Um dia a Gente Aprende Mario Quintana
Renda ativa é fruto do nosso trabalho; a gente vende nosso tempo e nossa capacidade de resolver problemas por dinheiro.
Assassinato da Saudade
Saudade
A gente
Não mata
Saudade
A gente
Engarrafa
E guarda
Saudade
É coisa boa
Que fica lá
Quietinha
Bem guardada
Onde deve
Ficá
A vida não espera você se entender completamente para começar a cobrar decisões. E muita gente passa tempo demais tentando encontrar sentido, quando na verdade o sentido nasce depois que você age. Pensar é essencial, mas viver é o que dá validade ao pensamento.
A gente tem o direito de fazer o que sabe. E ninguém tem o direito de dizer não quando a gente ganha o direito de ser o que quer ser ou fazer o que quer fazer.
Enquanto você insiste em técnicas, perde o essencial.....
Entender gente.
E para entender de gente, você precisa dominar o Heteroconhecimento!
Como calar as vozes da nossa mente?
Quando morre a mãe da gente, é o momento que a gente entende de verdade que não somos imortais.
É como se caísse a ficha de uma vez por todas que, o colo que só uma mãe pode nos dar, não nos pertencesse mais, mãe é aquela que nos alicerça
E como lidar com o desamparo que maltrata tanto?
Uma vez me questionaram sobre o tempo do luto e quando isso ia passar?
As pessoas só entendem essa dor, quando dói na carne delas.
E não é sobre superar, é sobre resignificar.
A saudade vem , numa terça feira qualquer, as vezes vem num almoço de domingo, ou mesmo numa festa incrível que você só queria a companhia daquela pessoa.
A vida tem que continuar, e continua mesmo, nos primeiros segundos da perda a gente já sente o desabor do luto.
Mas muitas vezes o mundo está a todo vapor e você no meio disso tudo não tem outro caminho a não ser correr junto nessa maratona que é a vida.
Que possamos nos curar das dores silenciadas, das palavras ouvidas, dos julgamentos. Das vezes que dissermos que estava tudo bem e sorria para camuflar a dor.
Das indiferenças, dos pesos, dos julgamentos.
A gente Não Quer Só Pão e Circo
O governo Lula criou recentemente o Sistema Nacional de Cultura, ampliando a estrutura, os recursos e a influência política da máquina cultural no país. Ao mesmo tempo, professores da educação básica seguem sem aumento real de salários, enfrentando escolas sem estrutura, falta de material didático, carência de merenda adequada e ausência de investimentos consistentes em formação e condições de trabalho.
Diante desse contraste, a pergunta inevitável surge:
O que o Brasil mais precisa hoje: cultura ou educação?
A resposta não é complexa.
Educação constrói nações. Cultura expressa nações que já se desenvolveram.
A educação forma médicos, engenheiros, cientistas, professores, empreendedores.
A educação eleva a produtividade, reduz desigualdades reais, gera inovação, atrai investimentos e constrói autonomia nacional.
Sem educação forte, não há crescimento sustentável. Há apenas ciclos de dependência.
Já a cultura, embora tenha valor simbólico e identitário, não substitui a base estrutural de uma nação. Quando governos priorizam grandes eventos, espetáculos e financiamentos artísticos enquanto escolas carecem do básico, não estamos diante de uma política cultural — estamos diante de uma escolha política de prioridades.
E aqui surge outra pergunta, talvez ainda mais incômoda:
O que ajuda mais o país a crescer ou o que ajuda mais o governo a se manter politicamente forte?
Shows reúnem multidões. Palcos amplificam discursos. Artistas influenciam opinião. A máquina cultural gera visibilidade e mobilização imediata.
Já a educação é silenciosa. Seus resultados levam anos. Ela não gera aplauso instantâneo, não cria palanque, não mobiliza militância em curto prazo. Mas ela constrói o futuro de verdade.
Quando um governo investe pesado na cultura militante enquanto a educação permanece precarizada, a escolha não é técnica. É política.
O Brasil não deixará de crescer por falta de shows.
Mas continuará estagnado enquanto faltar ensino de qualidade.
Sem professores valorizados, não há formação sólida.
Sem formação sólida, não há produtividade.
Sem produtividade, não há prosperidade.
E então a velha metáfora ressurge, incômoda e atual:
Pão e circo.
Não no sentido de desprezar a arte, mas no uso político dela para gerar distração, emoção e engajamento enquanto problemas estruturais permanecem sem solução.
A cultura deveria florescer sobre uma base educacional forte.
Quando se inverte essa ordem, o país não avança — ele apenas se entretém enquanto fica para trás.
O Brasil precisa de menos palco e mais sala de aula.
Menos espetáculo e mais estrutura.
Menos aplauso imediato e mais investimento no futuro.
Porque nenhuma nação se desenvolveu priorizando o entretenimento acima da educação.
E nenhuma jamais se desenvolverá assim.
Mauricio C. Cantelli
@ensinandoemfrases
Gente ou robô
Me fale de tudo.
Tudo o que quiser, tudo o que sentir vontade.
Uma mentira contada com sorriso
Parece uma grande verdade.
Você faz o que não tem vontade
Quando não tem vontade de fazer.
E ainda escuta: quando você vai crescer e deixar de fazer só o que você quer?
Quando vais deichar de ser como criança mimada que só faz quando quer e o que quer?
Aí me calo!
Não me falo o que sinto, não me deixo vê o que realmente quer de mim.
E isso mata o que comessou a nascer.
Mata um pouco do meu calor.
Meu corpo fica gelado.
Meu corpo fica flácido...
O sol queima a epiderme,
Mas já não aquece.
A luz clareia os olhos,
Mas não me fazem enchergar.
Tem um barulho atingindo meus tímpanos,
Mas não consigo ouvir.
Meu corpo esta em processo de cetogeniose mútipla, mas ainda me move.
Contudo não saio do lugar...
Meu sorriso é vazio
Meu olhar não vê
Meus lábios não falam.
Meu corpo é mecânico.
Já não sei se sou gente, ou um robô?
Já não sei se sinto o que sinto, ou se sou formatada a achar que sinto.
Já quiz tanto e hoje me bastaria saber o que sou!
Têm pessoas que a gente convive por necessidade, para não ficar com aquele clima pesado demais quando está por perto. A gente até tenta esquecer um erro aqui, outro ali, mas olha, não é fácil. Às vezes até rola um sorriso no canto da boca, um bate-papo social, um aperto de mão, um abraço... mas quando a gente sai de cena, e lembra tudo que já passou, que já ouviu, pensamos simplesmente em virar as costas, afastar e deixar quieto. Mas o coração diz "Tenta. Se aproxima. Perdoa. Esquece." Aí vai você fazer todo esforço novamente. É. São obstáculos que a gente enfrenta todos os dias quando alguém que tanto admiravámos, nos decepciona profundamente.
Quando a gente perceber que no filme da nossa vida o diretor é nós mesmo, a gente começa a perceber que esse é o papel mais importante, não os atores coadjuvantes e nem o resto do elenco/cenário.
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