Um Coração Generoso
Traços
Indômita é minh'alma nesta vida,
não segue o coração a fria razão;
prezo o afeto, o carinho e a emoção,
fazendo do amor minha guarida.
Se a face se apresenta endurecida,
não muda a gentileza a direção;
não me calo ao falar de paz e união,
nem deixo a esperança adormecida.
Meu destino eu mesmo vou traçando,
crendo no amanhã que sempre vem;
de ninguém tenho o gosto de desfazer.
De gente alegre sigo me cercando,
pois sei que o amor nos faz o bem,
e às paixões dou espaço para viver.
Frangriot
(Cultivador das Miudezas Poéticas)
2021
Sem inspiração estou, pois um coração ferido restou.
Quebrantado está o espirito, alma machucada, sentimento em pranto.
Tamanha dor que transborda pelos olhos, por no peito não mais caber.
Procuro respostas no passado, esperando no futuro corrigi-los, os erros que no presente foram cometidos.
Leviandade da minha parte, dizer que estou arrependito, pois sei que isso vai passar, a escolha não foi só minha, ambos escolheram assim.
Dois coraçõe em caminhos opostos, tentando descobrir a sua própria maneira de amar.
Nem tudo é rosas, pois os espinhos também estão ali, e quando os esquecemos, nos espetam os espinhos.
Tormento
No desvaneio do meu
Pensamento, desvaleço
meu coração do tormento,
De simplesmente ser eu.
A ironia da criação,
Esperando o momento
Certo para a sua revelação.
Uma agonia de paciência
E tranquilidade transcedentes,
Se revoltando com a calmaria.
Palavras doces, se misturam
Com sentimentos árduos,
Tornando um simples coração
Em inverno quente e verão frio.
Sensibilidade a flor da pele;
Um turbilhão de sentimentos;
Lágrimas umidecem os lábios;
Calafrios e suadeira.
Conflito de indentidade,
Se agrega ao confronto da alma,
Obrigando a fragilidade do espirito
Desvanecer em ruinas da solidão.
Sem aviso prévio você chegaste em minha vida, calando a tristeza do meu coração com o seu olhar; batendo de frente com a minha solidão, os seus beijos ressuscitou a minha paixão.
Ti amando sem ver a hora passar, me apego nos encantos do seu coração; o toque da sua pele me faz sonhar em ter você pra vida inteira, te acariciar além do tempo.
No meu olhar está escrito que o meu amor é pra sempre e que ele é todo seu; em meus versos de amor vou curar o seu partido coração.
Meu coração pirata navega pelo os mares das emoções, desbravando sempre a rota desconhecida da paixão; com ele na capitania, saqueando sentimentos e suspiros vivemos, até que um dia desses possamos nos ancorar em um porto Seguro.
Caminhos do coração
Autor/Pensador: Jalison Santos
Existem caminhos em meu coração que não posso trilhar.
Não porque não os conheço, mas porque sei aonde irão me levar.
É melhor desistir antes de entrar do que se perder depois da caminhada findar.
Pois é melhor perder a trajetória do que perder o destino.
Na caminhada com Deus é assim.
Às vezes, precisamos perder algo em nossas vidas para ganharmos algo maior lá na frente.
Deus conhece todos os caminhos e, por isso, sabe a direção que devemos seguir.
Deus possui um atributo natural chamado onisciência, e dentro dela existe a presciência.
A palavra vem do latim Praescientia, que significa “conhecimento prévio” ou “conhecer de antemão”.
Por isso, precisamos colocar nossas vidas nas mãos de Deus, pois Ele conhece todas as coisas.
Existe uma linha teológica que afirma que todos os caminhos levam a Deus, mas essa é uma das grandes armadilhas de Satanás, pois vai contra a Palavra de Deus.
A Bíblia diz que existe apenas um caminho: Jesus Cristo, o Salvador.
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.”
— Bíblia Sagrada
As pessoas estão se deixando enganar por falsas religiões, falsas doutrinas e falsas teologias que distorcem totalmente a Palavra de Deus.
Autor/Pensador: Jalison Santos
O verde e amarelo colorindo as ruas
As bandeirolas sacodindo nos telhados
O coração cheio de orgulho se renovou.
Gritos de gol, festa, amigos de desiguais fé e partidos finalmente unidos,
Adversário marcou, o sonho acabou.
"Se Cristo realmente ocupa o centro do nosso coração, por que tantas vezes arrancamos de Suas mãos o controle da nossa própria vida?"
Se erro tu choras e me culpo
A cada falha uma nova cicatriz no teu pobre coração
Tristemente reconheço e peço que me desculpe
Como nuvens carregadas sobre caiem pensamentos tenebrosos
que fazem falar por emoção
E lá está eu errando de novo com quem só dá amor
Em meio a essa guerra de consertar quem sou, se desculpando por linhas inapagáveis
Você me afasta, se esquece e diz que vive desamor
Como isso seria verdade se meu coração diminuioo compasso só para bater á mesma sintonia que o teu?
“Eu amo saber que ninguém jamais poderia me amar por nada além do meu coração porque eu não sou bonita o suficiente para me amar pelo meu corpo ou inteligente o suficiente para me amar pela minha mentalidade.”
AO DIVINO ASSASSINO
Uma litania ante o Sagrado Coração
concebida em Paray-le-Maulnier, tempos
depois do acidente fatal de Anecy Rocha
Senhor, Senhor, o Teu anjo terrível
é sempre assim? Não tensumrefratário
à hora do massacre–ummais sensível
que atrasasse o relógio, o calendário?
Ao que parece a todos tanto faz
por quem o sino dói no campanário.
Começa a amanhecer e uma vez mais
rebelo-me, mas sei que a minha vida
não tem como ou por que voltar atrás.
Aceito que a mais dura despedida
é bem mais que metáfora do nada
a que se inclina o chão; que uma ferida
e a papoula sangrenta da alvorada
pertencem ao mundo sobrenatural
tanto quanto uma lágrima enxugada
à beira de um caixão. Mas afinal,
Senhor, amas ou não a humanidade?
Não fui ao escandaloso funeral
e imaginá-la em Tua eternidade
dói demais! Vou passar mais este teste,
sim, mas protesto contra a insanidade
com que arrancas à muque o que nos deste!
Tu sabes que a soberba da família
era maior que a dela e eu tinha a peste–
pai e mãe apartavam-me da filha
e o irmãozão nem falar… E hoje, coitados,
como hão de estar? Aqui é a maravilha,
as genuflexões… Os potentados
e os humildes, a nata da esperança,
todos chegam por cá meio esfolados,
sangrando como a luz. Não só da França,
toda a Europa rasteja até aqui
esfolando os joelhos, não se cansa
de ensangüentar-se até chegar a Ti
e ao menos a um pixote do Além Tejo
restituíste a vista; eu quando o vi
solucei– mas que o cego e o paraplégico
saiam aos pinotes, que o Teu coração
se escancare e esparrame um privilégio
aqui e outro acolá na multidão,
só me faz perguntar: E ela? E ela…?
Não consigo entender que a um aleijão
concedas tanto enquanto a uma camélia
Tu deixas despencar… Por que, Senhor?
Olho tudo do vão de uma janela,
mas vejo a porta de um elevador
escancarar-se sobre um outro vão,
um vão sem chão… E a seja lá quem for
aqui absurdamente dás a mão!
Me pões trêmulo, gago, estupefato,
pasmo, Senhor– mas consolado não.
A mesma mão que fez gato e sapato
da minha doce Musa, cura e guia,
cancela as entrelinhas do contrato,
Dominus dixit… Mas quem merecia
mais do que uma açucena matinal
um manso desfolhar-se ao fim do dia,
quem mais do que uma flor, Senhor? Igual
nunca viram os mais alvos crisantemos,
tinha direito a um fim mais natural,
à morte numa cama, em casa ao menos…
Mas não– tinha que ser total o escândalo!
Por que, se nem nos circos mais extremos
Teus mártires andaram despencando
sobre os leões, se nem o lixo cai
de oito andares aos trancos, Santo Vândalo?
Não vim denunciar o Filho ao Pai
ou o Pai ao Filho, não vim dar razão
aos que recusam e usam cada ai
contra a humildade; vim porque a Paixão
me chamou pelo nome e a alma obedece
e aceita suar sangue– como não?
Mas não sei mais unir o rogo à prece
do que a elegia ao hino de louvor,
não sei amar-Te assim… Caso o soubesse
teria que ficar aqui, Senhor,
aqui, arrebentando-me os joelhos,
esfolando-me todo ante um amor
que vai tornando sempre mais vermelhos,
mais duros os degraus do Teu altar.
Tu, que tudo consertas, dos artelhos
que desentortas e repões a andar
até às pupilas mortas de um garoto,
do cachoupinho que me fez chorar;
Tu, que a este lhe dás a flor no broto
e àquele o lírio pútrido do pus;
Tu, que passas por um de quatro e a um outro
pegas no colo e entregas a Jesus;
Tu que fazes jorrar da rocha fria;
Tu que metaforizas Tua luz
ao ponto de fazer de uma agonia
um puro horror ou a morna mansuetude–
que hás de fazer, Senhor, comigo um dia?
Quando eu agonizar, boiar no açude
das lágrimas sem fundo… Quando a fonte
cessar de soluçar e uma altitude
imerecida me enxugar a fronte…
Como há de ser, Senhor? Oxalá queiras
que a mim me embale a barca de Caronte
como o fazia a velha Cantareira,
o azul da travessia… A Irrecorrível
arrasta a cada um de uma maneira
e a quem quer que se abeire ao invisível
recordas a promessa: aquele a escuta
e este a recusa porque a dor é horrível,
mas, se a todos a última permuta
terá sempre o sabor da anulação,
o travo lacrimoso da cicuta,
a ela Tu negaste o próprio chão,
deixaste-a abrir a porta sem querer!
Nunca falou na morte, e com razão,
intuía, quem sabe, o que ia ver…
Sentença Tua? Em nome da promessa
não há negar Teu duro amanhecer–
mas quando arrancas mais uma cabeça
como saber que és Tu, que não mentia
O que ressuscitou? Talvez na pressa,
no pânico de Pedro, eu negue um dia
e trate de escapar, mas hoje não;
hoje sofro com fé e, sem poesia,
metrifico uma dor sem solução,
mas não vim negar nada! Faz efeito
essa dor: faz sangrar, mas faz questão
de defender-me como um parapeito
contra a queda e a revolta… Um Botticelli
despedaçou-se todo, mas que jeito,
se por Lear enforcam uma Cordélia
e encarceram a Ariel por Calibã…?
Alvorece, a manhã beata velha
enfia agulhas no Teu céu de lã,
tricoteia Paray-le-Maulnier *
e eu penso: ela morreu… Hoje, amanhã,
enquanto Te aprouver e até que dê
a palma ao prego e o último verso à traça,
vai doer– mas Amém! Não há por que
amar a morte, mas que venha a Taça,
aceito suar sangue até ao final,
como não… Tudo dói, menos a graça,
mata, Senhor, que a morte não faz mal!
Da Festa do Sagrado Coração em Julho de 1979 até aos
26 de Outubro de 1997.
A vida não costuma pedir certezas. Pede apenas um coração disposto a continuar.
Deus não ilumina o caminho inteiro de uma vez. Ilumina o suficiente para o próximo passo. E, depois dele, mais um.
Talvez seja assim que os recomeços acontecem: sem garantias, mas cheios de presença.
Edna de Andrade @coisasqueeusei.edna
Cada mensagem que te envio é um murmúrio da alma, a expressão mais íntima do meu coração a tentar chegar ao teu.
Eu Te Amo! Desde o momento em que nos separamos, meu coração não parou de te procurar em cada pensamento.
Eu te escrevi constantemente (ou: enviei mensagens) não como uma obrigação, mas como uma prova do meu afeto e da minha saudade. Em cada palavra, eu queria que você soubesse que estou me portando bem – não por dever, mas porque o desejo de te orgulhar e de voltar para você é a minha maior motivação.
Mal posso esperar para estar ao seu lado novamente.
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