Um dia a Gente Aprende Mario Quintana
Tem gente que deixa a vida da gente tão doce quanto um algodãozinho doce...Que parece sonho... Que é feita de luz, que irradia como purpurina ao sol!! Tem gente que trás tanta sorte que parece ter trevinhos na alma... Poesia inspirada em flor, perfuma e da cor... Que parece vagalume, acende com luz de carinho, aquele breuzinho e dentro da gente... Deixa a vida leve... Trás esperança, desperta um bem querer e o bem me quer...
Surgiu
Como uma flor no asfalto
Não foi nem de longe
Um clichê esperado
Desses que a gente vê na TV
Surgiu e apenas surgiu
Não explodiu
Mas desabrocha
As vezes parece mais duro que uma rocha
Não foi um clichê
Isso jamais vai ser
Longe te quero perto
Perto te quero mais próximo
Mais próximo quero sua boca na minha
E o seu sorriso doce
E esse seu jeito torto
Que me irrita
Não é conto de fadas
Nem daqueles que se observa no sofá da sala
Não foi nem de longe
Um clichê esperado
Um desabrochar rápido
Um arco íris colorido
Algo premeditado
Não foi nem de longe e nunca será
Algo que se espera
Algo que se imagina
Eu nem mesmo esperava
E hoje não imagino longe da minha vida.
A partir do momento que a gente decide parar um momento pra pensar numa situação de verdade, pensar com o coração mesmo, ao invés de querer decidir essa situação só com atitudes que não estavam levando a lugar nenhum, pq você ainda não entendia a situação direito, aí sim a gente percebe que tava tudo errado. Nunca devemos agir motivados só pela emoção que nos leva a imaginar que aquilo será como a gente deseja. Pensando a respeito, aí sim a gente encontra novos caminhos, e acaba por ir aceitando o fluxo natural daquilo que a gente tinha uma ideia distorcida e não entendia que nem de tudo a gente pode ter controle. A vida sempre nos mostra novos caminhos. Insistir em resolver as coisas do nosso jeito as vezes só nos causa insatisfação, sensação de impotência. A vida sabe o que faz. E aos poucos a gente se acostuma com as novas rotas a que ela acaba nos levando. Tem coisas que só o tempo pode resolver e nos mostrar se sim ou se não....
NÃO FALTA ninguém no jardim. Não há ninguém:
somente o inverno verde e negro, o dia
desvelado como uma aparição,
fantasma branco, de fria vestimenta,
pelas escadas dum castelo. É hora
de não chegar ninguém, apenas caem
as gotas que vão espalhando o rocio
nestes ramos desnudos pelo inverno
e eu e tu nesta zona solitária,
invencíveis, sozinhos, esperando
que ninguém chegue, não, que ninguém venha
com sorriso ou medalha ou predisposto
a propor-nos nada.
Esta é a hora
das folhas caídas, trituradas
sobre a terra, quando
de ser e de não ser voltam ao fundo
despojando-se de ouro e de verdura
até que são raízes outra vez
e outra vez mais, destruindo-se e nascendo,
sobem para saber a primavera.
Ó coração perdido
em mim, em minha própria investidura,
generosa transição te povoa!
Eu não sou o culpado
de ter fugido ou de ter acudido:
não me pôde gastar a desventura!
A própria sorte pode ser amarga
à força de beijá-la cada dia
e não tem caminho para livrar-se
do sol senão a morte.
Que posso fazer se me escolheu a estrela
para ser um relâmpago, e se o espinho
me conduziu à dor de alguns que são muitos?
O que fazer se cada movimento
de minha mão me aproximou da rosa?
Devo pedir perdão por este inverno,
o mais distante, o mais inalcançável
para aquele homem que buscava o frio
sem que ninguém sofresse por sua sorte?
E se entre estes caminhos
– França distante, números de névoa –
volto ao recinto da minha própria vida
– um jardim só, uma comuna pobre –
e de repente um dia igual a todos
descendo as escadas que não existem
vestido de pureza irresistível,
e existe o olor de solidão aguda,
de umidade, de água, de nascer de novo:
que faço se respiro sem ninguém,
por que devo sentir-me malferido?
O Mesmo Assunto
Olha nego
Desculpe mas me cansa repetir a mesma coisa
Todo dia insistindo em fazer saltar os olhos
O que os olhos não conseguem enxergar
Olha nego
Desculpe mas me cansa repetir o mesmo assunto
Ou pior, perdê-la no turbilhão de frases feitas
E a mim falta saúde pra agüentar
Olha nego em mim não sobrou ilusão
Mas de sã consciência
Lhe afirmo meu nego
Farei o possível se for pra ajudar
Mas se não
Não quero esse papo doente
E sem conseqüência palpável meu nego
Não conte comigo pra filosofar
Eu quero é na sombra da velha mangueira
Amar a morena e sentar num papo sem pressa mexendo o canudo
Num copo de maracujá
Você apareça que a gente aprecia
Por deus nem precisa avisar
Mas usa essa mente sem acrobacia nego
Clareza é preciso tentar
Olha nego
No fundo eu compreendo a tua cuca
E a tua culpa eu também sinto
Mas não acho justo a gente se iludir
Que adianta a luta na mesa do bar
Olha nego
Enquanto não for pra valer
Apareça lá em casa sem medo ou remorso
Pra com alegria ajudar quem não tem
Jardins Proibidos
Quando amanheces, logo no ar,
Se agita a luz sem querer,
E mesmo o dia, vem devagar,
Para te ver.
E já rendido, ver-te chegar,
Desse outro mundo só teu,
Onde eu queria, entrar um dia,
P'ra me perder.
P'ra me perder, nesses recantos
Onde tu andas, sozinha sem mim,
Ardo em ciúme, desse jardim,
Onde só vai quem tu quiseres,
Onde és senhora do tempo sem fim,
Por minha cruz, jóia de luz,
Entre as mulheres.
Quebra-se o tempo, em teu olhar,
Nesse gesto sem pudor,
Rasga-se o céu, e lá vou eu,
P'ra me perder.
P'ra me perder, nesses recantos
Onde tu andas, sozinha sem mim,
Ardo em ciúme, desse jardim,
Onde só vai quem tu quiseres,
Onde és senhora do tempo sem fim,
Por minha cruz, jóia de luz
P'ra me perder, nesses recantos
Onde tu andas, sozinha sem mim,
Ardo em ciúme, desse jardim,
Onde só vai quem tu quiseres,
Onde és senhora do tempo sem fim,
Por minha cruz, jóia de luz
Entre as mulheres
Você é a pessoa mais esperta, sábia e inteligente que existe, até o dia em que você vacila
e se apaixona.
Confesso, acordei achando tudo indiferente. Verdade, acordei sentindo cada dia igual. Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante; quem sabe o amor tenha chegado ao final.
“Outro dia me peguei pensando que entre dobrar aquela esquininha da sua rua e ganhar na mega-sena acumulada, eu preferia a esquininha…”
Eu vou cantar até que o dia amanheça.
Cantar tudo o que vier na cabeça
Eu vou cantar até que o dia amanheça
Eu vou cantar.
Tô esperando o dia que isso vai passar. (...) Esperando alguém que ocupe, distraia, desacorrente, solte, substitua, torne nada demais.
Não sei por que você não me alivia a dor. Todo dia a senhora levanta a persiana com bruteza e joga sol no meu rosto. Não sei que graça pode achar dos meus esgares, é uma pontada cada vez que respiro. Às vezes aspiro fundo e encho os pulmões de um ar insuportável, para ter alguns segundos de conforto, expelindo a dor. Mas bem antes da doença e da velhice, talvez minha vida já fosse um pouco assim, uma dorzinha chata a me espetar o tempo todo, e de repente uma lambada atroz. Quando perdi minha mulher, foi atroz. E qualquer coisa que eu recorde agora, vai doer, a memória é uma vasta ferida. Mas nem assim você me dá os remédios, você é meio desumana.
Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje? É agora que quero dividir maçãs, achar o fim do arco-íris, pisar sobre estrelas e acordar serena. Se é para pular, que seja já. porque hoje é hoje; e amanhã, amanhã ninguém sabe.
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