Um dia Vc Va me dar o Valor que Mereco
PERENAL
Indago-me, serei eu um sonho ou sonhador,
deste clichê de um déjà vi?
Mesmo sob o crepúsculo dessa caixa de pandora,
Quando em trevas a face tão pálida da lua me encanta.
Neste covil desfigurado por demônios sem asas, a imperfeição criação testemunha sempre abismada o reluzir da senhora soturna.
Enquanto o ser tumular gira sua ampulheta, eu me pergunto qual;
Qual meu proposito neste ergástulo enfermo?
Por certo serei eu um receptáculo abastado de desolação condenado à mesmice?
Neste anuviado vale sepulcral de esfinges mortas
Tudo parece o sonho de um cardíaco lívido...
Serei eu um mero fardo preenchido de lamuria?
Sinto-me provido de vida, como o suspiro de um defunto, um escárnio aos olhos da morte?
Ou um perenal protagonista deste limbo inventado?
Quem sou?
Não sei se sou uma sombra, ou um ser perturbado por uma névoa esquizofrênica.
Não sei o que sou... ou o que me tornei... me sinto como uma dor fantasma... como uma veia, só que sem sangue.
Isto tudo iludi minha mórbida e suposta existência, ainda não sei, talvez eu esteja infinitamente perdido... como uma voz conversando com uma caverna... talvez eu seja o eco de uma vida passada... Tudo é tão embaraçoso... ou estou realmente no limbo?
No fundo sei que estou preso... mas onde?
Para onde fui? (no inferno, você imagina)
Numa poça, eu posso ver olhares fúnebres e distorcidos
Olhos sem brilhos, como uma mortalha sobre o olhar de um cego.
Sinto que não importa onde quer que eu vá, minha mente não dar vida além dessas muralhas sombrias e transparentes.
A paisagem mórbida e fúnebre me assombra.
Para onde foi enviada minha sombra profana?
Presa nessa floresta infestada de vultos com olhares melancólicos?!
Caminho, e caminho e nada muda, apenas a profunda escuridão em meu interior:
- Quem sou? Para onde fui arrastado? Qual será meu castigo?
Talvez isso seja um pesadelo, ou apenas a mente de um esquizofrênico.
O dono da casa onde moro precisou realizar uma obra, o que me impedirá, por um tempo, de aproveitar a parte da casa de que mais gosto: o lugar onde faço minhas leituras, descanso e relaxo a mente. Por isso, precisei mudar algumas coisas de lugar.
Enquanto organizava meu cantinho de leitura, que é tão importante para mim, deparei-me com esta imagem.
E foi ali, em meio a algo tão simples, que enxerguei o cuidado de Deus. Percebi o quanto Ele prepara até os mínimos detalhes quando estamos dispostos a nos entregar aos Seus cuidados.
Pode parecer algo bobo, pequeno demais para ser mencionado, mas meu coração reconheceu, naquele instante, a imensidão do amor de Deus. Porque, às vezes, Ele nos lembra de Sua presença não por meio de grandes acontecimentos, mas nas pequenas coisas, naquilo que muitos talvez nem percebam, mas que, para nós, carrega um significado enorme.
Obrigada, Senhor, porque, mesmo em meio à minha fraqueza e sem merecimento algum, o Senhor continua cuidando de mim. Até nos detalhes mais simples, o Teu amor me alcança e me lembra que nunca estou desamparada.
Que eu nunca perca a sensibilidade de reconhecer a Tua presença nas pequenas coisas. Amém.
Faróis, luzes à piscar
Em um cenário triste onde vemos
Cenas que parecem irreais...
Tédio, medo, miséria,
O bem contra o mal
Aqui parece que as alegrias são:
Mulheres, futebol e carnaval
Nesse país tropical
Vemos cenas de amor
Politicagem...
Tudo parece tão banal
Quero motivos pra viver
Já que dizem que a esperança
É a última, há morrer
Entro na contramão
Já que a todo custo
Procuram manipular
O cidadão ...
Não, não é ficção!
Mesmo não sendo o astro central
Tudo parece que gira ...
Rotativamente ao meu redor
Mas não pense que estarei
Fechado num pequeno mundo
Onde muitos pensam que me fechei...
Todas as noites irei dormir
Mesmo em noites de verão
Se dá pele, o suor molhar
O lençol...
Quando, eu acordar nascerá
Um outro dia...
Ahhhhh...
Um novo dia !...
Paz, na terra boa vontade aos homens de bom coração, fogem da guerra e não matam um irmão.
Como é triste saber que tornou-se comum, tirar a vida de um ser da espécie humana, que a cada instante, mostra-se extinta...
Sei, que um dia, tudo isto terá fim, ou, o fim de tudo isto, é não mais a gente existir.
Paz, na terra, boa vontatade aos homens, de bom coração....
Dentro de nós bate um coração
Caminha entre sonho e razão
Vive neste mundo sempre a buscar
Algo que se perdeu
Ele quer ter, perto de si
Alguém que sempre amou
Sonha com esse dia que virá
Espera olhando tudo acontecer
Chora com as lembranças
Que a ele vem
Feliz será, o amor encontrará
Pra si mesmo prometeu
Esquece por momento sua dor
Fala em poesia sobre o amor
Em uma nova estação
Olha o voo de um beija-flor
Saúda a primavera que chegou,
Tudo está tão feliz, tudo belo está
Com as rosas no desabrochar...
Segue olhando tudo acontecer
Se derrama pra dentro si
Se transborda como quiser
Pois estará, nos seus dias à buscar,
Alguém que sempre amou...
O CARTÃO POSTAL
Eu fiquei pensando em nós. E, em cima da mesa, vi um cartão postal
De algum lugar onde você está, desde o dia em que você se foi.
Meio confuso estava nosso amor, entre outras histórias que a vida traz...
E eu me vi dizendo adeus. Na despedida, trouxe um cartão postal,
E eu me vi dizendo adeus; só então reconheci os erros meus...
Eu esperei o tempo apagar as lembranças que me perseguiram,
E no meu quarto já não mais estão memórias, sua e minha.
Meio confuso ficou o nosso amor, entre outras histórias que a vida traz...
E eu me vi dizendo adeus...
ESTADO DE SÍTIO EM UM PAÍS UTÓPICO REALISTA
O que se comenta em bares, cafés, estações de metrô e trem, e nas rádios do nosso País?
Ouço murmúrios em cada canto da cidade, e acredito que este sentimento de insatisfação se estenda por todo o país. Há um sistema defasado e centralizador nas esferas políticas, o que é reflexo direto do modo como agem.
Os valores da nação estão acometidos por uma gravíssima doença, quase incurável. Essa enfermidade, simbolicamente comparável a um câncer ou uma peste, ataca a própria moralidade e ética. Podemos até afirmar que a nossa política se encontra na UTI da benevolência e do caráter.
A "peste-negra" chamada corrupção instalou-se sob a alcunha de Petrolão, Mensalão e outras mazelas que o povo desconhece, muitas ainda mantidas debaixo do tapete. Acredito, porém, que essa chaga vem de muito longe e parece ter se tornado uma cultura intrínseca à política brasileira.
A sede por poder criou um círculo vicioso, onde os interesses de um partido se sobrepõem aos da pátria. Os líderes deveriam, na verdade, agir de forma apartidária quando a necessidade de um povo está em questão.
Não há compaixão pelo que fazem. Por essa e tantas outras razões, o País caminha para o abismo, para a falência de seus órgãos vitais. Tem sido esbofeteado e exposto há anos, ridicularizado e fadado à própria sorte, carregando em seu gene a "Síndrome da Corrupção".
Não há mais o amor pela nação de outrora. A intelectualidade está em declínio, e a cada ano, conhecimentos básicos são retirados dos currículos. Alguém sabe me responder por que tiraram a matéria Educação Cívica? Por essa e outras razões, vemos a queda na qualidade do ensino nas escolas. Não quero nem citar a questão dos professores, que é um assunto sistemático e complexo por si só.
Reforma Política, Agrária, Previdenciária... são palavras que ouço desde o primeiro ano escolar. Já se passaram 40 anos, e acredito que levaremos mais 40 até que comecem, de fato, a pensar seriamente nessas reformas.
Transformaram os nossos jovens em "soldados do tráfico". E estes jovens, por sua vez, matam, roubam e fazem o que bem entendem com o cidadão que paga os seus impostos. Esta geração está marginalizada, perdida, sem sonhos e sem projetos de vida.
As escolas e faculdades de hoje parecem uma indústria, fabricando "peças" (pessoas), sem se importar com o lado humano, e deixando de lado a criatividade, os talentos e os recursos que cada indivíduo carrega dentro de si.
Os sonhos de cada um foram comprometidos e arquivados no "arquivo morto" da vida, devido às ações e à ótica míope dos que estão no poder (este último grupo sendo menos prejudicial do que a doença original).
Enfim, o otimismo persiste. Mas há uma guerra a ser travada. Não uma guerra com armas, tanques ou armamentos bélicos, mas uma que precisa ser vencida pela união do povo, pela união da grande Nação chamada Brasil. Isso significa escolher bem o seu candidato, investigando e pesquisando sobre cada um que irá receber seu voto, e influenciando outros a fazerem o mesmo, para saber se o candidato é realmente merecedor.
Vamos mudar o roteiro deste triste filme e reverter o drama brasileiro para que ele tenha um Final Feliz!
O Clamor Da Desesperança
Há um clamor no fator desesperança
que não se ouve com os ouvidos,
mas com a pele inteira,
como se a noite inteira se encostasse na gente
e sussurrasse, sem pressa, a mesma frase antiga:
“Não há mais depois.”
É um som que não ecoa,
porque não há parede que o devolva.
É um grito que não rasga o ar,
porque o ar já se cansou de ser rasgado.
É o silêncio que se faz tão denso
que começa a pesar nos ossos
e a gente carrega o próprio vazio
como quem carrega um filho morto nos braços.
A desesperança não grita.
Ela instala-se.
Ela toma o lugar do sangue,
circula devagar,
vai pintando de cinza os sonhos que ainda ousam nascer.
Ela não nega o amanhã;
ela simplesmente o torna irrelevante.
É o único deus que cumpre todas as promessas:
promete nada
e entrega exatamente nada.
E, no entanto,
dentro desse clamor sem voz
há uma pulsação quase imperceptível,
um tremor que não se rende.
É a parte de nós que ainda lembra
que o abismo também olha para trás
e que, às vezes,
o abismo pisca primeiro.
Porque a desesperança é absoluta
só enquanto não for olhada nos olhos.
No instante em que a encaramos,
sem desviar,
sem pedir licença,
ela perde o monopólio da verdade.
Começa a rachar
como parede velha que já não aguenta
o peso de tantas ausências.
Há um clamor no fator desesperança,
sim.
Mas há também,
no meio do peito que se calou,
uma brasa teimosa
que não pede permissão para continuar queimando.
Ela não ilumina o caminho inteiro.
Ilumina apenas o próximo passo.
E isso,
contra todo o escuro que se acha eterno,
já é rebelião suficiente.
Porque o desespero é grande,
mas o ser humano
é especialista em fazer nascer jardins
exatamente onde juraram
que nada mais cresceria.
E é aí,
na fenda mínima entre o “nunca mais” e o “quem sabe”,
que a vida,
essa contrabandista insolente,
sempre volta a passar.
A Lucidez do Paraíso é o Instante do Devaneio
O Paraíso não é um jardim que nos espera,
com portões de pérola e árvores de ouro estático.
Não é uma recompensa por uma vida finda,
mas uma suspensão lúcida do tempo presente.
Ele reside naqueles instantes-limite,
em que a consciência se afina e a imaginação se liberta.
A lucidez é a navalha que corta o ruído do mundo,
reconhecendo o peso exato de cada elo da corrente.
Ela sabe: o muro é muro, a dor é dor, o efêmero é a regra.
Não há ilusão que resista à sua luz fria.
Mas a alma, cansada da geometria do real,
não aceita a clausura do que é apenas "fato".
Então, o devaneio se apresenta.
Não como uma fuga cega ou uma negação covarde,
mas como a afirmação mais alta da potência do ser.
O devaneio é o arquiteto que refaz o mapa da realidade,
desenhando rios onde antes havia deserto,
dando voz ao silêncio que a rotina impõe.
É a permissão para que o possível
se sobreponha à tirania do presente.
E o Paraíso, finalmente, não é a terra de ninguém,
mas o ponto exato de interseção:
É a lucidez que reconhece a precariedade da vida
(sabe que o tempo vai passar, que a beleza é breve)
e, por isso mesmo, usa o devaneio
para saturar o momento com uma perfeição temporária.
É o piscar de olhos onde a razão e o desejo conspiram:
"Isto não é real, mas é tudo o que importa."
Naquele instante de flutuação, a mente está desperta
(lúcida de sua própria criação),
e a alma está em êxtase
(devaneando um mundo que ela mesma sustenta).
O Paraíso, portanto, é a plena consciência da nossa capacidade de ser feliz, mesmo que seja apenas um pensamento. É o gozo da ilusão assumida.
É quando a mente, lúcida e livre, se permite voar.
As Extremidades de um Ócio Inabitável
O Ócio, prometido como santuário,
revela-se um deserto sem ecos.
Não é descanso, mas uma suspensão ácida,
onde o tempo não cura, apenas se estende.
Um ócio inabitável não possui janelas.
É o silêncio sem paz, a quietude sem centro.
É o lugar onde a alma, despojada de tarefa,
começa a roer os próprios limites.
Chegamos às suas extremidades,
onde a ausência de propósito se torna tão aguda
que se transforma em algo novo e terrível.
A Primeira Extremidade: A Vertigem da Consciência
De um lado, a fronteira se dissolve na Vertigem.
O excesso de tempo livre, desprovido de âncora,
lança o olhar para dentro, sem distração.
É ali, nessa margem, que a mente se confronta
com o volume inteiro de seus não-ditos e não-feitos.
O ócio cessa de ser vazio e se torna um espelho cego,
refletindo a forma pura da ansiedade.
O descanso vira vigília; a calma, tormento.
O ser não trabalha, mas sua consciência freme.
A Segunda Extremidade: A Apatia Gelada
Na extremidade oposta, a fronteira é de gelo: a Apatia.
O ócio se aprofunda tanto em si mesmo
que a vontade de ser, de agir ou de sentir, atrofia.
É a saturação da inatividade,
o ponto onde a ausência de estímulo
transforma a liberdade em paralisia.
O ócio, de promessa, vira destino.
Não há dor, mas tampouco há vida.
A existência se torna fina, transparente,
esperando apenas que o tempo, sem pressa, a esqueça.
O Ócio Inabitável é, portanto, a prova:
O Paraíso só é sustentável quando há um pequeno projeto.
A verdadeira quietude não reside na ausência de movimento,
mas na tensão vital entre o descanso e a criação.
E quem reside nessas extremidades,
sabe que o pior trabalho não é o esforço físico,
mas o esforço mental de dar sentido
a um tempo que se recusa a ter forma.
O Eco dos Anos
No limiar da meia-noite, o calendário curva-se novamente,
dissolvendo um ano em fumaça fina que escapa entre os dedos.
Não é o tempo que foge; é o eco que persiste.
Gestos repetidos como versos de poema gasto,
pensamentos sulcados na alma,
conversas nascidas velhas, pesadas pelo não dito.
Somos espelhos rachados.
Nelas reflete o mesmo espírito:
felicidade oca em dias cinzentos,
palavra de dicionário que evade a pele.
Buscamos reflexos polidos, amores distantes,
palavras que enchem o silêncio sem tocá-lo.
Num descuido ou graça súbita,
abrimos a porta da casa interior.
Ali, o caos negado: silêncios empilhados como móveis quebrados,
sorrisos mofados no escuro,
danças paradas no meio do giro.
As máscaras fundiram-se à carne.
Não sabemos onde acaba a encenação
e começa o real.
Avarentos com o coração, sabotamo-lo
por uma longevidade ilusória,
adiando o encontro essencial
como se a morte negociasse prazos.
Vivemos à espera — do fim do dia, do brinde vazio,
da distração que cala a voz insistente:
a vida não avisa o fim.
Quando a poeira baixa,
o novo ciclo surge não como promessa,
mas pergunta austera:
será possível, num lampejo lúcido,
acolher os cômodos vazios da alma?
Nesta virada, dispense jantares fartos e sorrisos falsos.
Chame-me apenas — para saber se estou bem.
Chame para a reciprocidade nua,
para aprender, devagar, empatia, generosidade, resiliência —
e as palavras que brotam no caminho, sem performance.
Voltemos ao templo que somos:
casa de sentimentos em pedra antiga e luz trêmula.
Com mãos lentas, sem julgamento,
varramos o ressentimento cristalizado,
lavamos janelas embaçadas,
deixamos o vento renovar.
Que nossas verdades ecoem no outro,
vulnerabilidade vire ponte de mãos estendidas.
Não reerga o edifício todo.
Entreabra uma janela,
deixe a luz cortar a poeira,
lembre: dançar é possível
entre escombros, peito partido,
eco persistente.
Que o templo seja morada, não prisão.
Ao limpá-lo, na poeira e luz tímida,
encontremos o espaço onde a reciprocidade inspire
Que os anos traga não felicidade premiada,
mas honestidade à criatura teimosa
que, apesar de tudo, escolhe estar...
Ysrael Soler
A vida não é um ensaio geral para um paraíso futuro; a existência é o próprio espetáculo, com todas as suas glórias e desventuras.
CHÃO PRETO II
Há um lugar distante
onde a relva perdeu a cor,
a seiva já não percorre as entranhas
e a chuva não umedece o chão.
O arado corta a terra,
finca as pontas como a rasgá-la
e diz:
“Tu és chão e terra preta
onde fornicas com as sementes
de onde nascem abrolhos
e não pureza.”
Teu chão é preto
como um coração amargurado.
Seca, já não recebes
o orvalho das manhãs
que outrora encantavam
teus pomares.
Vieste do seio da terra
e abdicaste da formosura.
Como a praga que emudece
e rouba a clorofila das plantas,
assim estás entre os picados
pelo besouro de prata:
secaste, cegaste,
planta que fenece sem luz.
E desse esvaziamento nasceu
teu intento, abrasivo e tenro,
prostituindo a alma,
despertando forças obscuras,
beijando o sinete do rei
que te fez algoz
da própria sorte.
Jaz adormecido
esplêndido
na tua bolha.
A cantiga que o vento soprava
e te fazia dançar
hoje te quebra
no limiar das pétalas.
Entre tantos adubos,
restou-te apenas
tornar-te mais um.
Ergam as mãos
e atire a primeira pedra
quem saiu ileso.
Evoquem os deuses
e, em assembleia abstrata,
certifiquem a falsa epopeia
dos grandes vassalos
que, com retóricas altivas,
oprimem esta terra
e fazem dela
chão pisado.
Ysrael Soler
Amor de infância
O meu amor de infância
Um amor sem malícia
Um amor sem querer
Cujo prazer estar no ver
O meu amor de infância
Passou, acabou
A juventude chegou
Chau, chau meu amor.
O meu amor de infância
O tempo levou
Vieram os desejos
Que o despedaçou
O meu amor de infância
Que dor, que dor
Acabou, passou
Fui meu amor.
O inimigo quer destruir
Deus criou o homem e a mulher
Um para o outro os fez
O inimigo tenta destruir
Por que não o satisfez
Ele coloca tropeços
Criticas e desavenças
Pra ver se enxerga desfeito
Aquilo que o atormenta
Na união Deus se deleita
Na paz Ele se compraz
O inimigo fica em desespero
De ver Deus se alegrar
Vamos nos unir
E vencer o maligno
Deixar nosso Deus feliz
E nos alegrar com tudo isso
Poema inspirado na música Zumbi de Jorge Ben Jor
De um lado cana de açúcar
Do outro cafezal
O que faremos nessa terra
Onde só querem o nosso mal?
De Angola, Congo, Benguela, Monjolo
Cambina, Mina, Quiloa e Rebolo
Aqui estamos todos a venda no leilão
Descartados como miolo de pão
Comercializaram nossa princesa
E agora o que faremos
Vem Zumbi, vem Zumbi
Em breve venceremos!
Desejo proibido
Lá vem você
Com esse olhar encantador
Um sorriso matador
Sequestrando meu pudor
Lá vem você
Com sua presença marcante
Esse jeito cativante
Me deixando desconcertante
Aqui estou eu
Me sentindo como infante
Diante de um gigante
Que me é interessante
Com paixão, pavor, calor
Envolvi-me pelo impudor
Desejando o teu ardor
Mas, você já tem amor
Desejo enrustido
Você disse que havia em mim
Um desejo enrustido
E é claro que eu quis discordar
Mas, isso explicaria o que sinto
Você é o único que eu não quis mudar
Até deitaria no teu peito esculpido
Tatuando nele o meu cupido
Com um coração todo florido
Talvez nossa visão de mundo seja diferente
Mas, e daí? Gosto de desafiar a mente
A gente nem precisa mudar de ideia
Se respeitar um ao outro de forma sincera
Gostaria de ver as suas séries
E te apresentar as minhas bobinhas
Quando estivermos cansados
Saímos um pouco da linha
Como profissional gestor de pessoas, posso dizer que a política virou politicagens, um quer empurrar o seu mundo na cabeça do outro, viralizam fake news ou bobagens, cada um pintando seu candidato de santo e demonizando o outro, muita gente ficando doente no psicossocial.
Eu não envio nem compartilho este tipo de conteúdo, mas todo dia enchem o meu ZAP e caixa mensagens.
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