Um Amor Amigo Companheiro
“Despiu-se das velhas crenças
rasgou os preconceitos,
tirou dos pés as amarras,
calçou a coragem.
Sua nova roupa é transparente
revelando ousadia
não se vestiu de ceda,
se renda, nem de alinho fino
vestiu-se de amor e
revestiu-se de alma.
Ela vive na contramão do mundo
é natural que pareça ser um erro.
Mas ela não se vestiu de “ceda”,
não me refiro à seda tecido, e sim
a ceda do verbo ceder.
Ela não se vestiu de ”ceda” para
ceder ás pressões do politicamente
correto, corrupto.
Ela não se vestiu de “renda”
e não me refiro a renda tecido,
mas sim a renda do verbo render
e a renda, receita, salário.
Ela não se vestiu de se renda
para se render ás convenções dogmáticas
e não se vende a verdades absolutas,
discriminatórias, carregadas de
esteriótipos e intolerância.
Ela não se vestiu de “alinho”,
não me refiro ao linho tecido e sim
ao alinho do verbo alinhar.
É natural que pareça ser um erro,
mas ela não se alinha ás regras
e não se iguala àqueles que julgam
as escolhas alheias como sendo erradas
por serem diferentes das suas.
Pode até parecer um erro, e ela erra muito,
mas se vestiu de amor, e não me refiro a vestes
de tecido ou ao tecido da pele, pois nela
o amor é sangue em movimento continuo,
circula, propaga-se, renova-se.
E revestida de alma vivi.
No mundo, talvez, seja comum condenar
os erros alheios, mas através de alguns erros
é possível aprender, apreender e ensinar
e ainda assim nada saber, pois
o conhecimento é vivo e mutável. “
Viviane Andrade
Você sumiu da minha vida, mas não do meu coração.
Você deixou uma ferida, espero que não seja em vão, volte, venha, por favor, seja meu amor.
Venha me curar, você desapareceu sem eu ver, mas vejo o rastro do meu sangue em você, em minha dor irei caminhar, até um dia te encontrar, espero que esse dia você não tenha outro a amar.
E quando eu olho pra você, o mundo para de vagar
Meu coração acelera, esse é meu jeito de te amar.
Eu estava recém-separada e com aquele discurso cafona de de não morar junto nunca mais. Mas aí você começou a jogar sujo, e fez coisas terríveis e imperdoáveis, como brincar com o meu filho e saber o número do meu pé. E eu fui estudando desesperadamente para descobrir os seus defeitos, porque não era possível alguém acordar bem-humorado e ainda por cima fazer cappuccino com aquela espuma profissional. E assim eu fui ficando… uma semana, um mês, sete anos. E assim estou, sem planos de ir embora.
Essa estrela que lhe atrai, é fruto
do caos que existe aqui.
Usufruir do meu brilho, é também
aceitar a escuridão que mora em mim.
Depois, quando tudo passar, não venha culpar o vento pela bagunça.
Você sabia onde estava cada coisa.
Sabia quem era importante, o que merecia cuidado,
o que precisava de abrigo.
O vento passou por todos nós,
mas só bagunçou o que foi deixado de lado.
Você segurou o que tinha prioridade para você.
Então, em vez de dizer as razões pelas quais eu te amo, eu vou lhe contar as razões pelas quais não amo. Eu não te amo porque você é inteligente e gentil. Eu não te amo porque você é trabalhador e competitivo e muito defensivo.
Eu não te amo porque você é incrivelmente sexy. Eu te amo porque você é meu melhor amigo e eu quero envelhecer do seu lado. E, neste momento, estou confusa sobre tudo na minha vida, exceto você.
Criatura
Você é a mais bela,
das belas criaturas que já vi.
Seu doce perfume me desperta o desejo...
de me envolver delicadamente em seus beijos.
Em seus olhos puros,
os meus se enlaçam.
As minhas mãos,
às suas unem.
Sentimento único,
existente apenas por nós.
Mesmo distantes,
jamais estaremos sós.
Queria te contar o que sinto,
perguntam se amo você, digo que não e minto.
Em nossas conversas, meu coração bate mais forte,
em seus abraços mergulho meus devaneios,
você é meu sul e meu norte,
que se danem os comentários alheios!
É difícil esconder todo esse sentimento,
guardar tudo aqui dentro...
Chegou a hora de contar,
que eu sempre te amei,
me apaixonei,
sempre vou te amar!
Se você soubesse o quanto é lindo e como me fortalece te ouvir dizer o que sente por mim,
ah, se você soubesse...
não me diria apenas uma vez...
Tentação
Eu fechei os meus lábios para a vida
E a ninguém beijo mais, meus lábios são,
Cmo astros frios que, com a luz perdida,
Rolam de caos em caos na escuridão.
Não que a alma tenha já desiludida
Ou me faleçam os desejos, não!
O que outrem prejulgava uma descida,
É subir para mim, elevação!
Vejo o calvário por que anseio, vejo
O Madeiro sublime, "Glórias" ouço,
E subo! A terra geme... eu paro. (É um beijo.)
A moita bole... Eu tremo. (É um corpo.) Oh Cruz,
Como estás longe ainda! E eu sou tão moço!
E em derredor de mim tudo seduz!...
Quanta leveza você carrega nesse teu sorriso. Ao ponto de tornar os grandes problemas da minha vida inúteis e incapazes de abalar essa estrutura sólida da história que estamos construindo. Quanta beleza nesse teu olhar. Que me encoraja a olhar pra frente. Na certeza que você estará ao meu lado. Sempre. Quanta verdade na tua palavra. Que, na verdade, nem precisa ser exatamente dita. Quanta força em teu abraço. Um carregador humano de energia positiva. Quanta sorte é você. Ter você. Em minha vida.
Borboleta é flor que o vento tirou para dançar, pessoa é estranho ímpar que o mundo resolveu testar.
A frente, o desconhecido, tão escurecido em dúvidas
quanto o céu antes do temporal,
a incerteza de minhas ações
gera descontentamento matinal.
Queria seguir os pontos,
queria ligar os pontos,
adentrar a fortaleza e continuar os sonhos,
porém, a incerteza da felicidade
é que faz a mente virar.
Tudo vai ser perfeito,
mesmo não sendo tudo aquilo que se planejou
tudo será intenso, assim como sempre foi,
pois nem o futuro pode apagar as marcas do passado.
As histórias são recontadas de tantas formas,
que chegará dias em que vamos até confundir
se foi no ano novo que nadamos pelados
ou se foi aquele ano que ficamos deitados
dando nome as estrelas até o sol ressurgir.
É tudo indefinido, está relativamente ligado
ao nosso incerto caminho.
Destino, acaso, desejo, talvez, não sei, tomara, futuro,
são pensamentos que geram atitudes
tão desvirtuadas e intrigantes
que é impossível não se atrair...
falar de futuro e sonhos é se mostrar na velhice,
mesmo não sendo tão real, às vezes ilegal,
entretanto sincero e verdadeiro.
É bom às vezes sentir medo,
É livre o arbítrio de ser quem quiser ser
e também pesadas demais as consequências.
Todo livre paga caro por sua maneira de viver,
é raro ser entendido, compreendido e apoiado,
estreitando a linha da loucura e da lucidez
de desejos e desvirtuações,
de anseios e convicções.
A frente o desconhecido, tão escurecido em dúvidas
quanto o céu antes do temporal.
O sangue escorria, naquele líquido vermelho a dor se ia, era necessidade, diferente do desejo e insanidade, a dor parava, descansava. Os olhos fechavam, ali escurecia, sentia-se bem, era o lugar onde se encontrava, sentia o coração ficar calmo aos poucos, história escrita com sangue, se tornando melhor. Pedaços vazios. Mutilação. Restaram os pedaços que se tornaram cicatrizes, aquelas que mais tarde ao passar a mão, se orgulhou por ter aguentado fortemente sozinho, sem precisar da ajuda de quem o julgava e acabava com suas esperanças de viver a história que escrevia.
Ela teve seu coração desfiado, mas tem fome de resiliência. Não importa se esteja sangrando, ela continua passeando pela vida com seus muros, medos e pontes. Sua maior segurança é a esperança. E quando todo mundo espera lágrimas, ela chega com um sorriso iluminado no rosto. Ela tem um pertencimento próprio que ninguém invade. Ela ama, muito. E, se não a amarem, ela continua amando, mas procurando outros meios de seguir sozinha e amar de novo. Porque, pra ela, o amor sempre vence no final.
