Um dia a Gente Aprende Mario Quintana
O desejo é um farol, um registrador, prova incontestável, apontando uma vontade quase orgânica. Que por vezes ardia e arde sem ninguém ver...
Toda segunda carrega um ar de brincadeira sem graça
Toda segunda parece uma revisão
Toda segunda tem gosto de uma nova chance
Toda segunda, com ou sem o seu aval vai amanhecer
É então, o que vai ser?
Uma dose 'do de sempre' ou um salto no escuro?
A algumas eras atrás existia um grupo de imortais aos quais foi dada a missão de observar, supervisionar e cuidar do universo. Eis que quase que automaticamente um deles se apaixonou pela Terra dedicando-lhe quase que atenção exclusiva. Para efeito didático chamaremos esse imortal de "Alegria". Volta e meia ele andava entre nós, discretamente na maioria das vezes quase invisível. O imortal havia percebido que vários de nós não havíamos entendido a dinâmica de um dos imperadores naturais da Terra e temia que se assim permanecêssemos poderíamos nos perder em nosso caminho. Alguns muito jovens outro mais experientes, porem todos tropeçando no mesmo conceito... O imortal se referia na verdade ao Tempo. Foi então que ele decidiu tomar a forma de uma personalidade importante daquele tempo e quem sabe tentar dar algumas dicas. "Um estudo de caso avançado, disse ele... Experienciar eu devo". Travestiu-se de um rei que naquela época mostrava muita sabedoria em conduzir seu reinado. Se auto-intitulava ironicamente rei AL. O rei tinha um filho que estaria na data de hoje completando 17 anos. O jovem príncipe andava angustiado pois anceava pela maior idade para tomar seu lugar como rei, uma tradição do reino. Tal sentimento o consumia ao ponto de nada mais fazer ou pensar além da chegada de tal data. Consequentemente o príncipe ignorava o aniversario atual desvirtuando-se de tudo e vivendo em um tempo que ainda não havia chegado. Na data que marcava o aniversário do garoto o rei ergueu sua taça sinalizando um brinde ao seu filho. Iniciou seu discurso falando das três fases do tempo:
- E comum que homens com a minha idade venerem o passado. E jovens como meu filho se afixionem no futuro. Mas digo a vocês que o "centro de controle" de ambas as fases e o tempo atual e o único digno de fixação. A partir de hoje o tempo atual será declarado presente, pois presenteio ao meu filho com a constatação que é no 'tempo atual' que realmente se decide que qualidade de passado teremos e ainda exclusivamente no 'tempo atual' podemos traçar linhas que rascunham o futuro. Pois não se enganem, a um segundo atrás parecia ser o presente entretanto já era o passado, o mesmo pode ser dito ao próximo segundo que há de chegar se entitulando futuro... O segredo e manter-se em movimento! Entretanto cada movimento deve ser usado para alcançar uma posição que te leva mais próximo do seu verdadeiro destino. Digo ainda que o tempo era um dos 'nossos' mas se tornou tão complexo que se desvirtuou de sua existência, hoje ele faz parte de algo maior. Mas essa e uma conversa para outro dia... Algumas pessoas presentes no banquete não entenderam toda a riqueza da conclusão que o rei os trazia... Já o mesmo se contentou em aceitar que naquele momento cada um absorveu do ocorrido o que lhe era praticável...
As vezes crescer significa transferir a confiança que antes era depositada em um ídolo a você mesmo. Não que os ídolos tenham perdido sua força e que simplesmente, está na hora de você se garantir.
PELE.
Eles podem está ao teu lado
ou mesmo ser companheiro
um pastor considerado
ou um político brasileiro
tem muito lobo disfarçado
usando pele de cordeiro.
Quem me dera ter em mim um pouco de cada poeta. Sairia do clichê de falar em amor, tristeza, tempo, saudade, agonia. E saberia ter olhos aos detalhes do dia. Queria aprender a falar sobre estrelas, flores, pássaros, coisas como essas… Ah, quem me dera… Quem me dera ser poeta.
Faça um análise das coisas que tiram o seu sossego e veja que essas coisas você não vai levar da vida. Porque a única coisa que você leva da vida é o que você é. Então seja. Invista em ser um bom ser humano.
As pessoas partem, e isso já não me assusta. Mal consigo prender um lápis atrás da orelha: quem dirá alguém no coração.
Tanta informação faz minha cabeça dar um nó. Eu não consigo te olhar e imaginar o que aconteceria se tudo desse certo e, também, se tudo desse errado. Por isso opto pelo certo. Mas quase sempre dá errado.
Que tenhamos cuidado com a velha empolgação. Pois ela bem se parece com um camaleão: embora ainda seja a mesma, se disfarça em muitas coisas.
Dias de Sol - da comunicação
Houve um tempo em que eu vivia em paz com os outros, projeções de mim mesma.
Sim, eu era criança, e a vida era simples...
Os raios do sol faziam brilhar os cabelos das pessoas, e eu imaginava que todos partilhavam de sentimentos iguais.
Imaginava que olhos "conversavam" com olhos, e que nem sempre era necessário palavras...
Não é assim que as crianças são?
As palavras são obsoletas ainda, pois seus olhares, se comunicam com perfeição.
Por fim, adaptação ao crescimento, as palavras tomam o lugar dos olhares. E a compreensão, aumenta?
Doce ilusão... Nós constantemente tropeçamos nas palavras, nos enrolamos nas frases, nos perdemos tentando conceituar sentimentos.
Ah, como eram simples aqueles dias de sol...
Nos tornamos adultos, sim, aprendemos a falar. Mas, aprendemos a nos comunicar, a nos compreender?
Depois da infância será este o nosso contínuo aprendizado, da primavera ao inverno das nossas vidas.
As pessoas fora de série não conseguem estabelecer vínculo duradouro em um emprego ou trabalho que não valorize as suas competências, os seus diferenciais e as suas virtudes. O ser humano que é fora de série precisa, obrigatoriamente, de desafios a sua altura, caso contrário, sentirá o amargo gosto da derrota a cada fração de segundos da sua vida. Quando um desafio toca o coração de um fora de série, ele assume, sem dúvidas o seu posto e, inevitavelmente, o sucesso acontece. Todo fora de série sabe que precisa compartilhar desta filosofia com pessoas que pensam no mesmo nível e reconhecem a dádiva de evoluir com pessoas que desfrutam dos mesmos valores.
Abortar é indelicadeza, é grosseria. É cegar quem poderia ser amante das estrelas, surdear um apaixonado pelo canto dos pássaros, cortar as mãos de um grande escritor. Abortar é o cúmulo do egoísmo: é ansiar tanto a própria vida a ponto de esquecer a capacidade de amar outras.
Eu queria ser palhaço, mas na terça-feira desisti. Fui, alegre, ver um no circo da cidade, e após o espetáculo fui até o seu camarim. Estava ele lá sentado, triste, cabisbaixo, nem parecia ser o mesmo palhaço que me matou de rir.
Estava cansado de perguntas que me rodeavam há mais de um mês. Nada perdura tanto em minha mente, já que me conhecem por meu aparecido esquecimento. Afinal, quem sou eu? Ora alguém que desperta. Menino, poeta, outras vezes, ninguém. Se contar com a mesma mente, sou gente. Momentâneo, mas sou. Olho à porta alta, penso ser astronauta, mas findo como o Zé que cansou do codinome. Cansado do farto de escrever como poeta. Miro a janela incerta. Corro e me jogo como um pássaro deve ser. Não me restou tempo nem para gritar. Caí na grama, não fraturei uma perna! Me atirei do primeiro andar.
O Ato De Confiança
Que nos leva a ter a esperança firme em um ser de constante mutação? Mudam-se ideias, sentidos, fatores, voz, pensamento, sentimentos, caminho. Pior: o que leva a gente a ter esperança firme em outros… Em nós? Mesmo que frágeis, pecadores, ofensores, ofendidos, magoados, maluvidos em nossos próprios conselhos. Se me estendes a mão, ela apertarei, e certamente estenderei de volta assim que a pedires. Tem quem nomeie isso a troca de favores, mas nem sempre é. A via é de mão dupla, por vezes, bifurcada. Faze-lhe a gentileza, que a ti ela retorna. Só não direi que ela parte de quem de ti a recebeu. Seria precipitado garantir que todos gozam de uma boa memória. Pois sabemos que uma mão lava a outra, mas nem sempre as enxugam. É o ponto onde o ser e o não ser suportam uma mesma questão. E vai você atrever-se a recusar não confiar em nada daquilo que lhe cerca: é morte na certa, meu rapaz! É expirar subitamente como dente-de-leão no qual o vento bate e o carrega no sentido que lhe agrada.
Ele tem cheirinho de giz de cera. É só olhar para ele que me surge um enxame de boas lembranças. Nem foi preciso convite. Ele veio porque quis, e eu fico porque o quero.
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