Um dia a Gente Aprende Mario Quintana
A Magnitude da Gratidão: Uma Jornada de Reconhecimento e Consciência…
A gratidão é um estado de espírito que transcende o simples ato de agradecer. É um exercício profundo de percepção, uma lente que nos permite enxergar o extraordinário escondido nas trivialidades do cotidiano. Ser grato não é apenas um dever moral, mas uma forma de conexão com o mistério da existência, com o Criador que, em sua infinita sabedoria, nos presenteia com dádivas muitas vezes imperceptíveis. Quando olhamos ao nosso redor – para o céu que muda de cor ao longo do dia, para o vento que dança entre as árvores, para o som do mar que nunca se repete – percebemos que a vida, em sua essência, é um presente contínuo. A gratidão, portanto, não é passiva; é ativa, transformadora, uma força que nos eleva para além das circunstâncias.
Reconhecer o valor de cada detalhe é um ato de reverência. O simples fato de respirarmos, sem esforço consciente, é um milagre que passa despercebido. O ar, invisível e onipresente, sustenta nossa existência em silêncio, enquanto o céu, com suas nuances infinitas, nos lembra da impermanência e da beleza de cada instante. O clima, em suas variações imprevisíveis, nos ensina a aceitar a vida como ela é: ora ensolarada, ora tempestuosa, mas sempre necessária para o equilíbrio. A natureza, em sua complexidade impecável, nos oferece lições de resiliência, adaptação e abundância. Cada folha que cai, cada gota de chuva que toca o solo, cada flor que desabrocha, nos convida a refletir sobre a perfeição inerente ao ciclo da vida.
Mas a gratidão não se limita ao que nos é dado; ela também se estende ao que nos é tirado. Muitas vezes, é no vazio deixado por algo ou alguém que encontramos espaço para crescer. O Criador, em sua sabedoria insondável, fecha portas para abrir caminhos mais vastos. Cada perda, por mais dolorosa que pareça, carrega consigo a semente de um novo começo. As oportunidades que surgem, muitas vezes disfarçadas de desafios, são convites para que nos reinventemos. As pessoas que cruzam nosso caminho, seja por instantes ou por anos, deixam marcas indeléveis em nossas almas. Algumas nos ensinam pelo amor, outras pela dor, mas todas contribuem para a nossa evolução.
Há também os sinais que nos chegam de forma sutil, quase imperceptível, como sussurros do universo. Uma coincidência inesperada, uma palavra que ressoa no momento certo, uma sensação inexplicável de paz – são lembretes de que nunca estamos sozinhos, de que há uma força maior guiando nossos passos. Mesmo nos momentos de dificuldade, há uma razão para sermos gratos. Os altos nos ensinam a celebrar a vida, enquanto os baixos nos ensinam a valorizar o que temos e a buscar força em nós mesmos.
A gratidão, porém, não é uma prática que se limita a reconhecer o externo; é também um ato de autocompaixão. Precisamos aprender a ser gratos por quem somos, com todas as nossas imperfeições e conquistas. Cada cicatriz conta uma história de superação, cada erro aponta um caminho de aprendizado, e cada vitória, por menor que seja, é um lembrete de nossa capacidade de seguir adiante. Ser grato por si mesmo é um gesto de amor próprio, uma declaração de que somos, em nossa essência, dignos de tudo o que a vida nos oferece.
É uma força que nos transforma de dentro para fora. Ela nos ensina a enxergar o mundo com olhos de reverência, a aceitar o que não podemos mudar, a valorizar o que temos e a confiar no que está por vir. Quando somos gratos, nos conectamos com o Criador, com o universo, com a natureza e com nós mesmos. É um gesto simples, mas de impacto profundo, que tem o poder de mudar nossa perspectiva e, consequentemente, nossa vida. Que possamos cultivar a gratidão em cada pensamento, em cada palavra, em cada ação, reconhecendo que tudo – absolutamente tudo – é parte de um plano maior, perfeito em sua complexidade.
Feche a janela que te fere, mesmo que a vista seja bela...
Fechar a janela que fere é um ato de coragem, não de fraqueza. A beleza do que está além não justifica o preço de uma ferida aberta. Reconheça o valor de se perdoar por escolhas que não refletiram o que você verdadeiramente merece. Liberte-se das mágoas, abençoando quem, de alguma forma, deixou marcas.
Contradições fazem parte do aprendizado — cada encontro, seja doce ou amargo, ensina algo que fortalece. Porém, nunca delegue o comando de sua mente. Nem mesmo aqueles que te amam profundamente podem compreender o que é melhor para sua jornada. A força para decidir sempre será sua.
Reconheço, com a profundidade de um coração desperto, a magnificência do Criador que tece os fios invisíveis da existência, e inclino minha alma em gratidão a cada ser que, com gestos singelos ou grandiosos, molda a tessitura da minha jornada – desde o artesão anônimo que, com mãos habilidosas, dá forma ao calçado que me sustenta, até aquele que, ao confiar no labor de minhas mãos, alimenta não apenas meu lar, mas também a dignidade que nele habita.
Em um tempo donde a volubilidade das opiniões se arvoram em dogmas inflexíveis, e a escuta atenta cede espaço à oratória egocêntrica, emerge a premente ilação de que a dissonância, longe de configurar afronta, pode espelhar facetas inexploradas da verdade.
Urge, pois, cultivar a humildade intelectiva, reconhecendo na outridade não um antagonista a ser silenciado, mas um espelho potencial de nossas próprias falhas e a porta de entrada para a alvorada de novas compreensões.
A relutância em perscrutar o prisma alheio e a ânsia de impor a própria visão, destituída da maleabilidade do diálogo, obstaculizam a tessitura de um convívio fecundo e revelam, porventura, a fragilidade de convicções que temem o escrutínio da razão diversa.
Gratidão e amor divino na criação…
Em um gesto de reverente reconhecimento à Entidade Primordial, elevo meu espírito em gratidão perene, não só pelo fulgor benéfico que emana da miríade de seres que presentemente adornam minha existência, mas também pelas sombras de outrora, cujas lições, porventura ásperas, cinzelaram em minha alma valiosos aprendizados.
Suplico, outrossim, que a lucidez divina me imbuia da capacidade de contemplar cada indivíduo com a mesma benevolente aceitação que dimana da Fonte Criadora, consciente de nossa intrínseca falibilidade humana, embora sejamos, em essência, primorosas expressões da Arte Cósmica, incessantemente amadas pelo Senhor de toda a Criação.
Reflexão sobre crescimento e fé…
Com o fluir do tempo, compreendemos que cada vivência, seja um desafio, uma incerteza ou um triunfo, integrou-se ao nosso desenvolvimento pessoal.
A Divindade não nos impõe fardos insuportáveis; antes, com a maturidade, discernimos que cada acontecimento possui uma finalidade e uma razão subjacente.
Todas as intervenções divinas visam harmonizar e instruir, e quanto mais árduas se apresentam as circunstâncias, mais próximos nos encontramos das nossas maiores graças.
A essência da desorientação existencial…
Na tessitura da existência humana, emerge um fenômeno inquietante: a tendência contemporânea de conferir ao comum a roupagem de doença. Aquilo que outrora seria compreendido como parte intrínseca da travessia existencial, ou mesmo como fruto de uma desorientação passageira, transfigura-se, em nosso tempo, em patologia psíquica. Não se trata, na maioria das ocorrências, de uma verdadeira fissura no ânimo, tampouco de uma suspensão irrevogável da vontade ou de um abismo ontológico que reclame intervenção urgente. O que se descortina, em sua essência, é a ausência de um eixo, uma errância sem método, desprovida de norte e rigor.
Contudo, ao elevar essa desorientação ao estatuto de desordem, instaura-se, de forma paradoxal, o privilégio de abdicar da responsabilidade sobre si mesmo. Ao invés de confrontar a inércia, acolhe-se a segurança ilusória do diagnóstico, que não apenas nomeia, mas legitima a fuga do peso da autodeterminação. O desconforto, que é parte inalienável da condição humana, dissolve-se em uma nomenclatura clínica que o aliena de sua substância vivida. O medo converte-se em exaustão, a dúvida em labirinto identitário, enquanto a linguagem da morbidez substitui a sinceridade da reflexão. Vemo-nos, assim, diante de vidas que, mais do que padecimentos genuínos, carecem de direção e disciplina.
É incontestável que os sofrimentos psíquicos reais exigem cuidado, compaixão e tratamento. No entanto, o uso indiscriminado da linguagem diagnóstica banalizou o peso do sofrimento autêntico, fazendo do efêmero uma entidade nosológica. O que antes demandava esforço e perseverança tornou-se um apelo por amparo irrestrito, descuidando-se da relevância da autonomia e da ação consciente. "Trauma" converte-se em álibi para a ausência de responsabilidade; "ansiedade" transforma-se em desculpa para a procrastinação; "crise existencial" reduz-se a uma caricatura de profundidade, um verniz filosófico para esconder a renúncia ao movimento. É mais fácil declarar-se enfermo do que admitir o temor de agir.
Dizer "não consigo" tornou-se mais aceitável do que confessar "não quero". A exigência foi reclassificada como violência, o desafio como um gatilho intolerável. A cultura da fragilidade e da aversão ao desconforto parece esquecer que é justamente no embate com o incômodo que o indivíduo se forja. Não se trata aqui de repudiar a empatia, mas de reivindicar uma lucidez que diferencie a dor legítima da abdicação disfarçada. A verdadeira patologia clama por cura; a indolência, por superação; a ausência de disciplina, por aprendizado. Esquivar-se do esforço não é um destino inexorável do humano, mas uma escolha – uma escolha que, em última instância, revela não o peso da condição, mas a recusa de enfrentá-la.
A essência Divina e a existência…
A condição humana revela, em sua paradoxal essência, um drama silencioso: aqueles que se proclamam oriundos da eternidade divina, mas vivem sob a penumbra de uma orfandade volitiva, exilados da própria autonomia. Filhos de um princípio absoluto, mendigam a aprovação alheia como se o valor de sua existência estivesse condenado a um juízo externo. Reivindicam uma ascendência celestial, mas curvam-se, em angústia, à necessidade de aplausos, como se suas ações só alcançassem realidade sob o selo de um olhar validante. Há, nesse dilema, um contraste pungente entre a fé que professam e a fragilidade que os paralisa diante de cada escolha, de cada divergência, de cada silêncio que não lhes devolva um eco favorável.
Se a origem é a infinitude, a filiação divina não confere submissão, mas autoridade; não promete servidão, mas uma herança inalienável. Aquele que nasce da plenitude do Ser não se debate em indigência espiritual, pois o dom que lhe é dado não se implora, não se negocia, não se sujeita. Contudo, o que se observa é a inversão desse desígnio: uma multidão de pretensos herdeiros a vagar em torno do tribunal da opinião, reduzidos a sombras de si mesmos, temerosos de afirmar sua própria luz. A grande ruptura não reside na ausência de fé, mas na abdicação de sua potência; não na negação do divino, mas na covardia que se disfarça de reverência.
A fé genuína exige mais do que a repetição mecânica de dogmas: ela clama pela coragem de pensar, pela ousadia de agir, pela firmeza de suportar o risco do erro e o peso da responsabilidade. Não se curva à conveniência do conformismo, mas se ergue na integridade de quem honra o nome que carrega. Tal fé é uma força criadora, que não teme o vazio, mas o atravessa; que não se contenta em esperar permissões, mas inaugura caminhos.
E há, sim, aqueles que, ao invocarem a origem divina, tornam-se arquitetos da própria existência. Não medem a grandeza de seus passos pelo julgamento alheio, mas pela coerência de seus propósitos. Estes, em sua silenciosa audácia, contrastam com os que, embora clamem por uma linhagem sagrada, permanecem acorrentados à inércia, hesitantes até mesmo em sonhar. A verdadeira herança do Altíssimo não se encontra na apatia da dependência, mas na plenitude de quem ousa viver à altura de sua origem eterna.
Alma Calejada, Íris Resiliente…
Desde a tenra idade, a existência impôs a esta alma jovem um fardo habitualmente reservado a eras mais avançadas. As sendas trilhadas, fruto de arbítrios precoces, teceram uma tapeçaria de sequelas que a lançaram, antes do tempo, nas lides da maturidade. Oriunda de um contexto singelo, aninhada em um lar modesto, irradia, contudo, uma opulência intrínseca, perceptível em sua mera apresentação. Criada sob a égide de um pátio familiar, sua aura evoca a visão de um éden desconhecido, uma reminiscência de beleza prístina.
Ainda que um pretérito conturbado, marcado por laços desfeitos e a sombra de um antigo companheiro enredado em teias obscuras, pairasse sobre sua história, dela germinou um fruto, elo indelével com essa fase pretérita. Contudo, a despeito das escolhas outrora feitas e das consequências inevitáveis, seu espírito indomável elegeu a luminosa vereda da probidade. Ascendeu profissionalmente, granjeou autonomia financeira e assumiu as rédeas do seu destino, emanando um silente, porém eloquente, apelo para que o passado a liberte e lhe conceda a paz almejada.
Seu temperamento multifacetado oscila entre a doçura cativante e a veemência impetuosa, paradoxalmente adornada por um sorriso perene e uma singularidade encantadora. A mera perspectiva de sua presença irradia a promessa de um futuro promissor, onde a felicidade se manifesta em sua plenitude. Até mesmo sua natureza oscilante parece prenunciar uma existência dinâmica, isenta da monotonia, permeada por variações salutares. Embora a intimidade permaneça no domínio da imaginação, vislumbra-se a potencialidade de uma alquimia singular, capaz de transmutar a turbulência em momentos de profunda e perfeita conexão.
Ah, que formosura fulgurante, adornada por um riso abundante, uma simpatia magnânima e uma força que emana do olhar. Compreende-se a ancestral inclinação masculina de proteger o núcleo familiar, mas nesta mulher reside uma fibra de leoa, vigilante e aguerrida defensora de seus entes queridos, proclamando sua própria capacidade protetora. Tão jovem, e contudo, tão forte, resoluta, corajosa e valente.
Íris rara, talvez desconheças a luminescência que teu ser projeta nos olhos alheios, o encantamento que emanas em teu percurso e a equiparação espontânea com as mais belas criações que a visão já contemplou. Linda, amiga, parceira, talentosa e inúmeras outras virtudes que adornam tua essência.
Falsa modéstia: um alerta bíblico…
As sombras da falsa modéstia se estendem, disfarçadas sob um manto de piedade. Certas pessoas, com uma habilidade nefanda, adornam-se com a aparência da humildade, enquanto manipulam suas próprias imperfeições para ferir. Elas empunham a Bíblia como um escudo, usando a fé não para edificar, mas para justificar ações que ecoam uma dissonância profunda com os ensinamentos divinos.
Este comportamento, tristemente recorrente, manifesta-se de maneiras diversas. Onde a verdade e a luz deveriam imperar, surge uma sombra de hipocrisia. Por vezes, em debates onde a pureza da intenção prevalece, alguns indivíduos lançam mão de ofensas inesperadas. Acusações infundadas, muitas vezes extraídas de antigas fraquezas superadas com imenso esforço, são atiradas como dardos envenenados. A insinuação de um retorno ao abismo, a voz que parece desejar a recaída, contrasta drasticamente com a compaixão que a verdadeira fé exige.
Em outros cenários, a dinâmica familiar revela essa mesma distorção. Aqueles que deveriam ser pilares de apoio, por vezes, transformam-se em arquitetos da dor, proferindo palavras duras e maldições quando suas expectativas não são atendidas. No entanto, o silêncio, a ausência de cobrança, transforma a relação, revestindo-a de uma aparente paz que oculta a verdadeira natureza de seu caráter. A gratidão genuína por gestos de auxílio pode ser maculada por insinuações de fardos inexistentes, demonstrando uma desonestidade velada, onde a generosidade é monetizada em discussões futuras. As palavras de "se tratar", proferidas com frequência, revelam mais sobre o falante do que sobre o ouvinte, expondo uma projeção de inseguranças e falhas. Embora as desculpas possam vir, o padrão persiste, tecendo um ciclo vicioso de dor e arrependimento superficial.
A Palavra de Deus nos adverte sobre tais comportamentos, chamando a atenção para a dissonância entre a fé professada e as atitudes praticadas. Jesus, em seus ensinamentos, alertou sobre a hipocrisia religiosa. Em Mateus 23:27, Ele proclama: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundície." Esta passagem serve como um alerta contundente contra aqueles que exibem uma fachada de retidão, enquanto suas intenções e ações são corrompidas.
A Bíblia também condena a língua maldosa e o ataque verbal. Provérbios 12:18 afirma: "Há quem fale como espada penetrante, mas a língua dos sábios é saúde." Da mesma forma, Provérbios 26:28 adverte: "A língua falsa aborrece aqueles a quem ela machuca, e a boca lisonjeira opera a ruína." Essas escrituras nos lembram que as palavras têm poder e que devem ser usadas para edificar, e não para destruir.
Além disso, a falsa humildade é desmascarada em passagens como Tiago 1:22: "Sede, pois, cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos." O verdadeiro crente não se contenta com uma aparência de fé, mas a vive em suas ações. O apóstolo Paulo, em 2 Timóteo 3:5, fala sobre aqueles que "terão aparência de piedade, mas negarão o seu poder". Isso ressalta a importância de discernir entre a genuína devoção e a mera encenação.
Que a luz da verdade dissipe as névoas da falsa modéstia, revelando a pureza da fé genuína e a compaixão que a acompanha.
O Eco Silencioso da Alma…
Em cada alvorecer, um fio invisível tece a tapeçaria da existência, conectando corações e desvendando os segredos de um universo vasto e insondável. Não se trata apenas do ar que respiramos ou da luz que nos guia, mas da melodia inaudível que emana do mais profundo de nosso ser, um eco silencioso da alma que pulsa em ritmos únicos, inebriantes e, por vezes, desafiadores.
Nascemos envoltos em um manto de possibilidades infinitas, com a promessa de desvendar mistérios e esculpir destinos. Cada passo é uma pincelada na tela da vida, e cada experiência, por mais trivial que pareça, um degrau na escadaria da evolução. É no desabrochar da consciência que percebemos a dança incessante entre o visível e o invisível, entre o que se manifesta e o que repousa nas profundezas do etéreo. A vida, em sua essência mais pura, é uma jornada de descoberta, uma incessante busca pelo eu que reside além das máscaras e das convenções, um eu autêntico que anseia por ser plenamente revelado.
Ah, a jornada! Ela nos convida a caminhar por estradas sinuosas, a enfrentar tempestades e a celebrar bonanças. Em cada curva, um novo horizonte se descortina, trazendo consigo aprendizados que lapidam nosso espírito e fortalecem nossa resiliência. As adversidades não são inimigas, mas mestras silenciosas, que nos ensinam a extrair a beleza do caos e a encontrar luz mesmo nas mais densas penumbras. É na superação dos próprios limites que descobrimos a força intrínseca que carregamos, a chama inextinguível que reside em cada um de nós, pronta para iluminar os caminhos mais escuros.
E o amor? Esse sentimento que transcende a lógica e desafia as fronteiras do tempo. Ele é a cola que une os fragmentos da existência, o bálsamo que cura as feridas da alma, a melodia que harmoniza os corações. Não se restringe apenas ao romance, mas se manifesta na gentileza de um olhar, na doação sem esperar nada em troca, na compaixão que se estende ao próximo. O amor é a linguagem universal, a chave que abre as portas para a compreensão e a aceitação, um elo dourado que nos conecta uns aos outros e ao próprio tecido do cosmos. É a essência que dá sentido a cada amanhecer e a cada crepúsculo.
No silêncio da noite, quando as estrelas cintilam como diamantes no veludo do firmamento, somos convidados a uma introspecção profunda. É nesse recolhimento que ouvimos o eco de nossos próprios anseios, os sussurros de nossos sonhos mais recônditos. A intuição se manifesta, guiando-nos por sendas que a razão nem sempre compreende, mas que o coração reconhece como verdadeiras. E é nessa escuta atenta que encontramos a sabedoria ancestral, a conexão com algo maior que nos transcende e nos integra ao fluxo universal.
A vida é, em sua magnificência, um presente inestimável, uma dádiva a ser desfrutada em sua plenitude. Cada suspiro é uma oportunidade de semear o bem, de espalhar a beleza, de viver com propósito. Não somos apenas passageiros, mas arquitetos de nossa própria realidade, com a capacidade de moldar o amanhã com as escolhas do hoje. O legado que deixamos não é apenas o que construímos materialmente, mas a essência de quem fomos, a luz que irradiamos, o impacto que geramos nos corações que cruzaram nosso caminho.
Que possamos, então, despertar para a grandiosidade de nossa própria existência, para a melodia que ecoa de nossa alma. Que cada amanhecer seja um convite a desbravar novos horizontes, a amar sem reservas, a aprender sem cessar e a viver com a intensidade que a vida merece. Que o eco silencioso de nossa alma ressoe pelo universo, deixando um rastro de luz e inspiração para as gerações vindouras. A maior aventura de todas é ser quem realmente somos, em toda a nossa complexidade e beleza, e deixar que essa verdade se manifeste em cada fibra do nosso ser. E ao fazê-lo, descobriremos que a verdadeira riqueza não reside no que possuímos, mas na profundidade de nossa experiência e na vastidão de nosso próprio ser.
O Preço da Alma Forjada…
Na penumbra cinzenta de um mundo forjado em dores antigas, onde o chão respira o aroma de batalhas esquecidas e o céu chora cinzas de fardos incalculáveis, ajoelha-se a figura imponente do guerreiro. Sua armadura, um manto de aço polido, reluz melancolicamente sob a luz bruxuleante das chamas que lambem a terra. Não é uma rendição, mas um repouso momentâneo, um instante de silêncio antes da inevitável retomada da marcha. A espada, fincada ao seu lado, não é apenas um instrumento de combate, mas um testemunho mudo de mil desafios superados, um eco ressonante de gritos de guerra e sussurros de desespero.
Muitos olham para essa carcaça metálica, para a postura altiva mesmo na prostração, e imaginam glórias incontáveis, vitórias fáceis, um destino abençoado pela fortuna. Em seus olhos, há um brilho tênue de cobiça, um desejo inconfesso de ocupar tal lugar, de empunhar tal poder. Mas desconhecem a essência da existência que se desdobra sob o elmo cravejado. Não há atalhos para a grandeza que se presume, nem caminhos floridos para a fortaleza que se ostenta. Cada fibra de seu ser foi moldada na bigorna da adversidade, cada cicatriz em sua alma é um mapa para lições aprendidas a duras penas.
O fardo que carrega não é visível aos olhos superficiais. Não são correntes ou pesos de chumbo, mas sim a memória de cada sacrifício, o eco de cada escolha dolorosa, o peso de cada expectativa que se depositou em seus ombros. É a solitude de ser o pilar em meio à ruína, a resiliência de se reerguer após cada queda que parecia final. É a consciência de que, para ser quem se é, foi preciso desbravar paisagens desoladoras, enfrentar demônios internos e externos, e, por vezes, renunciar a pedaços de si mesmo que jamais retornarão.
A inveja, esse veneno sutil que corrói corações, não encontra terreno fértil na compreensão profunda. Pois se pudessem, por um único instante que fosse, experimentar a densidade de sua jornada, a amplitude de suas lutas silenciosas, o peso intransferível de suas responsabilidades, cada um recuaria apressadamente, preferindo a leveza de sua própria existência, por mais comum que ela pareça. A grandiosidade que se percebe é, na verdade, a soma de incontáveis pequenos atos de coragem, de inabalável perseverança, de uma teimosia quase divina em não ceder à desesperança.
Ele se levanta lentamente, a armadura rangendo em um lamento metálico que só ele parece ouvir. O peso de sua existência não o dobra, mas o fortalece. E enquanto a fumaça se eleva do chão queimado, e as brasas tremeluzem como olhos observadores, ele avança, não em busca de aplausos, mas impulsionado por uma força intrínseca, uma promessa silenciosa a si mesmo de continuar, sempre, até que a última chama se apague ou a última batalha seja travada. O preço de ser forjado assim, é imenso, mas a alma que emerge dessa forja é indomável, um farol de resistência em um mundo que anseia por luz.
Sobre a vida e fé…
Que o instante se faça arte, no sopro do existir,
Um bailado constante, no tempo a prosseguir.
A cada alvorada, um dom que se revela,
O olhar desperto que a essência desvela.
Gratidão que floresce em cada pormenor,
No riso que ecoa, no mais terno calor.
Mudar o panorama, desvendar novo viés,
Verter luz no cinza, em sublimes revés.
O afeto em mil faces, que abraça e que conduz,
Em pura verdade, nossa própria luz.
Ser o que se é, sem receio ou disfarce,
No âmago da alma, que a felicidade enlace.
A crença que eleva, que não deixa esmorecer,
Impulso que transcende o simples acontecer.
E a dádiva divina, em tudo a nos cercar,
Sentidos aflorados, para sentir, amar e usar.
Há uma ironia tão evidente que quase ninguém vê: se um homem vender uma arma a um criminoso, chamam-lhe crime. Mas, se um país vender milhares de armas a um ditador que mata inocentes, chamam isso de comércio internacional.
Felicidade é um estado de contentamento. Somos felizes a partir do momento em que valorizamos o que temos e não o que tivemos ou o que teremos.
O tempo me ensinou que é necessário criar um muro de Berlin para sobreviver a esse mundo caótico que só acolhe o que possuí preço e não valor. Me reinventei para esconder minha alma cheia de poesia, meu coração cheio de doçura e minha essência de girassol. E através do sorriso sarcástico sobrevivo dia após dia. Mas vez em quando deixo meu ser poeta passear. E é nesse momento que retomo o prazer de simplesmente existir.
Qual é o peso de um sonho?
Qual é o custo de uma escolha?
Durante a minha jornada, não raras são as vezes em que me perco no caminho, várias são os momentos em que me pergunto se realmente vale a pena lutar por um sonho, se vale a pena passar a vida "fora da caixa" correndo na contra mão do cômodo.
Sofrendo criticas, com insônia , dores de cabeça, cobranças, falta de compreensão, injustiças, altos e baixos dignas da Kingda ka, erros graves, falta de experiências, concorrência desleal, cobrança de propinas, falta de comprometimento, altos impostos.
Onde é a bifurcação que devemos pegar para retornar ao sonho do emprego registrado, do vale refeição e do convênio médico.
Trabalho de 8 horas, décimo terceiro e férias, feriados prolongado e PLR.
Até onde e como devemos encarar um fracasso, uma desistência, um ponto final.
Como identificar que já não dá mais , que definitivamente Deus não tem este propósito em nossa vida.
Quando deve ser imposto o limite a nós mesmos de desistir?
Como saber identificar que este sonho não vem de Deus para nós, como aceitar sem enlouquecer que devemos nos acovardar, que devemos aceitar que somos incompetentes para a tarefa de empresariar.
Como aceitar que não somos capazes de lidar com as incertezas que o cargo de sermos nossos próprio chefes nos imputa.
Definitivamente a 07 anos me pergunto isso, desde os meus 12 anos de idade empreendo neste senário.
Sempre vivi o incerto, sempre possui uma indômita vontade de vencer na adversidade, nunca desanimei por mais de alguns longos dias em branco.
Nunca me senti derrotado, até por que as condições do meio nunca me foram favoráveis, minha evolução é paulatina mas a minha queda é repentina e lépida.
Sinceramente já não sei onde se encontra a linha tênue entre a resiliência e a covardia.
Já não consigo mais acreditar que resiliência não tenha o mesmo significado de burrice.
Já não consigo acreditar que seja possível ser diferente, que seja possível não andar no mesmo sentido.
Minhas orações tem encontrado em minha falta de fé um bom motivo que sirva de questionamento a cerca da capacidade divina da superação e da persistência, da capacidade de identificar a diferença entre um plano e uma sentença divina.
Definitivamente minhas motivações não vem dos meus resultados, não vem das minhas crenças e muito menos do meio em que estou inserido.
Meus sonhos vem da minha capacidade de acreditar que ainda que pareça impossível, ainda que todas as estatísticas estejam desfavoráveis , aínda que meus erros me maltratem e que minhas escolhas evidenciem minha inexperiência,eu não sei desistir eu não sei abandonar ou mudar a rota , não consigo retroceder.
Minha motivação não se vê em livros ou em pessoas comuns com sonhos possíveis , tão pouco em fórmulas baratas vendidas a poucos cruzeiros, não se baseiam em referências bibliográficas ou estereótipos personificados.
Não sei ser cópia , também não sei seguir o exemplo, muito menos os moldes adequados, eu sou intenso, desapegado e constante, ainda que retrogrado.
Eu nunca serei uma referência, um modelo, eu não tenho está pretensão e não faz parte dos meus planos.
Eu só sei que chegarei no final disso tudo, com uma enorme bagagem , alguns longos textos e muitos momentos, terei boas lembranças e algum resultado.
Após está reflexão, me pergunto se realmente não é isso que move um sonhador, a insegurança, a incerteza a superação do medo, o recomeço, a revolta e a fé.
A imaginação de algo intangível aos próprios olhos, sim, a imaginação do intangível até mesmo a nós.
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