Um Cavalo Morto e um Animal sem Vida

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Às vezes, o medo é apenas um medo de não dar conta.


06/09/2025

ELEGIA 1938
Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,
onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais,
sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.
Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,
e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.
À noite, se neblina, abrem guardas-chuvas de bronze
ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.
Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra
e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.
Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina
e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.
Caminhas entre mortos e com eles conversas
sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito.
A literatura estragou tuas melhores horas de amor.
Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.
Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro século a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição
porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.

- Carlos Drummond de Andrade

⁠" Por onde fores nem que seja com grande dificuldade,mas sempre esboces um sorriso,pois talvez esse seja o mais importante gesto de ternura que o teu irmão receberá de melhor durante todo o dia. "

Se tu tens tão somente um pão e tu o repartes ante à fome do teu irmão, esse imensurável gesto nobre e caridoso se equilibra e cada um fica com um pão.

A Jornada de Domily


Num pequeno bairro onde os sonhos pareciam adormecidos, vivia Domily, um jovem que acreditava que a vida podia ser mais do que apenas sobreviver. Enquanto muitos viam dificuldades, ele via desafios disfarçados de oportunidades.


Desde cedo, Domily aprendeu que o mundo não oferece nada de graça — mas oferece tudo a quem tem coragem de tentar. Com uma mente inquieta e um coração determinado, ele começou a estudar, observar e aprender com cada erro. A cada queda, levantava-se mais consciente de quem era e do que queria construir.


As pessoas diziam: “Domily, é impossível mudar o destino.”
Mas ele respondia: “O destino não muda sozinho — quem muda o destino é quem decide não parar.”


Com o tempo, Domily tornou-se uma referência. Não apenas pelo sucesso que conquistou, mas pela mentalidade que espalhou: a de que todos podem avançar, mesmo que com pouco, desde que com propósito.


Hoje, quando alguém pergunta o que fez dele diferente, ele sorri e diz:


> “Não foi sorte. Foi comunicação, coragem e fé no processo.”

“Luz no Escuro: O Sorriso de Quem Também Precisa Ser Abraçado”

Algumas pessoas, pagam um preço silencioso para arrancar um sorriso de alguém.
Elas fazem graça, oferecem palavras leves, estendem a mão ,mesmo quando, por dentro, não encontram razão alguma para sorrir.
São almas sensíveis.
Daquelas que percebem no olhar aquilo que a boca insiste em negar.
Que escutam o tremor escondido na voz de quem diz: “está tudo bem”.
E, porque enxergam a dor do outro, escolhem ser abrigo ,ainda que estejam desabrigadas por dentro.
Talvez ninguém entenda por que justamente quem faz rir é quem menos tem vontade de sorrir.
Talvez nem elas mesmas saibam explicar.
Não é sempre um motivo específico. Às vezes não é um acontecimento, nem uma perda, nem um nome.
É apenas um cansaço da alma.
Um peso invisível que não se mostra, mas se sente.
Elas não fazem questão de revelar que não estão bem.
Aprenderam a guardar o próprio silêncio para não sobrecarregar ninguém.
Transformam a própria dor em cuidado.
A própria lágrima em força.
A própria falta em presença.
E, no fundo, fazem isso porque sabem exatamente como dói quando ninguém percebe.
Há pessoas que sorriem para salvar o mundo ao redor,
enquanto por dentro travam batalhas que ninguém imagina.
E talvez o maior ato de amor delas seja esse:
continuar sendo luz, mesmo quando estão aprendendo a caminhar no escuro.

⁠A Sentença
Este não é um poema.
É o meu último relato antes de atravessar a porta do júri.
Antes de entrar em uma audiência, eu acreditava que tudo ali dentro era quase uma “mil maravilhas”. Eu imaginava técnica, ordem, respostas. Mas a realidade surpreende — e assusta. Logo nas primeiras audiências, sentado em silêncio, ouvindo relatos que não cabem em atas, percebi a quantidade de crimes, de histórias quebradas, de vidas atravessadas pela dor que passam por aquele espaço. E nenhuma delas sai ilesa.
O ser humano não é algo simples. Eu aprendi isso ali, observando pessoas que, fora daquele ambiente, poderiam estar numa fila de mercado ou sentadas à mesa de casa. Ele não foi feito para existir sozinho, mas como um conjunto, uma união que, em teoria, jamais deveria se separar. Ainda assim, é justamente nessa fragilidade — nessa dependência do outro — que surgem os conflitos mais profundos.
Um crime, quando acontece, é imprevisível. Nem sempre nasce de grandes planos ou intenções claras. Às vezes, começa pequeno demais para ser percebido: uma mensagem lida fora de hora, uma palavra atravessada, um silêncio mal interpretado. Para alguém, aquilo já é suficiente para acionar o ódio, a violência, o crime. O que parece insignificante para quem observa de fora pode ser insuportável para quem vive por dentro.
O ser humano tem o dom da discórdia. Fala o que vem, sem medir consequências. E quando percebe o efeito da própria palavra, muitas vezes já é tarde. O que para uns é irrelevante, para outros atinge em cheio. É nesse choque de percepções que nasce a brecha — uma brecha concreta, real — que rompe o indivíduo e o coloca em conflito direto com a sociedade.
Agora, diante do júri, tudo se reduz ao essencial. Já não importam discursos longos nem teorias distantes. O ser humano carrega em si uma fratura permanente: o desejo de pertencer e a incapacidade de suportar o outro. Dentro dessa fissura nascem o medo, a raiva e o impulso que antecede o ato. Não é o crime que chega primeiro, é o colapso interno — silencioso, gradual, muitas vezes invisível.
Cada consciência que entra naquele plenário trava uma guerra silenciosa entre aquilo que sabe ser justo e aquilo que não consegue controlar. Cruzo essa porta consciente de que a justiça verdadeira não começa no veredito. Ela começa no instante em que o ser humano tem coragem de encarar as próprias sombras — e admitir que, sem esse confronto íntimo, toda sentença é incompleta.

**Título: Quem Será Que Somos ou Quem Nos Tornamos Diante da Sociedade**
Existe um cansaço que não se confessa.
Existe uma inquietação que não encontra palavras.
Existe uma parte de você que permanece em silêncio porque aprendeu que revelar demais pode ser perigoso.
Vivemos sob uma vitrine permanente. A sociedade nos convida — e, muitas vezes, nos pressiona — a construir versões aceitáveis de nós mesmos. Aprendemos a organizar sentimentos, editar opiniões, suavizar arestas. Com o tempo, deixamos de perceber quando estamos sendo autênticos e quando estamos apenas nos ajustando para evitar a rejeição.
Antes de qualquer argumento ou defesa, permita que esta pergunta se aproxime de você com calma:
**Quem será que somos — ou quem nos tornamos — diante da sociedade?**
Sócrates ensinava que a vida precisa ser examinada. No entanto, examinar-se é um gesto delicado e corajoso, pois exige retirar camadas que foram construídas como proteção. Significa reconhecer que muitas decisões não nasceram da liberdade, mas do receio de não sermos aceitos.
Em que momento você começou a se adaptar para caber?
Quando decidiu que precisava ser forte o tempo todo?
Quando concluiu que certas fragilidades deveriam permanecer ocultas?
Sem perceber, você foi se moldando para agradar.
Carl Jung denominou “persona” essa estrutura social que utilizamos para nos relacionar com o mundo. A persona organiza nossa convivência, mas não pode substituir a essência. O problema surge quando já não sabemos onde termina o papel social e começa o nosso verdadeiro ser.
Aquilo que não é expresso não desaparece.
Aquilo que é negado não se dissolve.
Aquilo que é ocultado continua existindo dentro de nós.
Sigmund Freud descreveu as tensões entre nossos impulsos e as exigências internalizadas. A voz que nos cobra nem sempre é genuinamente nossa; é a sociedade instalada na consciência. Ela exige desempenho, coerência e constância. Assim, aprendemos a aparentar estabilidade mesmo quando, interiormente, estamos em conflito.
Reflita com sinceridade:
Quantas vezes você já teve a sensação de estar encenando a própria existência?
Quantas vezes carregou um sofrimento que ninguém percebeu?
Quantas vezes reprimiu sua autenticidade por receio das consequências?
Talvez não tenha sido por maldade, mas por necessidade de sobrevivência emocional.
Platão descreveu homens que confundiam sombras com realidade. Hoje, essas sombras podem ser expectativas sociais, modelos de sucesso e narrativas prontas sobre felicidade. Tentamos corresponder ao que é valorizado e evitar o que é criticado. Nesse esforço constante, afastamo-nos da espontaneidade.
Jacques Lacan afirmou que nos constituímos no olhar do outro. Precisamos ser reconhecidos para nos sentirmos inteiros. Contudo, quando essa necessidade se transforma em dependência, passamos a existir em função da aprovação alheia. Cada escolha é medida pelo impacto externo, e não pela coerência interna.
Isso gera desgaste.
Desgasta manter firmeza quando o coração vacila.
Desgasta aparentar segurança quando a mente questiona.
Desgasta sustentar uma imagem que já não corresponde ao que realmente se sente.
Talvez o esgotamento que você experimenta não seja apenas físico, mas emocional. Talvez seja o peso de sustentar uma versão de si que já não representa sua verdade atual.
Aristóteles lembrava que somos seres da pólis, destinados à vida em comunidade. O pertencimento é natural e necessário. No entanto, quando pertencer exige sufocar a própria essência, instala-se uma ruptura silenciosa.
E rupturas internas raramente fazem barulho, mas transformam profundamente.
Aqui, a reflexão precisa tocar um ponto sensível:
**Se você não tivesse medo de desapontar ninguém, que decisões tomaria hoje?**
Não responda com pressa.
Não responda para parecer admirável.
Responda com honestidade íntima.
Talvez você admitisse seu cansaço.
Talvez reconsiderasse alguns caminhos.
Talvez expressasse sentimentos que há muito tempo guarda.
Talvez abandonasse expectativas que nunca foram verdadeiramente suas.
A transformação começa quando deixamos de fugir do que sentimos.
O maior risco não é a desaprovação social.
O maior risco é viver desconectado de si por tanto tempo que já não se reconhece.
Retornamos, então, à pergunta central — agora mais profunda e pessoal:
**Quem será que você é — e em que medida foi se transformando apenas para ser aceito?**
Observe suas concessões.
Observe seus silêncios prolongados.
Observe os momentos em que preferiu segurança à verdade.
Se algo nesta leitura provocou desconforto, é porque tocou em algo real. E o que é real não exige espetáculo; exige reconhecimento.
Talvez você não precise romper com o mundo. Talvez precise apenas reaproximar-se de si mesmo. Reduzir o volume das expectativas externas e escutar aquilo que há muito tempo tenta emergir.
Porque, no final — quando não houver plateia, comparação ou aplauso — restará apenas você diante da própria consciência.
E a pergunta final não será pública; será íntima:
**Você está vivendo de acordo com quem realmente é ou continua moldando sua identidade para evitar rejeição?**
Se a resposta causar dor, não a ignore.
É nesse ponto sensível que começa a verdade.
E onde há verdade, há possibilidade de liberdade.


Prezados,
Venho, por meio desta, apresentar o espaço onde tenho publicado minhas reflexões e poemas — um projeto desenvolvido com seriedade, responsabilidade intelectual e compromisso com a qualidade literária.
Cada produção ali compartilhada é construída com cuidado na linguagem, profundidade temática e respeito ao leitor. A proposta é oferecer conteúdos que estimulem a reflexão, promovam o pensamento crítico e dialoguem com aspectos essenciais da experiência humana, sempre fundamentados em argumentação coerente e estrutura consistente.
Acredito que a palavra, quando bem cultivada, possui força formadora e transformadora. Por isso, busco unir sensibilidade e racionalidade em cada texto, mantendo equilíbrio entre emoção e clareza, inspiração e consistência.
Solicito, gentilmente, o apoio na divulgação desse trabalho. Convido-os a criar uma conta na plataforma, acompanhar as publicações e compartilhar o conteúdo com suas redes, caso considerem pertinente. A expansão de um projeto literário depende da colaboração daqueles que reconhecem o valor da reflexão e da produção intelectual.
Agradeço, antecipadamente, pela atenção e pelo apoio.
Atenciosamente,
Jeanderson Pereira

Quando você passa a ser um observador, se dá conta que muitos vivem por seus egos e demônios, enquanto um outro lado busca a Deus.
E na fragilidade da vida humana, o homem encontra a morte que o mostrará a verdade.

Eu posso imaginar um mundo melhor que o nosso, então nosso mundo não é perfeito, não é o melhor dos mundos possíveis, portanto deus não existe, ou não é bondoso!

Teus olhos, eternidade



Nos teus olhos, encontro o mar,

um brilho que sabe segredos do tempo,

e me faz querer naufragar

no silêncio doce de cada momento.



Teu olhar é chama serena,

que aquece a noite sem precisar de luar,

teu sorriso promessa pequena

tem o poder de tudo transformar.



A pele que guarda o tom do sol,

o gesto que fala sem uma palavra,

és poema escrito em véu de arrebol,

és o verso que o amor sempre buscava.



E se o destino ousar me guiar,

quero ser o eco do teu coração,

pois em ti descobri o lugar

onde a vida se faz canção.

Apaixonada fake



Teu olhar é um convite ao infinito,

um segredo guardado no brilho do luar.

Quando me perco em teus olhos bonitos,

é como se o tempo parasse pra amar.



Tuas mãos carregam ternura discreta,

teus gestos são versos que dançam no ar,

teu sorriso é a estrela que sempre me afeta,

fazendo meu peito de amor transbordar.



Se um dia eu pudesse ser teu abrigo,

guardaria em mim teu respirar,

pois viver contigo, meu doce destino,

é o sonho que nunca quero acordar.

Há em ti um poder que incendeia,

um fogo que arde só de me olhar.

Teu silêncio é chama que incendeia,

teu perfume é desejo a me dominar.



Tua boca é tentação proibida,

teu toque, vertigem, um grito a calar.

És o veneno que dá vida à vida,

és o delírio que não quero escapar.



No abismo dos teus olhos me lanço,

sem medo do mundo, só quero provar

que no teu abraço, selvagem e manso,

o amor é chama que veio pra eternizar.

Apaixonada fake

Teu olhar é um convite ao infinito,
um segredo guardado no brilho do luar.
Quando me perco em teus olhos bonitos,
é como se o tempo parasse pra amar.

Tuas mãos carregam ternura discreta,
teus gestos são versos que dançam no ar,
teu sorriso é a estrela que sempre me afeta,
fazendo meu peito de amor transbordar.

Se um dia eu pudesse ser teu abrigo,
guardaria em mim teu respirar,
pois viver contigo, meu doce destino,
é o sonho que nunca quero acordar.

Eu poderia ficar acordado

apenas para ouvir sua respiração,

um sopro leve que embala a noite

como canção de ninar.



O seu sorriso, discreto e sereno,

floresce em meio ao sonho,

e ilumina a escuridão

com uma ternura silenciosa.



E quando você viaja distante,

eu permaneço aqui, quieto,

acolhendo a paz que encontro

só por estar ao seu lado.

“O passado é um lugar que guarda lembranças e, às vezes, arrependimentos que o coração ainda tenta entender. O futuro é um mistério, silencioso e imprevisível, que não nos faz promessas. Mas o presente… ah, o presente é o único instante que realmente nos pertence. É onde a vida respira, onde o coração sente, onde tudo pode começar. Então viva… viva agora, com alma, com coragem, com verdade. Porque é no agora que a vida acontece.”

Quem é criativo tem um poder tão devastador que não precisa de muita força para perseverar os obstáculos, basta resistir.

A dor é um processo pelo qual todos nós passamos, e é por meio dele que somos aperfeiçoados nas mãos de Deus!

Amar o próximo é um ato nobre, mas quando não há colaboração mútua, a bondade se transforma em ingenuidade.

O amanhã não é apenas mais um dia, mas uma folha em branco
Onde o seu melhor ainda pode ser escrito.
Terá preocupações.
Dúvidas.
Dívidas
Incertezas, mas a certeza de que Deus está no controle de tudo!
Sempre .⋆♱˚˖𓍢ִ໋❀⋆˚꩜。ᥫ᭡