Um dia Vc Va me dar o Valor que Mereco

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⁠DE UM ABRAÇO NO VAZIO

À medida que os anos vão passando
as nossas ambições materiais
vão cedendo lugar às ambições
de natureza emotiva.

No campo da emoção
é sempre ou quase sempre assim:
mais avançamos na idade,
mais crescem, mais se acentuam
dentro de nós as carências.

A propósito,
um dia desses eu me perdi
na ansiedade da espera
por um abraço presencial
de alguém por quem tenho
um amor sem limite,
e que, depois de bom tempo de ausência,
esteve bem perto de mim,
mas não se dispôs a se aproximar
um pouco mais,
a fim de que meus braços abertos
não se fechassem no vazio,
sem que se completasse o gesto
do abraço esperado...

Saí de cena, sem lamento, sem choro,
sem condenação e sem buscar justificativas,
porque o tempo me ensinou,
além de muitas outras coisas,
a bloquear os prováveis efeitos
dos sentimentos menores,
tipo tristeza e mágoa.

Se algo me incomodou,
foi simplesmente a consciência
de não ter aprendido a lidar,
diante de uma grande expectativa,
com essas sensações
de frustração.

Inserida por memoriadekleberlago

⁠Você não chegou até aqui por acaso. Há um propósito para cada passo seu.

Inserida por rodrigo_goncalves_6

⁠Resenha Crítica: O Banquete, de Platão
Por João Moura Júnior

O Banquete, de Platão, é um dos diálogos mais conhecidos da filosofia ocidental. A trama se passa em uma espécie de reunião festiva, onde sete personagens se revezam em discursos sobre o Amor (Eros). Entre eles estão Fédro, o primeiro a falar; Pausânias, que distingue entre dois tipos de amor; Erixímaco, que tenta dar um tom médico e universal à força do amor; Aristófanes, que apresenta um mito cômico sobre as “almas gêmeas”; Agatón, que entrega um elogio poético; e, finalmente, Sócrates, que, como de costume, desconstrói as falas anteriores para apresentar uma visão filosófica mais profunda, supostamente ensinada a ele por Diotima, uma mulher sábia. Por fim, chega Alcibíades, já embriagado, elogiando Sócrates de maneira apaixonada, revelando mais sobre o filósofo do que sobre o Amor em si.

Apesar do prestígio da obra e de seu lugar cativo nos estudos filosóficos, é importante pontuar críticas que raramente são levantadas. A primeira delas é o cenário: um banquete regado a vinho, onde os discursos, embora inicialmente bem intencionados, em muitos momentos se perdem em devaneios. Homens embriagados discutindo sobre um dos temas mais complexos da existência, o Amor, pode até parecer provocador ou ousado, mas resulta, na prática, em falas que mais se aproximam de vaidades infladas do que de sabedoria autêntica.

É evidente que há momentos de beleza literária e até reflexões profundas, principalmente no discurso socrático. Diotima, por meio de Sócrates, apresenta a famosa escada do amor, uma jornada que vai do amor físico ao amor pelo saber, até alcançar a contemplação da Beleza em si. No entanto, esses momentos são precedidos e sucedidos por falas que, muitas vezes, parecem desconexas, repetitivas ou baseadas em achismos emocionais. A embriaguez que se intensifica ao longo da obra simboliza, de forma irônica, o quanto a razão pode ser abandonada facilmente em meio à celebração, algo que deveria soar como alerta, mas é romantizado por Platão.

Outro ponto a se considerar é a completa ausência de vozes femininas reais. Diotima é mencionada, mas não está presente e, ao que tudo indica, pode até ser uma criação retórica de Sócrates. A filosofia, nesse contexto, é apresentada como um clube masculino, fechado, elitista e orgulhoso. A experiência amorosa feminina, assim como outras perspectivas não contempladas (como as do povo comum, os marginalizados ou os mais jovens), são ignoradas. Isso empobrece o debate, que poderia ser mais contagiante e mais conectado com a realidade da sociedade.

João Moura, ao ler O Banquete, compreendeu os fundamentos filosóficos do diálogo, especialmente no que tange à elevação do amor como impulso para o conhecimento e a verdade. No entanto, ficou com a sensação de que a obra é mais celebrada pela forma do que pelo conteúdo. A retórica, o estilo literário e o carisma dos personagens encobrem uma fragilidade conceitual: o discurso filosófico sério cede lugar a um jogo de vaidades, elogios mútuos e declarações etílicas.

A filosofia, para ser útil e transformadora, precisa estar enraizada na experiência concreta das pessoas. Deve surgir não em jantares refinados ou apenas em academias fechadas, mas nos becos, nas praças, nos ônibus lotados, nos corredores das escolas, nas conversas com quem vive à margem do pensamento acadêmico. Deve ser questionadora, mas também acolhedora. Deve incomodar, mas também inspirar. E acima de tudo, deve respeitar a lucidez, não se deve discutir o Amor (ou qualquer outro tema essencial da existência) sob o efeito do vinho, nem com o ego mais inflado que a razão. Com isso, cito quatro frases com o mesmo sentido, para que complemente o entendimento:

“A embriaguez enfraquece o compromisso com a razão e abre espaço para discursos sem clareza ou profundidade.”

“Sob o efeito da embriaguez, a razão perde o protagonismo, e o discurso se torna refém da emoção e do impulso.”

“A embriaguez desfoca o olhar racional, permitindo que a vaidade e o desatino ocupem o lugar da reflexão lúcida.”

“Quando a mente se turva pelo vinho, a razão é deixada de lado, e o pensamento se embriaga junto com o corpo.”

Assim, O Banquete se torna mais um retrato de sua época do que um convite atemporal à reflexão. Seu valor histórico é inegável, mas seu conteúdo deve ser lido com criticidade e contextualização. Afinal, como disse João Moura: “A Filosofia precisa se levantar da mesa do banquete e caminhar até onde a vida realmente acontece.”

Inserida por jsmj

⁠Roço a língua pelo ar para capturar o gosto do som que adentra meus ouvidos. Sei que é um perigo misturar os sentidos, mas sempre arrisco um pouco mais. Vale a pena e a tentativa. Sou atravessada por histórias que nunca ouvi e, apesar da contra-intuição, são meus poros e não meus olhos quem mais absorvem o que vejo. Sou feita de remendos alheios e nem conheço os nomes das personagens principais, porque, se existe algo do qual não posso me gabar, é da minha memória. Até tento, mas já descobri que tentar não é suficiente. Sou apanhada por refratários retoques das lembranças que permeiam meu cérebro. Cérebro não me parece uma palavra poética, todavia sempre me questiono se o que escrevo pode mesmo ser chamado de poesia. Não basta rima e nem sempre ela é imprescindível. Conheço gente que faz da vida uma poesia e poesia que se presta a ser gente. Fico fascinada com estas outras dimensões de nós. Somos, ao mesmo tempo, tão bonitos e tão feios, tão belos e tão asquerosos. Sinto tudo isso no paladar. De vez em quando, é mel; de vez em outra, é fel; às vezes, é sangue atravessando a garganta, cortante, dilacerando todos os sonhos, ceifando pupilas brilhantes, escorrendo mares por outras faces. Não sei, mas algo que começou com tantos sentidos, agora parece não fazer sentido algum. Eu sinto e explico, mas temo que ninguém me entenda, a não ser quem também seja assombrado por estes pensamentos à noite, um pouco antes de dormir. Sempre, sempre, sempre…

Inserida por noi_soul

⁠E Deus criou o Homem de tal maneira que lhe deu apenas um Mundo.

Inserida por irochinha

⁠O que fazer com esse amor escondido dentro de mim, não é um amor clandestino, mas, talvez para alguns seja ilegal....
Meus olhos quando te vêem, me denunciam, meus lábios se apertam de tal forma que tudo fica em um silêncio plastificado e até a sudorese contida esquecida se pronúncia, que amor é esse que calo, mas seus gestos não contenho e me denunciam, quanto mais fujo, mais perto estou de você, já não me pertenço e tento me achar em você.

Inserida por Colicigno

⁠⁠Por um instante desanimei, quase me entreguei, até revoltado eu fiquei, depois me deitei na esperança de não mais ver o sol. Adormeci! Eis que uma vós me veio e disse, levante-se e ande, e tenha bom ânimo, eu venci o mundo. Pois o Senhor seu Deus é contigo e estarei com você sempre, por onde quer que andares, porquê você crê sem me ver.

Inserida por otavio_mariano

⁠depressao é você ter tudo que te completaria, mas mesmo assim em algum lugar te falta algo, um vazio insuportável

⁠É preciso saber discernir a busca pela verdade da busca pela confirmação de um viés.

⁠As vezes eu imagino um mundo no qual eu já não exista.
Um mundo onde as pessoas me procure e eu já não grite.
E quando esse mundo existir, será que alguém vai sorrir?
Alguém vai se lembrar de mim ?
Alguém vai ser grato por um bom tempo por eu existir?

Inserida por keliinha

Como ateu, ao buscar por um propósito de vida, encontrei os valores cristãos.

⁠O Judiciário deve ser uma porta de entrada, não um labirinto burocrático!

Inserida por gustavolpsouza

⁠Quando um país tem uma população majoritariamente religiosa, qualquer pessoa que use o nome de Deus como chancela convence o povo.

Inserida por Jeferson-Zahorcak

⁠Em cada jornada épica há um ponto de virada silencioso: o instante em que o herói acredita que é possível.

Inserida por joemarro

⁠Todo mestre já foi um aprendiz que acreditou, mesmo quando ninguém mais via sentido.

Inserida por joemarro

⁠🜃 "A Última Chave" 🜃
por um Guardião do Invisível

Caminhei entre os escombros do tempo,
onde os tronos caem e as coroas apodrecem,
e vi que a glória dos homens é poeira,
quando não há luz que a alma reconhece.

Vi cidades erguidas por mãos sem alma,
e templos que ocultavam segredos vãos.
Mas também vi um homem em silêncio,
com o universo inteiro nas suas mãos.

Ele não possuía ouro nem espada,
mas guardava em si uma verdade rara:
que todo império que não nasce dentro,
é um castelo de areia na maré clara.

A peste, a guerra e o colapso da moeda
são apenas vozes da mesma sentença:
“Onde não há caráter, a muralha cede.
E onde não há oração, a luz não permanece.”

Há uma chave perdida nos corações,
feita de silêncio, de estudo, de dor.
E quem a encontra, mesmo entre ruínas,
carrega em si o verdadeiro esplendor.

Inserida por joemarro

Carta para um traidor


⁠Eu nunca revidei. Nunca busquei a traição como resposta aquilo que você fez. Eu nunca te fiz o que você me fez. Porque eu tenho caráter, eu sou capaz de amar sem precisar ferir para me proteger.
Eu te dei o melhor de mim, sem nunca procurar a válvula de escape que você usou. E sabe o que mais?
Isso te fará falta.
Porque, no fundo, você vai perceber que nunca encontrou alguém com o caráter, a lealdade, e o amor genuíno que eu ofereci.

Sabe o que foi pior?
O pior não foi a traição.
Foi perceber que você fez, refez, mentiu, escondeu, e ainda assim...
dormiu tranquilo.
Sem culpa.
Sem arrependimento.
Sem nem disfarçar o descaso.
E sabe o que isso mostra?
Que você nunca teve um pingo de consideração.
Nem por mim, nem por tudo que a gente viveu, nem por tudo que eu suportei enquanto você brincava de viver solteiro sendo casado.
Você não destruiu só um relacionamento. Você destruiu a base de uma família.
Fez isso na casa onde sua filha dorme.
Fez isso enquanto eu lutava para ser mãe, mulher, parceira, tudo ao mesmo tempo.
Você não me traiu apenas como esposa.
Você traiu como pai.
Porque um pai que não respeita a mãe da sua filha ensina o quê?
Que é normal mentir, enganar, esconder?
Que uma mulher deve aceitar o mínimo, mesmo dando tudo?
Você tá criando uma menina. Uma menina que vai crescer observando.
E o que ela vai aprender com você?
Que o amor vem com dor?
Que promessas não valem nada?
Que a palavra de um homem não tem valor?

Trair é cruel, mas não sentir remorso?
É ser frio.
É ser vazio.
É ser pequeno.
Porque homem de verdade quando erra, sente.
Assume. Pede perdão. Mas não dá boca pra fora.
Mas você? Você nem se importa.
A dor que me causou é só " exagero" na sua cabeça.
A confiança que você destruiu? Coisa "boba".
As mentiras repetidas? Nada demais.
Como se o estrago que você fez fosse descartável - assim como você tratou nosso relacionamento.
Mas deixa eu te dizer uma coisa que talvez ninguém tenha coragem de te dizer:
Você pode continuar rindo, fingindo que não é nada de mais.
Mas um dia, quando a vida cobrar - e ela vai - você vai olhar para trás e perceber:
Você destruiu a única pessoa que ainda acreditava em você.
Você trocou amor por distrações vazias.
E jogou fora uma mulher inteira por migalhas de ego.
E quando não houver mais ninguém para te defender, para te acolher, pra te amar de verdade - lembra disso aqui.
Não foi o destino.
Não foi azar.
Foi você.
Foi a sua frieza.
Foi a sua falta de carater.
E eu?
Vou me reconstruir.

Você pode até tentar se convencer de que não foi nada demais...
Mas um dia, a sua filha vai crescer.
Vai entender.
E quando ela souber quem você foi de verdade, que tipo de homem preferiu ser...
A vergonha que você não sente agora, vai te esmagar.
E eu?
Sigo por mim e por ela.
Porque ela merece ver força, não submissão.
Ela merece saber que amor não combina com traição.
E que a mãe dela soube sair com a cabeça erguida, enquanto você se escondia atrás de desculpas.
Você perdeu.
Não só uma mulher.
Você perdeu o respeito.
Você perdeu o privilégio de ser exemplo.
E o vazio que você deixou?
Ela vai preencher com o orgulho da mulher que eu sou.
Não com as mentiras do pai que você escolheu ser.

Inserida por mikarla_araujo

⁠"O Estado jamais será um educador neutro. Onde quer que tenha controle da educação, usará esse controle para moldar os alunos à imagem dos que detêm o poder"

Inserida por KeynesismBraker

⁠Vida adulta
Em terras distantes, sob o sol ardente,
Um jovem de dezoito anos, coração valente,
Deixou para trás o lar, a família querida,
Em busca de trabalho, a jornada sentida.
A cidade natal, com sonhos e memórias,
Ficou para trás, em lembranças e histórias,
A fazenda imensa, um novo desafio,
Longe da alegria, em meio ao trabalho rio.
Os pensamentos ruins, como sombras que rondam,
A saudade da família, ferida que não cicatriza,
Datas comemorativas, um vazio profundo,
Longe da diversão, em silêncio e sofrimento.
Mas a força interior, não se deixa abater,
A vontade de vencer, não se deixa quebrar,
Com passos firmes, segue em frente sem desistir,
Um futuro melhor, eu vou conseguir.
A distância física, não diminui o amor,
A ligação familiar, sempre será maior,
Em cada amanhecer, uma nova esperança,
Em cada estrela que brilha, uma doce lembrança.

Inserida por jhemesson_bispo

⁠Lembranças
É inverno outra vez, e nesta estação, eu penso um pouco mais em você.
Seja feliz para que possa ser feliz também.
Não se engane, não é amor, é lembrança.
Lembrança é pior que saudade, saudade é ausência de algo, já a lembrança é cheia de boas memórias.
São felizes, por isso doem, mas na maioria das vezes nos arrancam um sorriso amarelo.
Rezo para que vc se torne uma saudade, que eu não sinta vontade de olhar para o passado.
Ainda bem que não conseguimos ver as flores de cerejeira daquela vez, seria ruim ter que odiar minha flor preferida.
Já me basta não conseguir ouvir algumas músicas, ver alguns filmes , sentir aquele perfume ou ser chamada de vida, sem querer voltar no passado por um instante.
Isso não é amor , mas é lembrança de uma vida cheia de amor.

Inserida por adrianadpaulo