Um dia Vc Va me dar o Valor que Mereco
Um homem que grita como se fosse dono do mundo,
mas é só eco vazio em peito profundo.
Grande no corpo, pequeno na alma,
carrega a força, mas não carrega calma.
Veste palavras de Deus como armadura,
mas nunca deixou que elas curassem sua própria fissura.
Usa o sagrado como palco e disfarce,
mas no silêncio é o ódio que ele abraça e reparte.
A verdade dele não é verdade...
é crença inflada pela própria vaidade.
Ele acredita, então impõe.
Ele impõe, então destrói.
Bruto no gesto,
agressivo no tom,
ignorante no modo de existir ...
acha que mandar é construir.
Quem não o conhece pode até acreditar,
mas quem já viu de perto sabe:
por trás da soberba existe medo,
e por trás do medo, um homem pequeno demais para amar.
E no fim, o que se diz não é ameaça, é fato:
sozinho ele volta...
porque ninguém suporta por muito tempo
o peso de um coração fechado e exato.
Ele traz o amargo no nome,
como se já tivesse nascido marcado,
como se o destino tivesse sussurrado:
“serás peso, não abrigo”.
Há homens que aprendem a amar.
Ele aprendeu a dominar.
Confunde respeito com medo,
confunde fé com discurso,
confunde força com excesso.
Ele não conversa... Ele impõe.
Não escuta... Interrompe.
Não sente... Reage.
O amargo não está só no nome,
está na forma de olhar,
no jeito de tocar que não acolhe,
no silêncio que antecede o ataque.
Há algo nele que sempre ameaça voltar...
Não por amor,
não por saudade,
mas por necessidade de controle.
E o mais duro de admitir?
Ele acredita na própria versão.
Se convenceu de que é justo,
de que é certo,
de que o mundo é que o provoca.
Mas quem carrega ódio como combustível
não constrói... Consome.
E no fim…
o amargo que ele espalha
é o mesmo que o corrói por dentro.
Porque ninguém vive em guerra constante
sem se tornar o próprio campo de batalha.
Cometa
Eu me ergo de um lugar
onde não quero estar.
Não por orgulho.
Por sobrevivência.
Não sou faísca.
Sou cometa.
Não passo rápido.
Deixo rastro.
Minha vida cigana
não é fuga,
é chamado.
Há um propósito que me move
mesmo quando ninguém entende o mapa.
Quero ser muito mais.
Agora não pros outros.
Não pra provar.
Não pra caber.
Quero ser, pra mim mesma,
tudo o que me devo.
E isso basta
pra seguir.
QUANDO ALGUÉM TENTA CONVENCER VOCÊ A DESCONFIAR DE SI MESMO
Uma pessoa apresenta um fato. A outra nega, distorce, ridiculariza e insiste que tudo foi imaginado.
A conversa deixa de investigar o acontecimento e passa a questionar a capacidade de percepção de quem o relatou.
Quando esse padrão é persistente e utilizado para exercer controle, pode integrar formas de manipulação psicológica conhecidas como gaslighting.
Há manipulações que não tentam mudar apenas sua opinião. Tentam enfraquecer sua confiança na própria capacidade de avaliar.
Mas reconhecer manipulações também exige cautela. Nem toda discordância é abuso. Nem toda lembrança divergente constitui uma tentativa deliberada de controle.
Precisamos examinar padrões, evidências e contextos.
Porque desconfiar de tudo pode ser tão prejudicial quanto acreditar indiscriminadamente.
O discernimento não exige acreditar sempre em si mesmo. Exige não entregar a ninguém o direito de decidir sozinho o que é real.
Carlos Eduardo Balcarse
31 de outubro de 2026
ORCID: https://orcid.org/0009-0005-3484-6914
Pique de São Paulo, postura inabalável, construindo um legado que tempo nenhum vai apagar. - O futuro pertence a quem não se rende.
Como a espada que corta
Este verso maldizente quer:
Que o mal que você fez
Contra um animal de rua
Volte em triplo simplesmente,
Para que o quê você fez seja
- lembrado eternamente -
Como o escudo que protege
Este verso de maldição
Vai colocar juízo na sua cabeça
E também no seu coração!
O poeta é o protetor da Humanidade,
Que tem na poesia a sua artilharia
E nas letras a mais nobre infantaria.
O poeta é o som do violão,
Que toca na tua mão
E no teu pobre coração.
O poeta é o agricultor da espiritualidade,
Que vive de plantar o amor
Na estrada da Humanidade...
Como a porta que se abre para a luz,
Permita-se a claridade!
Lembrem-se muito bem lembradinho:
Que maltrato à animais de rua
Ou qualquer um animal
Vai muito além do crime...,
É expressão escandalosa de crueldade!!!
A Paraíba também é um local para amar
Seja no sertão ou no mar,
Contigo quero passear
De mãos dadas no Pavilhão do Chá.
Do alvorecer ao crepúsculo no Rio Sanhauá
Quero você agarrado na minha cintura,
Indo muito além do forrozar
Vamos juntos namorar...
Eis-me aqui, e você aí
Dá até para escrever uma letra de forró,
Quando você não está aqui
Porque foi na Paraíba que eu te conheci.
Não existe o 'cedo', e nunca é tarde
Para amar sempre existe tempo,
Aos poucos vamos nos aproximando
Por causa desse amor que está florescendo...
Para meditar: em nome de um plano político destruíram a instituição família e agora estão terminando de destruir a imagem dos professores porque não têm tato pedagógico
para conduzir as políticas públicas educacionais.
Só quero ver quem as crianças e a juventude vão buscar se referenciar? Porque não é difícil de imaginar que está tudo prontinho para preparar mão-de-obra barata para os presídios privatizados.
Conveniência, senso de observação e etiqueta fazem um tríduo espetacular. A palavra limite os resume de forma inefável.
Toda a polarização política é declaração expressa da falência do sistema político de um país. Um país rico em democracia requer uma terceira via e quantas forem necessárias.
"Que o Criador sinta agora a vibração da minha vontade: não peço pouco porque sirvo a um Deus infinito. Se o Seu desígnio para mim for o patamar quatrilionário, que a minha fé e a minha coragem estejam à altura da Tua generosidade."
"Se Deus olhar para dentro de mim e ver a sinceridade da minha vontade, Ele saberá que um quatrilhão nas minhas mãos não será egoísmo, mas o instrumento perfeito para manifestar o Seu milagre e a Sua generosidade na Terra."
Não importa como você passa a rotina diária,
o importante é ao anoitecer encontrar um travesseiro para colocar a cabeça e dormir um sono tranquilo sem incomodação da consciência, dessa forma o corpo agradece!
"Se você tem um momento, a oportunidade e não passa por cima de ninguém, se jogue! Afinal, quem fica parado não se deixa florescer."
O Elefante Branco e o Direito de Dizer Não
Participei de um debate sobre O Conto da Aia. Assistimos ao terceiro episódio da primeira temporada e, depois, conversamos sobre as relações entre a obra e a nossa realidade, especialmente os desafios que atravessam a vida das mulheres, a maternidade e as expectativas que a sociedade insiste em depositar sobre nós.
Havia mulheres de diferentes idades. As cadeiras foram organizadas em círculo. Por uma dessas coincidências que às vezes parecem destino, acabei ficando bem no meio da roda, de frente para a convidada que conduzia o encontro.
Enquanto as pessoas falavam, percebi que a conversa estava concentrada nas flores. E pensei que precisava mudar aquilo. Não queria participar de mais uma conversa em que todos contornassem os assuntos difíceis para preservar a delicadeza do ambiente. Dessa vez, queria falar sem florear, sem procurar palavras mais confortáveis e, principalmente, sem me calar.
Enquanto aguardava minha vez, organizei mentalmente tudo o que gostaria de dizer.
E o meu momento chegou:
Para mim, aquele episódio, assim como o que vi da primeira temporada, apresentava uma espécie de junção das experiências femininas, embora em uma perspectiva exagerada, com elementos de ficção. Afinal, muitas mulheres nascem e crescem condicionadas, quase sempre sem perceber, a viver para servir. Seja ao marido, aos filhos, à família ou às expectativas de uma sociedade que parece nunca estar satisfeita.
É a mulher que precisa ser mãe, mas também manter o corpo perfeito. Que precisa amamentar, trabalhar fora, cuidar da casa, dos filhos, do marido e de tudo o que parece estar sob sua responsabilidade. E, quando não consegue corresponder a tantas exigências, ainda precisa administrar a culpa de não ter conseguido.
Falei também que o silêncio não significa ausência de sofrimento. Não é porque não falamos que essas coisas não acontecem. E talvez parte desse sofrimento encontre expressão no adoecimento, nas síndromes e em tantas outras manifestações que merecem nossa atenção.
Quando chegou o momento de falar sobre um sinal de liberdade que já havia conquistado, mudei de ideia e falei do que eu gostaria de conquistar. Escolhi algo aparentemente simples, quase óbvio, mas que, para mim, ainda representa uma luta: o direito de dizer NÃO.
Não quero.
Não vou me submeter.
Não gosto disso.
Não quero mais.
Não. Simplesmente, não.
Não é não.
Mas, quando comecei a falar sobre isso, outras histórias vieram à minha cabeça. Lembrei de adolescentes pressionadas a ficar com os namorados porque o primeiro "não" não foi suficiente. Lembrei de mulheres que tiveram filhos em momentos nos quais não desejavam engravidar. Vieram relatos, vivências, lembranças e tantas outras situações que pareciam passar simultaneamente diante dos meus olhos.
Um filme se formava dentro de mim.
E então vieram as lágrimas.
Não era exatamente vergonha de falar em público. Era aquela emoção que me acompanha quando alguma coisa me atravessa. Às vezes, as dores nem são minhas, mas chegam de tal maneira que não consigo simplesmente observá-las de longe.
Tentei me controlar, fiquei incomodada comigo mesma, senti vergonha e até raiva por não conseguir terminar o que havia planejado. Mas, enquanto tentavas recuperar a compostura, percebi que outras mulheres também limpavam os olhos. Até a convidada que conduzia o encontro, com a voz um pouco embargada, tentava me acolher, concordando e sorrindo.
As pessoas continuaram falando. Algumas também se emocionaram. E comecei a observar uma coisa: muitas procuravam cuidadosamente as palavras, como se tentassem preservar não apenas a própria integridade, mas também a si mesmas.
Era como se dissessem: vamos deixar a minha casa de lado e falar da rua, da casa do vizinho. Vamos discutir a ficção, a realidade dos outros, qualquer coisa, menos aquilo que está bem diante de nós.
O elefante branco no meio da sala.
E talvez seja mais fácil falar sobre a opressão quando ela está representada em uma série, em um livro ou na história de outra mulher. Difícil é reconhecer suas manifestações dentro da nossa própria realidade.
A conversa terminou, mas algo continuou comigo.
A mulher que conduzia o debate encerrou retomando justamente as minhas palavras. Disse que se identificava com tudo aquilo e reforçou a importância desse limite para o mundo e, principalmente, para as mulheres. Repetiu a ideia que eu havia tentado transmitir: não é não.
Já tinha saído quando me lembrei de outra coisa.
Sempre fui assim.
Às vezes, não é a vergonha de falar em público que me faz chorar. É a emoção que toma conta de mim. Lembrei de uma ocasião na faculdade em que compartilhei essa dificuldade com meu grupo. Um colega respondeu que era justamente aquilo de que todos gostavam, que queriam sempre que eu falasse, porque conseguiam sentir a minha emoção.
Na época, talvez eu não tenha compreendido completamente o que ele quis dizer. Porém, aquela lembrança voltou com outro significado.
Passei tanto tempo tentando controlar essa característica, como se precisasse corrigir alguma coisa em mim, que me esqueci de considerar a possibilidade de ela também ser uma qualidade.
Talvez eu não precise aprender a falar sem me emocionar. Talvez precise apenas parar de acreditar que as lágrimas diminuem a força das minhas palavras.
Afinal, não é porque a voz embarga que a mensagem perde o sentido. E não é porque os olhos se enchem de lágrimas que alguém deixou de ser capaz de sustentar aquilo em que acredita.
Saí daquele encontro pensando nas mulheres, nas meninas, nas tantas histórias que não chegam às rodas de conversa e nos muitos "nãos" que ainda precisam ser respeitados.
Mas também saí pensando em mim.
Se quero conquistar o direito de dizer não ao que me desagrada, preciso aprender a dizer sim àquilo que sou. À minha intensidade, à minha sensibilidade, à minha maneira de sentir o mundo e, até mesmo, às lágrimas que aparecem quando as palavras encontram lugares que ainda doem.
Porque a liberdade também começa quando deixamos de nos violentar para caber nas expectativas dos outros.
E, quem sabe, um dia, não precisemos mais fazer tanto esforço para dizer não, nem sentir vergonha por chorar enquanto tentamos explicar por quê.
Não é não. E sentir também não é fraqueza.
Quando cientes
de nossa missão nesse mundo, deixamos de ser
um símbolode resistência
e nos tornamosum
modelo desuperação!
Entre concordar ou discordar; crer ou não crer, mais salutar o argumento. Sobretudo porque, sem um justo argumento, também não encontraremos qualquer razão para
crer ou não crer, concordar ou discordar!
... um gesto de perdão
evidencia a virtuosa estatura
de um Ser... E, aos ora acolhidos por
misericordioso aceno, a chance de
remediar suas criadas demandas e
deslizes - ainda que, em muitos casos,
resgatados mediante o amoroso
bálsamo da contrariedade
e da dor!
... não é
preciso ser perfeito
para que um bem maiorpossa
acontecer; prevaleça!
Necessário é reconhecer e viver
o bem por todos meioseeficiência
que sejas capaz - e,por tal
atitudealcances a
perfeição!
... aos dispersos
de um cordial e estimulante
gesto de gratidão,decerto
não faltarão os rasos
pretextospor não
expressá-lo!
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