Um dia Vc Va me dar o Valor que Mereco
Observe as coisas de um jeito novo: pense no que elas podem se tornar.
Uma grande causa do desânimo é achar, sem razão, que o futuro vai ser igual ao passado.
É mesmo difícil seguir em frente quando uma experiência anterior trouxe tanta decepção.
Mas a verdade é que a vida não precisa andar sempre em linha reta.
A qualquer momento, podemos mudar de direção.
Se Eu Soubesse Que a Vida
Se eu soubesse que a vida
Era um barco à deriva
Mas que nem sempre ela o era
Não ficava lá, parado na esquina que não se dobra
Nem perdia meu tempo a olhar horizonte
Não se deixe iludir pelo tempo, ele não é nosso amigo
Teria dormido menos, teria sonhado mais
Se soubesse que há fases na vida
Cujos sonhos quase sempre são verdade
E há verdades que são só palavras que vão no vento
Elas teriam sido o que são:
Só verdades de momento
Momentos importantes, de mudarem vidas.
Saía da esfera da dúvida
Fecharia as portas do meu coração
Para assim eu nunca sentir saudade
Pois saudade é uma semente
Que precisa antes madurar
Pra depois ser percebida
Eu não sei se é uma falha da vida
Que a espalha aos montes pelos caminhos
A teria sentido menos
E teria sido apenas
Se valesse a pena de ser sentida
Teria direcionado as velas do barco
E mirava um ponto no horizonte
Lhe teria dado outro rumo
Ah, se eu soubesse
Que de vez em quando há sonhos mais reais que a vida
E que há sonhos, de tão parecidos o são
Eles dão sentido às vidas, tão sincronizadas
Que nem as batidas das penas
Nas asas coloridas de um pequeno beija-flor
Me fartava todo dia, de tanta alegria
Se eu soubesse que todo tempo do mundo
Não era tanto tempo assim
Enfim, creio que nem tempo havia.
Edson Ricardo Paiva
Ah, coração
Quisera fosses apenas
Um pedaço assim
De pedra, giz ou carvão
Este, que bate em mim
Nada sente
O da alma é diferente
Esse me diz, todo dia
Meu poeta, eu não queria
Viver outra coisa além
Dessa singela poesia que fazemos
Nela, a vida pode não ser bela
Seguramente não é
Mas a gente bota o pé
Quase que seguro de onde pisa
E não precisa mais ninguém
Além de tu e de mim
Pois o mundo não é assim
Que nem a gente
Felizes, interagindo
Buscando um desfecho
Que não se arvore a ser perfeito
Também não precisa ser lindo
Desde que tenha alguma graça
E que faça algum sentido
Pra tu e pra mim
Pois o mundo não pensa assim
O avião que passa lá no céu, só voa
O trovão da tempestade é barulhento
A chuva molha e a vida é boa
Contigo aqui comigo, coração
A chuva é maravilhosa
O trovão da tempestade, ecoa
A vida, flutuante, pega carona
Numa corrente de vento
O avião que voa, sobrevoa um mar de rosas
Mas não vimos nada disso
Porque estivemos desatentos
Tentando enxergar poesia
Onde a luz do dia iluminava
Uma parede de concreto
Uma cidade reta
A flora de ervas daninhas que aflora
Pra glória de quem deseja
Que tu e eu também vejamos
O quanto este mundo seria bom
Se todos os corações apenas
Se comportassem
Como pequenos pedaços
De pedra, giz ou carvão.
Edson Ricardo Paiva
O que achei depois da ilusão
Esta não é uma carta de prosperidade.
Não é um relato de vitória.
Não é uma narrativa otimista construída para convencer alguém de que tudo acontece por uma razão ou de que, no final, tudo ficará bem.
Não sei se ficará.
Escrevo de um intervalo.
Um espaço estranho entre quem fui e aquilo que ainda não sei nomear.
Durante muito tempo acreditei que estava vivendo minha própria vida.
Hoje suspeito que apenas executava uma sequência de instruções herdadas.
Estude. Trabalhe. Produza. Conquiste. Resista. Suporte.
E eu suportei.
Suportei tanto que transformei o peso em identidade.
Passei a admirar minhas cicatrizes mais do que minhas necessidades.
Confundi exaustão com virtude.
Confundi utilidade com valor.
Confundi sobrevivência com existência.
Fui o homem que carregava.
O homem que resolvia.
O homem que seguia.
O homem que sempre encontrava uma forma.
Mas ninguém me perguntou se eu ainda queria carregar aquilo tudo.
Nem eu.
Talvez porque algumas perguntas sejam perigosas demais.
Elas não derrubam apenas respostas.
Derrubam estruturas inteiras.
Então o abismo apareceu.
Não como um monstro.
Não como um inimigo.
Mas como um espelho.
E pela primeira vez percebi algo perturbador:
eu não estava com medo do abismo.
Estava com medo do que descobriria sobre mim ao olhar para dentro dele.
Porque durante anos me tornei especialista em observar o mundo.
Analisei sistemas.
Pessoas.
Comportamentos.
Estratégias.
Falhas.
Mas havia uma região inteira de mim que permanecia interditada.
Uma caverna onde escondi desejos.
Medos.
Raivas.
Carências.
Sonhos abandonados.
Partes de mim que não cabiam na narrativa do homem forte.
E quando aquela porta começou a abrir, tudo entrou em conflito.
A carreira.
Os relacionamentos.
As crenças.
A espiritualidade.
A identidade.
A própria ideia que eu tinha sobre quem era.
Descobri que saber meu nome não responde quem sou.
Saber meus gostos não responde quem sou.
Saber meus objetivos não responde quem sou.
Nem mesmo minhas conquistas respondem.
Porque existe um ponto da existência onde o currículo perde valor.
Onde a performance social perde força.
Onde os títulos deixam de explicar a alma.
E foi exatamente ali que me encontrei.
Ou talvez tenha sido exatamente ali que me perdi.
Ainda não sei.
Só sei que algo morreu.
Não fisicamente.
Mas simbolicamente.
Morreram versões de mim que eu jurava serem definitivas.
Morreram certezas.
Morreram personagens.
Morreram narrativas que me mantiveram funcional por anos.
E quando a poeira baixou, restou apenas o silêncio.
Um silêncio pesado.
Incômodo.
Sem promessas.
Sem aplausos.
Sem distrações.
Foi então que percebi que minha solidão não era ausência.
Era convocação.
Ela não queria me punir.
Queria conversar.
Queria que eu sentasse diante dela sem telefone, sem trabalho, sem justificativas e sem fuga.
Queria me apresentar a alguém que passei anos evitando.
Eu mesmo.
E essa conversa continua acontecendo.
Nem sempre de forma gentil.
Nem sempre de forma bonita.
Às vezes ela chega como revolta.
Às vezes como vergonha.
Às vezes como tristeza.
Às vezes como uma pergunta simples que destrói uma semana inteira:
"Se ninguém esperasse nada de você, quem você escolheria ser?"
Ainda não tenho a resposta.
Mas pela primeira vez parei de fingir que tenho.
Hoje compreendo algo que antes me ofendia:
a consciência tem um preço.
Toda visão ampliada dói.
Toda lucidez cobra.
Toda verdade exige espaço.
Porque enxergar não é ganhar conforto.
É perder ilusões.
E nenhuma ilusão abandona o palco sem resistência.
Por isso não escrevo esta carta como alguém que venceu.
Escrevo como alguém que despertou.
E despertar não é um momento glorioso.
É um processo brutal.
É perceber que algumas das grades eram feitas pelas próprias mãos.
É descobrir que parte do sofrimento vinha das correntes que chamávamos de identidade.
É admitir que certas escolhas eram abandono disfarçado de responsabilidade.
Hoje caminho sem muitas respostas.
Mas com menos mentiras.
E isso precisa bastar por enquanto.
Não sei exatamente quem me tornarei depois desta travessia.
Mas sei quem não consigo mais continuar sendo.
Talvez esse seja o verdadeiro começo.
Não a certeza.
Não a paz.
Não a iluminação.
Mas a coragem de permanecer acordado enquanto tudo aquilo que era falso desmorona.
E continuar olhando.
Mesmo quando o abismo devolve o olhar.
A compensação emocional compõe uma província ilusória em nossa geografia íntima, um território cujas fronteiras desenhamos usando a argila pesada do pertencimento. Muitas vezes, erguemos essa topografia movidos pela urgência da aceitação ou por um senso mecânico de crescimento, preenchendo o papel com rotas que são, na verdade, decalques exatos dos sonhos alheios.
Contudo, reconhecer a existência desse continente de expectativas herdadas — e tateá-lo com a lucidez de uma vulnerabilidade consciente — é um ato de profunda integridade íntima. É essa clareza nua que nos devolve a pena e o compasso, concedendo-nos a permissão vital para adentrar o espaço virgem do nosso próprio mapa, onde as coordenadas finalmente obedecem ao silêncio e à nossa verdadeira razão de existir.
Queria viver um sorriso tão lindo quanto aquele que inventei nas memórias da minha mãe.
Um sorriso que talvez nem tenha acontecido exatamente assim, mas que minha alma precisou criar para continuar acreditando na ternura.
Queria sentir algo tão glorioso quanto o abraço que imaginei ganhar do meu pai no dia da minha formatura. Um abraço inteiro, sem pressa, sem dívida, sem ausência. Um daqueles abraços que dizem, sem dizer: “eu vi você chegar até aqui”.
Queria um colo com gosto de lar.
Um lar com aroma de lavanda, janelas abertas para a paz, silêncio criativo repousando no canto da sala e uma playlist que parece não ter fim, como se o tempo tivesse decidido parar só para me deixar respirar.
Talvez eu não queira luxo.
Talvez eu só queira presença.
Um lugar onde a alma não precise se explicar tanto. Onde o coração possa tirar os sapatos, pousar suas guerras no chão e existir sem pedir licença.
Talvez eu só queira, por um instante, viver dentro da beleza que um dia precisei imaginar para sobreviver.
O primeiro som que sucede o silêncio não deve ser um estrondo, mas uma pulsação. A verdadeira paz não exige a imobilidade de quem respira; ela apenas pede que o movimento não seja uma fuga, mas um ancorar contínuo. Ao atravessar as cortinas recém-abertas, o cenário que se revela não nos apressa. Ele exige presença. É na cadência minuciosa dos passos, no atrito suave da sola contra o cascalho da própria jornada, que a identidade deixa de ser uma ideia no espelho e passa a ser o chão que pisamos. O silêncio nos ensinou a olhar para o centro; agora, o ritmo nos ensinará a caminhar a partir dele.
Minha alma sangra,
e meus olhos transbordam a dor.
Cada respirar é um lamento,
e cada toque machuca como cortes profundos.
Saem flores dos meus olhos e boca,
cuspo sangue que se transforma em rosa.
Tão indiferente…
Tão… vivo?
Mesmo com medo,
mesmo no escuro.
Como respiro?
As pétalas cortam tão fundo.
É como se fosse o preço que devo pagar.
Tentei ser a rosa do seu solo infértil.
E virei uma planta sem espinhos.
Você arrancou meus espinhos só pra me ver murchar?
Tentei te dar o meu tudo,
dei o meu melhor…
E quando minhas pétalas caem;
é como se eu estivesse morrendo.
“Um espaço pode impressionar os olhos.
Mas só uma experiência é capaz de tocar a alma.”
— Daugliesi Giacomasi Souza
A humanidade não vai salvar a civilização a menos que crie um sistema de bem e mal independente de céu e inferno.
George Orwell
A sabedoria do tempo
Certa vez a fim de tirar a paz de um sábio durante uma comemoração entre amigos, já um tanto embriagado uma pessoa o desafiou:
_Posso expor seu passado aos convidados? Acha que depois de feito isso, preservará sua imagem de sábio?
O sábio, sereno respondeu:
_ Diga o que supõe sobre o meu passado, foi ele quem me tornou quem hoje sou, o presente ainda irá me moldar através das escolhas que fiz ontem e faço hoje. Ao terminar de expor meu passado, analisaremos juntos o que conheço do seu presente e veremos o que podemos aprender um com o outro. Pois eu não vivo mais no meu passado, embora respeite profundamente a sabedoria que trago de lá e sei que essa sabedoria pode ser novidade útil para você. Já em relação à minha imagem, só é relevante a que conheço de mim mesmo.
E se eu adicionar 3 pontos finais
Ao invés de um fim
Terei um recomeço, uma icongnita?
Terei silêncio? Gritos? Sinais?
Serei eu sem você? Ou serei você sem mim?
Será que no início, no fim e por todo meio me evita?
Seria eu a sua Kriptonita?
“Para alguns, um carro é apenas uma máquina.
Para outros, é uma parte da própria história.”
— Mário Augusto de Castro
“Quando existe sensibilidade,
cada detalhe de um ambiente passa a contar uma história.”
— Daugliesi Giacomasi Souza
“Um ambiente com identidade não segue apenas tendências.
Ele traduz histórias, sentimentos e personalidade.”
— Daugliesi Giacomasi Souza
“A verdadeira beleza de um ambiente
não está no que ele mostra, mas no que ele faz sentir.”
— Daugliesi Giacomasi Souza
" No amanhecer ouço pássaros cantar um friozinho da manhã andando pela rua com um silencio absoluto ouço apenas pássaros cantar sobrevoa no céu o sol já no alto clareando aos poucos o céu vai ficando cor de rosa e azul admiro o belo dia vejo as casas tudo com portas fechadas algumas casas com luzes acesas gente despertando já cedo e a vida continua Assim"
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