Um dia a gente aprende
Justa Causa da Vida
Tem gente que perde dinheiro e aprende.
Tem gente que perde amor e amadurece.
Mas perder o réu primário por justa causa da vida…
isso aí é quando o mundo te empurra pro abismo
e ainda pergunta por que tu caiu.
A verdade é que ninguém nasce querendo guerra.
A maioria só queria paz, um café quente,
uma conta paga
e alguém que não destruísse a própria sanidade.
Mas o sistema adora fabricar monstros
e depois vender moralidade em prestação de culpa.
Perder o réu primário às vezes não começa no crime.
Começa no abandono.
Na fome.
Na humilhação diária.
Na porta fechada.
No “volta amanhã”.
No olhar torto de quem nunca precisou sobreviver.
E quando a vida te encosta na parede,
até o silêncio aprende a carregar faca.
No fim, a sociedade aponta o dedo,
mas esquece que foi ela mesma
quem ensinou tanta gente
a sangrar sem fazer barulho.
Melhor caminho a verdade
Andar de cabeça erguida
Generoso, sim, tolo não
Na vida a gente aprende
Âmago nem todo mundo tem puro
Na hora certa será revelado tudo
Impressionante é a revelação
Mostrando quem estava do lado
O tempo, ensina e revela muito.
A gente aprende que os caminhos são de amores e desamores. Os amores são como caminhos livres e os desamores são como pesos. Se as culpas deixarem sua mala pesada, é hora de soltá-la para prosseguir no caminho.
Enquanto o tempo passa, a gente aprende que têm coisas que a gente prioriza, outras nem tanto e têm aquelas que a gente nem se importa mais. ISSO É MATURİDADE!
No Monte,
A gente imprime oração
A cultura dos bastidores.
Aprende a servir com zelo
ter seriedade de proposito
—
No monte,
Eu deixo embaixo.
A teologia e filosofia
Deus é quem se revela
Deus é quem nos guia
—
As palavras valem menos
A emoção vale menos
É um lugar de lágrimas e conexões.
—
De menos votos
Mais prática
Menos palavras
Mais amor
Em fervente oração
Vem o meu coração
Na presença de Deus
Derramar.
Com o tempo a gente aprende
a enxergar quem apenas nos quer
por perto por mera utilidade...
E, com isso, é mais fácil dizer NÃO.
- Não!
Eu gosto de estar perto de quem me quer,
principalmente
... quando sou inútil.
O mundo dá voltas e a gente aprende que enquanto estamos por baixo, vamos juntando as forças para quando estivermos no topo.
Dessa maneira teremos sabedoria e experiência para aproveitar todos os momentos .
Deus coloca alguns anjos aqui na terra para ver se a gente aprende alguma coisa e depois leva embora para ver se a gente aprendeu a lição da vida.
A verdade é que a gente nunca supera nada, apenas se acostuma com o peso e aprende a equilibrar o fardo para que ele não esmague a coluna de uma vez só. A superação é uma lenda urbana contada por quem nunca teve que carregar um cadáver emocional nas costas.
Depois de uma vida observando gente, aprende-se que quase ninguém sofre daquilo que diz sofrer.
O sujeito chega reclamando da esposa, da política, do chefe, do aluguel ou da bebida quente. Mas isso é apenas o embrulho. O conteúdo é outro.
O que os corrói é a incapacidade de tocar e ser tocado.
Vivem como se enxergassem o mundo em preto e branco. Não porque lhes faltem olhos, mas porque perderam as cores antes mesmo de perceber que elas existiam. Tudo precisa ser amor ou ódio. Vitória ou fracasso. Aprovação ou desprezo. Já não reconhecem os meios-tons, justamente onde a vida costuma acontecer.
É um estranho tipo de daltonismo.
Não dos olhos.
Da alma.
Vejo isso todos os dias. Homens transformando ironia em escudo. Mulheres aprendendo a sorrir para esconder o próprio silêncio. Casais inteiros conversando sobre contas, filhos e séries de televisão, enquanto duas solidões dividem a mesma cama sem jamais se encontrarem.
Ninguém diz: "Tenho medo de ser visto."
Inventam palavras mais elegantes.
Dizem que são independentes.
Que não nasceram para relacionamentos.
Que preferem a própria companhia.
Mentem com uma convicção admirável.
A verdade é mais feia.
Passaram tanto tempo reforçando a própria pele que ela deixou de separar o corpo do mundo para se tornar uma cela. Cada decepção acrescentou uma camada. Cada abandono endureceu outra parte. Cada traição fez acreditar que sentir menos era viver melhor.
Não era.
Era apenas sobreviver.
O curioso é que todos desejam exatamente a mesma coisa: que alguém atravesse esse couro endurecido sem destruir o que ainda resta dentro. Querem ser encontrados, mas tornam impossível qualquer aproximação. Quando alguém se aproxima demais, recuam. Quando vai embora, confirmam a velha teoria de que ninguém fica.
Chamam isso de destino.
Eu chamo de medo.
E medo, quando envelhece, ganha aparência de personalidade.
É por isso que tantos caminham pelas ruas como fantasmas bem vestidos. Trabalham, sorriem, publicam fotografias impecáveis, colecionam contatos e permanecem inacessíveis. Quanto mais conectados parecem, mais isolados se tornam. Descobriram todas as maneiras de falar, menos a única que importa: aquela que deixa a carne exposta.
Talvez seja esse o grande fracasso da nossa época.
Não a falta de amor.
A falta de coragem para suportar o amor quando ele exige que a pele deixe de ser armadura e volte a ser apenas pele.
Ainda assim, de vez em quando, acontece um milagre discreto.
Alguém baixa a guarda por alguns segundos.
Uma conversa atravessa a superfície.
Um olhar permanece tempo suficiente.
Uma confissão escapa antes que o orgulho consiga engoli-la.
São instantes pequenos.
Quase invisíveis.
Mas é neles que as cores retornam.
E, por um breve momento, o mundo deixa de ser uma fotografia em preto e branco para lembrar que nunca foi a realidade que perdeu as cores.
Foram as pessoas que desaprenderam a enxergá-las.
"A vida tem que ser sempre assim: a gente nunca perde, ou acerta ou então aprende...!"
Otávio Abadio Bernardes
Itumbiara, 24 de setembro de 2025.
Às vezes, a gente aprende no silêncio do que não aconteceu.
No intervalo entre o querer e o desistir, mora um tipo de verdade que ninguém ensina,
só se sente.
Tem coisas que não florescem, não por falta de cuidado,
mas porque não eram raízes para o nosso chão.
E tudo bem.
Nem tudo que chega é para ficar,
e nem tudo que vai leva embora o que fomos.
Há partidas que devolvem a gente para si.
No fim, a vida não é sobre segurar tudo,
mas sobre reconhecer o que merece ser permanência dentro da gente.
Lembrando: a gente aprende mesmo com quem não é igual; viver é conviver com os outros; solitude e solidão são coisas muito diferentes; a unanimidade é a grande traíra da inteligência; e quem recebe um beijo do coração na boca, é amor.
A gente aprende com o tempo que amar não é sobre estar fisicamente perto a cada segundo, mas sobre nunca se sentir longe por dentro.
_Enzo Ruchell_
Tem coisas que não cabem em palavras. São silêncios que a gente aprende a carregar como quem carrega cicatrizes invisíveis. Nem sempre preciso de respostas ou conselhos… às vezes tudo que meu coração queria era um abraço sincero que dissesse, mesmo sem entender:
“Eu fico.”
2145 📜 "Tem gente denominando a Seleção Argentina de 'Aprende Brasil'. Concordo e Admito: essa foi a melhor que ouvi nos últimos dias!"
Eu aprendi a ser feliz ...
e quando a gente aprende
é como andar de bicicleta
a gente nunca esquece ...
