes não percebemos
Que muitas daquelas dificuldades
São lições
Escritas num livro, difícil de Ler
Mas Deus zela pela gente
Com aquele cuidado
Que poucos pais deste mundo tem
E ao longo desta vida
Põe subidas e descidas
Nos desenhos repletos de sombras
e a gente nunca percebe
Que também recebe o carinho
De um Pai que Está olhando
A nossa lição
Por cima dos nossos ombros
Segurando a mão da gente
Pra ensinar a firmar o traço
E fazer o desenho sair mais bonito
Mas sempre chega o dia
Em que a gente
Começa a perceber
Que no nosso papel da vida
O desenho e todas as demais lições
Vai aos poucos
Tomando aquela forma
Que a gente combinou com Deus
A missão que recebeu
e depois se esqueceu
Naquele momento confuso
Em que nasceu
É por isso que o Tempo de Deus
é muito diferente do nosso
E o traço de Deus
Só depois de muito tempo
faz a gente ter noção de espaço
Aquela dor que sentíamos nas mãos
Era apenas uma fase
Que todo mundo precisa passar
Pra aprender a lição recebida
Agora
Eu olho o desenho e a lição
Que Deus desenhou
Segurando em minhas mãos
e vejo
Que desde o último minuto
O desenho começou a tomar forma
E está ficando bem bonito
Só agora
Juntando letra com letra
Percebo também
O que é que Deus
Havia Escrito
Amém.
Edson Ricardo Paiva
Se acaso
Algum dia fugir de mim
E depois sentir saudade
Daquela boba companhia
Que os meus olhos ofereciam
Procure nos teus armários
E nos lugares onde guarda
Aquilo que... pode ser
Um dia vá querer ou não
Ali você vai encontrar
Meu coração
E nessa hora há de sentir
Um certo arrepio
E saber e se lembrar
Que ainda estarei aqui
Te aguardando
...e de peito vazio
Edson Ricardo Paiva
Cada dia que amanhece
Cada nova oportunidade
Cada velho pensamento
Que surge novamente
Porém, dessa vez ele vem
Melhorado, fortalecido
Ornamentado
pelas cores, agora mais vivas
Pois milagres sempre vem
e acontecem na noite calada
E assim que o dia clareia
Não existem mentiras
ou meias-verdades
Que possam ter sobrevivido
O orvalho nas folhas
O canto dos pássaros
A luz do Sol reluzindo
e imediatamente decantado
nos menores grãos de areia
A paz do silêncio
É o próprio ruido da paz
Quando a paz faz ruido
Tudo mais, sem que nada mande
Cresce, se expande e faz sentido
Assim, como a luz de um par de olhos
Muda a vida da gente
muito repentinamente
dá vontade de olhar para eles
de novo e de novo
Repetidamente
A cada dia que amanhece
E pedir para eles
Que nunca me neguem
A nova oportunidade
de poder sempre melhorar
a cada velho pensamento
renovado e ainda mais iluminado
a cada novo amanhecer
Pois uma nova esperança há de surgir
Juntamente com o brilhar
de um novo dia.
Edson Ricardo Paiva
Ontem
O dia amanheceu tão calmo
Que tal calmaria tocou-me a alma
E eu duvido que haja neste mundo
Qualquer coração
Que em dado momento
Ao dirigir aos Céus uma oração
Não se percebesse
Coroado e abençoado
Pois, por menor que seja
Qualquer crença
Filosofia
Razão de ser ou de existir.
Não como fechar os olhos
Num momento igual àquele
E abri-los no seguinte instante
E não se dar conta
Que a gente pode sim
Saber-se importante
Apesar de pequeno
Alcançar uma certa iluminação
Receber no coração a calma
Saber-se
Parte integrante de um Todo
Algo Gigante, que a tudo une
Almas encontrando almas
Corações percebendo
O pleno apelo
de outros corações distantes
Compreendermo-nos
Física e Infinitesimalmente variantes
Pequenos portadores
de Espíritos Gigantes
Importantes mensageiros
A meio caminho de lugar algum
Na simples e importante
Missão
De carregar uma mensagem
Cujo pleno teor
desconhecemos
Porém, mesmo assim
de certa forma as intuímos
Na chuva que cai
No brilho das Estrelas
No caminho que os ventos revelam
E, Se em certos momentos
Insistirmos
Em nos sentir tristonhos
Haverá pra sempre
Uma nova oportunidade
de encontrar a verdade em nossos sonhos
Tanto faz, se os sonhamos acordados
Aquilo que diferencia
Umas gentes de outras gentes
É sempre a capacidade
de reconhecer
Seja na forma integral
Ou, quem sabe, percebê-los
Nos poucos fragmentos da verdade
Que nos chega.
O mais importante
Em instantes assim
é tentar e tentar e tentar
Compreender
Que houve sempre um início
E então olhar em volta
Perceber no ar
Todos os indícios
Que aquele simples instante
Faz parte de uma grande História
Que jamais haverá de ter um fim
Desde que a gente deseje
Realmente
Conhecer a verdade da vida
Sempre poderá
Saber que as coisas são
E permanecerão
Pra sempre assim
Independentes da compreensão
Que pode haver ou não
Em mim.
Edson Ricardo Paiva.
Se você quiser pedir-me algo
Te peço que não me peça
Pra que eu te explique nada
A cada dia que nasce
Pode haver somente
Um amor que a cada dia
Apenas cresce
Quando a gente se esquece
de tentar entender o passado
Então te peço que me peça
O impossível
E somente amor infinito
Não me peça pra que eu mude
Qualquer coisa a respeito
daquilo que está escrito
E escreva junto comigo
Um poema mais bonito
Me ajude a fazer da vida
Poesia somente
E a cada dia mais concreta
Não me faça sonhar contigo
Abandonemos nos nossos passados
Tantos sonhos perdidos e esquecidos
Aqueles sonhados erroneamente
A gente pode somente
Transformar tudo em verdade
e descobrir
Que pode sim, existir
Um jeito certo de pedir
Pra que eu te traga uma montanha
Enquanto me trazes estrelas
Façamos as pazes com a vida
E então, nós dois
a sós
Poderemos construir
Outra vida
Só pra nós.
Edson Ricardo Paiva.
De vez em quando
Eram promessas
Dessas que se esquece
Antes de acabar o dia
Como se houvesse na vida
Algum tipo de esperança
Que pudesse simplesmente
Esvair-se
Juntamente o pôr do Sol
Podem passar anos
desejos profundos
Permanecendo latentes
Aguardando o segundo certo
Pra despertar
Num futuro um tanto incerto
Tão repentinamente
Como um dia adormeceu
Pois
A dor que um dia a causou
Não se esqueceu
Como eu não me esqueci
Eu creio que somente adormeci
Tristemente eu dormi
Aguardando assim
Que o tempo se esvaisse
Até chegar o dia
Quando após
muitos pores do Sol à toa
A lembrança muito boa
daquela triste esperança
Que hoje
Não mais me magoa
Ressurge, assim, do nada
Fazendo alarde
Em meio à mais uma das muitas
Madrugadas vazias e caladar
Gritando que hoje ainda não é tarde
E que talvez
A gente, que perdeu tanto
Por enquanto
Ainda não perdeu
Nada.
Edson Ricardo Paiva.
Hoje
Tudo que eu queria
Era amanhecer o dia
Olhar ao lado
E te ver dormindo
Meu Deus
Meu dia seria lindo!
Hoje
Eu queria tanto
Escrever poesia
Olhar pra lado
E te ver sorrindo
Todos os meus sorrisos
seriam por ver
Teus olhos brilhantes
Hoje
Tudo que eu queria
Era deitar ao teu lado na rede
e dizer que preciso
pra sempre do teu olhar
...e só isso
Paz e simplicidade
e amor
e amizade
Cumprir o compromisso
E provar ao longo da vida
que de tudo que um dia eu disse
Nenhuma palavra foi esquecida,
Edson Ricardo Paiva.
Num dia a gente nasce
Noutros dias cresce
E vive
Vive coisas tão incríveis
Simplesmente
Sem saber-lhes
Quais as causas
A vida vai passando
desde quando a gente nasce
O tempo simplesmente
Jamais faz uma pausa
Na verdade o tempo mente
Enquanto a vida nos esconde
Quando e onde
Uma brisa muito branda
Chega assim, tão de repente
E vem bater na cara da gente
Enquanto manda
Manda a gente se dar conta
Que um tempo sem monta
Cercado de requinte
E um certo acinte
Fez nascer no coração
Uma saudade um tanto incerta
do tempo que a gente vivia
E não via
Que devia ter parado,
Olhado pros dois lados...
Antes de atravessar
Uma rua do passado
E visto o que estava escrito
Nas entrelinhas de uma esquina
Pois, daquela vez
Talvez fosse a hora
de simplesmente prosseguir
Pela mesma calçada
Pra ver onde ela termina
Há ruas que ainda estão lá
Pra sempre nos aguardando
Nos caminhos do passado
Mas não saberemos jamais
Quais serão e onde estão
Nesta vida sem tamanho
Infestada
de uma grande quantidade de palavras
que jamais foram verdades
E de sonhos
E tantas alegrias verdadeiras
Perdidas
Pra sempre esquecidas
Pelos caminhos da vida.
Edson Ricardo Paiva
Quando acordar de manhã
descontente com o dia de hoje
Pense que hoje já é amanhã
Noutras vezes, talvez você queira
Que seja depois de amanhã
E vá vivendo assim...até o fim
Pois o hoje é somente
O tempo onde a gente se sente
Permita-se
Sinta o seu rosto no vento
E em todos os gestos
Um resto do gosto
Em mentir o teu rosto vermelho
diante do espelho
Uma imagem na qual acredita
Imagine a viagem
Igual que fizeste no tempo
Um caminho florido
Um livro que se perdeu
Enquanto ainda na metade
Seja livre de verdade
E pule essa etapa
Um resto de rosto na capa
Pode ser que seja o seu
Mas nunca, jamais permita
Que te convençam
de que hoje é só hoje
e ´só isso
Como tão bem
Lhes convém.
Edson Ricardo Paiva
Boas horas
O dia se lamenta
Faz sangrar discretamente
Garoa que a gente não vê
Parece até que nem molha
O calor que antes fazia
Agora distante, conforme o ponteiro
Carregando, modorrento
Lentamente o dia inteiro
O ar se movimenta
Tudo mais, quando não
Excessivamente lento
Completamente parado
Boas horas
Podem acontecer em qualquer dia
Normalmente aqueles
Em que a gente não chora
Isso acontece tão rapidamente
Quando a gente olha
Distantes
Vão indo embora
Em horas assim
Tanto faz
Pois a vida tanto fez
Cortinas de fumaça
Luz de velas
A garoa se foi
Hoje a noite não trouxe estrelas
Aquela doce sensação
de hora boa
destoa de tudo mais
Talvez seja questão
de tempo ou de escolha
Enquanto isso os ponteiros
Inexoravelmente
Cumprindo seus compromissos
E voltando sem muita vontade
Pro mesmo lugar
Hora triste
Hora boa
Garoa, luz de vela
Noite à toa
Sem perda e também sem conquista
Nada além
de outra hora e outra hora
Fatalmente
Um dia elas vem.
Edson Ricardo Paiva
Todo dia
Caminhamos
a mesma calçada
Toda manhã
A mesma risada
O mesmo banho
O mesmo espelho
O mesmo ar
Que respiramos
em todas as tardes
Em tantos finais de tarde
Todos os pores do Sol são iguais
Além do mais
As mesmas dores sentimos
Intuímos os mesmos sonhos
Vivendo assim
Todos os dias as mesmas vidas
As mesmas mesmices
Que nos disseram
Afinal
Não serem tantas
Mas a cada fim de noite
Não podemos
Ser os mesmos
Tanto assim
Amanhã de manhã
Nada muda o caminho
E novamente
Você pela sua
E eu pela minha
Caminhamos
as mesmas calçadas
Apesar de tudo
Nada muda tanto assim
Edson Ricardo Paiva.
Todo dia
Caminhamos
a mesma calçada
Toda manhã
A mesma risada
O mesmo banho
O mesmo espelho
O mesmo ar
Que respiramos
em todas as tardes
Em tantos finais de tarde
Todos os pores do Sol são iguais
Além do mais
As mesmas dores sentimos
Intuímos os mesmos sonhos
Vivendo assim
Todos os dias as mesmas vidas
As mesmas mesmices
Que nos disseram
Afinal
Não serem tantas
Mas a cada fim de noite
Não podemos
Ser os mesmos
Enfim
Amanhã de manhã
Nada muda o caminho
E novamente
Você pela sua
E eu pela minha
Caminhamos
as mesmas calçadas
Apesar de tudo
Nada muda tanto assim
Edson Ricardo Paiva.
Sol de mês de agosto
Farpas de janeiro
Numa linda manhã de junho
O dia inteiro assim
Por mais que se faça
Vai ficando
Mais sem graça ainda
Alguém procura poesia
Pedindo que alguém as escreva
Talvez um dia ela seja lida
Numa linda manhã de chuva
Durante o velório de alguém
Que viveu e nem viu
E morreu num dia de abril
Pode ser
Que seja eu.
Edson Ricardo Paiva
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