Um dia Vc Va me dar o Valor que Mereco
E TUDO JÁ ESTAVA ESCRITO...
Quando nascemos trouxemos junto um bloquinho de notas, lápis e uma borracha.
E vamos anotando nossa história, algumas vezes corrigimos, outras vezes apagamos e muitas vezes arrancamos uma folhinha e refazemos novamente e assim o bloquinho vai terminando. Então, decidimos comprar um caderno bonito e bem encadernado e com bastante folhas para passar tudo a limpo, mas aí a gente se dá conta que o lápis já está sem ponta e gasto (de tanto usar e apontar) e a borracha já nem existe mais…
Por que?
- Tudo já estava escrito!
VISÃO DE UM ANJO...
Ali estava fulgente e ele a contemplar
no clarão violáceo, fada? Querubim?
Dentro do seu mundo um altar esboroado
de brilhos opalinos crivados em mim.
Cores em arco íris em luz se formavam
nessa redoma de vidro entre arvores
viajores do tempo vindos de uma região
etérea. E num flash seus olhos vêem
almas errantes que vagueiam na Terra
procurando-se mutuamente sob templos
petrificados e sustenidos…
Que foi registrado através do olhar inglório
de um anjo sorrindo!
PENSAMENTO OFF...
Não é que a gente esquece e sim o nosso pensamento que dá um tempo e adormece, porque também cansa de esperar aquilo que nunca acontece…
COSTURANDO A VIDA...
Nesse nosso presente entre um alinhavo e outro, a gente vai remendando os acertos e erros do passado, cerzindo sentimentos e emoções num futuro incerto numa colcha de retalhos…
O REVERSO DO ESPELHO
(Um despertar inconclusivo)
Folheando álbuns de recordações, fui resgatando épocas através de fotografias amareladas — algumas borradas, sem nitidez, carregando o peso de eras; outras de uma leveza que não consta nos mapas.
Uma saudade estranha do que o medo me impediu de batizar, de passos que ensaiei e nunca dei, temendo que o chão fosse miragem. Recordações que marcaram histórias e esculpiram memórias.
A nostalgia tomou conta de mim. Senti falta do que fiz acreditando no acerto, para depois descobrir que o destino ria noutra direção. É uma saudade feita de tudo e tecida com o nada; um desejo urgente de gritar enquanto a garganta dá um nó cego no tempo que ficou para trás.
Em algum canto, a pureza da infância ainda observa. Enquanto seguro cada fotografia, em silêncio, a mulher que agora habita em mim — na maturidade dos fios brancos que teimam em dizer que o ciclo continua — decide, subitamente, sorrir e dançar entre as ruínas que se transformaram em alicerces. Tudo guardado ali, naquele álbum de retratos esmaecidos de outrora.
Sinto saudade do que as mãos seguraram e do que escorreu pelos dedos. Saudade até do abandono, do que vivi e do que deixei morrer na beira da estrada. Habito a contradição exata entre o "sim" que me salvou e o "não" que me definiu.
Entre um sorriso contido e uma lágrima que desce, recordo-me da pérola que eu desenhava na infância toda vez que a professora pedia um desenho do mar. Eu, automaticamente, pensava em uma sereia admirando uma ostra em suas mãos.
Ao fechar o álbum e guardá-lo na caixa forrada de cetim lilás, olho pela porta de vidro. Os raios de sol refletem o agora, e a pergunta ecoa em minha quietude:
O que, dessas lembranças, sobrevive em mim hoje?
Lu Lena / 2026
O ECO DO VILAREJO
(Fragmentos de um tempo de Outrora)
E a flor se abriu em rosa ao longe, muito longe, ao som do realejo. Anjos do vento trouxeram-me os sonhos que deixei em tempos de outrora naquele vilarejo. Desperto e o que vejo, apenas o rastro do que foi, uma memória que flutua na fresta da janela: que são as pétalas encurvadas dançando com o vento.
Lu Lena / 2026
TERÇO DA INTUIÇÃO
(Um Caminho de Luz em Cinco passos)
A oração é um diálogo livre, e hoje compartilho com vocês a forma que fui intuída a rezar o meu terço. Nele, cada mistério é um passo por um caminho de luz:
🌍 1º Mistério: Pela humanidade, pedindo cura e conforto para todos os corações.
✨ 2º Mistério: Aos meus santos devotos, anjos e arcanjos, honrando minha rede de proteção.
♥️ 3º Mistério: Pela minha família e amigos, o alicerce do meu caminhar.
🙏 4º Mistério: Por mim, pedindo sabedoria e perseverança na minha fé.
💙 5º Mistério: À todas as denominações de Maria, que se unem num só manto de amor.
Rezar assim me traz paz. E você, já experimentou falar com o sagrado do seu jeito? 📿✨
Lu Lena / 2026
ONDE O SOCORRO SE ENCONTRA
(Um pedido de cura para o mundo e um convite para olhar para o alto.)
Que Deus cure todas as doenças e direcione a humanidade de volta ao caminho da luz. Nos perdemos de tal forma que nos esbarramos, mas não nos encontramos mais...
Mas que, no silêncio de uma oração ou na delicadeza de um gesto, possamos aprender a enxergar o outro novamente. Que o amor seja a ponte que nos resgate desse desencontro, nos lembrando que nunca estamos sozinhos enquanto houver fé no coração.
Lu Lena / 2026
REDE DE PENSAMENTOS
(No domínio do pescador)
Dominar a mente é um processo exaustivo e, ao mesmo tempo, libertador. Pensamentos intrusivos são como peixes reluzentes saltitando em uma rede furada. Nossa consciência é o pescador, desgastando-se no malabarismo de tentar fisgar o que é volátil.
Quando finalmente conseguimos dominar esse fluxo, o cansaço dá lugar à lucidez. O domínio não está em tapar ou mesmo remendar os buracos da rede, mas em saber com precisão qual movimento vale o esforço para termos o controle total e exterminar de vez esses pensamentos retrógrados.
A liberdade real começa quando o pescador para de negociar com o que o atrasa e decide, finalmente, limpar o convés.
Lu Lena / 2026
COSTURA DE UM ANJO
(Quando os pedaços do passado encontram a luz da cura)
Carregamos lembranças que foram rasgadas em pedacinhos de papel e jogadas ao vento. Mas o tempo os segurou um a um, colocou-os numa nuvem e os enrolou.
Um anjo viu a cena e, com as notas musicais de sua harpa, fez um lindo coração, costurando-os com filetes de estrelas cadentes.
Toda vez que lembramos, temos a certeza da cura e do perdão, mesmo com "cicatrizes" coladas. E sempre que uma estrela cai do céu, vemos a luminescência como uma promessa silenciosa, que transforma fragmentos do passado em resiliência e aceitação, descendo como um véu sobre nós...
Lu Lena / 2026
CASTELOS DE PAPEL
(Quando a tempestade leva o sonho e deixa o chão)
Construí um castelo de ilusões em meus sonhos,
onde a torre é feita de papel (alma).
Tão leve que qualquer tempestade passa
e a leva para o céu...
Enquanto o alicerce fica no chão (matéria).
Ao olhar para o alto, nada mais se vê.
Mas quem passa e repara o solo vazio,
pergunta ao vento:
O que havia ali que o teto não quis conter?
Lu Lena / 2026
O mundo está precisando, literalmente, de um abraço coletivo e de olhar para Jesus na cruz, que espera de braços abertos por esse gesto.
Lu Lena / 2026
MÃE, ORVALHO DO CÉU
Toda vez que uma mãe chora, um anjo desce à Terra e usa suas lágrimas para borrifar e polir todas as estrelas do céu.
Lu Lena / 2026
O PESO DO SUSPIRO
(Na esperança do amanhã)
Houve um tempo em que o peito vivia apertado como pedra. Qualquer decepção virava eco; qualquer injustiça era um tambor batendo forte no meu coração. Eu queria que o mundo ouvisse a minha indignação, que o outro entendesse a minha dor na mesma voltagem em que eu a sentia.
Eram os meus gritos abafados — aqueles que a gente engole no jantar, que guarda sob o travesseiro, quando as lágrimas se misturam com a água do chuveiro ou com a chuva lá fora. É nesse instante que o silêncio grita, a voz trava nas cordas vocais... e o que resta é apenas um suspiro profundo, que faz a alma levitar e sair da matéria.
Mas o tempo trouxe consigo uma espécie de cansaço vago e silencioso; as cordas vocais da alma parecem agora preferir o repouso. A gente percebe que gritar, mesmo que para dentro, ainda gasta uma energia flutuante que o corpo agora pede para outras coisas: para o café da manhã sem pressa, para o livro que finalmente faz sentido, para o olhar que compreende sem precisar de legenda.
Com o envelhecer, a maturidade nos ensina que o que antes era um vulcão contido vira brisa. Os silêncios deixam de ser prisões e passam a ser refúgios. Não é que a dor sumiu; é apenas que a urgência de ser compreendida foi substituída pela paz de se compreender e de se aceitar.
Hoje, quando algo aperta o coração, eu não busco mais o grito. Eu busco o fôlego. Quero apenas que aquele nó na garganta se desfaça em um suspiro longo, que saia pelos lábios e se misture ao vento. Porque o suspiro não exige resposta, não pede plateia e não carrega o peso da explicação. Ele é, simplesmente, a alma fazendo as pazes com o que não posso mais mudar, apenas aceitar.
O suspiro é o som da liberdade de quem já não precisa mais provar nada a ninguém — nem a si mesmo. Pois o que a gente mais quer é que nossos gritos abafados, em nossos silêncios, apenas suspirem.
Lu Lena / 2026
A MENINA DOS OLHOS
Ela fez das lágrimas um mar de ilusão onde, através da "menina de seus olhos", enxerga o arco-íris além do céu...
Lu Lena / 2026
CIRCUITO DE VIDRO
(Entre o meltdown e o porto seguro de um olhar)
Minha essência foi moldada num mosaico vitral,
feita de cacos espalhados pelo chão.
Em instantes de crise, o espaço me aperta, me comprime.
Às vezes é amplo, às vezes me liberta.
O ruído do mundo lá fora me desestrutura,
meu grito ecoa, fio desencapado.
Curto-circuito.
O excesso me enclausura.
Mas no instante seguinte, a paz:
o básico, o abstrato.
Não preciso sair de mim, não preciso orbitar o desconhecido.
No choque, o meltdown acontece e eu vou embora.
Desconexão. Penumbra.
No vão oco da minha quietude,
consigo voltar e me ver.
Sinto a mão que puxa o plugue da tomada.
Refugio-me no olhar do meu abrigo: minha mãe.
E enfim… estou seguro.
Lu Lena / 2026
Amor como explicar o amor!?
Com a chegada de um filho,
Que te cura de dores que nem
Foi ele quem causou.
Aí você intende o sentido de amar!!
O dom da masculinidade é severo. Ser um homem e ter o coração de um, é tanto um fardo quando um dom. As vezes, é muito bom, as vezes é doloroso. Ser homem é demonstrar força e virilidade, mesmo quando se é apenas um menino que precisa de carinho. Ser homem é ter de aprender a remar com todas as forças contra a correnteza da vida, contra os desejos sem freio, os hormônios incontroláveis, as ambições desmedidas. Ser homem é amar com desespero justamente a mulher que nunca se terá nos braços, é ser a companhia que nunca será perfeita, o amigo que nunca será compreendido, o amante que nunca será acolhido. Ser homem é uma das tarefas mais complexas, perigosas e deliciosas que existem. Ser homem é padecer de feridas invisíveis e encontrar a cura nos lábios alheios. Ser homem cansa, mas enaltece. Enfraquece, mas fortifica, corrompe, mas glorifica. Ser homem é maravilhoso, mesmo quando aquele homem aparenta ser o mais insignificante na multidão. Não se aprende a ser um, se nasce como tal. Depois disso, tudo o que vier é experiência. Não julguem os homens. Somente nós sabemos o peso e a dificuldade de carregar o título. Mas se me pedissem, eu diria que não me imagino de outra forma. Sou quem devo ser, e viverei sendo quem sempre fui. Homem entre os homens, mortal entre os mortais. Apenas mais um rosto nu, no baile de máscaras das emoções humanas.
Agora vou correr atrás do futuro, o passado é só um livro velho de páginas amareladas. Não vale a pena chorar por quem ficou para trás, uma vez que quem permanece caminhando é quem tem as mãos limpas e o coração puro. É tempo de acender luzes, luzes que iluminem o meu caminho, e o caminho daqueles que andarem comigo. A história não acabou, ela recomeçou, com novas cores, nova vida e novo brilho, assim como vivo e brilhante é o novo amanhecer.
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