Tudo Oque eu Sentia Acabou
Se eu te fisgar com um verso
Venha calmo ao contrário do literal
Penso ter nas minhas linhas força suficiente
Pra ti puxar pro meu literário pretexto
Tenho o sal pra palavras
E não é ser grosso
É que, pro peixe certo
Ler assim faz crescer o olho
Pro jeito certo
É ver na água... peixe grande...
E lançar o próprio esboço
Pra pegar versos de bom valor
Grandes e espertos
Esses pedem linha
E não perdê-la...
Em água rala
Tubarão de poema devora tédio
literalmente!
(Leonardo Mesquita)
“O Doce Lugar Onde os Livros Moram”
Eu morava em Macabéa, no Beco dos Milagres, e fique sabendo: Meus Passos Vêm de Longe. Talvez venham de um lugar onde os homens aprendem cedo que a vida é maior do que a estrada que conseguem enxergar e que, para atravessar certas distâncias, basta abrir um livro e aceitar o risco de nunca mais voltar sendo o mesmo.
Foi assim que um dia encontrei Dom Quixote. Vi aquele homem magro levantar sua lança contra os moinhos e compreendi que há uma espécie de dignidade reservada aos que ainda ousam lutar contra aquilo que o mundo inteiro já aceitou. Chamaram-no de louco. Talvez fosse. Mas desde então desconfio que algumas loucuras são apenas sonhos que se recusaram a aprender a linguagem da resignação.
Continuei andando.
Entrei no Grande Sertão: Veredas e descobri que o sertão não termina onde acaba a terra seca. O sertão entra no homem. Tem encruzilhadas, medos, demônios e perguntas que nenhuma estrada responde. Foi ali que encontrei também o Burrinho Pedrês e atravessei Campo Geral, percebendo que Guimarães Rosa sabia uma coisa que poucos sabem: até o silêncio de um bicho pode contar a história inteira de um homem.
Mais adiante encontrei Vidas Secas. E aquelas vidas me ensinaram que a fome também possui linguagem, embora quase nunca tenha voz. Vi homens, mulheres, crianças e uma cachorra atravessando uma terra onde até a esperança parecia precisar economizar água. Depois entrei n’O Cortiço e encontrei outro Brasil: apertado, barulhento, desigual, fervendo de desejos, misérias, preconceitos e sobrevivências. Ali compreendi que algumas casas possuem paredes, enquanto outras possuem destinos.
Mas continuei.
Porque meus passos vêm de longe.
Passei pela Memória do Cárcere e descobri que existem grades capazes de prender o corpo sem conseguir aprisionar o pensamento. E foi talvez por isso que, quando encontrei A Rosa do Povo, compreendi que a poesia também pode nascer no meio do concreto, da guerra, do medo e da injustiça. Há rosas que não foram feitas apenas para perfumar. Algumas nascem para incomodar o mundo.
Carreguei comigo O Livro dos Abraços, porque depois de tantas dores precisava acreditar que a humanidade ainda cabia no gesto de dois braços. Mas Eduardo Galeano não me deixou descansar por muito tempo. Abriu diante de mim As Veias Abertas da América Latina, e eu vi um continente belo sangrando através dos séculos: ouro, prata, terra, suor, povos e sonhos atravessados pela cobiça. Percebi então que há feridas que pertencem a uma pessoa e outras que atravessam gerações inteiras.
Foi nessa caminhada que encontrei O Santo e a Porca e aprendi a rir das contradições humanas, porque Ariano Suassuna sabia que até nossa miséria pode carregar graça, esperteza e uma profunda vontade de continuar vivendo. Depois veio A Cabeça do Santo, lembrando-me de que o extraordinário às vezes escolhe justamente os lugares esquecidos para acontecer.
Mas houve um livro diante do qual precisei diminuir os passos.
O Avesso da Pele.
Porque existem histórias que não pedem apenas leitura. Pedem consciência. Há peles sobre as quais o mundo escreveu violências antes mesmo de perguntar o nome de quem as carregava. E quando viramos essa pele pelo avesso, encontramos memória, identidade, amor, ausência e uma humanidade que tantas vezes tentaram reduzir à aparência.
Então compreendi por que havia caminhado tanto.
Eu não estava procurando o final de nenhuma história.
Estava procurando pedaços de mim.
Um pouco de mim ficou com Dom Quixote diante dos moinhos. Outro atravessou as veredas do grande sertão. Uma parte sentiu sede com as Vidas Secas, outra espiou pela janela d’O Cortiço. Fui prisioneiro por algumas páginas na Memória do Cárcere, segurei A Rosa do Povo entre as mãos, recebi O Livro dos Abraços contra o peito e senti correr diante de mim As Veias Abertas da América Latina.
Ri com O Santo e a Porca. Escutei os mistérios d’A Cabeça do Santo. Toquei, com cuidado, O Avesso da Pele. Atravessei Campo Geral ao lado de um Burrinho Pedrês e, depois de tanta terra, tanta gente, tanta dor e tanta beleza, cheguei aos Contos do Mar sem Fim.
Foi quando finalmente entendi:
eu nunca morei apenas numa casa.
Passei por Macabéa e pelo Beco dos Milagres. Cruzei sertões e veredas, conheci o cortiço e senti de perto as paredes do cárcere. Andei entre santos e porcas, colhi rosas, recebi abraços e encontrei homens, bichos, loucos e retirantes pelo caminho.
No fim, descobri que minha verdadeira morada sempre esteve nas páginas.
E fique sabendo, caso algum dia encontre minhas pegadas entre um livro e outro: meus passos vêm de longe.
Vêm de todos os escritores que me emprestaram seus olhos para que eu pudesse enxergar um pouco além dos meus.
Porque existem livros que a gente lê e coloca de volta na estante.
Mas existem outros que fazem justamente o contrário:
abrem a gente,
entram devagar,
e passam o resto da vida morando em nós.
“existem livros que a gente lê… e outros que passam o resto da vida morando em nós”
Se eu pudesse, arrancaria toda dor de ti
Se eu pudesse, traria só as belezas das flores para seus olhos
Se eu pudesse, traria mais sorrisos belos em seus lábios
Se eu pudesse, faria o sol brilhar mais
Se eu pudesse, roubaria a lua p ti contemplar
Se eu pudesse, traria suave musica para seus ouvidos
Se eu pudesse, faria as ondas do mar acariciar seus pés
Ser eu pudesse, andaria de mãos dada contigo, até mesmo na chuva
Se pudesse, dançaria descalça para ti
Se eu pudesse, te abraçaria agora e diria: vai ficar tudo bem.
—By Coelhinha
No paraíso dos teus olhos,
eu fico perdida, porque estou perdida,
na paz dos seus lábios,
Eu sinto que eu estou contigo,
no universo da minh'alma,
vivo de mil maneiras,
com você, vivo te amando.
Você conhece o silêncio e os sonhos,
com melodias, formosura
e a sensação do desejo,
sei que meu mundo,
e toda a cobiça, avariçia
conhecer o teu amor,o meu amor.
—By Coelhinha
Dizem que felizes aqueles que o namorado são seus melhores amigos. Eu não tenho namorado, mais tenho namorido... que é meu melhor amigo.
—By Coelhinha
“Desculpa meu bem, mas eu nunca foi boa em sorrisos forçados, sou melhor nas gargalhadas.”
—By Coelhinha
“ Eu não sou fácil de conviver. Eu deveria ter avisado ne? Não tenho costume de me calar. Na verdade tenho a boca enorme (exceto o coração) que por sinal é maior ainda. Falo o que devo e até o que não devo também . Sou chata, encho o saco, Odeio cobranças não cobro de ninguém e se quero ou quando quero faço, não fique na minha cabeça achando que por ficar como um tica tac de um relógio vou correndo atender a Vossa Excelência [...] e desaforo? Sempre devolvo e se não consigo por respeito? Deixo ela na esquina, mais não levo pra casa. Meus defeitos são mais que vrtudes.... (virtudes tenho poucos mais o suficiente pra me fazer ser querida, respeitada e amada),já os defeitos? Vai anotando pra que não se te escape nenhum. O maior deles é meu mau humor. Ele não tem hora. Posso estar um doce agora como apimentada em questão de segundos. Sou perceptiva, possessiva, vingativa, persuasiva, ciumenta, perfeccionista, mimada, implicante e irritante… muito irritante. Paciência?!...ai tadinha de mim ganhei em dose miníma como um frasco de perfume francês… Ah! ia esquecendo de mencionar que sou espaçosa e turrona. Se eu disser que sim, é sim. Se eu disser que não, preste atenção. Não responsabilizo por meu atos. Você vai se surpreender com cada atitude impulsiva."
—By Coelhinha
"Hoje sinto uma necessidade de ficar só e não é que eu não goste de companhias agradáveis. O fato é que às vezes tenho uma carência infinita de solidificar meu 'EU'."
—By Coelhinha
Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.
(João 14:6)
"Se você colocar Deus primeiramente em tudo na sua vida. Não tem como percorrer caminho errado."
─By Coelhinha
"Sabe quem acordou com a corda toda hoje???
Isso mesmo o varal da minha sacada, eu acordei com uma vontade enrolada de voltar pra cama."
—By Coelhinha
"Leva-me Senhor à Teu evangelho no Seu tempo e destempo onde eu possa ouvir, ver andar, falar e tocar sobre o Reino da Tua vontade, até que o céu se manifeste em mim. Que os Teus sentidos no dom da Tua Palavra funcione através de mim e primeiramente sobre mim. Se sou transformada fluirá transformação aos que me rodeiam."
—By Coelhinha
“Ouço todo tempo algumas pessoas dizer. "SÓ DEUS PODE ME JULGAR." Daí eu pergunto: "E ISSO NÃO É O SUFICIENTE PARA TE ATEMORIZAR?".”
—By Coelhinha
"UMA COISA PRIMORDIAL NA MINHA VIDA EU APRENDI: Nunca dê sua atenção (MORAL) para quem não quer e muito menos contar sua vida para quem não interessa saber suas dores mais na hora do milagre, na hora da benção está ai e quer que você comparta. SAIBA SER SELETIVO."
—By Coelhinha
"Temos que aprender o que é ser intercessores. Não oramos pra o `EU`senão para o `NÓS`, isso sempre levará a sermos agentes do Reino. Quando entendermos isso, saberemos ser guerreiros para entrar na brecha e vencer qualquer batalha. De momento estamos como os Hebreos(dando volta ao redor da montanha). Que Deus tenha misericórdia de TODA A HUMANIDADE, sendo povo de Deus ou não, somos TODOS criados por Ele. Então devemos ser como Jesus que veio para nos dar exemplos de servir a todos.
[NÃO QUEM QUEREMOS, SENÃO A QUEM PRECISA.]"
—By Coelhinha
"Eu só quero algo recíproco, saudável, leal e exclusivo. Não é pedir muito...SERIA PEDIR MUITO?"
—By Coelhinha
"E se eu te dissesse que a sua vida poderia mudar completamente apenas pelo jeito de como você olha para Deus?"
—By Coelhinha
"Eu não vou pelos fundamentos da minha fé em um deus (pequeno, diminutivo), que podem ser destruídos em uma era atômicamente de sistemas e doutrinas pagãs, mas em um Deus(maiúsculo) que tem sido nosso socorro desde gerações passadas, nossa esperança para os anos que virão, nosso abrigo nos dias de tempestades, nossa fortaleza nos dias de aflições. Este é o Deus em quem eu estou colocando todo fundamento da minha fé. Este é o Deus que eu rogo a vocês para adorarem neste dia chamado ''hoje'' neste momento chamado ''Agora''.
—By Coelhinha
"A vida tem um jeito lindo de nos encaixar em lugares e pessoas que são um bom lugar. E eu acabei aprendendo que sou uma pessoa que no final não são necessárias tantas pessoas. Apenas as necessárias. Lembre-se. Sua certeza precisa ser maior do que a dúvida dos outros."
—By Coelhinha
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