Um dia a Gente Aprende Mario Quintana
Três dias de um
retorno Alegre
Matando saudades
Assumindo novas
Responsabilidades
Vendo pessoinhas
No céu anuviado
Seguindo dias meus
Dias fechados
Mas aqui tem muita cor
Sou um arco íris
Em minhas histórias
Já fui de manifestante
A sereia
E nem por um instante
Deixei de ser
E ia, seguia
Longe de alguma poesia
Mas o poeta maluco me achou
Seria eu um pedacinho da sua ilusão
Ou seria ele o doido, doído Donny
Que queria jogar uma carta na garrafa na praia de presidente
Esse louco é tão carente
Que se quer fazer presente
Até quando não cabe
Já tenho tudo que preciso
E até disso ele sabe
O que quer de mim?
Se contentaria com tão pouco assim?
Sei que é admiração
Mas aqui é carne, osso e coração
Nada demais
Mesmo assim ele insiste
Em querer me ver
Não sei o que existe
De tão legal no ser
Foi bom viver
E já passou
Mas seu carinho não acabou
Vou esperar
Se um dia der vou marcar
E esse dia ainda vai chegar
Máquina do tempo
Saudade é um doce desassossego
Que mora entre a lembrança e a
Vontade de voltar no tempo.
Oremos por um mundo onde nós viveremos em nossas vidas reais as lindas frases bíblicas que postamos em nossas vidas virtuais.
As pessoas tem usado Deus como um tipo de anestesia. E logo depois da dor passar voltam a vida de antes.
Saiba que Deus não quer te anestesiar. Ele quer te CURAR.
O problema em ser dono da sua própria vida é que a morte pode tirar ela de você em um segundo. Deixe que Jesus seja o dono da sua vida.
Tudo na vida tem um fim, mas o amor, a amizade, a fé, a esperança, a confiança são sempre uma ótima razão pra seguir em frente...
Faço do acaso um passo dado e certo,
caso contrário, é descompasso e o inédito é a maravilhade um sonho beloainda inacabadoe perfeito.
“Há dias que duram uma eternidade, e outros que passam como um sopro. Dias que ensinam, dias que dilaceram, dias que curam. Cada dia contém o todo, e mesmo o último ainda carrega o mistério do que fomos.”
I. O fio invisível entre a razão e o abismo
Há um fio quase imperceptível que separa a sanidade da loucura. Ele não é feito de lógica nem de evidência. É tecido em silêncio, por forças que a consciência não domina e o juízo não decifra. Às vezes firme, às vezes tênue como névoa, esse fio nos atravessa. E todos nós, em algum momento, já o sentimos estremecer.
A sanidade é frequentemente confundida com controle, previsibilidade, coerência. Mas há loucuras que são apenas formas radicais de sentir. Sentir demais. Sentir o que o mundo não suporta nomear. Sentir o que escapa às categorias da razão domesticada. E há insanidades que nascem não do caos, mas do excesso de lucidez, quando a realidade se mostra em sua nudez crua e insuportável.
Nem toda loucura é ruína. Algumas são defesa. Outras, travessia. Há quem precise se despedaçar para sobreviver à rigidez do que é dito normal. E há quem se esconda atrás da sanidade como quem se fecha numa prisão segura, mas estéril.
A lucidez não é ausência de delírio. É a capacidade de dialogar com ele sem se perder. De acolher o que se rompeu sem rejeitar o que ainda sustenta. De habitar a própria mente como um território sagrado, mesmo quando os mapas falham.
No fundo, talvez sejamos todos dançarinos à beira do abismo. E o que nos salva não é o equilíbrio perfeito, mas a graça com que aprendemos a cair e voltar.
V. O retorno pelo labirinto
Toda ruptura traça um labirinto. E quem nele entra, nem sempre deseja fugir. Às vezes, é no se perder que o ser se reconhece. A sanidade, quando forçada como imposição, pode se tornar mais opressora que o próprio delírio. Já a loucura, quando acolhida como linguagem da alma ferida, torna-se caminho de reintegração, ainda que não linear.
Os que retornam do fundo sabem que não voltam iguais. Carregam nos olhos uma espécie de cansaço antigo, mas também uma quietude que só os que desceram até o próprio vazio conseguem sustentar. São os que aprenderam a caminhar sem mapa, a escutar sem forma, a esperar sem garantias.
Não há cura como promessa. Há encontros. Há tempo. Há escuta. O retorno não é para ser o que se era, mas para descobrir o que se pode ser, depois do caos, depois da noite, depois da queda. E isso, talvez, seja mais digno do que qualquer normalidade aparente.
A linha que separa loucura e sanidade não é reta. Ela pulsa, dança, atravessa o cotidiano com gestos que ora nos salvam, ora nos expõem. E não é preciso temê-la, mas respeitá-la. Porque quem um dia já esteve à margem, sabe o valor de cada gesto de acolhimento. Sabe que é possível viver à beira, sem cair. E que às vezes, o mais são entre todos, é aquele que aprendeu a conviver com suas sombras sem tentar apagá-las.
No fim, a verdadeira sanidade não é exata. É compassiva.
”A angústia pode nascer da razão ou do afeto. Em ambos os casos, revela um desalinho interior. Reconhecer seus sinais e interpretá-los como uma bússola é o primeiro passo para reencontrar o centro perdido.”
O eco que não veio
por Leonardo Azevedo
Publiquei minha alma,
esperando ao menos um aceno dos que me dizem amor.
Mas o que veio
foi o silêncio mais ensurdecedor que já conheci —
o silêncio dos íntimos,
que preferem calar diante da verdade que os atravessa.
Foram os estranhos
os que primeiro estenderam a mão,
os que leram sem filtros,
os que disseram: “eu vi você.”
E, nesse instante, percebi
que ser lido por um estranho vale mais
do que ser ignorado por quem me conhece.
Eu não escrevi para agradar.
Escrevi para sobreviver.
E, se sobrevivi sem os que deveriam me aplaudir,
então já venci.
Erva DaninhaErva Daninha
por Leonardo Azevedo
Há em mim um cultivo inconsciente do que me destrói.
Permito que o parasita cresça, talvez por costume, talvez por inércia.
Carrego uma casca rachada por abandonos,
e um núcleo que, mesmo em crise, busca sustento em silêncio.
Sou o que cresce apesar, ou por causa, da ausência.
E, na tentativa de compreender o que me movimenta, recolho-me.
Porque certas respostas exigem raízes mais profundas do que a superfície suporta.
“Há uma diferença entre ocupar um espaço e habitá-lo com sentido. Entre estar vivo e, de fato, viver. O valor de qualquer ideia reside naquilo que se realiza.”
“A verdadeira liberdade nasce na mente. Um espírito emancipado não se curva nem mesmo diante dos grilhões do corpo.”
“A relação com um narcisista não é vínculo, mas armadilha. O sujeito é transformado em objeto, o afeto em controle, a intimidade em território hostil. E, ao fim, o maior castigo é ser responsabilizado por não ter abandonado o cárcere que o outro mascarava como lar.”
“O homem precisa mais do que instinto para florescer. Precisa de vínculo, reciprocidade e um solo onde sua essência encontre cultivo.”
Sob o véu da noite sombria,
um homem caminha em solidão,
carregando o peso do mundo em seus ombros,
enquanto o brilho de seu jaleco enfrenta o inexorável destino.
A chuva, como uma dança melancólica,
derrama suas gotas como confissões silenciosas,
lavando não apenas o asfalto encharcado,
mas a alma cansada e sobrecarregada.
Luzes tímidas iluminam seu trajeto,
como faróis de uma esperança distante e tênue.
O chão úmido reflete sua solitude,
enquanto seus passos ecoam em um ritmo pausado e incerto.
Aqui se revela o retrato de um herói anônimo,
cabisbaixo, mas inquebrantável.
Ele carrega a vida e as dores de muitos,
mas quem, afinal, se encarrega de carregar as suas?
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