Um dia Vc Va me dar o Valor que Mereco

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Embalos de um sábado a noite em Araxá

Em meu estar presente nas ruas e nos lugares em que gostaria de estar tornou-se pouco comum, depois que fui apresentado e apaixonei-me. Tudo tornou-me a ter uma valor absorto entre tantos valores de ser e tempo e espaço,no confinamento de amar e poetar. Despido de qualquer quimera ideológica, me vejo um restício de gente seguindo rastros de saudades delirantes. Velhos amigos sinto falta, mas o tédio não faz morada e então me lembro de que tudo é relativo e vivo a poetar, sentado a beira do caminho, uma vida em desnorteio. Na rua de minha cidade sento-me em algum lugar no alto da avenida mais movimentada e badalada, tenho uma visão privilegiada, olhos de águia e cão farejador que a tudo cheira e investiga, e a denuncia não habitam em mim, não sou dedo duro, a isso eu esconjuro. A alma esta alerta a pouca distancia da rua e de seus desfechos em episódios feito nas telas de tramaturgia na TV . Aos meus olhos repousam na matéria a ser impressa são reduzidos pela efervescência da vida, ali dinamicamente humana , minha vida existência de ser um poeta em uma cidadezinha como Araxá em interior do vasto e rico estado de Minas Gerais. Olho,nas calçadas da avenida top dos fins de semana na cidade nos barzinhos mais badalados pela burguesia, nata araxaense, reina muitas vezes a podridão da discriminação social, já nem é mais racia a muito tempol deu lugar a social ,desde que se tenha dinheiro não importa muita coisa pra aquela gente hipócrita, uma burguesia incógnita que cada vez que mais se distancia dos pobres coitados e mais se sentem melhores . Passeiam enrriquietas as burguesinhas , estacionam perplexas , cabelinhos padronizados salto alto Luiz quinze, o rosto todo borrado, feito Pierrô retrocesso , em pingos de brilhos de meiguisse escondendo a fera que a por dentro delas em busca de fama e dinheiro dos otários que se acham ao melhorarem um pouquinho de vida, conseguindo um empreguinho melhor em alguma grande firma ou coisa e tal. Vejo casais de namorados abraçados felizes para os que vêem de fora e infelizes ao extremo por ele mesmos por viverem de aparência , em suas casas deixaram os filhos pequenos com as avós passando necessidades e saíram para festas de patricinhas que pagam muitas caixas de leite para matar a fome dos que ficaram em casa, isso tudo em nome da ostentação. Os que dirigem seus carrões novos zero quilômetros importados , muitas vezes devem muito mais que ganham a vida inteira, hipócrita bobeira. Uns matando aula com cadernos na mão e cigarrinho na outra logo absorvidos pela corrente humana da avenida . Carros em alta velocidade sem preocupar-se com a gasolida que esta em alto preço, so oque importa aos boyzinhos é impressionar as patricinhas doentes por aparências: marcas, motos , alto-padrão de qualidade, forte, barulho,exatidão,e vencedores é o que elas querem. A avenida é um contra-ponto de tudo dois mundos tão distantes e tão juntos igualmente imundos: o céu que é ilusóriamente céu e é na integra o inferno , e o inferno real que é retratado pela falta de tudo , até mesmo da dignidade humana. Homens e mulheres na captura de um final de semana, ciclistas em aceno de reconhecimento ou desejosos de serem reconhecidos por algum figurão da sociedade local e conseguir na segunda feira um horário pra entrevista de emprego. Cãezinhos bem tratados sob a tutela de madames cheirando forte aromas de mulheres velhas e vira-latas esses sim na maior farra , se lixando pra convenções . O mergulho no formigueiro humano lembra-me a poesia escrita, essa agora que agoniza nas etantes de bibliotecass e ninguém quer nem saber que elas existem quanto mais ler. Vez e outra ouço o garçon: mais dois chopes? Dois é claro! Tarde assim dia atípico final de semana movimentado em Araxá coisa inesperada inexplicável , mas é, e assim nasce mais um verso que tanto sonho em escrever , mas para que escrever versos , se ninguém aqui quer saber de outra coisa agora nessa tarde da madrugada, já são quase quatro da manha e só o que se tem são orvalhos , pingos em gotas caídas de graça do céu , a única coisa de graça nessa noite tão poética e sem nenhuma ternura da parte cidadã, é também esta poesia que entre tanta lama e podridão , fez-se um texto poético a que se retrata a verdadeira realidade de vivenciar os embalos de um sábado à noite em Araxá,só nos vem reforçar a efêmera fórmula milenar de que no meio do mais tenrro estrume dessa vida é que se nasce a mais refinada em encantos flor da poesia.

Há um momento em que precisamos soltar a mão daquilo que nunca aconteceu… para perceber que o céu continua derramando vida sobre aquilo que ainda pode florescer.

“Tu és um ser profano, de apetite voraz, cuja fúria somente a morte pode aplacar.”

As pegadas constroem caminhos, palavras firmam um propósito e as ações consolidam uma identidade.

Às vezes, o cansaço não vem do que a gente perdeu, mas de continuar morando em um passado que Deus já deixou para trás.

Escutaremos
Um bom cérebro encontra sempre a música adequada ao seu estado de espírito...
só é necessário tempo

O Eremita.
Não sei o que aconteceu comigo, fechei-me nos meus pensamentos, tornei-me um estranho.

Um caminho.
Não quero que me sigam, mas não me peçam para vos seguir.

A Bela e o Monstro.
Nesta ilusão aqui e pelo mundo fora tudo é lindo tudo é próspero mais um fim de ano chegou a hora dos fogos de artificio por tudo o que é sítio onde haja habitante. Os senhores da pólvora batem palmas e enchem a conta bancária, entretanto a activista Greta Thunberg assiste, tira fotos bebe uns sumos canta cantigas suecas de alegria e prosperidade e no final ela e todo o mundo vão dormir como se nada tivesse sucedido

beleza é poder, e o amor é fazer qualquer um fazer qualquer coisa

Um grande empreendedor
Busca sempre aprender
E cada vez mais inovar
A sua forma de vender

Um peão parado não promove

Ter um pensamento singular pode ser o mais valioso dos dons; não se aflija — permaneça fiel a si mesmo.

Berço
Recordo: um largo verde e uma igrejinha,
Um sino, um rio, Um pontilhão e um carro
De três juntas bovinas que ia e vinha
Rinchando alegre, carregando barro.

Havia a escola, que era azul e tinha
Um mestre mau, de assustador pigarro...
(Meu Deus que é isto? que emoção a minha
Quando estas cousas tão singelas narro?)

Seu Alexandre, um bom velhinho rico
Que hospedara a Princesa; o tico-tico
Que me acordava de manhã, e a serra ...

Com o seu nome de amor: Boa Esperança,
Eis tudo quanto guardo na lembrança
Da minha pobre e pequenina terra!


Bernardino da Costa Lopes poeta parnasiano, conhecido como precursor do Simbolismo no Brasil.

1859-01-15 Rio de Janeiro
1916-08-18 Rio de Janeiro

Eu não vou me destruir com o prazer, porque tenho um propósito.

Sei só que a humanidade está tão perdida que non parece mais um grupo humano como antes.

DEUS... quando tem um propósito para a nossa vida... ELE... nos mantém firmes e fortes... para que possamos com a capacitação que nos foi dada... ser a tábua de apoio... a força e a coragem... no mar turbulento de tantas vidas. Vamos em frente que o tempo não para...!

A cada erro, minha consciência me submete a um tribunal invisível, onde não há apelação, não há clemência, não há voz de defesa. Vivo na constante vigilância de um algoz interno que conhece todas as minhas intenções, inclusive aquelas que o mundo jamais suspeitaria." Celso Jerônimo

“Não se mede um sábio pelo êxito de suas escolhas, mas pela firmeza com que permanece fiel à virtude, mesmo quando o mundo lhe oferece atalhos."

"Aquele que foi criado com pouco descobre cedo que a abundância exterior pode ser apenas um véu de ilusões. O verdadeiro valor das coisas não reside no acúmulo de bens ou na aparência, mas na simplicidade que nutre o espírito e fortalece a existência. Ninguém se define pelo que veste, muito menos pelo que possui, pois a identidade humana não se sustenta na superfície, mas na profundidade de ser."